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Em época de contenção de custos, os jardins de que exigem menor conservação ganham cada vez mais razão de existirem. Saiba o que os distingue



Não precisa de gastar fortunas. A ideia de que o jardim é um espaço dispendioso não passa de um mito e a prova disso mesmo são as dicas que aqui lhe deixamos para conseguir um espaço verde com poucos custos mas, ainda assim, atrativo, apelativo e irresistível. Veja as espécies a que pode recorrer e alguns comportamentos e truques que deve privilegiar para conseguir uma área ajardinada que convide à fruição e que simultaneamente seja um bálsamo para os olhos e para a alma.

Rosas arbustivas e resistentes

As rosas requerem muita atenção e poda regular para a formação correta. As arbustivas são as menos exigentes no que à poda diz respeito e as mais resistentes a pragas e outros problemas. Constituem um grupo especial no seio das roseiras modernas e a maioria volta a florescer durante o ano. No primeiro ano de plantação, não devem sofrer cortes e nos seguintes deve podar apenas as partes que sobressaem do maciço. Com ferramentas bem limpas, corte por baixo da segunda folha a partir da flor.

Maciços cheios de bolbos

Os bolbos são ideais para jardins de baixa manutenção porque vivem muitos anos e multiplicam-se facilmente. Instale os bolbos em solo bem drenado para não apodrecerem. As bolbosas de floração primaveril (túlipas ou jacintos) são plantadas no outono e as de verão (begónias ou gladíolos) na primavera. No que diz respeito a outro tipo de plantas para formar maciços, evite as que se auto-semeiam com facilidade e as muito invasoras.

Árvores em vaso que necessitem de pouca poda

Se quer reduzir os trabalhos no jardim, evite os arbustos que requerem poda regular. Existem espécies como o loureiro ou o medronho, que não requerem muito trabalho de poda, enquanto outras, como a camélia ou a azálea, necessitam poda extra de floração. Valorize a plantação de arbustos de vida curta que necessitam de ser substituídos ao fim de poucos anos e não cultive sebes formais. As sebes de Cupressus arizonica ou de buxo necessitam ser bem podados para manter a silhueta bem recortada, o que obriga a estar frequentemente de tesoura na mão. Pode deixar crescer livremente as sebes informais.

Mulching e rega automática

O mulching apresenta numerosas vantagens. Protege a terra do vento e do frio, conserva a humidade, evita a evaporação e minimiza o aparecimento de daninhas. Outra boa prática é utilizar a rega automática por gotejamento ou aspersão, dos sistemas localizados que administram água diretamente à planta. Se juntar adubos orgânicos ao solo, melhora a textura e a drenagem e aumenta a resistência ao calor, à seca e às pragas e doenças.

Reduza a superfície de relva

O relvado é um dos elementos naturais mais estéticos mas também o que mais cuidados e água necessita. Se não quer renunciar ao relvado mas também não é partidário de gastar tempo e dinheiro, reduza a superfície destinada à relva ou opte por uma solução artificial, à base de fibras que não necessitam rega, adubo ou cortes. Não é o mesmo que o relvado natural mas constitui uma opção a ter em conta no caso de pretender poupar.

Plantas fragrantes muito duradouras

Com plantas da época é necessário replantar em cada primavera e passado o outono ficam desnudadas e pouco estéticas durante os meses mais frios do ano. Cultive arbustos perenifólios como o loureiro real ou o buxo e consegue assim resolver o problema. Outra boa ideia é plantar coníferas anãs e aromáticas, que não requerem muita água nem outros cuidados.

Paisagismo ou arquitectura paisagista não é jardinagem

Arquitetura é paisagem, e o domínio da paisagem é o território – entendido aqui como o espaço onde arquitetos intervêm. Nas palavras de Graciela Silvestri e Fernando Aliata, “para que exista uma paisagem não basta que exista natureza; é necessário um ponto de vista e um expectador; um relato que dê sentido ao que se olha e experimenta como ator e como expectador”.
Essa explicação, apesar de satisfatória, representa uma das vertentes da disciplina paisagística: aquela que se vale da contribuição das artes plásticas (em particular da pintura). A outra vertente está relacionada com o planejamento paisagístico, originário dos conhecimentos de natureza e território e suas decorrências em relação à conservação, à biodiversidade. Essa segunda vertente – talvez seja a mais difícil de se apreender, que foge ao senso comum. Estamos nos referindo ao binômio Homem/Sociedade, Natureza/Território com Paisagem/ Design-projeto; a convergência das vertentes é nossa busca e intenso desafio.
Confundir paisagismo com jardinagemtalvez seja o principal – e certamente o mais comum – equívoco que se comete em relação ao assunto. Isso reflete um certo elitismo, e também um reducionismo do termo, provocado pela pobreza do ensino e das limitações atuais no campo profissional do paisagismo no Brasil. A história do paisagismo deve muito à história dos jardins. Contudo, o entendimento que devemos ter do termo paisagem refere-se a um domínio mais amplo que esse: se a Terra é um jardim dos Deuses, o que os Homens representariam nela? Desde o século XIX já existem conceitos mais desenvolvidos que entendem a paisagem como uma categoria de explicação do mundo, dos sistemas biofísicos e sociais em interdependência. O processo de modernização da agricultura, de industrialização e urbanização da sociedade impôs profundas transformações no mundo atual – que está longe de ser um belo jardim idílico. Entre os séculos XIX e XX, marcados pela passagem do “pintoresco” para o impressionismo-expressionismo e a arte abstrata, uma outra forma de ler e olhar a natureza e a paisagem foi-se constituindo. O cinema captou isso, na medida em que sua relação com a pintura foi mediada pela fotografia, superando a visão panorâmica que caracterizava esse período anterior à sétima arte. Além disso, o cinema incorporou uma outra dimensão à percepção instantânea dos fatos e seus contextos: a noção de tempo, que permite capturar as transformações no mundo. Toda paisagem é dinâmica, portanto é percebida e lida de maneira polissensorial (som, olfato, tato, visão e paladar) assim como temporal e tridimensional.
Outro equívoco consiste em reduzir as paisagens aos seus aspectos sensíveis e estéticos. Falamos de uma paisagem e logo lembramos de um postal, de uma vista, de uma pintura. Porém, devemos nos perguntar: que forças moldaram aquela paisagem? Quem a pintou, quando e por que? Quais contribuições da história e da cultura humanas estão presentes nessa imagem ou representação? Que valores políticos, estéticos e éticos elas nos revelam. Ou seja, não é possível falar de paisagem sem nos referirmos ao homem, vivendo em grupos ou sociedades. Talvez nosso desafio seja saber o que entendemos por estética hoje.
E, um terceiro aspecto que freqüentemente se percebe é esquecer também que toda paisagem é dinâmica e mutável, no tempo e no espaço. As paisagens assentam-se sobre uma materialidade física e biológica complexas; à sua vez, esse sistema serve de substrato para as ações humanas, sejam elas com finalidades produtivas ou de intelecção. A hegemonia do modo de vida urbano no mundo contemporâneo tem alienado as pessoas que convivem em ambientes altamente antropizados (mudados intensamente pela ação humana), fazendo-os crer que a Natureza desapareceu desses contextos e lugares. Não é verdade, a vida só se sustenta porque a natureza está presente.

Os profissionais habilitados para realizar projetos de paisagismo no Brasil são exclusivamente os arquitetos e urbanistas, por lei. No entanto, a paisagem não é um tema de estudo exclusivo desses profissionais, dada a sua natureza eminentemente interdisciplinar. Geógrafos, engenheiros agrônomos e florestais, designers, botânicos, biólogos, historiadores, sociólogos, antropólogos, artistas, entre outros, utilizam conceitos de paisagem e transformam esse campo de estudos e de trabalho em uma rica arena de debates e, ao mesmo tempo, de imprecisões teóricas, conceituais e de método para sua apreensão.
O tema paisagem carece de mais estudos e debates no Brasil, principalmente da difusão e divulgação daqueles já realizados para avançar a patamares mais condizentes com as potencialidades e necessidades da nossa sociedade. Cada país tem sua própria história nesse sentido, não podemos e nem devemos copiar os conceitos de outros países, de outras culturas e continentes. Entender a paisagem brasileira, tanto do ponto de vista dos sistemas natural e sócio-cultural é uma obrigação para os acadêmicos que de alguma forma se aproximam a esse conceito, a esse objeto de estudo e de trabalho.
Já o modo de ensinar projeto de paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo brasileiras deve muito à tradição norte-americana moderna, especificamente a da costa Oeste dos EUA. Isso porque as primeiras disciplinas e exercícios de projetos paisagísticos ministradas na FAUUSP devem-se ao professor Roberto Coelho Cardozo, que se formou em Berkeley. Segundo Miranda Magnoli; “o professor Roberto Coelho Cardozo, por peculiaridades dele, trouxe essa visão para suas aulas; porém, sua origem nos despertou para a ampliação do mundo; em particular, na medida em que cabe à Instituição Universitária fazer obras do saber, acabou por nos chamar atenção o fato que a primeira disciplina acadêmica de paisagismo aconteceu em 1900, nos Estados Unidos. É importante salientar que, por ocasião da ida de vários pioneiros da arquitetura moderna para os Estados Unidos com a Segunda Guerra Mundial, a então “landscape architecture” não tinha na Europa a maturidade e forma adquirida nos E.U. Explico: o “modelo americano” foi, fundamentalmente, de uma profissão de design, enquanto a Europa desenvolveu antigos cursos de horticultura, florestas ou arte dos jardins – variáveis em diferentes países. Associar as questões do meio (environment) enquanto design foi pioneiro nos E.U.A. e na Grã-Bretanha; Europa, em geral, adquire essas reflexões e incorpora, em diferentes tempos, após e com a reconstrução da segunda guerra (claro, Holanda antes; óbvio pela peculiaridade “natural” do território construído apesar e com o mar e pelo seu histórico de ocupação e apropriação)”.
Desde meados do século passado, a tradição européia deixou de ser a única referência entre nós, descendentes de povos mediterrâneos. Por outro lado, na FAUUSP esses conhecimentos adquiriram novos contornos através da contribuição de profissionais das áreas de história, geografia, biologia, sociologia, filosofia, etc. Intelectuais como Miranda M. Magnoli, Milton Santos, Amílcar Herrera, Csaba Deák, Nestor Goulart Reis Filho, Aziz Ab’Saber, Maria Adélia Aparecida de Souza, entre outros, cooperaram muito para ampliar e moldar um enfoque muito particular entre os arquitetos e urbanistas dessa faculdade – seja através de seminários, cursos ou orientações de pós-graduação.
Também devemos observar o descaso da sociedade e do Estado, principalmente com as paisagens notáveis e hodiernas. Nesse sentido o Brasil é novamente contraditório. Sendo um dos países com maior território e diversidade ambiental do planeta; e apesar de Burle Marx ser considerado um dos maiores paisagistas do mundo moderno; ainda hoje se batalha arduamente para o reconhecimento e regulação legal dessa atividade profissional.
O Estado e a sociedade brasileira têm muito que avançar em relação à paisagem, mas isso só ocorrerá com pelo menos um aspecto central: a valorização da educação e um esforço imenso para inserir esse saber entre os profissionais já melhor capacitados nos diferentes níveis dos serviços públicos, de modo a incorporar e promover a participação consciente e autônoma das pessoas nos desígnios de suas vidas. Estão aí as Leis Ambientais e do Estatuto das Cidades para serem utilizadas, mas muitos não as conhecem – tanto do lado da população como daqueles que são os responsáveis pelos planos e projetos. Por outro lado, somos um país que recentemente está aprendendo a valorizar sua memória e legado através das medidas de salvaguarda do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro. Isso tem a ver com olhar os outros e achar que devemos ser o que não somos. O imediatismo desenvolvimentista também é um traço de nossa cultura recente. Depredamos as paisagens naturais, ainda que saibamos que já não são infindáveis. No panorama geral, a diversidade biológica e cultural brasileira são bem guarnecidas por leis, normas, portarias, programas e projetos – contudo, falta como sempre, de fato, criteriosamente levá-las em conta. Considerá-las, nos planos e projetos, cumpri-las, fiscalizá-las com rigor. Falta, principalmente, dar-lhes às paisagens um conteúdo e uma forma saudável que apenas a mais ampla liberdade de idéias e de organização política permite. Ou seja, temos na paisagem atual tanto o desafio do futuro como encontrar respostas para as questões contraditórias, polêmicas, difíceis que nos ficaram do passado não resolvido. Essas são questões de paisagem para o desenvolvimento.
O ENSINO DE PAISAGISMO NO BRASIL
Os ENEPEAs pecaram por ainda não ter sistematizado um quadro geral sobre a situação do ensino de paisagismo no Brasil, a partir do qual se poderia monitorar e intervir sobre as questões próprias da educação dos arquitetos. Tentou-se diversas vezes, mas mesmo nessa edição atual ainda não se sabe: quem ensina, o que se ensina, como se ensina paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo daqui. Mas o fato é que algo se ensina. Aí está uma questão que deixaremos para ver como o encontro resolverá.
Porém, na minha opinião, esse tema avançou muito nas escolas de arquitetura e urbanismo durante as duas últimas décadas. Foi enorme o esforço de capacitação e qualificação docente, graças às linhas de pesquisa montadas sobre o tema paisagem e ambiente nos cursos de pós-graduação ‘strictu e latu sensu’. Ainda são escassos os concursos específicos para contratar docentes dedicados ao ensino de paisagismo em todas as regiões, e há uma distribuição desigual de oportunidades de estudo no cenário brasileiro. Há pouca edição e publicação de periódicos relativos ao tema, e com isso as nossas referências dependem ainda mais do que seria desejável do que se escreve e publica no exterior – um pena. Por outro lado, multiplicaram-se encontros, seminários e reuniões científicas tratando desse problema, tanto nacional como regionalmente. O assunto paisagem tampouco, como já disse, refere-se apenas aos arquitetos e urbanistas.
O problema de ensinar paisagismo para os arquitetos e urbanistas passa por rever a maneira como se estrutura o projeto pedagógico, o currículo, os conteúdos, as disciplinas e os métodos pedagógicos e didáticos da formação dos profissionais como um todo. Não acredito na especialização que levaria a um profissional específico: o arquiteto paisagista – porém, é o que aponta o cenário com a atual legislação sobre a educação, centrada na flexibilização curricular. Na minha opinião, os arquitetos deveriam zelar mais pelo caráter generalista da sua formação e capacitação, aprendendo de que forma qualquer intervenção sua sobre o espaço produz uma paisagem melhor. Do contrário, o paisagismo seria uma espécie de recurso para atenuar uma arquitetura e um urbanismo incapaz ou insuficiente para promover a melhoria no habitat das pessoas. A esperança é que as futuras gerações estejam mais preparadas para enfrentar esses problemas, o que nos leva de novo a avançar na educação da população como um todo.
Também é preciso que os arquitetos desçam do pedestal e aprendam a dialogar com os estudiosos da educação, assim como com aqueles outros necessários para estabelecer uma verdadeira integração. Em geral os que ensinam arquitetura e urbanismo, e, por conseqüência paisagismo nos cursos universitários, não estão preparados para esse debate – mas são os professores que temos. Eu diria também que o ensino de paisagismo ainda é subalterno em relação ao ensino de projeto de edificação e urbano no âmbito das escolas de arquitetura e urbanismo nacionais. Somos, para nossos próprios colegas, os profissionais do jardim, da vegetação e não dos espaços livres. É uma cegueira endógena; que não enxerga o habitar o mundo em toda sua plenitude. Para se fazer um parque são necessárias décadas, mas ele precisa de um projeto, de um programa, de um partido e de detalhes que orientarão sua construção ao longo de anos. O certo é que há muito para ser feito. O termo paisagem para os arquitetos resulta ambíguo, assim como para qualquer outra pessoa ou profissional. Mas se falamos de projeto de paisagismo, aí a questão muda diametralmente. Entende-se por um projeto de paisagismo a intervenção realizada sobre os espaços livres de edificação, aqueles que podem estar sob um estatuto de uso tanto público como privado.
Por outro lado, quando os jovens estudantes de arquitetura e urbanismo estão insatisfeitos com suas habilidades de projeto, tendem a reforçar o componente social na interpretação acadêmica desses termos no Brasil. Chegando, não raro, a descaracterizar a presença inescindível dos sistemas físico e biológico que compreendem qualquer paisagem. Há uma certa moda acadêmica entre os arquitetos que se apaixonam pelas ciências sociais e deixam de lado o seu próprio objeto e método de estudos e trabalho – que é desenhar os espaços a fim de transformá-los.
O CENÁRIO EM CURITIBA
Estamos caminhando. No CAUUFPR, o 9º ENEPEA tem sido um estímulo importante tanto para os professores como para os estudantes. Cada vez mais se apresentam trabalhos finais de graduação onde o paisagismo comparece com suas questões e métodos adequados – isso vêm ocorrendo em todo País. A PUCPR oferece um curso de especialização na área de paisagismo e todas as escolas têm professores alocados nestas disciplinas que, de uma forma ou outra, são sensíveis e fazem o que podem para superar suas limitações teóricas e profissionais.
Por outro lado, temos uma paisagem urbana altamente qualificada: um esplêndido sistema de espaços livres públicos; uma mobilidade imensa pelo território da cidade; instrumentos urbanísticos de proteção e estímulo à preservação do patrimônio natural e construído. Temos principalmente orgulho de morar nessa cidade, o que provoca um sentimento de pertencimento mesmo naqueles que não são originários daqui. Essa questão de gostar de onde se habita tem relação direta com a representação da imagem da cidade e a constituição de uma identidade positiva com os espaços públicos que se freqüenta no dia a dia. Talvez o mais interessante de estudar arquitetura e urbanismo por essas paragens seja estar vivendo nesse ambiente urbano.
O problema é que muitos estudantes e profissionais acham que isso aqui é o primeiro mundo, esquecendo-se que isso não é possível. Somos uma cidade brasileira neste País, crivado por imensas contradições no acesso da maioria da população aos bens e serviços de que deveriam ter direito. Nada somos, sem esse alerta. Mas tudo podemos ser se soubermos aproveitar as oportunidades que Curitiba já nos oferece. Talvez, entre as grandes cidades brasileiras, essa seja a cidade que mais transformou para melhor sua paisagem urbana nesses últimos cem anos. É preciso cuidar para não submergir num sonho de que nada mais há para ser feito. Está aí a metrópole com suas contradições para nos lembrar disso.

ARQUITETO E URBANISTA: MELHORANDO O MUNDO
O arquiteto e urbanista pode utilizar o paisagismo como ferramenta de melhoria de vida da população qualificando seu processo de projetar os espaços onde atua. Percebendo, lendo e usando a seu favor, no ato de projetar e construir os espaços, as relações entre os sistemas biológicos e físicos que suportam e estruturam as formas de vida – e, entre essas, a vida em sociedade. Cada edifício ou urbanização se insere sobre um espaço primordial, que modifica para melhor ou pior o que ali existia antes dessas intervenções: “o vazio é o espaço pretérito”, alerta Miranda Magnoli. É fácil entender, portanto, que o paisagismo informa e qualifica os projetos – ele na verdade antecede uma atitude, e não deve apenas vir depois como um embelezamento do que restou ou como um atenuante dos males que não foram previstos anteriormente.
Um arquiteto também pode contribuir para a melhoria do modo de vida da população aprendendo a ouvir as pessoas a quem atende, as comunidades com quem trabalha, para incluir seus direitos e objetivos nos programas de necessidades que informam seus projetos. Aprender que os valores dos outros não são os mesmos que os nossos, mas que é possível respeitá-los e valorizá-los através de nossas ações profissionais. Ou seja, ser um profissional e cidadão consciente, participante, envolvido e interessado não apenas consigo.
Estudar a história do paisagismo é básico. Há teses que nos demonstram claramente que as modernas sociedades se modernizaram e urbanizaram a partir dos conhecimentos adquiridos através de jardineiros e paisagistas. Tornar o mundo melhor é também torná-lo mais belo. Mas o que é o belo? É preciso se informar, questionar, buscar, ser curioso e respeitoso com essa longa tradição de saberes que constitui o campo de estudos e trabalho do paisagismo. Parques, praças, boulevares, jardins, ruas e outros espaços livres que conformam os produtos dos projetos de paisagismo podem ser úteis para as pessoas desde que seus espaços, equipamentos, usos e aprendizados possibilitem mais o convívio social que a exclusão de uns em detrimento de outros. Essa é aposta que devemos fazer, aprender a viver em comunidade. Respeitar as fronteiras, limites e características dos demais seres vivos, principalmente, mas não exclusivamente, dos homens. É difícil, mas é possível.

PAISAGEM E MEIO AMBIENTE
É preciso entender que ambiente e paisagem não são sinônimos, os termos não se equivalem conceitualmente. Pode-se entender melhor essa afirmação dizendo que toda paisagem pressupõe um ambiente que a compreende, mas não o contrário.
O conceito de ambiente se relaciona aos sistemas e processos biológicos e físicos que sustentam a complexa teia da vida na Terra; seus domínios são amplos e envolve todos os organismos vivos – inclusive o humano. Os ambientes, em determinadas condições de seu desenvolvimento no tempo e no espaço, manifestam-se como paisagens. O termo ambiente surgiu das ciências físicas e biológicas, da teoria dos sistemas complexos, da ecologia. Já paisagem é um conceito eminentemente forjado pelas ciências sociais. Ou seja, uma categoria de análise do mundo, útil para entendê-lo e representá-lo – seja para preservar ou para modificá-lo segundo os valores e objetivos do seu criador.
Não existe paisagem para outro animal que não seja o homem, porque ela é fruto de sua percepção, de um modo de entender o local, o contexto e o propósito de sua própria vida. E, sobretudo, de comunicá-lo a outrem. Ambiente e paisagem não existem per si. Ambos se entrecruzam, se formam e se conformam mutuamente. Mas é importante distinguir as diferenças de seus significados. Afinal, no atual estágio de desenvolvimento da civilização humana, nunca foi tão imprescindível invocá-los de forma integrada e interdependente.



O jardim do resort Vila Porto Mare recebeu o 1º lugar na modalidade de “Unidades Hoteleiras, estabelecimentos comerciais e de restauração”, no âmbito da 15ª edição do concurso “Funchal – Cidade Florida”, dinamizado pela Câmara Municipal do Funchal.

O jardim do resort Vila Porto Mare recebeu o 1º lugar na modalidade de “Unidades Hoteleiras, estabelecimentos comerciais e de restauração”, no âmbito da 15ª edição do concurso “Funchal – Cidade Florida”, dinamizado pela Câmara Municipal do Funchal.
Projetado pelo arquiteto paisagista Gerald Luckhurst, apresenta uma grande diversidade de espécies botânicas, das quais conta com cerca de 500 espécimes, da Madeira mas também vindas dos quatros cantos do mundo. Estão identificadas 106 famílias, 355 géneros, 460 espécies e 555 táxones (espécies, subespécies e cultivares), números que o colocam na Classe excecional do Índice de riqueza florística.
Pensado inicialmente para embelezar a zona de solário, depressa se tornou um espaço de culto, capaz de posicionar a unidade como um hotel botânico. As plantas ostentam placas com informação sobre o nome científico, nomes vulgares em português e inglês, família e área geográfica de origem.
O jardim organiza-se em patamares e possui um espaço dedicado às orquídeas, às árvores de fruto, uma horta tradicional madeirense e ainda o cantinho das ervas aromáticas, as quais sempre que possível são utilizadas nas confeções da cozinha central do grupo Porto Bay.
O Vila Porto Mare integra três unidades hoteleiras – Suite Hotel Eden Mar, Hotel Porto Mare e The Residence, as quais partilham facilidades comuns. Uma mancha de cerca de 13 mil metros quadrados de jardins destaca-se no conjunto do resort, a qual tem vindo a amadurecer desde dezembro de 2003, altura em que foi inaugurado.
 
 
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The garden of the Vila Porto Mare resort has an area of 13400 m² (10100 m² of flowerbeds and lawns; 3300 m² of impermeable area) and was created in two stages.

The oriental section, older and smaller, next to Suite Hotel Eden Mar, was designed and planted in 1988 by Estufa, a company run by technical engineer Duarte Caldeira, under the supervision of agronomy engineer Rui Vieira.

Landscape architect Gerald Luckhurst designed the second stage and the plantation was done in January, 2003.

Many plants were produced at the Jardim Formoso nurseries, in Sintra. Others were bought from italian nurseries (Lazio) and from the South of France. Most palms were purchased at Alicante and Malaga (Spain).
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The morphology and atmosphere of this garden show a conceptual connection to the cottage gardens of the british colonies, with a strong presence of tropical and subtropical flora. Species from Australia and the Pacific Islands, Central and South America, Southern Africa and Tropical Asia play a significant role in the remarkable ornamental performance and show a good adaptation ability to the seafront climate, reacting very well to the sea air.
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The garden is arranged into three planes. In the intermediate level, a small forest serves as a haven for nesting blackbirds, warblers, sparrows and canaries, which sing all year round for the guests.

The prevalence of the trees and shrubs with persistent leaves is clear, and the rhythm of the seasons is set by the colour of flowers throughout the twelve months of the year.
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The collection of palm trees is made of 44 species, a greater variety than that of the collection of the Botanical Garden of Madeira.

Sugar cane, grapevine and banana, the three most striking plants of the agricultural landscape of Madeira, are mixed with the ornamental plants in a most fortunate way and bring the attention of the visitors to the economic history of the Island.
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Since 2008 new beds were set for vegetable greens, aromatic and medicinal herbs, with the purpose to bring new scents and flavours to the guests. The vegetable heritage was also enhanced with plant species endemic to Madeira, with special incidence of the xerophile plants of the shoreline.

Aiming at an ecologically sustainable management, the irrigation is done with water from the ‘Levada dos Piornais’, which drastically reduces the use of drinking water. In 2008 equipment was installed for the production of organic compost from the aerobic fermentation of the leaves, coffee grounds, egg shells, remains of fruit and vegetables, and the reduction of chemical fertiliser use is already significant.
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At the garden of Vila Porto Mare one can find 98 families, 314 genera, 398 species and 472 taxa (species, subspecies and cultivars), numbers that place it in the EXCEPTIONAL CLASS OF TAXONOMIC RICHNESS. All plants are identified with signs which provide the visitor with information about the scientific name, common names in Portuguese and English, family and geographical area of origin.

Raimundo Quintal
Centre of Geographical Studies
University of Lisbon
 
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O Jardim do Resort Vila Porto Mare ocupa um espaço de 13400 m² (10100 m² de canteiros e relvados; 3300 m² de área impermeabilizada) e foi criado em duas etapas.

A parte oriental, mais antiga e mais pequena, junto ao Hotel Eden Mar, foi projectada e plantada em 1988 pela empresa Estufa do engenheiro técnico Duarte Caldeira, sob a orientação do engenheiro agrónomo Rui Vieira.

O paisagista Gerald Luckhurst projectou a segunda fase e a plantação ocorreu em Janeiro de 2003.

Muitas das plantas foram produzidas nos viveiros da empresa Jardim Formoso, em Sintra. Outras foram compradas a viveiristas italianos (Lazio) e do sul de França. A aquisição das palmeiras foi feita essencialmente em Alicante e Málaga (Espanha).
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A morfologia e a ambiência deste jardim revelam uma ligação conceptual aos cottage gardens das colónias inglesas com uma forte componente florística tropical e subtropical. É significativa a presença de espécies originárias da Austrália e das Ilhas do Pacífico, da América Central e do Sul, da África Austral e da Ásia Tropical, que, para além do notável desempenho ornamental, revelam uma boa capacidade de adaptação ao clima da beira-mar, reagindo muito bem à maresia.
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O jardim desenvolve-se em três patamares. No nível intermédio, uma pequena mata funciona como refúgio de nidificação dos melros pretos, toutinegras, pardais da terra e canários, que durante todo o ano cantam para os hóspedes.

É claro o predomínio das árvores e dos arbustos de folha persistente, sendo o ritmo das estações marcado essencialmente pelo colorido das flores que se sucedem ao longo dos doze meses do ano.
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A colecção de palmeiras é constituída por 44 espécies, uma diversidade superior à colecção do Jardim Botânico da Madeira.

A cana-de-açúcar, a vinha e a bananeira, as três plantas mais marcantes da paisagem agrária madeirense, associam-se de forma bastante feliz com as plantas ornamentais e despertam o visitante para a história económica da Ilha.
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Desde 2008 têm sido criados canteiros com plantas hortícolas, aromáticas e medicinais, com o objectivo de proporcionar aos hóspedes novos odores e sabores. O património vegetal foi também enriquecido com espécies endémicas da Madeira, com especial incidência para as xerófilas do litoral.

Visando uma gestão ecologicamente sustentável, a rega é efectuada com água da Levada dos Piornais, o que reduz drasticamente o consumo de água potável. Em 2008 foram instalados equipamentos de produção de composto orgânico a partir da fermentação aeróbica das folhagens, borras de café, cascas de ovos, restos de fruta e hortaliças, sendo já sensível a redução dos adubos químicos.
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No Jardim do Resort Vila Porto Mare estão identificadas 98 famílias, 314 géneros, 398 espécies e 472 táxones (espécies, subespécies e cultivares), números que o colocam na CLASSE EXCEPCIONAL DO ÍNDICE DE RIQUEZA FLORÍSTICA. As plantas ostentam placas com informação sobre o nome científico, nomes vulgares em português e inglês, família e área geográfica de origem.

Raimundo Quintal
Centro de Estudos Geográficos
Universidade de Lisboa
 




 

O Automóvel Club de Portugal (ACP) acusou ontem o governo de “abrir uma via verde para a asneira” com a introdução de portagens nas antigas SCUT. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o ACP critica ainda o executivo de Passos Coelho de avançar com a cobrança sem reparar ou finalizar vias rodoviárias alternativas.

“Sempre defendemos a ideia do utilizador-pagador para as autoestradas, mas desde que existam alternativas rodoviárias seguras”, afirmou a organização.
. Têm origem no conceito de Agricultura Urbana que se traduz na agricultura praticada nas cidades ou na periferia, caracterizada pelo cultivo em áreas pequenas, destinado a consumo próprio ou para venda em pequena escala. Apesar de não serem um fenómeno novo, ultimamente tem vindo a afirmar-se como uma tendência forte que ganha cada vez mais adeptos. Este movimento abrange projetos de hortas comunitárias, em que são disponibilizados talhões às populações, e iniciativas de cariz individual, como hortas em varandas, terraços ou quintais. Os produtos hortícolas, como tomates, alfaces, cenouras, couves e cebolas, e as ervas aromáticas estão entre os mais cultivados neste tipo de espaços. Em alguns, podem também encontra-se árvores de fruto como macieiras, pereiras, citrinos ou pessegueiros.O interesse pelo cultivo de alimentos tem vindo a crescer junto das populações urbanas, tradicionalmente afastadas da agricultura.


Em Portugal, a maioria dos projetos são promovidos por parcerias entre Câmaras Municipais, Associações e Empresas Públicas. Estas iniciativas são compostas por várias ações como a disponibilização de talhões de terra para cultivo, formação básica aos participantes e acompanhamento do processo de cultivo. A quase totalidade dos projetos promove o modo de produção biológico e engloba outras iniciativas que visam reforçar a consciência ambiental dos habitantes das cidades. Alguns são mais direcionados para populações carenciadas, outros destinam-se à população em geral.






Um pouco por todo o pais podem já encontrar-se iniciativas de promoção de Hortas Urbanas. A Norte temos a “A Horta à Porta” um projeto da Lipor que promove a criação uma rede de hortas biológicas na região do Porto. Também na região norte, o Município Limiano criou as Hortas Urbanas de Ponte de Lima. Em Coimbra, as “Hortas do Ingote” visam aproveitar uma encosta que se encontrava ao abandono, num projeto que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Escola Superior Agrária. Na região de Lisboa desenvolve-se a iniciativa “Altas Hortas” que inclui hortas escolares, hortas em casa e uma Horta Comunitária na Alta de Lisboa, que se encontra em fase de implementação. Refere-se também o programa “Hortas deCascais” desenvolvido pela autarquia e a Agenda Cascais 21. No Algarve destaca-se o projeto Ahorta, desenvolvido pela associação “In Loco” e várias autarquias da região, que já distribuiu alguns talhões, realizou algumas ações de formação a par com outras atividades.



Um caso curioso é o do Parque Botânico do Monteiro-Mor, de que faz parte o Museu Nacional do Traje, que após a aposentação de alguns funcionários, decidiu atribuiu talhões a particulares para garantir o cultivo no núcleo de Hortas, até aí mantidas pelos trabalhadores.

“Allgarve’10” apresentado oficialmente6 de Maio de 2010 às 18:58:44 por Publituris


“Allgarve’10” apresentado oficialmente6 de Maio de 2010 às 18:58:44 por Publituris

“Algarve, Experiências que Marcam”. É este o lema do projecto “Allgarve’10”, que vai já na sua quarta edição, apresentado esta quinta-feira na sede do Turismo do Algarve, que assume este ano o papel de entidade gestora do programa.



Com um investimento global superior a 4 milhões de euros, a edição deste ano tem uma duração de 10 meses (de Fevereiro a Novembro), conta com mais parceiros – entre municípios (15) e entidades privadas – e um calendário com cerca de 90 eventos a realizar em todos os concelhos da região, sempre com a qualidade da marca ‘Allgarve’.



“A partir de hoje estamos a trabalhar na edição de 2011, sendo um dos objectivos trazer e estabelecer uma programação que se consiga comunicar mais cedo, para que os operadores possam ter essa informação mais cedo e a possam incluir nos seus pacotes”, referiu o presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, em conferência de imprensa esta tarde.



Por sua vez, o coordenador da programação “Algarve’2010”, Augusto Miranda, explicou as sete temáticas do projecto: Música Clássica; Música Pop; Música Jazz; Arte; Gastronomia; Animação, Artes de Rua e Novo Circo e Desporto. De fora, este ano, ficou a dança, substituída pela animação de rua.



O coordenador salientou e congratulou-se pelo facto de este ano todos os concelhos algarvios servirem de palco para os vários eventos, “um dos grandes objectivos”, e propôs que o encerramento do “Allgarve’2010” seja realizado com um evento no primeiro fim-de-semana de Dezembro, e não no final de Novembro, como previsto.



Também presente na conferência de imprensa, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, considerou que o programa “reflecte ser aquilo que foi a aposta do Governo no final de 2009, imaginando a edição de 2010”.



Bernardo Trindade disse “estarem criadas as condições para que este programa seja uma ajuda importante para o momento que vivemos”, referindo que o começo do ano foi bom: “Os números apontam para um crescimento ténue, mas um crescimento.”



Sobre os valores envolvidos, o secretário de Estado precisou que o Governo investiu três milhões de euros, tal como o prometido, sendo o restante proveniente das autarquias e entidades privadas.



Patrícia Afonso

Na RIU estamos cientes da importância que a água tem para a vida e que esta é um bem limitado e indispensável. Por este motivo, acreditamos num uso responsável da água e trabalhamos para minimizar o seu desperdício e maximizar a sua reutilização.


Na RIU estamos cientes da importância que a água tem para a vida e que esta é um bem limitado e indispensável. Por este motivo, acreditamos num uso responsável da água e trabalhamos para minimizar o seu desperdício e maximizar a sua reutilização.




Poupança total de água



Durante o ano de 2007, o conjunto de medidas encaminhadas a conseguir um uso racional da água deu resultados muito satisfatórios se temos em conta:



a) O número de estadas em hotéis RIU durante 2007 y;

b) O consumo médio por estada no sector.



Calculou-se que a poupança total de água em 2007 foi de 1 hectómetro cúbico (1.000 milhões de litros).



Para poder avaliar a magnitude da poupança pode-se considerar que:



1. A água poupada seria capaz de encher o estádio de futebol Santiago Bernabéu de Madrid (Espanha) até transbordar ou bem;

2. Se por uma torneira aberta saísse um caudal de água de 12 litros por minuto (que é a média de um torneira caseira) demoraria 158 anos e meio em igualar o volume de água poupado ou bem;

3. A poupança seria equivalente ao consumo anual de água nos lares de 17000 espanhóis, segundo os últimos dados do INE (Instituto Nacional de Estadística de Espanha).



1- Poupança de água nos quartos de hotel

- Água nas sanitas:

Calcula-se que nos países desenvolvidos, um terço do consumo doméstico de água é usado nas sanitas. Por este motivo, em RIU estamos a implementar as seguintes medidas:



1. Redução no volume do autoclismo da sanita: Passou-se de consumir 14 litros de água por descarga para um intervalo entre 6 e 9 litros segundo o modelo de autoclismo.

2. Colocação de mecanismos de dupla descarga: Constam de 2 botões e o volume de água gerado depende de se for pulsado apenas um botão (sendo descarregada uma média de 4 litros) ou se forem pulsados os 2 botões ao mesmo tempo (neste caso seria produzida a descarga completa do autoclismo).



- Fomento da poupança de água entre os clientes:



1. Nos quartos colocaram-se cartazes informativos que convidam os clientes a poupar água mediante a reutilização das toalhas.



2- Detecção e reparação de perdas ou fugas nos quartos

Na RIU os trabalhos de manutenção são essenciais, não apenas para apresentar sempre um produto atractivo e de qualidade ao cliente, mas também, por exemplo, para detectar possíveis fugas nas canalizações e repará-las.



Esta secção é especialmente importante nos hotéis de estação dado que costumam fechar a finais de Outono e não abrem até à primavera. Por exemplo, uma torneira de um quarto a pingar pode chegar a perder entre 1.000 e 2.000 litros de água por ano. Por sua vez, se uma sanita tivesse fugas, estas poderiam chegar a ser de 0,13 litros por minuto o que suporia, num ano inteiro, 70.000 litros por ano. Detectar estas fugas é essencial para um uso racional de água e uma redução do consumo.



3- Reutilização de água

- Depuradoras próprias e reutilização:



A RIU aposta pela reutilização da água que é consumida nos seus hotéis e, por isso, em muitos os destinos onde opera, construiu as suas próprias depuradoras de água. Estas instalações têm capacidade para tratar todas as águas residuais (procedentes das sanitas e cozinhas) e as cinzentas (provenientes dos duches e lavatórios) que depois são reutilizadas para a rega dos jardins.



Destinos com depuração própria e reciclagem de água:



Los Cabos (México): 2 hotéis com 1.544 quartos.

Puerto Plata (Rep. Dominicana): 3 hotéis com 1.617 quartos.

Punta Cana (Rep. Dominicana): 5 hotéis com 2.502 quartos.

Ocho Rios (Jamaica): 1 hotel com 856 quartos.

Montego Bay (Jamaica): 1 hotel com 681 quartos.

Ilha do Sal (Cabo Verde): 2 hotéis com 1.072 quartos.

Ilha de Boavista (Cabo Verde): 1 hotel com 750 quartos.



Com estas instalações gere-se a água de um total de 9.022 quartos e poupa-se cerca de 40% de água.



Calculando o consumo médio por cliente, podemos afirmar que a poupança total ultrapassa os 600 milhões de litros de água por ano.



Voltando ao exemplo anterior, se por uma torneira aberta saísse um caudal de água de 12 litros por minuto, demoraria 106 anos e meio em igualar o volume de água poupado.



- Instalação de duplo circuito de água:



O abastecimento de água potável do hotel utiliza água sanitária. A vantagem da instalação de um duplo circuito de água nos hotéis é que permite recolher separadamente as águas com sabão procedentes dos duches e os lavatórios. Esta água, uma vez tratada, é reutilizada nos autoclismos das sanitas e para rega dos jardins do hotel.



Por enquanto, este sistema será instalado em:



Riu Guanacaste: Localiza-se na Costa Rica e a sua abertura está prevista para Novembro de 2009.

Riu Cação: abrirá na Ilha de Karamboa em Cabo Verde em 2010/2011.



Com estas instalações, será gerida a água de cerca de 1.700 quartos e atingir-se-ão poupanças de até 60% de água.



Assim, se temos em conta o consumo médio de água por cliente, a poupança anual total superará os 200 milhões de litros de água. Se usarmos a comparação anterior, se por uma torneira aberta saísse um caudal de água de 12 litros por minuto, demoraria um pouco mais de 35 anos em igualar ao volume de água poupado.



4- Jardins



- Aplicação de técnicas de xerojardinaria:



A xerojardinaria é uma técnica que surgiu nos anos 80 nos Estados Unidos após uma seca prolongada em Colorado que provocou restrições de água e, portanto, a necessidade de criar espaços verdes cada vez mais eficientes no seu uso. O resultado da aplicação são jardins que requerem menos água e, ao mesmo tempo, menos recursos humanos e materiais, dado que não requerem uma manutenção intensiva nem muitos fertilizantes ou pesticidas.



A RIU conta com hotéis em zonas onde a água é um bem escasso e estas técnicas demonstraram ser muito eficazes para reduzir o seu consumo.



Para este fim, a xerojardinaria consta de 7 fases ou passos:



1. Planificação e design do jardim



Consiste em estudar factores como o clima, a orientação do terreno, as zonas de sol e sombra em função das distintas estações, etc. Nesta fase, divide-se o jardim em três zonas segundo o consumo de água em: alto, médio ou baixo.



Para conseguir um jardim eficiente, são reduzidas ao máximo as zonas de consumo alto de água e estas localizam-se em áreas muito visíveis para os clientes como, por exemplo, as piscinas ou caminhos. Estas zonas requerem um cuidado intensivo, enquanto que as zonas de consumo médio são regadas com menos frequência. Finalmente, as plantas das zonas com consumo baixo são regadas pela chuva, excepto em zonas quase desérticas onde se realizam regas pontuais.



Em hotéis como o Riu Santa Fe, localizado em Cabo San Lucas (México) e o Riu Palace Aruba (Aruba) optámos por jardins muito eficientes onde as zonas de consumo baixo dominam no design, conseguindo uma poupança considerável de água.



2. Análise do solo



Esta consiste no estudo das características físicas e químicas do solo dado que serão factores chave no momento de seleccionar as plantas. Isto ajuda-nos a saber se é necessário acrescentar matéria orgânica para enriquecer o solo ou alisar zonas para evitar a perda de água por escoamento e, assim, a erosão do solo.



3. Selecção adequada das plantas



As plantas devem ser escolhidas segundo o design geral do jardim e ter em conta o lugar que ocupam e as condições do solo, iluminação e temperatura. Durante o design dos jardins (especialmente nos novos), são seguidos os seguintes critérios: adaptação ao clima da zona; horas de sol requeridas pela planta; consumo de água; resistência às doenças ou pragas e resistência à poluição.



4. Optimização das zonas de relva



Em países cálidos como a Espanha, no Verão cada metro quadrado de relva consume entre 7 e 10 litros por dia, de forma que tratamos de optimizar o uso da relva, sendo usada em zonas de alto valor acrescentado como piscinas e caminhos, que são as zonas das quais os clientes mais desfrutam.



5. Rega eficiente



Este princípio implica aplicar medidas tais como a implantação de um processo de reparação de fugas; a gestão das horas de rega e o fornecimento de água para o jardim por zonas de consumo de água independentes.



6. Utilização de camadas vegetais ("Mulching")



A utilização de camadas vegetais é uma das práticas mais benéficas porque conserva a humidade do solo; reduz as perdas de água por evaporação; diminui a necessidade de fornecimento de água em períodos de ausência de chuva; também reduz a aparição de ervas daninhas (as quais também consumem água e recursos); o escoamento superficial e, finalmente, diminui a erosão do terreno.



Tudo isto, também, conseguindo uma melhora na estética do jardim.



7. Manutenção



Este é um dos principais factores, dado que, uma correcta manutenção, ajuda-nos a aproveitar os benefícios de xerojardinaria. Por isto, deve-se ajustar a rega em função dos períodos de chuva, humidade ambiental ou horas de sol; eliminar as plantas secas; cortar adequadamente a relva e manter a camada vegetal.

Pontos principais

1 Poupança de água nos quartos de hotel
 
2 Detecção e reparação de perdas ou fugas nos quartos
 
3 Reutilização de água
 
4 Jardins.
 
 
 

Filosofia


Filosofia

Menos é mais.

(Mies van der Rohe)





Espaço e Luz e Ordem. Essas são as coisas que o ser humano precisa tanto quanto pão ou um lugar para dormir.

(Le Corbusier)





Forma segue função – isso tem sido mal interpretado. Forma e função deveriam ser um só, junto numa união espiritual.

(Frank Lloyd Wright)





Não é o ângulo reto que me atrai nem a linha reta, dura, inflexível, criado pelo homem.

O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher amada.

De curvas é feito todo o universo – o universo curvo de Einstein.

(Oscar Niemeyer)





Uma roda?

Trinta raios unem-se no meão!

Mas o vazio do meão é a essência da roda.

Um jarro?

Barro é moldado na forma de vasos!

Mas o oco vazio é a essência do jarro.

Uma casa?

Paredes com portas e janelas!

Mas o espaço vazio é a essência da casa.

Por isso, use o existente;

Reconheça a utilidade do inexistente.

(Lao-Tse)





A imaginação é mais importante do que o conhecimento. Pois o conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando vida à evolução.

(Albert Einstein)



Os místicos orientais percebem o universo como uma rede inseparável com interconexões dinâmicas e não estáticas. A rede cósmica é viva; move-se e cresce e se transforma continuamente. A física moderna também chegou a entender o universo como uma rede de relações e reconheceu, como o misticismo oriental, o caráter intrinsecamente dinâmico desta rede.

(Fritjof Capra)





Como comida, abrigo e roupa são considerados as necessidades mais essenciais do ser humano, a arte de fazê-las caracteriza as várias civilizações desse mundo. Esta arte é o design . As maiores obras muitas vezes são as mais humildes. A beleza eficiente e simples da roupa de trabalho e das ferramentas do ser humano em todas as partes do mundo é um motivo constante de admiração... A arte da comida nativa, evoluída dos produtos diretos do clima e da terra, é sempre uma fonte de encantamento e prazer... Mas encontramos os maiores exemplos de design na arte do abrigo, ou arquitetura , porque cria o ambiente para viver e assim possibilita o desenvolvimento de todas as outras formas de arte.

(Paul Jacques Grillo)





Vossa casa não será uma âncora, mas sim um mastro.

(Khalil Gibran)





Simplicidade da vida, mesmo da mais despida, não é miséria, mas o fundamento verdadeiro do refinamento; um piso de terra e paredes pintadas de branco, e árvores verdes, prados floridos e águas vivas lá fora.

(William Morris)





Um edifício bom não é aquele que fere a paisagem, mas aquele que faz a paisagem mais bonita do que era antes da construção do edifício.

(Frank Lloyd Wright)





A vida é a arte do encontro.

(Vinícius de Moraes)





As letras são como as músicas. A gente sempre retoca certas coisas, não é? Mas muitas vezes ao tentar aperfeiçoar uma canção, você acaba com ela. Você tenta aperfeiçoar o troço de um jeito que ele acaba perdendo a graça. Porque às vezes a graça que tem é essa improvisação.

(Antonio Carlos Jobim)





Como o completo é sempre imperfeito, a perfeição sempre é incompleta.

(Carl Gustav Jung)





O Brasil não tem vocação para a mediocridade.

(Lúcio Costa)





Somos um país condenado ao moderno.

(Mário Pedrosa)





Não existem objetos mortos. Qualquer objeto é uma expressão de vida, que age e exige seu direito como um ser vivo presente. E quanto mais objetos você possui, tanto mais exigências você tem que satisfazer. Não são só eles que nos servem, mas também nos temos que servir a eles. E muitas vezes somos mais os seus ajudantes que eles os nossos.

(Christian Morgenstern)





É alarmante que publicações sobre arquitetura tiraram das suas páginas as palavras Beleza, Inspiração, Magia, Feitiço, Encantamento, como também os conceitos de Serenidade, Silêncio, Intimidade e Admiração. Todo isso encontrou um abrigo na minha alma, e mesmo que sou plenamente consciente que não fiz justiça completa a eles em meu trabalho, eles nunca deixaram de ser meus faróis.

Religião e Mito.

É impossível entender a arte e a glória da sua história, sem professar a espiritualidade religiosa e as raízes míticas que nos levam até a última razão de ser do fenômeno da arte. Sem um ou o outro, não haveria nem as pirâmides egípcias nem as do México antigo. Existiriam os templos gregos e as catedrais góticas? Surgiriam as maravilhas admiráveis da Renascença e do Barroco?

E em outra área, desenvolveriam-se as danças rituais das assim-chamadas culturas primitivas? Seríamos os herdeiros do inesgotável tesouro artístico da sensibilidade popular no mundo inteiro? Sem o desejo de Deus, nosso planeta seria um triste deserto de feiúra. “A lógica irracional guardada nos mitos e em toda experiência religiosa verdadeira foi a fonte do processo artístico em todos os tempos e todos os lugares”. Essas são palavras do meu bom amigo Edmundo O'Gorman, e - com ou sem a licença dele - eu fez minhas as palavras dele.

Beleza.

A dificuldade invencível que os filósofos tem com a definição dessa palavra é a prova irrefutável do mistério indescritível contido nela. Beleza fala como um oráculo, e desde sempre o ser humano seguiu da sua mensagem em caminhos incontáveis: seja no uso de tatuagens, na escolha de um colar feito de conchas do mar que a noiva usa para realçar a promessa do noivo, ou novamente, na ornamentação aparentemente supérflua de ferramentas cotidianas e utensílios domésticos, para não falar de templos e palácios e até, em nossos dias, dos produtos industrializados da tecnologia moderna. A vida humana sem beleza não merece ser chamada assim.

Silêncio.

Nos jardins e nas casas que projetei, eu sempre me esforcei para permitir o suave murmurinho interior do silêncio, e nos meus chafarizes, o silêncio canta.

Solidão.

Somente em comunhão íntima com a solidão o ser humano pode se achar. Solidão é boa companhia, e minha arquitetura não é para aqueles que a temem ou a evitam.

Serenidade.

Serenidade é o grande e verdadeiro antídoto contra a dor e o medo, e hoje em dia, mais do que nunca, é obrigação do arquiteto fazê-la um hospede permanente no lar, independente se este é suntuoso ou humilde. Em toda minha obra eu sempre tentei alcançar a serenidade, mas tendo cuidado para não destruí-la usando uma paleta sem critério.

Alegria.

Como é possível esquecer a alegria? Eu acredito que uma obra de arte alcança a perfeição quando transmite uma alegria tranqüila e serena.

Morte.

A certeza da morte é a fonte da ação, e portanto da vida. E no implícito elemento religioso da obra de arte, a vida triunfa sobre a morte.

Jardins.

Na criação de um jardim, o arquiteto convida o reino natural para participar. Num belo jardim, a majestade da natureza é sempre presente, mas uma natureza reduzida à proporção humana, e assim transformada no refúgio mais eficiente contra a agressividade da vida contemporânea.

A Arte de Olhar.

Para um arquiteto é essencial saber olhar: Quero dizer, olhar num sentido que a visão não é subjugada pela análise racional.

(Luis Barragan)





Vossa casa é a extensão de vosso corpo.

Cresce ao sol e dorme na quietude da noite; e não deixa de sonhar.

Pois não sonha vossa casa? E, sonhando, deixa a cidade e vai para o bosque ou para a colina?

(Khalil Gibran)





Edifícios bonitos vão além do científico – eles são organismos verdadeiros, concebidos espiritualmente, obras de arte usando a melhor tecnologia.

(Frank Lloyd Wright)





A mudança dramática nos conceitos e idéias que ocorreu na física durante as primeiras três décadas do século XX foi extensivamente discutido por físicos e filósofos para mais de cinqüenta anos... A crise intelectual dos físicos quânticos nos anos 1920 é hoje refletida numa crise cultural muito mais ampla. Os maiores problemas de nosso tempo... são todas facetas diferentes de uma única crise, que é essencialmente uma crise de percepção. Como a crise na física quântica, ela deriva do fato que a maioria de nós, e especialmente nossas grandes instituições sociais, seguem os conceitos de uma visão do mundo ultrapassada. Ao mesmo tempo os pesquisadores... estão desenvolvendo uma nova visão da realidade... baseada na física moderna que pode ser caracterizado por termos como orgânico, holístico e ecológico. Também podemos chamá-la uma visão sistêmica, em termos da teoria geral de sistemas. O universo não é considerado mais como uma máquina, composta de uma multidão de objetos, mas tem que ser visualizado como um todo indivisível e dinâmico, cujas partes são essencialmente inter-relacionadas e só podem ser entendidas como modelos de um processo cósmico.

O que estamos presenciando hoje é uma mudança de paradigmas não só na ciência, mas também na maior arena social... O paradigma social, retrocedendo agora, dominou nossa cultura por vários séculos, formando nossa sociedade ocidental moderna e influenciando significativamente o resto do mundo... Este paradigma consiste... da visão do mundo como um sistema mecânico, da visão do corpo como uma máquina... da visão da vida como uma luta competitiva... da fé num progresso ilimitado alcançado por um crescimento econômico e tecnológico e da fé que o feminino é subordinado ao masculino... Durante as décadas recentes, todas estas suposições mostraram limitações graves e uma necessidade de revisão radical. De fato, esta revisão está acontecendo agora... Na ciência, a linguagem da teoria de sistemas, e especialmente a teoria de sistemas vivos, provavelmente oferecem a formulação mais apropriada do novo paradigma ecológico.

(Fritjof Capra)





Um jardim é o resultado de um arranjo de materiais naturais, obedecendo a leis estéticas e entrelaçado com a visão do artista, sua experiência passada, suas incertezas, aflições, suas tentativas, seus erros e seus sucessos.

(Roberto Burle Marx)





Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo o que não é necessário.

(Michelangelo Buonarotti)





Um jardim faz-se de luz e sons; as plantas são coadjuvantes.

(Roberto Burle Marx)





A fonte maior da arte é o prazer do ser humano no trabalho diário necessário, que se expressa e incorpora na obra; nada além disso pode embelezar o espaço vital comum, e a beleza é um sinal do prazer do ser humano no trabalho, mesmo quando ele pode sofrer em outras partes. É a falta desse prazer no trabalho cotidiano que tornou nossas cidades e habitações ordinárias e horríveis, insultos à beleza da terra que elas desfiguram, e os objetos cotidianos ordinários, triviais, feios – numa palavra, vulgares. É terrível como isso perdura, mas há uma esperança no futuro: como é certo que a feiúra e a desgraça lá fora resultam da exploração e da miséria das pessoas, também é razoável aguardar que com a abolição da exploração e da miséria, a feiúra externa dará lugar à beleza, um sinal de trabalho livre e feliz.

(William Morris)





O design não é o produto de uma intelligentsia. É um assunto para todo mundo, e quando o design perde o contato com o público, está no caminho errado. Pela primeira vez na história, hoje em dia há uma separação total entre a arte e as pessoas.

Quando digo que o design é um assunto para todos, eu não quero dizer que é uma tarefa do tipo “faça você mesmo”. Quero dizer que o design afeta a todos, em todos os momentos de nossas vidas.

Se não conseguirmos entender melhor o que é o design, presenciaremos o declínio contínuo de nosso meio ambiente, mesmo com o avanço constante de nossas máquinas e ferramentas.

(Paul Jacques Grillo)





O céu, a terra e a humanidade são as três forças no mundo, e o homem têm o papel de trazer harmonia para as duas outras – o céu como a força criativa dos acontecimentos no tempo, e a terra como a força receptiva da expansão no espaço. O céu mostra as imagens, e o homem com vocação as realiza. O livro das transformações (I Ching), onde encontramos esta frase, é baseado na intuição que a última verdade não consta nas situações passivas, mas na lei espiritual, que dá um significado e um impulso de efeito contínuo a todos acontecimentos.

(Richard Wilhelm)





E o que é trabalhar com amor?

É construir uma casa com afeto, como se vosso bem-amado fosse mesmo habitá-la.

O trabalho é amor tornado visível.

(Khalil Gibran)





Mais é mais.

(Robert Venturi)