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Procuramos a Meia Praia pela excelente localização do terreno e por virmos preencher uma lacuna na escassa oferta turística de Lagos.”



Procuramos a Meia Praia pela excelente localização do terreno e por virmos preencher uma lacuna na escassa oferta turística de Lagos.”
Dentro do périplo que temos vindo a fazer pelos principais empreendimentos turísticos da Meia Praia, impunha-se ouvir o administrador do Vila Galé. Se o empreendimento, em si, já é de suficiente dimensão, foi dos primeiros a arrancar e a dar mostras da força das máquinas ao longo dessa área do território de Lagos.Embora faça parte do vasto pacote que o Primeiro Ministro, na força do último Verão, veio anunciar, o Vila Galé já há muito que se ouvia falar e, por isso, é de todos os empreendimentos aquele que nos parecer ser mais familiar. Impunha-se, por isso, obter uma informação mais pormenorizada acerca do percurso que efectuou, das metas que ficaram para trás, da dimensão do Grupo Vila Galé, da caracterização do empreendimento, dos serviços que vai prestar e do tempo desta fase das obras até se inaugurar. E, para isso, nada melhor do que falar com o seu administrador. Mas como a vida é feita de muitas ocupações, de agendas preenchidas e de percalços que nem sempre são de prever, alguns dos encontros para a entrevista combinada haveriam de se cancelar e, por fim, a entrevista acabou mesmo por se fazer à distância.Antes de quaisquer outras considerações, importa apresentar este administrador. Jorge Rebelo de Almeida, com cinquenta e oito anos de idade, é licenciado em direito e era seu objectivo fazer da advocacia a sua profissão. Mas cedo envereda pela vertente de consultor e gestor de empresas até à fundação, em 86, do Grupo Vila Galé. Desde então, vem exercendo o cargo de Presidente do seu Conselho de Administração. E poder-se-á dizer que, sob a sua batuta, o grupo tem-se vindo a impor e a crescer a olhos visto. Não é por acaso que, em Portugal, já detém quinze unidades hoteleiras e três no Brasil. Mais oito estão em preparação e uma delas é o da Meia Praia. Com as terraplanagens à força toda, prepara-se para erguer e já tem inauguração prevista para 25 de Abril de 2009.É Jorge Rebelo de Almeida que, ao longo desta entrevista, nos vai revelando os motivos da opção do Vila Galé pela Meia Praia, as características desta unidade turística e todo um futuro que, em Lagos, se está a construir e que vai revolucionar o panorama turístico de um território de excepção como este. E, por isso, para melhor se conhecer esta unidade turística e tudo o que a rodeia, o melhor é ler o que o Dr. Jorge Almeida acaba por nos revelar.
CORREIO DE LAGOS - A Vila Galé empreendimentos turísticos é já uma empresa com alguma dimensão. O seu percurso, desde a sua origem até aos dias de hoje, foi de constante crescimento ou também atravessou períodos difíceis?
J. A. - Foi um crescimento contínuo mas com três saltos mais significativos; em 1995 com três hotéis e outro em 2001, também, com dois hotéis; e o último, em 2003, de novo com três hotéis.
C. de L. - Qual a actual dimensão da Vila Galé?
J. A. - Presentemente, a Vila Galé tem quinze hotéis em Portugal, um dos quais na Madeira, e três no Brasil; dois na Bahia e um no Ceará. Tem dois novos hotéis em construção – Vila Galé Lagos e Vila Galé Coimbra. Encontram-se em projecto o Vila Galé Tejo, o Vila Galé Évora, o Vila Galé Sintra, o Aldeamento Sta. Vitória em Beja, o Adraga – Sintra e o Vila Galé Cumbuco no Brasil.
C. de L. - O que é que os levou a procurar Lagos e a querer erguer um Hotel na Meia Praia?
J. A. - A excelente localização do terreno e o facto de pretendermos preencher uma lacuna na escassa oferta hoteleira de Lagos.
C. de L. - Desde que o processo foi iniciado até se chegar ao início da sua construção, um longo percurso ficou para trás. Tratou-se de um processo complicado demais ou foi, simplesmente, um processo idêntico ao que é normal em empreendimentos de uma dimensão como esta?
J. A. - Este processo foi extremamente penoso e arrastou-se por mais de oito anos. Mas acabou por ser resolvido com a aprovação do Plano de Urbanização da Meia Praia, graças ao esforço conjunto do Governo e Câmara Municipal de Lagos, no último Verão.
C. de L. - Há cerca de quatro ou cinco anos, fiquei a saber, na Praia do Futuro, em Fortaleza (Brasil), que iam construir um hotel na Meia Praia. Foi durante um jantar em que davam conta da vossa dimensão e do vosso programa de expansão. Nessa altura, já tudo estava aprovado ou só agora é que tiveram luz verde para avançar?
J. A. - Só em Dezembro último é que tivemos luz verde para avançar. A partir daí, preparamos tudo para iniciar os trabalhos e a obra começou a 26 de Dezembro de 2007 para ser concluída em 25 de Abril de 2009.