São Francisco
Academia de Ciências
A nova Academia de Ciências da Califórnia fica num deslumbrante edifício em São Francisco. Lá dentro, um museu de história natural, um aquário e um planetário surpreendem os visitantes. Texto de Pedro J. Castro
Há alguma boa razão para alguém que já tenha visto um planetário perder outra vez tempo com isso ao visitar uma cidade como São Francisco? Há pelo menos três: 1) não há outro planetário com tecnologia digital que seja tão grande (a cúpula tem 30 metros de diâmetro); 2) o ecrã tem uma inclinação de 30 graus e “desaparece” mal começa a projecção: parece que se está a viajar pelo universo em vez de se estar a ver um vídeo; 3) o filme é permanentemente actualizado com as mais recentes novidades. Pode ouvir-se a revelação: “Anteontem foram descobertos estes dois novos planetas que podem ver aqui...”
O planetário é uma das atracções da Academia de Ciências da Califórnia, notícia mundial no Verão de 2007, quando foi inaugurado o novo edifício, desenhado pelo italiano Renzo Piano – custou quase 500 milhões de dólares e demorou 10 anos a ser concluído.
O mais espectacular da arquitectura é o telhado, um amplo tapete verdejante que reproduz as sete colinas de São Francisco. Não é só estética: como todo o edifício, o telhado foi concebido com critérios ambientais e povoado com plantas da região, que requerem pouca manutenção. Ajuda, assim, a manter a temperatura interior 10 graus abaixo do que seria normal com um telhado convencional, reduzindo a necessidade de ar condicionado.
Lá dentro há também um museu de história natural, uma floresta tropical recriada numa cúpula de vidro em quatro andares e um aquário com 38 mil espécies. Os visitantes podem alimentar os pinguins.
E há outras pequenas surpresas espalhadas pelo edifício para desafiar o visitante, como uma sondagem diária, com a pergunta de 1 milhão de dólares. Exemplo: os países desenvolvidos devem ou não financiar o desenvolvimento de indústrias poluentes do terceiro mundo? Para cada resposta apontam-se vários argumentos e pode votar-se de forma peculiar: é-se convidado a pôr notas de dólar junto à resposta preferida.
A entrada na Academia é gratuita na terceira quarta-feira de cada mês. Nos outros dias custa 24,95 dólares (cerca de 19,6 euros) – mas vale cada cêntimo.
Mais informações em www.calacademy.org
Como ir: viagens a cerca de 500 euros com a British Airways, a Air France ou a Iberia. Não há voos directos e a viagem demora no mínimo 15 horas.
Onde ficar:o hotel Chancellor é um dos mais apreciados pelos turistas. Tem vista para a Union Square, fica numa das ruas percorridas por eléctricos e é perfeito para quem gosta de ir às compras.
O que comer: o killer crab (caranguejo assassino). O nome assusta, mas o marisco é inofensivo. No restaurante Crabhouse pode almoçar com vista para os leões marinhos no Cais 39 e para a Golden Gate Bridge, a mítica ponte.
O que ver: Beach Babylon Blanket é o musical mais antigo em cena na América. Os artistas aparecem com longuíssimas cabeleiras e os sketches são actualizados com frequência. Pode haver piadas sobre temas noticiados na semana anterior.
A não perder: no Cais 33 apanhe o ferry até à ilha-prisão de Alcatraz, preservada para mostrar como viviam Al Capone e outros presos. Reservas em www.alcatrazcruises.com
Academia de Ciências
A nova Academia de Ciências da Califórnia fica num deslumbrante edifício em São Francisco. Lá dentro, um museu de história natural, um aquário e um planetário surpreendem os visitantes. Texto de Pedro J. Castro
Há alguma boa razão para alguém que já tenha visto um planetário perder outra vez tempo com isso ao visitar uma cidade como São Francisco? Há pelo menos três: 1) não há outro planetário com tecnologia digital que seja tão grande (a cúpula tem 30 metros de diâmetro); 2) o ecrã tem uma inclinação de 30 graus e “desaparece” mal começa a projecção: parece que se está a viajar pelo universo em vez de se estar a ver um vídeo; 3) o filme é permanentemente actualizado com as mais recentes novidades. Pode ouvir-se a revelação: “Anteontem foram descobertos estes dois novos planetas que podem ver aqui...”
O planetário é uma das atracções da Academia de Ciências da Califórnia, notícia mundial no Verão de 2007, quando foi inaugurado o novo edifício, desenhado pelo italiano Renzo Piano – custou quase 500 milhões de dólares e demorou 10 anos a ser concluído.
O mais espectacular da arquitectura é o telhado, um amplo tapete verdejante que reproduz as sete colinas de São Francisco. Não é só estética: como todo o edifício, o telhado foi concebido com critérios ambientais e povoado com plantas da região, que requerem pouca manutenção. Ajuda, assim, a manter a temperatura interior 10 graus abaixo do que seria normal com um telhado convencional, reduzindo a necessidade de ar condicionado.
Lá dentro há também um museu de história natural, uma floresta tropical recriada numa cúpula de vidro em quatro andares e um aquário com 38 mil espécies. Os visitantes podem alimentar os pinguins.
E há outras pequenas surpresas espalhadas pelo edifício para desafiar o visitante, como uma sondagem diária, com a pergunta de 1 milhão de dólares. Exemplo: os países desenvolvidos devem ou não financiar o desenvolvimento de indústrias poluentes do terceiro mundo? Para cada resposta apontam-se vários argumentos e pode votar-se de forma peculiar: é-se convidado a pôr notas de dólar junto à resposta preferida.
A entrada na Academia é gratuita na terceira quarta-feira de cada mês. Nos outros dias custa 24,95 dólares (cerca de 19,6 euros) – mas vale cada cêntimo.
Mais informações em www.calacademy.org
Como ir: viagens a cerca de 500 euros com a British Airways, a Air France ou a Iberia. Não há voos directos e a viagem demora no mínimo 15 horas.
Onde ficar:o hotel Chancellor é um dos mais apreciados pelos turistas. Tem vista para a Union Square, fica numa das ruas percorridas por eléctricos e é perfeito para quem gosta de ir às compras.
O que comer: o killer crab (caranguejo assassino). O nome assusta, mas o marisco é inofensivo. No restaurante Crabhouse pode almoçar com vista para os leões marinhos no Cais 39 e para a Golden Gate Bridge, a mítica ponte.
O que ver: Beach Babylon Blanket é o musical mais antigo em cena na América. Os artistas aparecem com longuíssimas cabeleiras e os sketches são actualizados com frequência. Pode haver piadas sobre temas noticiados na semana anterior.
A não perder: no Cais 33 apanhe o ferry até à ilha-prisão de Alcatraz, preservada para mostrar como viviam Al Capone e outros presos. Reservas em www.alcatrazcruises.com