Grupo Entreposto com projectos imobiliários no Brasil e em Moçambique
O Grupo Entreposto, conhecido por estar ligado ao sector automóvel, faz do sector imobiliário uma das suas grandes apostas. Em Portugal, o Entreposto tem projectos de 60 milhões de euros em habitação, escritórios e turismo residencial, mas em avaliação estão o Brasil e Moçambique, mercados onde já estão no sector automóvel. No Brasil, a aposta será feita no turismo residencial e na primeira habitação, porque "começa a haver uma classe média e há fácil acesso ao crédito", referiu Vicente Jorge da Cruz, em entrevista ao Diário Económico. Em Moçambique, o Grupo tem em mãos um projecto na área dos escritórios, muito semelhante ao que existe na sede do grupo em Lisboa, onde 70% dos 60 mil m2 está arrendado. Foi, aliás, com este projecto na capital que o Entreposto decidiu entrar no imobiliário. Até então, a área apenas servia para gerir os activos da empresa na área automóvel, ou seja, os 'stands' dos concessionários que o grupo representa. Agora é uma das três principais áreas do grupo, com activos que ascendem aos 105 milhões de euros em Portugal. "Queremos ter um 'pipeline' de projectos permanente e temos como objectivo atingir uma facturação de 80 milhões de euros nos próximos três anos", disse Vicente da Cruz. Actualmente, a facturação da área de imobiliário é de sete milhões de euros e resume-se às rendas do edifício sede e a à venda dos apartamentos de um prédio de habitação na Baixa, cuja recuperação terminou este ano. Só das rendas da sede, junto ao Parque das Nações, a Entreposto retira 4,5 milhões de euros. Para atingir os objectivos fixados, o grupo conta com o retorno dos seis projectos que tem em mãos, nomeadamente o Convento das Bernardas, em Tavira. Até 2010, o Entreposto concluirá um edifício de escritórios contíguo à sede de Lisboa, cujas rendas atingirão os 800 mil euros; um projecto de três edifícios de habitação em Alcácer do Sal, que representa um investimento de 3,8 milhões de euros; e um conjunto de 16 moradias no Porto, avaliado em 4,8 milhões. Além disso, tem o Lux Tavira, um condomínio de 15 milhões de euros com 48 moradias e 12 apartamentos, e um edifício para habitação no Campo Mártires da Pátria, uma recuperação de 4,5 milhões de euros em apartamentos de tipologias pequenas e com preços de 2.750 euros por m2. A empresa aposta na requalificação, que é mesmo uma área de eleição do grupo no imobiliário, mas Vicente da Cruz diz que não é tarefa fácil. "Em 2001 decidimos apostar na reabilitação urbana, só que é muito burocrática e os edifícios são caros. Um prédio pombalino custa 1500 euros o metro quadrado e está totalmente devoluto", diz. Ainda assim, todos os projectos em mãos são de requalificação de antigos espaços.
O Grupo Entreposto, conhecido por estar ligado ao sector automóvel, faz do sector imobiliário uma das suas grandes apostas. Em Portugal, o Entreposto tem projectos de 60 milhões de euros em habitação, escritórios e turismo residencial, mas em avaliação estão o Brasil e Moçambique, mercados onde já estão no sector automóvel. No Brasil, a aposta será feita no turismo residencial e na primeira habitação, porque "começa a haver uma classe média e há fácil acesso ao crédito", referiu Vicente Jorge da Cruz, em entrevista ao Diário Económico. Em Moçambique, o Grupo tem em mãos um projecto na área dos escritórios, muito semelhante ao que existe na sede do grupo em Lisboa, onde 70% dos 60 mil m2 está arrendado. Foi, aliás, com este projecto na capital que o Entreposto decidiu entrar no imobiliário. Até então, a área apenas servia para gerir os activos da empresa na área automóvel, ou seja, os 'stands' dos concessionários que o grupo representa. Agora é uma das três principais áreas do grupo, com activos que ascendem aos 105 milhões de euros em Portugal. "Queremos ter um 'pipeline' de projectos permanente e temos como objectivo atingir uma facturação de 80 milhões de euros nos próximos três anos", disse Vicente da Cruz. Actualmente, a facturação da área de imobiliário é de sete milhões de euros e resume-se às rendas do edifício sede e a à venda dos apartamentos de um prédio de habitação na Baixa, cuja recuperação terminou este ano. Só das rendas da sede, junto ao Parque das Nações, a Entreposto retira 4,5 milhões de euros. Para atingir os objectivos fixados, o grupo conta com o retorno dos seis projectos que tem em mãos, nomeadamente o Convento das Bernardas, em Tavira. Até 2010, o Entreposto concluirá um edifício de escritórios contíguo à sede de Lisboa, cujas rendas atingirão os 800 mil euros; um projecto de três edifícios de habitação em Alcácer do Sal, que representa um investimento de 3,8 milhões de euros; e um conjunto de 16 moradias no Porto, avaliado em 4,8 milhões. Além disso, tem o Lux Tavira, um condomínio de 15 milhões de euros com 48 moradias e 12 apartamentos, e um edifício para habitação no Campo Mártires da Pátria, uma recuperação de 4,5 milhões de euros em apartamentos de tipologias pequenas e com preços de 2.750 euros por m2. A empresa aposta na requalificação, que é mesmo uma área de eleição do grupo no imobiliário, mas Vicente da Cruz diz que não é tarefa fácil. "Em 2001 decidimos apostar na reabilitação urbana, só que é muito burocrática e os edifícios são caros. Um prédio pombalino custa 1500 euros o metro quadrado e está totalmente devoluto", diz. Ainda assim, todos os projectos em mãos são de requalificação de antigos espaços.