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╚══► www.ecossistemas.com
♻ Responsaveis por vários Ecossistemas desde 1989 ♻
Algarve ,Lisboa ,Coimbra e Andaluzia - Portugal & Spain
P.M.E. Lidér - ISO 9001 - Desde 1989 a criar áreas verdes.
Missão
Desde a concepção à manutenção, a ECOSSISTEMAS é uma empresa especializada em Jardins, Pavimentos, Iluminação, Arranjos Exteriores e Sistemas de Irrigação.To protect the surrounding environment and to provide total satisfaction to our clients; these are our main objectives, evidenced by the more than one thousand projects we have implemented over the years.
Descrição
O inicio de actividade comercial deu-se como Empresário em nome individual no mercado nacional, essencialmente no Sul Algarve e Alentejo tendo executado entre 1991 e 1998 alguns trabalhos em Espanha inclusive na Expo de Sevilha e de Lisboa. 
Em 2000 cria se a empresa Ecossistemasol, Construção Civil e Espaços Verdes LDA. Em 2002 a Empresa de Viveiros de Arvores centenárias e adultas Oliveiras de Portugal (oliveirasdeportugal.com) e em 2007 a Ecoviveiros; Produção, Impor, Exportação de Arvores e Plantas Ornamentais LDA. 


Em 1990 os clientes obrigam a serem criadas condições na criação de uma empresa de serviços na área da Conservação e Manutenção, ambos dão inicio de actividade com meia dúzia de funcionários tentando-se sempre manter numa empresa de pequenas dimensões de forma a poderem manter a qualidade. 
Quer a satisfação como hábito de exigência dos nossos principais clientes variados e alguns de exigência superior tais como clientes originários do Norte da Europa obrigaram-nos a que o nosso crescimento fosse sustentável, quer pela procura de serviços que eram prestados, como nos sectores onde existiam diversas lacunas de mercado em serviços; tais como irrigação, iluminação exterior, manutenção de rede de rega automática, construção de muros de pedra, calcadas, drenagens em empreendimentos turísticos desde o Carvoeiro Golfe, Carvoeiro Clube, Quinta do Paraíso, Vilamoura clube House Vitoria Golfe actual Oceânico, Bemposta, Quinta do Lago e Marinha, Vilamoura, Fabrica do Inglês, Retails Parques e centros comerciais, marinas tais como de Lagos, Hoteis variados entre outros mais como clientes de cariz particular que se foram alargando pelo território nacional desde a Quinta do Peru, Óbidos ou de Lisboa a Valença pelo litoral e interior de Portugal. A internacionalização dá se com acompanhamento dos nossos clientes em projectos internacionais.


O mercado de Obras Publicas sempre foi importante na nossa área apesar de separado do mercado Privado pelas diferenças de objectivos e qualidades.
Absorveu parte da nossa facturação tendo realizado obras de referência tais como Teatro de Faro, Fábrica Do Inglês, Parque de Exposições de Portimão, Marginal de Portimão e Quarteira, Polis de Albufeira e Silves, Escolas Básicas, Vias de Comunicação, Hospitais, edifícios administrativos entre outros. Com a crise imobiliária na década 90 e na expectativa de não se reduzir a estrutura da empresa, criando-se equipas autónomas para corresponder ás necessidades neste tipo de mercado e também pelo decréscimo do investimento privado no nosso pais as Obras Publicas passam a ter mais relevância obrigando-nos a alterar o nosso Alvará como a Industrial de Construção Civil, com as respectivas subcategorias de Arranjos Exteriores a nossa sempre e actual actividade económica situação adversa a partir de 2006 passando os nossos objectivos serem com maior incidência no mercado Privado pelas dificuldades mundiais.

Demonstrando uma aptidão internacional e reconhecida por vários prémios internacionais o extenso leque de clientes em conjunto sólida harmonia no relacionamento e satisfação total comprovada pelo tipo e carteira de clientes é garantida a nossa internacionalização em diversos continentes com trabalhos de dimensão superior ao efectuados no nosso País recorrendo a meios próprios e consórcios com outras empresas demonstrando a capacidade de efectuar Espaços Verdes em qualquer canto do Mundo com Arvores de Portugal.

Alem de criarmos Ecossistemas, somos um Ecossistema, um todo como uma família no nosso ambiente de trabalho aberto e multidisciplinar com a capacidade de desenvolver e manter os desejos dos nossos Clientes que agradecemos pela confiança que nos depositam ao longo destes anos.

200 000 ✔
Informação geral
A Ecossistemas surge pela necessidade do mercado na área, criando serviços e produtos mostrando-se e estando sempre presente a crescente actualizações do mercado pelas tendências, tornando-se auto-suficiente no sector de Construção e Projectos de Espaços Verdes.

Demonstramos a capacidade inovadora e adaptação a diversos tipos de terreno e locais ou obstáculos estando entre as principais empresas de Projectos de Arquitectura Paisagística e de Construção e Manutenção de Áreas verdes da Europa, ou mundial. O mercado onde operamos com a principal localização é no Algarve ou Sul da Península Ibérica; Ilhas, Espanha, África e América do Sul. A nossa presença no campo científico tem se demonstrado relevante em áreas como Química, Solos, Relvados, Arboricultura, Transplantes, Plantações, Equipamento e Gestão de Recursos Hídricos.

O espírito na adaptabilidade é demonstrado pelo nosso largo e vasto Portfolio tendo realizado mais de mil projectos com concepção /construção e capacidade técnica de realização ou produtiva em meios e recursos próprios e analisando o volume de vendas é registado o crescimento estrutural da empresa face aos meios e investimentos efectuados resumindo-se a trabalhos de louvor e de alto gabarito internacional com prémios atribuídos á empresa como a clientes.

A Construção Civil e as Áreas Verdes funcionam como um todo, pelo que a nossa intervenção de Concepção (Projecto) é responsável desde a compra do local (Terreno) em simbiose com o tipo de jardim pretendido, com um estudo detalhado do meio local (Fauna, Flora, solo e clima.) antes de qualquer intervenção humana ao acompanhamento da Arquitectura geral, Construção, Finalização e Conservação ou a Garantia. O acompanhamento da obra depois de analisado é largamente um investimento recuperável pelo Dono de Obra tal como a fiscalização (Ex Movimento e aproveitamento de terras locais e vegetais e vegetação) uma vez que a área Verde deve-se integrar na Paisagem local e não área verde local ser modificada ou alterada pelas áreas a construir de forma a não se sobressair e adaptando-se antes ao meio ambiente local, respeitando-o e jogando com materiais e vegetação local de forma a não criar-se sinergias das diferentes formas de vida racionais e sustentáveis.

O elevado grau de exigência dos nossos clientes sempre foi a nossa preocupação principal em que a nossa actividade tem uma base de Concepção, Realização, Manutenção e Garantia garantidamente pelo maior período possível de forma a minimizar-nos de intervenções futuras de optimização ou reparações posteriores para que se consigam garantir as exigências no mercado Privado e Publico, que sem dúvidas passam de geração a geração tal como registado em vários dos nossos clientes. Herdar um meio ambiente com qualidade depende essencialmente de cada um de nós, perceber donde surge o reino vegetal (arvores, plantas) percebe-se que uma área verde deve ser um todo, um ECOSSISTEMA, como forma apelativa de trazer outras formas de vida e qualidade da qualidade do meio, construindo-se com meios e materiais locais, que sejam utilizadas de forma funcional em vez de observadas com formas de vida do saber estar e ser e que todos nós consigamos regozijar em vez de mostrar servindo de lição educativa a muitos de nós de onde provêm as nossas origens e até onde vão as nossas capacidades evolutivas.

Delegação centro

Av. Fernando Magalhães 619 1 andar 

- 300 -178 Coimbra

Tel- 919845659 



Delegação Lisboa

Rua Cabo da Roca, edifício Interlook - 1º Piso 

– Sitio dos Vales – 

APARTADO 1576.2875.087 - SÃO DOMINGOS DE RANA

Tel- 961345276

Filial de Espanha – Andaluzia
Calle del Comércio, Local nº1,
P. I. de Antequera
29200 Málaga
Tel.: 919845659

GPS: 37.029717 N,-4.534382 W 

Webmaster Rui Pedro




Paisagismo ou arquitectura paisagista não é jardinagem

Arquitetura é paisagem, e o domínio da paisagem é o território – entendido aqui como o espaço onde arquitetos intervêm. Nas palavras de Graciela Silvestri e Fernando Aliata, “para que exista uma paisagem não basta que exista natureza; é necessário um ponto de vista e um expectador; um relato que dê sentido ao que se olha e experimenta como ator e como expectador”.
Essa explicação, apesar de satisfatória, representa uma das vertentes da disciplina paisagística: aquela que se vale da contribuição das artes plásticas (em particular da pintura). A outra vertente está relacionada com o planejamento paisagístico, originário dos conhecimentos de natureza e território e suas decorrências em relação à conservação, à biodiversidade. Essa segunda vertente – talvez seja a mais difícil de se apreender, que foge ao senso comum. Estamos nos referindo ao binômio Homem/Sociedade, Natureza/Território com Paisagem/ Design-projeto; a convergência das vertentes é nossa busca e intenso desafio.
Confundir paisagismo com jardinagemtalvez seja o principal – e certamente o mais comum – equívoco que se comete em relação ao assunto. Isso reflete um certo elitismo, e também um reducionismo do termo, provocado pela pobreza do ensino e das limitações atuais no campo profissional do paisagismo no Brasil. A história do paisagismo deve muito à história dos jardins. Contudo, o entendimento que devemos ter do termo paisagem refere-se a um domínio mais amplo que esse: se a Terra é um jardim dos Deuses, o que os Homens representariam nela? Desde o século XIX já existem conceitos mais desenvolvidos que entendem a paisagem como uma categoria de explicação do mundo, dos sistemas biofísicos e sociais em interdependência. O processo de modernização da agricultura, de industrialização e urbanização da sociedade impôs profundas transformações no mundo atual – que está longe de ser um belo jardim idílico. Entre os séculos XIX e XX, marcados pela passagem do “pintoresco” para o impressionismo-expressionismo e a arte abstrata, uma outra forma de ler e olhar a natureza e a paisagem foi-se constituindo. O cinema captou isso, na medida em que sua relação com a pintura foi mediada pela fotografia, superando a visão panorâmica que caracterizava esse período anterior à sétima arte. Além disso, o cinema incorporou uma outra dimensão à percepção instantânea dos fatos e seus contextos: a noção de tempo, que permite capturar as transformações no mundo. Toda paisagem é dinâmica, portanto é percebida e lida de maneira polissensorial (som, olfato, tato, visão e paladar) assim como temporal e tridimensional.
Outro equívoco consiste em reduzir as paisagens aos seus aspectos sensíveis e estéticos. Falamos de uma paisagem e logo lembramos de um postal, de uma vista, de uma pintura. Porém, devemos nos perguntar: que forças moldaram aquela paisagem? Quem a pintou, quando e por que? Quais contribuições da história e da cultura humanas estão presentes nessa imagem ou representação? Que valores políticos, estéticos e éticos elas nos revelam. Ou seja, não é possível falar de paisagem sem nos referirmos ao homem, vivendo em grupos ou sociedades. Talvez nosso desafio seja saber o que entendemos por estética hoje.
E, um terceiro aspecto que freqüentemente se percebe é esquecer também que toda paisagem é dinâmica e mutável, no tempo e no espaço. As paisagens assentam-se sobre uma materialidade física e biológica complexas; à sua vez, esse sistema serve de substrato para as ações humanas, sejam elas com finalidades produtivas ou de intelecção. A hegemonia do modo de vida urbano no mundo contemporâneo tem alienado as pessoas que convivem em ambientes altamente antropizados (mudados intensamente pela ação humana), fazendo-os crer que a Natureza desapareceu desses contextos e lugares. Não é verdade, a vida só se sustenta porque a natureza está presente.

Os profissionais habilitados para realizar projetos de paisagismo no Brasil são exclusivamente os arquitetos e urbanistas, por lei. No entanto, a paisagem não é um tema de estudo exclusivo desses profissionais, dada a sua natureza eminentemente interdisciplinar. Geógrafos, engenheiros agrônomos e florestais, designers, botânicos, biólogos, historiadores, sociólogos, antropólogos, artistas, entre outros, utilizam conceitos de paisagem e transformam esse campo de estudos e de trabalho em uma rica arena de debates e, ao mesmo tempo, de imprecisões teóricas, conceituais e de método para sua apreensão.
O tema paisagem carece de mais estudos e debates no Brasil, principalmente da difusão e divulgação daqueles já realizados para avançar a patamares mais condizentes com as potencialidades e necessidades da nossa sociedade. Cada país tem sua própria história nesse sentido, não podemos e nem devemos copiar os conceitos de outros países, de outras culturas e continentes. Entender a paisagem brasileira, tanto do ponto de vista dos sistemas natural e sócio-cultural é uma obrigação para os acadêmicos que de alguma forma se aproximam a esse conceito, a esse objeto de estudo e de trabalho.
Já o modo de ensinar projeto de paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo brasileiras deve muito à tradição norte-americana moderna, especificamente a da costa Oeste dos EUA. Isso porque as primeiras disciplinas e exercícios de projetos paisagísticos ministradas na FAUUSP devem-se ao professor Roberto Coelho Cardozo, que se formou em Berkeley. Segundo Miranda Magnoli; “o professor Roberto Coelho Cardozo, por peculiaridades dele, trouxe essa visão para suas aulas; porém, sua origem nos despertou para a ampliação do mundo; em particular, na medida em que cabe à Instituição Universitária fazer obras do saber, acabou por nos chamar atenção o fato que a primeira disciplina acadêmica de paisagismo aconteceu em 1900, nos Estados Unidos. É importante salientar que, por ocasião da ida de vários pioneiros da arquitetura moderna para os Estados Unidos com a Segunda Guerra Mundial, a então “landscape architecture” não tinha na Europa a maturidade e forma adquirida nos E.U. Explico: o “modelo americano” foi, fundamentalmente, de uma profissão de design, enquanto a Europa desenvolveu antigos cursos de horticultura, florestas ou arte dos jardins – variáveis em diferentes países. Associar as questões do meio (environment) enquanto design foi pioneiro nos E.U.A. e na Grã-Bretanha; Europa, em geral, adquire essas reflexões e incorpora, em diferentes tempos, após e com a reconstrução da segunda guerra (claro, Holanda antes; óbvio pela peculiaridade “natural” do território construído apesar e com o mar e pelo seu histórico de ocupação e apropriação)”.
Desde meados do século passado, a tradição européia deixou de ser a única referência entre nós, descendentes de povos mediterrâneos. Por outro lado, na FAUUSP esses conhecimentos adquiriram novos contornos através da contribuição de profissionais das áreas de história, geografia, biologia, sociologia, filosofia, etc. Intelectuais como Miranda M. Magnoli, Milton Santos, Amílcar Herrera, Csaba Deák, Nestor Goulart Reis Filho, Aziz Ab’Saber, Maria Adélia Aparecida de Souza, entre outros, cooperaram muito para ampliar e moldar um enfoque muito particular entre os arquitetos e urbanistas dessa faculdade – seja através de seminários, cursos ou orientações de pós-graduação.
Também devemos observar o descaso da sociedade e do Estado, principalmente com as paisagens notáveis e hodiernas. Nesse sentido o Brasil é novamente contraditório. Sendo um dos países com maior território e diversidade ambiental do planeta; e apesar de Burle Marx ser considerado um dos maiores paisagistas do mundo moderno; ainda hoje se batalha arduamente para o reconhecimento e regulação legal dessa atividade profissional.
O Estado e a sociedade brasileira têm muito que avançar em relação à paisagem, mas isso só ocorrerá com pelo menos um aspecto central: a valorização da educação e um esforço imenso para inserir esse saber entre os profissionais já melhor capacitados nos diferentes níveis dos serviços públicos, de modo a incorporar e promover a participação consciente e autônoma das pessoas nos desígnios de suas vidas. Estão aí as Leis Ambientais e do Estatuto das Cidades para serem utilizadas, mas muitos não as conhecem – tanto do lado da população como daqueles que são os responsáveis pelos planos e projetos. Por outro lado, somos um país que recentemente está aprendendo a valorizar sua memória e legado através das medidas de salvaguarda do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro. Isso tem a ver com olhar os outros e achar que devemos ser o que não somos. O imediatismo desenvolvimentista também é um traço de nossa cultura recente. Depredamos as paisagens naturais, ainda que saibamos que já não são infindáveis. No panorama geral, a diversidade biológica e cultural brasileira são bem guarnecidas por leis, normas, portarias, programas e projetos – contudo, falta como sempre, de fato, criteriosamente levá-las em conta. Considerá-las, nos planos e projetos, cumpri-las, fiscalizá-las com rigor. Falta, principalmente, dar-lhes às paisagens um conteúdo e uma forma saudável que apenas a mais ampla liberdade de idéias e de organização política permite. Ou seja, temos na paisagem atual tanto o desafio do futuro como encontrar respostas para as questões contraditórias, polêmicas, difíceis que nos ficaram do passado não resolvido. Essas são questões de paisagem para o desenvolvimento.
O ENSINO DE PAISAGISMO NO BRASIL
Os ENEPEAs pecaram por ainda não ter sistematizado um quadro geral sobre a situação do ensino de paisagismo no Brasil, a partir do qual se poderia monitorar e intervir sobre as questões próprias da educação dos arquitetos. Tentou-se diversas vezes, mas mesmo nessa edição atual ainda não se sabe: quem ensina, o que se ensina, como se ensina paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo daqui. Mas o fato é que algo se ensina. Aí está uma questão que deixaremos para ver como o encontro resolverá.
Porém, na minha opinião, esse tema avançou muito nas escolas de arquitetura e urbanismo durante as duas últimas décadas. Foi enorme o esforço de capacitação e qualificação docente, graças às linhas de pesquisa montadas sobre o tema paisagem e ambiente nos cursos de pós-graduação ‘strictu e latu sensu’. Ainda são escassos os concursos específicos para contratar docentes dedicados ao ensino de paisagismo em todas as regiões, e há uma distribuição desigual de oportunidades de estudo no cenário brasileiro. Há pouca edição e publicação de periódicos relativos ao tema, e com isso as nossas referências dependem ainda mais do que seria desejável do que se escreve e publica no exterior – um pena. Por outro lado, multiplicaram-se encontros, seminários e reuniões científicas tratando desse problema, tanto nacional como regionalmente. O assunto paisagem tampouco, como já disse, refere-se apenas aos arquitetos e urbanistas.
O problema de ensinar paisagismo para os arquitetos e urbanistas passa por rever a maneira como se estrutura o projeto pedagógico, o currículo, os conteúdos, as disciplinas e os métodos pedagógicos e didáticos da formação dos profissionais como um todo. Não acredito na especialização que levaria a um profissional específico: o arquiteto paisagista – porém, é o que aponta o cenário com a atual legislação sobre a educação, centrada na flexibilização curricular. Na minha opinião, os arquitetos deveriam zelar mais pelo caráter generalista da sua formação e capacitação, aprendendo de que forma qualquer intervenção sua sobre o espaço produz uma paisagem melhor. Do contrário, o paisagismo seria uma espécie de recurso para atenuar uma arquitetura e um urbanismo incapaz ou insuficiente para promover a melhoria no habitat das pessoas. A esperança é que as futuras gerações estejam mais preparadas para enfrentar esses problemas, o que nos leva de novo a avançar na educação da população como um todo.
Também é preciso que os arquitetos desçam do pedestal e aprendam a dialogar com os estudiosos da educação, assim como com aqueles outros necessários para estabelecer uma verdadeira integração. Em geral os que ensinam arquitetura e urbanismo, e, por conseqüência paisagismo nos cursos universitários, não estão preparados para esse debate – mas são os professores que temos. Eu diria também que o ensino de paisagismo ainda é subalterno em relação ao ensino de projeto de edificação e urbano no âmbito das escolas de arquitetura e urbanismo nacionais. Somos, para nossos próprios colegas, os profissionais do jardim, da vegetação e não dos espaços livres. É uma cegueira endógena; que não enxerga o habitar o mundo em toda sua plenitude. Para se fazer um parque são necessárias décadas, mas ele precisa de um projeto, de um programa, de um partido e de detalhes que orientarão sua construção ao longo de anos. O certo é que há muito para ser feito. O termo paisagem para os arquitetos resulta ambíguo, assim como para qualquer outra pessoa ou profissional. Mas se falamos de projeto de paisagismo, aí a questão muda diametralmente. Entende-se por um projeto de paisagismo a intervenção realizada sobre os espaços livres de edificação, aqueles que podem estar sob um estatuto de uso tanto público como privado.
Por outro lado, quando os jovens estudantes de arquitetura e urbanismo estão insatisfeitos com suas habilidades de projeto, tendem a reforçar o componente social na interpretação acadêmica desses termos no Brasil. Chegando, não raro, a descaracterizar a presença inescindível dos sistemas físico e biológico que compreendem qualquer paisagem. Há uma certa moda acadêmica entre os arquitetos que se apaixonam pelas ciências sociais e deixam de lado o seu próprio objeto e método de estudos e trabalho – que é desenhar os espaços a fim de transformá-los.
O CENÁRIO EM CURITIBA
Estamos caminhando. No CAUUFPR, o 9º ENEPEA tem sido um estímulo importante tanto para os professores como para os estudantes. Cada vez mais se apresentam trabalhos finais de graduação onde o paisagismo comparece com suas questões e métodos adequados – isso vêm ocorrendo em todo País. A PUCPR oferece um curso de especialização na área de paisagismo e todas as escolas têm professores alocados nestas disciplinas que, de uma forma ou outra, são sensíveis e fazem o que podem para superar suas limitações teóricas e profissionais.
Por outro lado, temos uma paisagem urbana altamente qualificada: um esplêndido sistema de espaços livres públicos; uma mobilidade imensa pelo território da cidade; instrumentos urbanísticos de proteção e estímulo à preservação do patrimônio natural e construído. Temos principalmente orgulho de morar nessa cidade, o que provoca um sentimento de pertencimento mesmo naqueles que não são originários daqui. Essa questão de gostar de onde se habita tem relação direta com a representação da imagem da cidade e a constituição de uma identidade positiva com os espaços públicos que se freqüenta no dia a dia. Talvez o mais interessante de estudar arquitetura e urbanismo por essas paragens seja estar vivendo nesse ambiente urbano.
O problema é que muitos estudantes e profissionais acham que isso aqui é o primeiro mundo, esquecendo-se que isso não é possível. Somos uma cidade brasileira neste País, crivado por imensas contradições no acesso da maioria da população aos bens e serviços de que deveriam ter direito. Nada somos, sem esse alerta. Mas tudo podemos ser se soubermos aproveitar as oportunidades que Curitiba já nos oferece. Talvez, entre as grandes cidades brasileiras, essa seja a cidade que mais transformou para melhor sua paisagem urbana nesses últimos cem anos. É preciso cuidar para não submergir num sonho de que nada mais há para ser feito. Está aí a metrópole com suas contradições para nos lembrar disso.

ARQUITETO E URBANISTA: MELHORANDO O MUNDO
O arquiteto e urbanista pode utilizar o paisagismo como ferramenta de melhoria de vida da população qualificando seu processo de projetar os espaços onde atua. Percebendo, lendo e usando a seu favor, no ato de projetar e construir os espaços, as relações entre os sistemas biológicos e físicos que suportam e estruturam as formas de vida – e, entre essas, a vida em sociedade. Cada edifício ou urbanização se insere sobre um espaço primordial, que modifica para melhor ou pior o que ali existia antes dessas intervenções: “o vazio é o espaço pretérito”, alerta Miranda Magnoli. É fácil entender, portanto, que o paisagismo informa e qualifica os projetos – ele na verdade antecede uma atitude, e não deve apenas vir depois como um embelezamento do que restou ou como um atenuante dos males que não foram previstos anteriormente.
Um arquiteto também pode contribuir para a melhoria do modo de vida da população aprendendo a ouvir as pessoas a quem atende, as comunidades com quem trabalha, para incluir seus direitos e objetivos nos programas de necessidades que informam seus projetos. Aprender que os valores dos outros não são os mesmos que os nossos, mas que é possível respeitá-los e valorizá-los através de nossas ações profissionais. Ou seja, ser um profissional e cidadão consciente, participante, envolvido e interessado não apenas consigo.
Estudar a história do paisagismo é básico. Há teses que nos demonstram claramente que as modernas sociedades se modernizaram e urbanizaram a partir dos conhecimentos adquiridos através de jardineiros e paisagistas. Tornar o mundo melhor é também torná-lo mais belo. Mas o que é o belo? É preciso se informar, questionar, buscar, ser curioso e respeitoso com essa longa tradição de saberes que constitui o campo de estudos e trabalho do paisagismo. Parques, praças, boulevares, jardins, ruas e outros espaços livres que conformam os produtos dos projetos de paisagismo podem ser úteis para as pessoas desde que seus espaços, equipamentos, usos e aprendizados possibilitem mais o convívio social que a exclusão de uns em detrimento de outros. Essa é aposta que devemos fazer, aprender a viver em comunidade. Respeitar as fronteiras, limites e características dos demais seres vivos, principalmente, mas não exclusivamente, dos homens. É difícil, mas é possível.

PAISAGEM E MEIO AMBIENTE
É preciso entender que ambiente e paisagem não são sinônimos, os termos não se equivalem conceitualmente. Pode-se entender melhor essa afirmação dizendo que toda paisagem pressupõe um ambiente que a compreende, mas não o contrário.
O conceito de ambiente se relaciona aos sistemas e processos biológicos e físicos que sustentam a complexa teia da vida na Terra; seus domínios são amplos e envolve todos os organismos vivos – inclusive o humano. Os ambientes, em determinadas condições de seu desenvolvimento no tempo e no espaço, manifestam-se como paisagens. O termo ambiente surgiu das ciências físicas e biológicas, da teoria dos sistemas complexos, da ecologia. Já paisagem é um conceito eminentemente forjado pelas ciências sociais. Ou seja, uma categoria de análise do mundo, útil para entendê-lo e representá-lo – seja para preservar ou para modificá-lo segundo os valores e objetivos do seu criador.
Não existe paisagem para outro animal que não seja o homem, porque ela é fruto de sua percepção, de um modo de entender o local, o contexto e o propósito de sua própria vida. E, sobretudo, de comunicá-lo a outrem. Ambiente e paisagem não existem per si. Ambos se entrecruzam, se formam e se conformam mutuamente. Mas é importante distinguir as diferenças de seus significados. Afinal, no atual estágio de desenvolvimento da civilização humana, nunca foi tão imprescindível invocá-los de forma integrada e interdependente.



Serviços de jardinagem e arquitectura paisagista

♻ Responsaveis por vários Ecossistemas desde 1989 ♻Missão♻ Realizar e manter ECOSSISTEMAS ♻ auto suficientes ha 21 anos ♻
 
O inicio de actividade comercial deu-se como Empresário em nome individual no mercado nacional, essencialmente no Sul Algarve e Alentejo tendo executado entre 1991 e 1998 alguns trabalhos em Espanha inclusive na Expo de Sevilha e de Lisboa.

Em 2000 cria se a empresa Ecossistemasol, Construção Civil e Espaços Verdes LDA. Em 2002 a Empresa de Viveiros de Arvores centenárias e adultas Oliveiras de P...ortugal (oliveirasdeportugal.com) e em 2007 a Ecoviveiros; Produção, Impor, Exportação de Arvores e Plantas Ornamentais LDA.


Em 1990 os clientes obrigam a serem criadas condições na criação de uma empresa de serviços na área da Conservação e Manutenção, ambos dão inicio de actividade com meia dúzia de funcionários tentando-se sempre manter numa empresa de pequenas dimensões de forma a poderem manter a qualidade.
Quer a satisfação como hábito de exigência dos nossos principais clientes variados e alguns de exigência superior tais como clientes originários do Norte da Europa obrigaram-nos a que o nosso crescimento fosse sustentável, quer pela procura de serviços que eram prestados, como nos sectores onde existiam diversas lacunas de mercado em serviços; tais como irrigação, iluminação exterior, manutenção de rede de rega automática, construção de muros de pedra, calcadas, drenagens em empreendimentos turísticos desde o Carvoeiro Golfe, Carvoeiro Clube, Quinta do Paraíso, Vilamoura clube House Vitoria Golfe actual Oceânico, Bemposta, Quinta do Lago e Marinha, Vilamoura, Fabrica do Inglês, Retails Parques e centros comerciais, marinas tais como de Lagos, Hoteis variados entre outros mais como clientes de cariz particular que se foram alargando pelo território nacional desde a Quinta do Peru, Óbidos ou de Lisboa a Valença pelo litoral e interior de Portugal. A internacionalização dá se com acompanhamento dos nossos clientes em projectos internacionais.


O mercado de Obras Publicas sempre foi importante na nossa área apesar de separado do mercado Privado pelas diferenças de objectivos e qualidades.
Absorveu parte da nossa facturação tendo realizado obras de referência tais como Teatro de Faro, Fábrica Do Inglês, Parque de Exposições de Portimão, Marginal de Portimão e Quarteira, Polis de Albufeira e Silves, Escolas Básicas, Vias de Comunicação, Hospitais, edifícios administrativos entre outros. Com a crise imobiliária na década 90 e na expectativa de não se reduzir a estrutura da empresa, criando-se equipas autónomas para corresponder ás necessidades neste tipo de mercado e também pelo decréscimo do investimento privado no nosso pais as Obras Publicas passam a ter mais relevância obrigando-nos a alterar o nosso Alvará como a Industrial de Construção Civil, com as respectivas subcategorias de Arranjos Exteriores a nossa sempre e actual actividade económica situação adversa a partir de 2006 passando os nossos objectivos serem com maior incidência no mercado Privado pelas dificuldades mundiais.




Demonstrando uma aptidão internacional e reconhecida por vários prémios internacionais o extenso leque de clientes em conjunto sólida harmonia no relacionamento e satisfação total comprovada pelo tipo e carteira de clientes é garantida a nossa internacionalização em diversos continentes com trabalhos de dimensão superior ao efectuados no nosso País recorrendo a meios próprios e consórcios com outras empresas demonstrando a capacidade de efectuar Espaços Verdes em qualquer canto do Mundo com Arvores de Portugal.

Alem de criarmos Ecossistemas, somos um Ecossistema, um todo como uma família no nosso ambiente de trabalho aberto e multidisciplinar com a capacidade de desenvolver e manter os desejos dos nossos Clientes que agradecemos pela confiança que nos depositam ao longo destes anos.

A Ecossistemas surge pela necessidade do mercado na área, criando serviços e produtos mostrando-se e estando sempre presente a crescente actualizações do mercado pelas tendências, tornando-se auto-suficiente no sector de Construção e Projectos de Espaços Verdes.

Demonstramos a capacidade inovadora e adaptação a diversos tipos de terreno e locais ou obstáculos estando entre as principais empresas ...de Projectos de Arquitectura Paisagística e de Construção e Manutenção de Áreas verdes da Europa, ou mundial. O mercado onde operamos com a principal localização é no Algarve ou Sul da Península Ibérica; Ilhas, Espanha, África e América do Sul. A nossa presença no campo científico tem se demonstrado relevante em áreas como Química, Solos, Relvados, Arboricultura, Transplantes, Plantações, Equipamento e Gestão de Recursos Hídricos.

O espírito na adaptabilidade é demonstrado pelo nosso largo e vasto Portfolio tendo realizado mais de mil projectos com concepção /construção e capacidade técnica de realização ou produtiva em meios e recursos próprios e analisando o volume de vendas é registado o crescimento estrutural da empresa face aos meios e investimentos efectuados resumindo-se a trabalhos de louvor e de alto gabarito internacional com prémios atribuídos á empresa como a clientes.

A Construção Civil e as Áreas Verdes funcionam como um todo, pelo que a nossa intervenção de Concepção (Projecto) é responsável desde a compra do local (Terreno) em simbiose com o tipo de jardim pretendido, com um estudo detalhado do meio local (Fauna, Flora, solo e clima.) antes de qualquer intervenção humana ao acompanhamento da Arquitectura geral, Construção, Finalização e Conservação ou a Garantia. O acompanhamento da obra depois de analisado é largamente um investimento recuperável pelo Dono de Obra tal como a fiscalização (Ex Movimento e aproveitamento de terras locais e vegetais e vegetação) uma vez que a área Verde deve-se integrar na Paisagem local e não área verde local ser modificada ou alterada pelas áreas a construir de forma a não se sobressair e adaptando-se antes ao meio ambiente local, respeitando-o e jogando com materiais e vegetação local de forma a não criar-se sinergias das diferentes formas de vida racionais e sustentáveis.




O elevado grau de exigência dos nossos clientes sempre foi a nossa preocupação principal em que a nossa actividade tem uma base de Concepção, Realização, Manutenção e Garantia garantidamente pelo maior período possível de forma a minimizar-nos de intervenções futuras de optimização ou reparações posteriores para que se consigam garantir as exigências no mercado Privado e Publico, que sem dúvidas passam de geração a geração tal como registado em vários dos nossos clientes. Herdar um meio ambiente com qualidade depende essencialmente de cada um de nós, perceber donde surge o reino vegetal (arvores, plantas) percebe-se que uma área verde deve ser um todo, um ECOSSISTEMA, como forma apelativa de trazer outras formas de vida e qualidade da qualidade do meio, construindo-se com meios e materiais locais, que sejam utilizadas de forma funcional em vez de observadas com formas de vida do saber estar e ser e que todos nós consigamos regozijar em vez de mostrar servindo de lição educativa a muitos de nós de onde provêm as nossas origens e até onde vão as nossas capacidades evolutivas.




Webmaster Rui Pedro





Serciços de Arquitectura Paisagistica e promoção de emprendimentos atraves de desenhos em 3d.
Construção Civil.
Construção,recuperação e optmização de Arranjos exteriores .
Trabalhos variados - Drenos ,rega ,aguas.piscinas,muros,pavimentos,mobiliario,vedações,taludes,modelações de terras ,relvados,Parques,jardins,campos desportivos e de golf ,etc........
Alvará de Empreiteiro de Obras Publicas.