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Forced perspective is a popular landscaping idea in Japanese gardens where space is at a premium. If you have a very small area in which to landscape, you can create the illusion that it is larger than it really is. Place large trees, shrubs and boulders at the front of the landscaped area and smaller elements near the back. Features and accessories placed toward the front should be bold while finer textures are used for the background. Forced perspective is also accomplished, according to “All About Creating Japanese Gardens” by using detail in the foreground of your garden and avoiding detail toward the rear.

Landscaping ideas don’t always mean creating new landscapes. You can add depth and interest to your current landscape design by adding or changing your lighting design. Dramatic effects can be achieved by placing a light below an ornamental tree or a statue.


Underwater lights that illuminate a garden wall can create an otherworldly glow.

“Design Ideas for Home Landscaping” recommends stringing fairy lights around tree trunks and on branches or decorating with overhead down lighting to create a moonbeam effect on your landscape at night.
Forced perspective is a popular landscaping idea in Japanese gardens where space is at a premium. If you have a very small area in which to landscape, you can create the illusion that it is larger than it really is. Place large trees, shrubs and boulders at the front of the landscaped area and smaller elements near the back. Features and accessories placed toward the front should be bold while finer textures are used for the background. Forced perspective is also accomplished, according to “All About Creating Japanese Gardens” by using detail in the foreground of your garden and avoiding detail toward the rear.
caixaforum.jpg
Paris Museum Quai Branly got their green wall two years ago--a 4 story vertical garden on an exterior wall of the building. Now Madrid's newly opened CaixaForum museum has one too. It is 24 metres high and takes up one wall of the square in front of the building. It has 15,000 plants of 250 different species and has become an instant drawing card to the area. It forms a striking contrast to the restored building which has a two-storey addition of rusted iron on top of the original. The architects, Herzog & de Meuron, said that they wanted to "create a very unusual encounter between the rough and the natural, ...to incorporate nature so there can be the smell of a garden where you would not expect it."
The creator of the garden is Patrick Blanc, who has made quite a speciality out of them all over France and coming soon to China and the UK. He believes that they could be created everywhere--in parking lots, train stations, the metro, "those difficult spaces where you don't expect to see greenery". Interestingly, growing plants out of a wall is not as heavy as it seems. Having researched the world's jungles and rainforests as his basis, the weight is less than 30kg per square metre and can be installed on any wall. :: Financial Times and :: The Art Newspaper

O Algarve e o Futuro: os territórios turísticos

Foto

 
A parafina na superfície da fruta protege-a da oxidação e aumenta a sua duração, tal como o gás nitrogénio pressuriza as garrafas de espumante ou vinho, isolando-os do oxigénio.
Atmosferas inertes previnem a combustão rápida de filamentos de metal aumentando o tempo de vida útil da lâmpada. Os territórios, base da nossa existência e viabilidade, também precisam de ter duração… e evitar combustões rápidas!

No equilíbrio entre a ação e a reação reside a eficiência dos sistemas. E do Direito, simbolizado na balança que pesa num prato a ação, noutro a compensação. Sem contrapesos na lei e/ou organização da sociedade, geram-se crises graves.

Como agora. É no território, palco onde se ganha e perde o poder, que se reencontra o equilíbrio e se ganha o desenvolvimento. Como? Com inovação e eficiência.

Existem cinco métodos de conseguir inovação: pelo fabrico de um novo bem ou introdução de um novo método de produção, pela abertura de um novo mercado ou conquista de uma nova fonte de matérias-primas ou ainda aplicação de um novo método de organização da produção.

O processo destas inovações designa-se exclusividade, o outro prato da balança é a transferibilidade, ou seja, multiplicidade de transações com quem esteja disposto a pagar essa inovação. Para existir eficiência.

O nosso território está desequilibrado. A divisão entre solo urbano e rural, com qualificações exclusivas para cada um deles, constitui um erro crucial do nosso ordenamento, quando, não existindo em cada solo, iguais mecanismos de transferibilidade no mercado, se verifica uma combustão descontrolada de zonas urbanas e um empobrecimento das zonas rurais.

A multiplicidade de leis no urbanismo, de curta duração e fragmentação no espaço, variáveis consoante as interpretações “técnicas” nos planos diretores municipais, conduz a uma eficiência indesejável, pois, reduzindo-se os territórios a dimensões mais pequenas, são necessários monopólios (ex: apropriação privada de recursos naturais, culturais) para garantir procura superior à oferta e competitividade na incerta economia mundial. Verifica-se concentração do capital em mercados não transferíveis (ex: de favor institucional), burocratizando a inovação e prejudicando as pequenas e médias empresas na concorrência e acesso ao capital. Assim, emerge a crise.

Para restabelecer confiança e transferibilidade no mercado, é necessário inverter este processo: territórios exclusivos mais amplos e incremento da divisibilidade pela comparticipação dos seus produtores.

No Reino Unido, pátria da democracia, não existe separação entre solo rural e urbano. Aí o território é conjunto, paisagem natural, cultural ou urbana com planos não vinculativos e instrumentos de gestão num processo interativo envolvendo instituições públicas nacionais e locais, proprietários e interessados que vão fornecer objetivos à gestão.

Em Espanha, todo um município pode ser turístico, fruto de uma concertação com a Comunidade Autónoma e sujeição de planos de urbanismo a planos de turismo.

Em França, os Parques Naturais Regionais que envolvem várias entidades públicas são consensualizados com os municípios e concertados com os privados interessados. Abrangem três milhões de habitantes e 30% da motivação turística francesa.

Um modelo a seguir no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Dir-se-á que estes países estão em crise, todavia, são os maiores destinos turísticos mundiais. Quereremos aprender algo com eles?

O ordenamento turístico, entendendo o turismo como conjunto complexo que compensa ações urbanas com reações naturais e vice-versa, pode fazer a diferença. Reorganiza-se, assim, a produção territorial.

Através de zonas híbridas de conjuntos paisagísticos, de transição e/ou de usos múltiplos.

Necessita-se de territórios onde o Estado, municípios e privados sejam co-produtores, conetando-se, pelo turismo, o heterogéneo.

Na definição de serviços públicos e sua imagem promocional (ex: praias ambientais e seguras), nos parques naturais, culturais (ex: barrocal algarvio) como parques regionais turísticos e organizações interativas no seu planeamento e promoção; nos jardins dos centros históricos, como espaços de cultura e turismo preenchendo funções urbanas e ambientais.

Nestes processos, o apoio técnico e científico das Universidades é imprescindível.

Portugal e o Algarve podem melhorar: é preciso acreditarmos em nós porque para vencer temos de inovar: e produzir com método, organização e eficiência! E com um Direito organizacional!


*Professor universitário
16 de Maio de 2010 | 10:27
Virgílio Machado*

Aldeia dos Capuchos, um projecto do grupo Cantial, está a negociar com os americanos da Warner Bros., a instalação de um parque temático

Aldeia dos Capuchos, um projecto do grupo Cantial, está a negociar com os americanos da Warner Bros., a instalação de um parque temático na Costa da Caparica.
O projecto, que poderá estar operacional em 2011 implica a construção de uma ponte pedonal sobre a via rápida, avançou ao Oje, o director de marketing e vendas da Aldeia dos Capuchos, Frederico Seixas Clemente.
A consolidação da Aldeia dos Capuchos avança com a nova fase de moradias, a instalação de várias infra-estruturas lúdicas, mas também de um espaço comercial como âncora e ainda de um parque escolar.
Qual a perspectiva em termos de taxa de ocupação no hotel Meliã e quais os mercados-alvo?A nossa expectativa é fechar o ano com uma média de ocupação da ordem dos 60%. Neste momento já estamos nos 50% de ocupação, sendo que a nossa perspectiva é que nos meses de Verão venhamos a ter taxas de ocupação muito próximas dos 100%.Cerca de 50% da nossa ocupação são clientes espanhóis e depois vêm os nacionais. A marca Meliã tem contribuído muito para isso, para além de termos tido muitos clientes que vêm através de conferências e congressos, já que temos a possibilidade de fazer conferências até 1.000 pessoas e há poucos hotéis em Lisboa que o possam fazer. Por outro lado, as pessoas gostam muito da localização deste hotel por estar próximo de Lisboa e, em simultâneo a dar a sensação aos nossos clientes que se está longe da cidade. A vista de mar, spa e piscinas complementam o atractivo.O hotel abriu oficialmente a 10 de Julho e consideramos que é muito positivo o que aconteceu até hoje e, como é lógico, estamos com grandes expectativas.Paralelamente à ocupação do hotel via clientes puramente hoteleiros, vamos começar as vendas dos apartamentos hoteleiros, o que também vai fomentar muito a ocupação. A nossa ideia é que as pessoas possam comprar não apenas na perspectiva de investimento, mas também na perspectiva de ocupação. Teremos aqui 150 fracções que começámos agora a vender, fundamentalmente para mercados estrangeiros. Estamos muito enfocados na emigração, em mercados como a Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Canadá e África do Sul, e vamos fazer algo inédito que será o lançamento deste projecto também no Brasil.
Porquê o Brasil?É um mercado onde temos muitos luso-residentes, sobretudo em S. Paulo e Rio de Janeiro. Existe, por outro lado, o tipo de cliente que tradicionalmente gosta de colocar dinheiro fora do país. Fizerem muito esse tipo de operações em Miami, Florida, e acreditamos que fará sentido comprar em Lisboa ou na Grande Lisboa e isto porque Portugal está na moda e para os brasileiros, acresce o facto de eles adorarem a Europa. Gostam de ter o seu "pedaço de terra" a uma hora de Madrid, a 2,5 horas de Londres ou de Paris. Outro argumento é o factor investimento, sobretudo o sentir que tem algo fora do Brasil e que se situa na Europa.Paralelamente têm aqui a possibilidade de financiamentos até 80% com taxas de juro que para eles são inimagináveis. Aqui têm taxas de juro de 4% quando estão habituados a 15%, o que torna tudo atractivo.
E para além do Brasil quais são as outras geografias de aposta?Vamos apostar nos outros BRIC, na Rússia, China, Índia, e ainda Angola, Canadá e claro que não abandonaremos os mercados tradicionais que são o Reino Unido, Espanha, país nórdicos, que estão a passar por dificuldades, mas que rapidamente irão retomar.Esperamos, desta forma que com a venda destas fracções - que estão associadas a um rendimento e que está garantido pelo BES, para além da garantia de um promotor de referência que é a Cantial - possamos elevar, ainda mais, as taxas de ocupação.
Está previsto o lançamento de um parque temático?O parque temático ainda não é uma certeza, mas há uma enorme probabilidade de vir a acontecer.
O parque temático será construído e gerido em parceria?Sim, com a Warner Bros. Já existe um em Madrid e pretendem replicar o conceito na zona dos Capuchos, do outro lado da via rápida, onde teremos uma ponte a comunicar com o nosso projecto. Será o único parque temático em Portugal, o que nos leva antecipar uma importante contribuição para a ocupação do hotel.
Quais as características do projecto?O parque temático terá cerca de 10 hectares, teremos uma ponte pedonal para os nossos clientes que queiram ter acesso à infra-estrutura. A infra-estrutura será aberta ao público mas, repito, a ligação ao parque temático pela referida ponte será de acesso restrito aos nossos clientes. O parque deverá estar operacional dentro de dois anos, em 2011.
Que outras infra-estruturas têm contribuído para o crescimento da ocupação hoteleira?Para além das conferências, temos a parte do golfe que nos traz muitos clientes pois temos muitos torneiros de golfe a acontecer constantemente. Temos aqui a sede do Clube Ibérico de Golfe e ainda recentemente tivemos aqui um torneio nocturno, organizado pelo Benfica, com 70 participantes.Somos um 4 estrelas superior em que clientes beneficiam não apenas do facto de estarem a 10 minutos de Lisboa, mas de todas as infra-estruturas como o golfe, piscinas, spa, fitness center e obviamente dos 20 Km de praia. Temos um transfer que coloca os clientes na praia em cinco minutos.
A nível de mais imobiliário, o que se vai fazer no complexo?Na parte de apartamentos urbanos ainda temos cerca de 300 unidades para desenvolver. Temos a concluir um edifício residencial, cujo embasamento é o Pingo Doce e ficará concluído no final deste ano. Será uma óptima âncora, pois não existe na Costa da Caparica nenhum supermercado em condições.A nível de infra-estruturas estamos a fechar o acordo com uma escola, de forma a termos uma escola infantil dentro do resort. Esta escola estará associada a outra escola da zona onde as crianças poderão ter continuidade.Vamos começar ainda este ano, o sports club que vai ter academia de ténis, três campos de ténis, dois campos de squash, uma zona de parque e uma piscina semi-olímpica.Este ano, ainda começaremos a construir as moradias geminadas, moradias triplex geminadas com áreas que chegam aos 290 m2 (área total). É uma proposta muito interessante para as famílias de Lisboa que queiram sair da cidade e ter uma casa com espaço, com terraços, com jardim, com um solário e com uma zona de churrasqueira, tudo integrado no nosso resort.
Também se inclui nestes projectos uma escola de golfe?Concluímos em Junho o campo de prática, onde teremos escola de golfe para iniciação. Em Maio ficámos com o campo de golfe federado, logo já é um campo com handicap.A nível de imobiliário iremos ainda desenvolver, num futuro próximo, os apartamentos turísticos, que também estão vocacionados para o cliente estrangeiro. A nível de rendimento ainda estamos a estudar a melhor modalidade para esses apartamentos.No produto hoteleiro de rendimento que temos, estamos a propor aos clientes duas semanas, uma solução que agradou. Para os apartamentos turísticos poderemos estender o prazo e reduzir rendimentos, estamos a estudar essa possibilidade.A nível imobiliário ainda temos para desenvolver o nosso produto prestígio que são as moradias geminadas. Temos 80 lotes e estamos a desenvolver várias parcerias para a venda desses mesmos lotes. Tanto podemos vender um lote, como uma moradia concluída, para além de oferecermos, também, pacotes de "chave na mão".A comercialização será feita pela IRG quer a nível nacional, quer externo.
Que nível de investimento tem os Capuchos projectado para 2009/2010?Se considerarmos o Pingo Doce, as moradias geminadas e po sport center estamos a falar entre 20 milhões a 30 milhões de euros de investimentos.
O que foi investido até hoje pela Cantial, incluindo a área residencial, apartamentos turísticos, hotel e golfe?Cerca de 60 milhões a 70 milhões de euros, incluindo todas as infra-estruturas do projecto.
Qual o prazo de conclusão do projecto?O nosso prazo é 2015, embora na zona dos lotes de moradias, exista para o proprietário um prazo de três anos para iniciar as obras depois da aquisição. Depois de tudo concluído, estaremos a falar de um investimento global superior a 250 milhões de euros.
Voltando ao hotel e ao welness center, o que está previsto em termos de grandes eventos na unidade para o próximo ano?Temos sido eleitos pelas empresas farmacêuticas em geral que estão em Portugal, assim como pela banca, como local para encontros, conferências, seminários. Estas são, efectivamente, as duas áreas menos afectadas pela crise.
Qual tem sido a reacção do público em relação ao Spa e à gastronomia?Os clientes ficam francamente impressionados porque somos um hotel de 4 estrelas e o spa é característico de um 5 estrelas, com 1.200 m2, com todo o tipo de tratamento, incluindo salas húmidas, salas secas, banho escocês, hidromassagem, hidroterapias e uma sala para personal trainers com equipamentos únicos. O spa já tem 400 membros.A gastronomia tem tido uma aceitação fantástica. Temos um "chef" muito bom e as pessoas ficam agradavelmente surpreendidas com a qualidade da nossa carta.Também temos o fitness center com uma excepcional aceitação.Repito, a pessoa que viva dentro do resort ou que esteja no hotel tem golfe, spa, fitness, praia, o sports club que estará concluído no ano que vem, com ténis, squash, terá ainda o supermercado e a escola, com o driving range a ser brevemente inaugurado.
Que condições dá a Aldeia dos Capuchos para quem quiser optar pela modalidade de investimento?O investimento num imóvel aqui é uma alternativa a uma opção especulativa na bolsa, mas também é uma opção a uma aplicação bancária que gere um rendimento muito baixo. O investimento numa fracção na Aldeia dos Capuchos implica o investimento próprio equivalente a 20% do valor e o restante pode ser obtido através de crédito bancário e os 5% garantidos no final do ano é mais do que suficiente para pagar os juros do empréstimo bancário. O rendimento é garantido pelo BES.O investidor tem ainda a possibilidade de usufruir de duas semanas por ano, fica membro do clube Meliã e passa a ter descontos em todos os hotéis Meliã do mundo, passa a ter descontos em todas as actividades da Aldeia dos Capuchos, assim como o acesso da praia privativa da Aldeia dos Capuchos, que será na praia Morena, a par da valorização do património imobiliário.

A construção da primeira fase do complexo de estúdios de cinema projectado para Portimão deverá arrancar em 2010, avançaram os responsáveis à Lusa.


A construção da primeira fase do complexo de estúdios de cinema projectado para Portimão deverá arrancar em 2010, avançaram os responsáveis à Lusa. O projecto da responsabilidade da «Picture Portugal» inclui cinco estúdios insonorizados, uma zona de filmagens exteriores e um módulo capaz de albergar 60 empresas de produção. Em declarações à Lusa, Artur Curado, da «Picture Portugal», explicou que «o masterplan apresentado «será validado em Outubro» e que o objectivo é começar a construção «em Fevereiro ou Março do próximo ano para que esteja pronto em Janeiro de 2011».Esta primeira fase de desenvolvimento deste projecto está avaliada em 20 milhões de euros e será suportada pelos investidores e por uma pequena participação do município de Portimão, «materializada essencialmente na cedência de terrenos», adiantou o vice-presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito. Além dos estúdios com 11.600 m² e da zona exterior de filmagens com mais de um hectare, incluindo um tanque para filmagens subaquáticas, o complexo dispõe de armazéns, oficinas e de um edifício com três pisos onde vão estabelecer-se serviços de edição, efeitos especiais, laboratório de imagem e sala de projecção. A primeira fase contempla ainda a construção de um «backlot», uma zona exterior de filmagem e de produção de grandes cenários, que terá mais de 15 hectares, na Mexilhoeira Grande, junto ao Autódromo Internacional do Algarve. «A partir do momento em que este primeiro conjunto esteja lotado – com três ou quatro produções – avançaremos para a segunda fase, que passa por construir 11 estúdios e um novo «water tank» na área do «backlot», que também será ampliadorevelou ainda Artur Curado. O investimento, neste caso, poderá chegar aos três mil milhões de euros, criando sete mil postos de trabalho, mas a sua execução, segundo a autarquia, ainda se encontra em negociação.

É a altura em que os emigrantes regressam ao País e o Borda d'Água dedica-lhe o Dia do Emigrante na segunda-feira.


É a altura em que os emigrantes regressam ao País e o Borda d'Água dedica-lhe o Dia do Emigrante na segunda-feira. Multiplicam-se as festas em sua honra, festejos populares e em que parece que o tempo parou. Mas há uma nova vaga de emigrantes que se deslocam sobretudo para Inglaterra, um dos países de destino dos portugueses mais recente. Têm um ou vários diplomas, talento e ambição suficiente para competir com os melhores, a que juntam o habitual empenho e profissionalismo, capacidades que os estrangeiros também reconhecem nos emigrantes tradicionais. E com vantagens. Não pedem desculpa por terem sucesso. Até porque Portugal se tornou pequeno para eles. O País que os ajudou a formar não tem capacidades para os receber
Vivem nos bairros modernos de Londres. E não é a primeira vez que estão fora do País. Já o fizeram para prosseguir os estudos, tirar uma pós-graduação, um mestrado ou um doutoramento. E Portugal tornou-se demasiado pequeno para os receber. Maldita - ou bendita - contradição, que faz com que tenham de emigrar e competir com os melhores, a quem ganham muitas vezes. Um reconhecimento que chegaria tardio se permanecessem no seu país. São os rostos de uma nova geração de emigrantes, que se dirige sobretudo para Inglaterra: jovens, talentosos e ambiciosos. Estes são os filhos da era global.
Francisco Leotte e Diogo Rodrigues são bem o exemplo dessa nova realidade. Circulam pelo mundo a tirar cursos e a trabalhar, enfim, a "fazer currículo". Conhecimentos que, em Portugal, só poderiam ser bem aproveitados no ensino universitário, o que sabe a pouco para quem gosta de estar no terreno e em constante evolução. Francisco formou-se em Biologia Marinha e Oceanografia e Diogo em Engenharia Aeroespacial, áreas ainda pouco desenvolvidas em Portugal, o que faz com que Lisboa e Porto sejam efectivamente periféricas. E Londres é um dos centros do mundo.
"Formei-me em Engenharia Aeroespacial no Técnico. Fiz um estágio no final do curso em Paris numa empresa de aeronáutica. Voltei a Portugal e senti muitas dificuldades para encontrar um emprego na área de que gostava. Uma pessoa acaba o curso, está cheia de vontade para trabalhar e, depois, vê que tem de sair do País para ver se arranca com a carreira", lamenta Diogo Rodrigues, 29 anos. Os colegas do Diogo que ficaram em Portugal acabaram em consultoria ou programação, muitas das vezes em empresas subcontratadas por multinacionais.
Foi aceite para fazer um estágio no Centro Europeu de Operações Espaciais, na Alemanha, no âmbito do programa para licenciados do Instituto do Comércio Externo de Portugal (ICEP). Fez um estágio na agência norte-americana NASA, onde provou o gosto das missões espaciais, e especiais, mas ainda sem encontrar funções para a sua vocação. Abriu um concurso internacional para a admissão de astronautas da Agência Espacial Europeia, e Diogo sentiu que era uma grande oportunidade. Concorreu e foi um dos quatro finalistas portugueses, mas nenhum acabou por ser um dos seis seleccionados. As coisas complicaram-se.
"O que vou fazer da vida? Arranjo um emprego sexy ou vou para gestão?", eram as dúvidas de Diogo Rodrigues. Entendeu por emprego sexy trabalhar em projectos de aviões; na preparação e desenho de missões espaciais; ser astronauta.
Com 35 anos, Francisco Leotte também já andou por muitas outras bandas. Começou logo por se licenciar na Universidade de Gales, em Inglaterra. Porquê? "Porque é uma das melhores universidades", responde. Não é propriamente um estudante principiante, tinha feito um curso de jovem empresário agrícola em Portugal e iniciado uma exploração agrícola de frutas, o que interrompeu para cumprir o serviço militar. Foi aí que decidiu voltar às aulas. Terminou a licenciatura e obteve o primeiro emprego na Inglaterra, até ser aceite numa bolsa para mestrado, que lhe deu um bilhete de avião para o Vietname, para a área de cooperação da Comissão Europeia. Findo o mestrado, regressou a Portugal. Casou-se e teve três filhos, actualmente com nove, oito e quatro anos. As coisas a nível profissional é que não lhe estão tão prósperas. "Em Portugal, um biólogo trabalha na universidade ou no Instituto das Pescas", onde o salário ronda os 1700 euros. E foi no Instituto que acabou por trabalhar. Até há dois anos.
Em Londres, Francisco recebe três vezes mais do que em Portugal, vencimento e os bónus dos projectos incluídos. Trabalha numa multinacional do topo em investigação em assuntos de biologia marinha e das pescas, para onde foi convidado numa das viagens que faz a Inglaterra no âmbito do doutoramento, a Southampton. A empresa faz aconselhamento dos governos, além da Comissão Europeia, na gestão das pescas, nomeadamente a nível do impacto ambiental. O que quer dizer que Francisco anda sempre a viajar de continente em continente.
A família de Leotte continua em Portugal e ele aproveita as escala em Lisboa para os visitar. Às vezes, jantam com as webcam ligadas (em Lisboa e em Londres) e, assim, partilham a refeição a 2230 quilómetros de distância.
"A minha mulher tem um trabalho difícil, que é educar as crianças, e reconheço esse esforço. Mas é uma aposta no futuro. A minha profissão é muito difícil em Portugal, os salários são maus e esta é sobretudo uma aposta na carreira." Carreira que se conquista no exterior, com os olhos postos em Portugal. Porque tanto Francisco como Diogo pensam regressar. Mais tarde!
Diogo Rodrigues ainda trabalhou, em projectos de optimização da produção de arames, numa fábrica em Portugal que fornece toda a Europa. Estava a gostar, mas não resistiu ao contacto de uma empresa sediada em Londres e onde já tivera formação. Fornece software para todo o mundo na área de análise e planeamento de missões espaciais, por exemplo, na potencialização dos recursos disponíveis para fazer patrulhamento num determinado território. A mudança para Londres deu-se há ano e meio e Diogo Rodrigues considera a aposta ganha. "É uma forma de acelerar a progressão na carreira. Em Portugal, vive-se bem a partir do momento em que se atinge o topo. Já se ganha bem e a qualidade de vida é muito melhor do que em Londres."
Os emigrantes gostam da forma como se convive em Portugal e da facilidade com que os citadinos facilmente se podem deslocar para o campo e para a praia. Diogo ainda não compreende a forma de diversão dos ingleses. "Fecham-se nos pubs, fazem maratonas a beber cerveja. E, assim, se divertem", critica.
Gustavo Januário, 29 anos, completa o trio dos três amigos que partilham as despesas do aluguer da casa, em Queen Street, linha Piccadilly Circus. As rendas são bastante elevadas em Inglaterra, outro factor negativo do país. Os restaurantes também cobram bem, mas há uma maior opção de escolha e sempre se pode recorrer ao supermercado e confeccionar a comidinha em casa.
Gustavo é pediatra e trabalha no Hospital Pediátrico de Coimbra. E é com o ordenado de 1500 euros mensais que está a tirar uma especialização em doenças infecciosas. Espera ter um destino diferente dos amigos, até porque tem o seu lugar à espera em Portugal. E claro que também espera ser reconhecido.
"No caso da medicina, Portugal tem capacidade para absorver essa formação, o que não acontece em outras áreas. Deveria haver um plano de futuro para incentivar o regresso destas pessoas ao País. Inglaterra tem sabido aproveitar bem as capacidades das pessoas que forma", sublinha Francisco Leotte.
Entre essas pessoas, muitos emigrantes, que "têm uma grande capacidade de trabalho, não são preguiçosos", completa Gustavo. Trabalhariam menos em Portugal? É Diogo que dá a resposta: "Não é uma questão de trabalharem menos, mas o esforço que fazem tem menos impacto. Aqui há mais condições para que essas capacidades sejam reconhecidas. E sentimo-nos mais realizados."
O mesmo sentimento é partilhado por Filipa Jesus e João Toscano. "Em Inglaterra, uma pessoa tem de mostrar competência e que pode assumir responsabilidades. Há uma maior responsabilização e transparência. Toda a gente sabe o que o outro está a fazer", explica João.
João Toscano, 29 anos, foi para Londres para concluir o ensino secundário e aí trabalhou antes de se licenciar em Arquitectura Paisagista, em Portugal. Procurou emprego no www.monster.com, "um dos melhores sites para procurar trabalho a nível internacional", e mandou dez currículos. Todos lhe responderam. Marcou as entrevistas e acabou por escolher um grande atelier, há um ano, onde já foi promovido e tem o estatuto de perito. O salário ronda os três mil euros, e pensa que poderia estar a ganhar mais se não fosse a actual crise económica. Alguns dos colegas da empresa foram dispensados. Ele ficou.
"Em Portugal, as pessoas não pensam em termos de empresa, pensam em ganhar dinheiro e querem logo abrir um atelier. Existem muitos pequenos atelier s e poucos grandes ateliers. Temos muitos bons arquitectos, mas faltam estruturas maiores", lamenta.
Filipa Jesus, 25 anos, ganha um pouco menos que o João, uma remuneração que julga não ser muito superior aos colegas que ficaram em Portugal. Pensa que o curso, Marketing, e o estabelecimento onde o tirou, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, são bons cartões-de-visita. Mas ela tem o gosto das viagens e pela multiculturalidade, sendo uma das principais dinamizadoras da rede social dos talentos portugueses residentes no estrangeiro, www.thestartracker.com.
Filipa foi para Inglaterra no âmbito do programa Erasmus, onde também acabou por fazer o mestrado. Ficou-lhe o gosto pela troca de experiências. Curiosamente, foi no aeroporto de Gatwick, Londres, que lhe fazem a entrevista para o primeiro emprego, já que fica a meio caminho entre Portugal e Alemanha, sucursal da multinacional para onde iria trabalhar, supostamente em Novembro, três meses depois. Era sábado e gostaram tanto dela que começou a trabalhar na segunda-feira seguinte. Só tem tempo de vir a Portugal apanhar umas roupas. Ficou apenas uma semana em Munique, Alemanha, até ser colocada em Londres, Inglaterra. Mas não está a trabalhar na sua área e procura novo emprego. Está há dois anos e meio na actual empresa, onde é assistente de marketing. "Adaptei-me bem ao País e, nos primeiros dois anos, não conheci portugueses", conta. Não que fizesse uma triagem por nacionalidades, mas na capital inglesa o normal é conviver-se com profissionais oriundos de todos os cantos do mundo. E os ingleses não são chauvinistas? "São, mas temos logo de lhes mostrar que não estamos para brincadeiras", sublinha João.
João e Filipa adaptaram-se tão bem em Londres que não estranham almoçar uma sandes num banco de jardim. E aproveitam o resto do tempo livre para fazer exercício.
Tempos livres é o que mais falta a Sofia Pintasilgo e a Fernando Albino desde há três anos, a idade que tem o filho Francisco. Conheceram-se em Londres e aquela que seria uma "relação londrina" prolongou-se no tempo, tal como se prolongou a experiência de trabalhar no estrangeiro. Fernando vive em Inglaterra há oito anos e Sofia, há sete.
Fernando, 33 anos, ainda faz uma pós-graduação e o estágio de advocacia em Portugal. Especializou-se em Direito da Aviação, "áreas pouco desenvolvidas no País". Trabalha num escritório mundial de advogados, mais de 300, que representam companhias áreas. "Estavam à procura de alguém com as minhas características, que falasse português e dominasse o espanhol, e tivesse experiência nesta área. Foi uma série de coincidências", justifica.
Sofia Pintasilgo, 33 anos, é uma economista que foi parar ao departamento de marketing numa multinacional. E acabou por ir desaguar a Londres, onde é directora de marketing para a Europa e o ponto de contacto com os Estados Unidos. "O facto de ter uma outra cultura até é um benefício. É importante que as empresas tenham pessoas de várias origens e sensibilidades", defende Sofia.
O casal tem o dobro do salário que ganharia em Portugal. E até comprou uma casa bem no centro de Londres, mais cara e menos espaçosa do que se fosse em Lisboa, é certo. Mas é um investimento. E a educação com o filho também exige um orçamento maior. Além da escola, têm a Helena Inácio, 48 anos, empregada doméstica originária da Covilhã, onde chegou a ter um hotel. O negócio começou a correr mal e ela fechou as portas antes de as dívidas se tornarem insuportáveis - uma volta de 180 graus que deixa marcas. "Ainda hoje me custa", confessa Helena. Emigrou há três anos para Londres, ela, o marido e a filha. O filho está em Portugal, a fazer o mestrado em Economia. "Queríamos alguém que falasse português. Para nós, é tão importante que o Francisco fale bem o inglês como o português", explica Sofia. O casal está de malas feitas para o Brasil, para São Paulo. Uma nova experiência, com o coração em Portugal.
Saudades de uma realidade que João Toscano resume: "Sinto tristeza. Todos gostamos de Portugal. Eu também gostava de voltar, mas as razões são sempre as mesmas: o tempo, a comida... não são as oportunidades!"
Idade 25 anos
Curso Marketing (ISCTE). Mestrado.
Profissão Assistente de marketing
Idade 33 anos
Curso Direito (Faculdade de Direito de Lisboa)
Profissão Direito de Aviação
Idade 33 anos
Curso Economia (Universidade Nova)
Profissão Gestora de marketing
Idade 29 anos
Curso Engenharia Aeroespacial (Instituto Superior Técnico)
Profissão Analista de sistemas
Idade 29 anos
Curso Arquitectura Paisagista (Instituto Superior de Agronomia)
Profissão Arquitecto
Idade 35 anos
Curso Biologia Marinha e Oceonografia (Universidade de Gales)
Profissão Biólogo, consultor
Idade 29 anos
Curso Medicina (Faculdade de Medicina de Coimbra)
Profissão Pediatra