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Ao ser chamado para projetar e executar um jardim, o profissional precisa reunir uma serie de informações que vão dar as diretrizes ao seu trabalho. Saber para que finalidade o cliente deseja seu futuro jardim, por exemplo, é fundamental.
O estilo de um jardim é determinado pela área disponivel, pelas especificações vegetais que o meio ambiente (clima, solo, etc.) permite cultivar, peias formas arquitetônicas que o rodeiam (e com as quais, eventualmente, pode contrastar) e pelas funcões que apresenta. Em outras palavras, pelas finalidades a que a área se presta, no todo ou em suas subdivisões.
A intervenção do profissional tem mais peso justamente neste último ponto. Antes de mais nada , é preciso avaliar com o maior cuidado as reais necessidades dos moradores da residência onde será implantado o jardim. Por isso, o número de familiares, a presenca de crianças e os equipamentos ou móveis que cada um gostaria de ver implantado na área externa a casa (em função de uma vida social mais ou menos intensa, por exemplo) são excelentes indicadores para a obtenção de bons resultados.
Assim como a moradia, o jardim pode dispor de diversos ambientes que, por sua vez, desempenharão diferentes funções. Mesmo quando a área disponível é pequena, a parte mais "nobre" ficará próxima da entrada social da casa; nesse ponto, os elementos ornamentais serão predominantes. Os elementos vegetais arbustivos e florais comporão as formas desejadas, sejam elas canteiros, os limites com a rua e os terrenos vizinhos ou a delimitação de trilhas e acessos. As combinações de formas e cores sao infinitas, mas devem obedecer a critérios bem definidos.
Se as dimensões do terreno permitirem, o profissional pode agregar elementos decorativos como muretas, espelhos d'agua e quiosques. A composicao resultante enfatiza os aspectos estéticos: cria se, desse modo, um jardim para ser contemplado, a qualquer hora do dia e da noite (desde seja instalada iluminação noturna) e em qualquer estação do ano.
Nas residências mais amplas e que, em geral abrigam familias maiores, pode-se acrescentar ao núcleo central decorativo outras caracteristicas funcionais. É o momento de pensar no playground para as crianças, na piscina, num local para refeições ao ar livre (uma churrasqueira ou um recanto protegido por uma pergula) ou num terraço para aproveitar os dias de sol. E, se o espaço for realmente generoso, ate mesmo numa quadra poliesportiva. Nessas condições, são necessários alquns cuidados no que se refere ao ajardinamento. O tráfego de pessoas, tanto as da família como seus convidados, exige um planejamento prévio, para que sejam usadas espécies mais resistentes.
Em alquns casos, as pessoas desejam garantir uma certa privacidade e, portanto, o porte das plantas deve ser escolhido de acordo com esse objetivo. No caso das piscinas, sem deixer de levar em conta o fator decorativo, deve-se evitar a proximidade de arbustos ou árvores de folhas caducas que, em certos meses, perdem as folhas e acarretam cuidados e despesas extras com limpeza.
Quando o terreno comporta uma grande área livre nos fundos, é comum a instalação de compartimentos de servico, como lavanderia, depósito etc. Trilhas de acesso pode fazem a ligação com estas áreas, além disso, elas também podem ser disfarçadas com o plantio de sebes altas.
Em propriedades maiores, como os sítios e chácaras, o jardim ornamental e recreativo pode ganhar uma área destinada ao cultivo de uma horta ou pomar. Assim, dadas as suas finalidades e os recursos necessários para o cultivo, que implicam o uso de ferramentas e o transporte de equipamentos e materiais, o acesso a essas áreas deve ser objeto de cuidadoso planejamento.
Finalmente, nao se pode esquecer que a função básica ou o conjunto de funções integradas num projeto paisagístico não é, por força, definitivo. Freqüentemente, com o tempo, passa a ser interessante, ou até mesmo necessário, transformar o plano original. Por exemplo: depois que as crianças estiverem crescidas, a área ocupada por um playground pode receber uma nova função, mais útil às novas necessidades.

Tarefa complexa, projetar um jardim exige conhecimentos bem específicos e, principalmente, envolve uma série de providências, que abrangem desde o simples ponto de água para irrigação até as condições de vento e ruído. Somados, esses pequenos grandes detalhes diferenciam um jardim bem planejado de outro feito de forma improvisada.
Certamente, você mesmo pode elaborar seu jardim, plantando e escolhendo espécies de sua preferência. Entretanto, esse trabalho, que exige tempo, ganha uma outra dimensão quando é feito por um profissional habilitado e experiente. Paisagismo parece ser um universo inteiramente desconhecido para a maioria das pessoas e, como todo conhecimento, engloba técnicas bastante específicas.
Antes de tudo, o paisagista tira partido da incidência do sol no terreno, cria barreiras quando o vento se mostra violento, avalia eventuais elementos arquitetônicos que precisam ser alterados, sabe como corrigir solos, verifica drenagem e irrigação e, evidentemente, conhece plantas como ninguém.
Todo o trabalho é realizado com critérios e objetivos bem definidos, por isso resulta numa composição harmoniosa e equilibrada, em que a arquitetura da casa acaba sendo valorizada, e as plantas destacadas, através da distribuição adequada e da iluminação, só para citar dois exemplos.

Também há a necessidade de trabalhar os volumes e a topografia do terreno, observando a área construída e o espaço necessário para salientar determinadas espécies, segmentos do jardim ou ainda disfarçar desníveis muito acentuados. O projeto de um jardim pode ser entendido como uma arquitetura de exterior, que deve estar em sintonia com a arquitetura da casa.

Mas a forma de um jardim não é definida apenas pelas plantas. Caminhos, taludes, bancos, pisos, quiosques, pergolados, piscinas, muros, churrasqueiras e piso. Todos estes elementos construtivos têm grande importância. São recursos que quebram a monotonia e podem ser usados com muita criatividade, disfarçando possíveis defeitos e salientando as soluções paisagísticas. "O ideal é que o paisagista trabalhe paralelamente com o arquiteto, se possível na hora do proJeto da casa", o resultado será, sem dúvida, muito mais harmonioso.

Definindo seu jardim

Se você quer participar ativamente da definição do seu jardim, deve ter em mente as suas preferências por plantas, estilos de jardim e as necessidades de sua família (espaço para seus filhos andarem de bicicleta, quiosque, recantos com sombra, viveiro, horta, etc.). Anote todas essas informações. Elas serão muito valiosas no primeiro contato com o paisagista, que é o momento de expor detalhadamente todas as suas idéias.
A partir desse contato inicial, o paisagista vai elaborar um jardim que esteja de acordo com a sua preferência. Aos poucos, cliente e paisagista passam a estabelecer uma relação de afinidade e confiança recíproca. É dever do paisagista respeitar as idéias e sugestões do cliente, mas também é dever, orientar e mostrar um leque de espécies e soluções que possam enriquecer o jardim. Então, procure ouvir e avaliar os argumentos do paisagista e saiba abrir mão de suas idéias, na hora certa. Se for necessário, peça informações adicionais.
Após os primeiros contatos, o paisagista vai fazer uma análise detalhada do terreno em questão, estudando a topografia, orientação em relação ao sol, tipo de solo, vegetação existente, observação de ruídos, ventos e análise das construções existentes no terreno. Com todos estes elementos, é definido o anteprojeto, apresentado ao cliente através de plantas baixas e perspectivas. Elas permitirão que você visualize melhor a proposta do profissional. Esclareça todas as suas dúvidas e solicite alterações, se for o caso.
A seguir, o paisagista apresenta um orçamento com o custo detalhado do projeto e da execução, que pode ou não ser feita pelo profissional. Vale lembrar: "Um jardim mais econômico pode ser obtido com a utilização de espécies jovens. Se a escolha recair sobre espécies já formadas ou raras, o custo será muito maior.
Em geral, os paisagistas cobram por metro quadrado da área projetada, sendo que a execução é à parte e pode ser cobrada por dia. Entretanto, isso varia muito, uma vez que grandes áreas podem representar um extenso gramado, que não exige o mesmo trabalho que um recanto, onde for realizada uma grande composição de espécies
Depois de firmar o contrato e estabelecer a forma de pagamento, o paisagista parte para a definição de um programa mais detalhado, estabelecendo plano de massas de vegetação (arbustos, árvores de grande porte, fonações, etc.), pontos de água para irrigação, jardineiras e respectivos pontos de luz, ralos e grelhas para o escoamento da água, bem como o acerto dos últimos detalhes. Todos estes elementos têm muita importância e diferenciam um jardim bem planejado de outro feito de forma improvisada.
Enfim, muito verde
Está na hora de entrar na fase de execução propriamente dita, quando o paisagista orienta e faz a marcação dos elementos construtivos, como caminhos, pisos, pergolados, que são executados em geral pelo cliente. Após o término dessa fase vem o plantio.
Para se ter idéia do tempo necessário de planejamento e execução de um jardim, reserve um mês para o projeto e de um a dois meses para a execução, prazo que varia em função da quantidade de elementos construtivos e das condições climáticas.
Terminado o plantio, o paisagista entrega o memorial com os nomes de todas as espécies que compõem o jardim e respectivas observações, orientando o cliente e, se for o caso, o jardineiro, quanto à irrigação, tratamento, adubação, poda, etc. De forma geral, os paisagistas dão manutenção nos primeiros 30 e 60 dias, momento de verificar se as espécies estão se adaptando ao novo ambiente. É um tipo de garantia, pois o profissional pode ainda fazer o replantio de algumas mudas.
Para obter melhor resultado, dê preferência ao próprio paisagista, na hora da execução. Ele acompanha todas as etapas e pode, assim, garantir o serviço e a fidelidade ao projeto.
Agora, é só esperar e acompanhar a fase de crescimento das plantas. Um jardim demora, em média, de três a quatro anos para ser totalmente formado. Dentro de um ano, os arbustos e forrações já estarão bem crescidos; as árvores demoram cerca de três a quatro anos para atingir uma altura média.