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São projectos de enorme importância para a região, para a Costa Alentejana, mas são, também, muito importantes para o País



Apresentação de dois projectos de investimento turístico na Costa Alentejana
Intervenção do Primeiro-Ministro na cerimónia de apresentação de dois projectos de investimento turístico na Costa Alentejana
Senhores Ministros, Senhor Presidente da Câmara,Senhor Secretário de Estado, Senhora Governadora Civil Senhores Promotores Senhora Embaixadora Senhor Presidente da API Minhas Senhoras e meus Senhores
Deixem-me ir directo ao assunto. A minha presença nesta cerimónia destina-se a assinalar a importância e o significado destes dois projectos.
São projectos de enorme importância para a região, para a Costa Alentejana, mas são, também, muito importantes para o País. E quero começar por aí, pelo País.
Estes dois empreendimentos significam um investimento de 670 milhões de euros, e o primeiro aspecto que quero destacar é justamente o volume do investimento.
Ninguém investe 670 milhões de euros se não tiver confiança na economia e confiança no País.
E este é, porventura, o aspecto mais importante, o aspecto da confiança. O desafio que Portugal tem pela frente é o do crescimento económico porque só crescendo economicamente poderemos resolver o problema da distribuição da riqueza - o combate às desigualdades; e só crescendo economicamente poderemos resolver, também, o problema do desequilíbrio das contas públicas.
O crescimento económico é, portanto, absolutamente decisivo e por isso aqui venho no momento em que enfrentamos dificuldades, mas estamos determinados a ultrapassá-las, para assinalar a importância que tem para o País um volume de investimento desta dimensão: 670 milhões de euros. Isto tem um impacto no crescimento económico do País e tem um impacto na confiança. Na Confiança e no investimento.
Há muitos indicadores sobre o estado da economia, mas há um que ninguém discute: o investimento. Porque investir significa confiar e é por isso que são tão importantes, neste momento, estes investimentos e o início da sua realização.
Mas há também um outro aspecto. Estes investimentos são investimentos na indústria turística que vive, fundamentalmente, de exportações, porque é uma venda de serviços ao exterior e esse é um aspecto que contribui para a melhoria do perfil das nossas exportações e é absolutamente essencial para a correcção dos desequilíbrios da economia portuguesa e para melhorar o perfil do nosso desenvolvimento.
Estes são três aspectos da maior importância: confiança, investimento e exportações. Estes dois projectos têm estas três valências o que muito me agrada neste momento assinalar.
Mas têm uma outra valência: é que são projectos da maior qualidade e são projectos, portanto, que servem de referência à indústria turística portuguesa, no seu conjunto, porque são do melhor que a indústria turística portuguesa vai ter. Servem, portanto, de exemplo e de sinal e são projectos que se destinam a competir nos sectores mais exigentes e mais dinâmicos da concorrência internacional.
Estes dois projectos pretendem ir conquistar mercado àqueles países e àqueles sectores que são muito exigentes a todos os níveis. A indústria turística é uma indústria que compete internacionalmente, muito aberta ao exterior. Mas está permanentemente a evoluir na qualidade e na exigência dos seus padrões.
Estes dois projectos pretendem pôr Portugal a competir nos mercados que são mais exigentes, mais competitivos e naqueles em que se exige cada vez mais qualidade.
Os que estão aqui presentes ouviram a descrição dos dois projectos e, também, a descrição dos alvos em termos de mercado. Esses alvos, os turistas que frequentarão estes empreendimentos são turistas que, eles próprios, exigem o melhor que há no mundo em termos de preservação da natureza, em termos de oferta cultural, e em termos de uma oferta turística de alto valor.
É por isso que estes dois projectos são, também, importantes para a indústria turística nacional, porque criam um patamar de excelência e se Portugal quer vencer, e se Portugal quer afirmar-se internacionalmente, tem que perceber que o seu perfil de desenvolvimento exige que nos coloquemos, hoje, como parceiro que compete de igual para igual nos sectores mais exigentes dos mercados internacionais. E se queremos inserir-nos melhor na economia global então é aqui, nestes sectores onde temos vantagens comparativas muito importantes, que devemos competir.
Estes projectos são, portanto, importantes pelo dinamismo que vêm trazer ao crescimento económico, pela confiança, pelo investimento, pelas exportações mas, também, pelo exemplo que dão de que a indústria turística se deve deslocar para as zonas de excelência.
Mas há uma lição a tirar e quero dizê-lo com clareza: eu fui Ministro do Ambiente e sou um dos que acham que o ambiente e as políticas de ambiente estão ao serviço do desenvolvimento e ao serviço das pessoas, porque criam, tal como já como já disse o Senhor Ministro do Ambiente, uma nova exigência que aproveita à economia.
Nós não nos podemos resignar à ideia de que Portugal precisa de 15 anos para decidir sobre estes projectos. Não, isto não pode continuar.
E se nós queremos melhorar, se queremos melhorar a nossa economia, há uma tarefa que temos que fazer, que temos de cumprir. Essa tarefa é criar o melhor ambiente para os negócios, o melhor ambiente para o investimento, sem baixar os nossos padrões de análise de avaliação.
Agora, o que todos compreendem é que não precisamos de 15 anos para avaliar um projecto que se apresentou nas condições em que estes se apresentaram. E não me refiro apenas à qualidade do projecto, refiro-me, também, à qualidade dos accionistas, e, sinceramente, não compreendo como é que tendo a qualidade dos accionistas e a qualidade dos projectos, demorámos tanto tempo para decidir.
Temos que demorar menos, e menos não significa dizer sempre que sim. Significa dizer que sim e que não, em função de uma avaliação que deve ser exigente, tanto mais que se trata de uma zona de especial sensibilidade ecológica. Mas podemos fazê-lo com o mesmo rigor, com a mesma excelência e com a mesma exigência sem demorarmos tanto tempo. E o Governo vai, em breve, tomar medidas para que a nossa Administração possa responder melhor aos investidores, e, responder melhor, não significa responder que sim, significa responder, mais rápido, que sim, ou que não.
Estes investimentos são muito importantes para o País, mas são, também, muito importantes para a região. O Senhor Ministro da Economia já se referiu a isso, mas eu quero chamar-vos a atenção para o seguinte: está a nascer e a afirmar-se um novo destino turístico da maior importância para Portugal, a Costa Alentejana.
Se nós somarmos o investimento destes dois projectos 670 milhões de euros àquilo que está a ser investido na Comporta, e àquilo que está a ser investido em Tróia, teremos aqui quatro projectos estruturantes para o desenvolvimento turístico, que dão à Costa Alentejana, hoje, uma unidade, uma capacidade, e uma dimensão de afirmação nacional.
Estes quatro projectos são estruturantes para este pólo turístico que está aqui hoje a nascer, e são estruturantes porque criam, também, um padrão, criam um nível de qualidade e de exigência que temos de destacar, neste momento, é que este: é que estes quatro projectos nos dão a certeza, que, no litoral alentejano, não se cometerão os erros que se cometeram noutras décadas, noutras regiões do País.
E estes quatro projectos, - se virem bem quer o volume do investimento, quer o respeito pela natureza que está presente na sua génese, - contribuem para estruturar um turismo nesta região que vai ter como orientação elevados padrões de respeito ambiental, de respeito pela natureza mas, também, de grande qualidade urbanística. É por isso que saúdo estes projectos, porque acho que Portugal fica a contar com um novo pólo turístico e que, nesta região tão bonita do País, mas tão esquecida desde há décadas, também no seu desenvolvimento turístico, podemos hoje garantir que o turismo aqui vai ter um desenvolvimento à altura do que são as exigências deste novo século.
Há ainda um aspecto que me parece ser da maior importância, que é o impacto ao nível do emprego nesta região. Estes projectos criam muito emprego e para todos os investidores que aqui estão, e pessoas interessadas, quero também assinalar que as matérias que dizem respeito à formação profissional, que são absolutamente críticas para o sucesso destes projectos, são matérias que estão na primeira linha das políticas governamentais, e que o Estado português está muito disponível para, em parceria com os privados, poder fazer cursos de formação muito dirigidos para estes projectos em concreto. Já fizemos isso no passado e estamos disponíveis para o fazer no futuro.
Em suma, estes dois projectos são uma grande oportunidade para a região. Vão transformá-la num pólo turístico de excelência e, com isso, honrar o turismo nacional.
E quero, a terminar, felicitar a Agência Portuguesa de Investimento, o Senhor Ministro da Economia, o Senhor Secretário de Estado do Turismo e o Senhor Ministro do Ambiente, por terem conseguido em poucos meses desbloquear aquilo que estava bloqueado já há muitos anos.
Mas quero felicitar, também, a Câmara Municipal de Grândola. Sei quanto se bateu por estes projectos e tinha razão. E quero felicitar as populações desta região, que vão ter agora uma nova oportunidade, uma nova oportunidade para o crescimento económico e para o desenvolvimento, que vai exigir muito de nós. O trabalho vai agora começar, mas tenho a certeza que, com o empenhamento de todos nós, levaremos estes empreendimentos para a frente, em favor da indústria turística nacional e, portanto, em favor do crescimento económico em Portugal.
Quero, finalmente, felicitar os dois promotores e dizer-vos o seguinte de forma muito clara: o Estado português sente-se muito honrado por terem escolhido o nosso País para fazerem estes empreendimentos de tão grande qualidade.
Governo da República Portuguesa http://www.portugal.gov.pt/