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Livros


Jardins e alamedas do Algarve motivam livro de fotografia
O livro «Passeio Público», da fotógrafa Telma Veríssimo
Telma Veríssimo, fotógrafa profissional, andou pela região a descobrir espaços públicos ajardinados, para os imortalizar numa obra que junta imagens e literatura.
Os amantes de espaços verdes e ajardinados já têm à sua disposição um autêntico guia dos locais deste tipo espalhados pelo Algarve. A fotógrafa Telma Veríssimo andou pela região a descobrir os cantos e recantos onde florescem os jardins típicos algarvios e compilou o livro «Passeio Público», já à venda nas principais livrarias.«Este livro fala-nos dos jardins e alamedas que existem um pouco por todo o Algarve», resumiu a autora, ao «barlavento». «Fotografei os concelhos todos. Em cada um andei à procura do que existia de jardins. Quando não havia grandes jardins, fotografei coisas mais pequenas e aquilo que as pessoas faziam na rua, à porta de casa», explicou Telma Veríssimo.Este trabalho, que quase pode ser visto como um levantamento dos espaços públicos ajardinados da região, levou cerca de um ano a ser concluído e nem sempre foi fácil. «Todas as fotos, excepto uma, foram propositadamente tiradas para este livro. Andei um ano no terreno e nem sempre foi fácil encontrar estes jardins. Não queria deixar passar nenhum, por isso procurei saber junto das Câmaras que espaços existiam», disse.«Na maior parte dos casos, foi um bocado difícil, porque as pessoas responsáveis pelos jardins têm muita coisa para tratar e não sabem bem aquilo que é mais importante», revelou. Algumas vezes, a autora preferiu mostrar espaços que descobriu por si, dada a sua tipicidade e beleza.Apesar do Algarve ser conhecido pelos seus cantos e recantos floridos, Telma Veríssimo considera que este trabalho demonstra que «pode ser ainda mais» florido. «Eu gostaria que assim fosse realmente. É uma coisa que se está a perder um bocado, mas que pode ser recuperada. Basta as pessoas tomarem o gosto e recuperarem essa cultura», disse.As 156 fotografias que compõem este livro foram tiradas nos 16 concelhos algarvios. E é possível notar diferenças substanciais nos jardins públicos do interior e do litoral. «Nos sítios onde há menos pessoas, naturalmente há menos jardins. Mas é onde se encontram aquelas coisas mais típicas», contou. No livro, além dos jardins em si, Telma Veríssimo mostra alguns vasos floridos, bem com árvores monumentais existentes em diferentes concelhos. Uma forma de dar a conhecer outro tipo de património da região, que, em alguns casos está já classificado e identificado. Em Tavira, por exemplo, a autora fotografou uma árvore «com dois mil anos».Apesar de ser uma produção de uma associação algarvia, a Música XXI, este livro foi feito «em família». Além de Telma Veríssimo, colaboraram na execução da obra o seu marido Afonso Dias e o cunhado Daniel Dias. «Um dia estávamos a falar, aqui em casa, e surgiu a ideia de fazer um projecto. O lançamento de um livro foi a ideia que pareceu mais lógica», recordou.Telma Veríssimo é fotógrafa profissional, enquanto Afonso Dias é escritor, actor e declamador e o seu irmão designer gráfico. Uma conjuntura que se revelou perfeita para avançar com um projecto desta natureza. Afonso escolheu alguns textos para enquadrar as imagens, enquanto Daniel foi o responsável pela montagem do livro.A Música XXI entrou no projecto como facilitadora, dando apoio a diversos níveis, nomeadamente logístico. O apoio monetário surgiu de entidades públicas, desde logo do Ministério da Cultura. Grande parte das Câmaras algarvias, 14 das 16 existentes no distrito de Faro, também deram o seu contributo.Neste capítulo, Telma Veríssimo confessou-se incomodada com a atitude de uma das Câmaras da região, não por ter recusado apoio, mas por nunca ter respondido sequer ao contacto feito pela autora…«A Câmara de Vila do Bispo nunca nos respondeu à solicitação de uma reunião, repetida ao longo de quatro meses. A outra autarquia que não apoiou recebeu-nos e disse que não, o que é uma resposta perfeitamente legítima. Não exigíamos que nos apoiassem, mas esperávamos algum retorno», disse.
15 de Abril de 2008 10:42hugo rodrigues