terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 - 09h36 Avanço no projecto turístico da Comporta agrada autarcas de Grândola e Alcácer do Sal
Os autarcas de Grândola e Alcácer do Sal congratularam-se com a desafectação, na quinta-feira, de seis por cento da Reserva Ecológica Nacional (REN) da Herdade da Comporta, onde serão desenvolvidos projectos turísticos de mil milhões de euros.“É um grande motivo de satisfação. Este processo arrastou-se durante muitos anos e só agora se conseguiu concretizar graças à nossa teimosia, mas também ao Governo, que tem tido alguma vontade de libertar estas questões burocráticas”, disse à Lusa Pedro Paredes, presidente do município de Alcácer do Sal (PS).Opinião idêntica tem o autarca de Grândola (PS), Carlos Beato, que afirmou estar “satisfeito” com a decisão, que “vem resolver o problema da concretização deste projecto de excelência: o empreendimento da Herdade da Comporta”.A nova proposta de delimitação da REN para os dois concelhos do Litoral Alentejano, que determina a exclusão de seis por cento (três em cada município) da Herdade da Comporta, foi aprovada a 24 de Janeiro pelo Conselho de Ministros e enquadra-se no âmbito dos Planos de Pormenor (PP) das Áreas de Desenvolvimento Turístico (ADT) 2 e 3.Os projectos turísticos previstos para a zona, de iniciativa do Grupo Espírito Santo, somam um investimento superior a mil milhões de euros e prevêem a ocupação de 742 dos 12.500 hectares da Herdade, dos quais 365 no concelho de Alcácer do Sal e 377 no de Grândola.A antiga delimitação constituía, para Pedro Paredes, “um erro burocrático”. “Se o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral (PROTALI) e o Plano Director Municipal (PDM) já previam estas manchas como zonas urbanizáveis, a REN devia tê-las contornado”, defendeu.A versão final do Plano de Pormenor respeitante a esta área do concelho de Alcácer do Sal foi aprovada na quinta-feira, em reunião do executivo, devendo ser submetida dentro de dias à votação da Assembleia Municipal (AM).“De acordo com a discussão pública, os autores ainda deram um ‘jeitinho’ ao PP, que vai agora a aprovação da AM, seguindo depois para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Alentejo (CCDRA), para que a seguir se possa avançar com os loteamentos”, explicou Pedro Paredes.O autarca garantiu que o PP agora aprovado “usa apenas 5 mil camas”, menos mil do que as permitidas no âmbito do PROTALI, sinal da “preocupação do município em fazer uma intervenção mais doce, com menos densidade”.“Vamos fazer uma intervenção exemplar, com 228 hectares de áreas verdes”, assegurou, em relação ao empreendimento.O presidente da autarquia de Grândola realçou, por sua vez, que a medida permitirá a inclusão da área desafectada (0,015 por cento do concelho) na “estrutura ecológica municipal”.Carlos Beato adiantou que o investidor está a desenvolver parcerias com outros grupos para cada uma das valências, onde se inclui o Grupo Aman resorts, que desenvolverá o projecto Aman Duna.“É para nós muito gratificante que uma cadeia hoteleira com a qualidade internacional e mundial que tem o Grupo Aman escolha Grândola como o primeiro local do país e da Europa onde investe”, frisou.O autarca prevê que o lançamento da primeira pedra do empreendimento possa ocorrer “ainda neste semestre” e assevera que os projectos serão acompanhados de um plano de gestão ambiental “pago pelos promotores e acompanhado pela câmara e pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).Na zona respeitante a Alcácer, totalmente integrada no Sítio da Comporta/Galé da Rede Natura 2000, o empreendimento prevê a construção de dois hotéis, dois aparthotéis, três aldeamentos turísticos, 250 moradias, num total de 5.000 camas (3.500 turísticas e 1.500 residenciais), para além de dois campos de golfePara a área do município de Grândola, parcialmente integrada no Sítio da Comporta/Galé, foram anunciadas 5.974 camas (4.478 turísticas e 1.496 residenciais), distribuídas por quatro hotéis e 11 aldeamentos turísticos. Está prevista também a implantação de um campo de golfe de 18 buracos numa área de 88,8 hectares.No total, o empreendimento vai gerar seis mil postos de trabalho directos, divididos pelas infra-estruturas a implantar em cada um dos dois concelhos.
Os autarcas de Grândola e Alcácer do Sal congratularam-se com a desafectação, na quinta-feira, de seis por cento da Reserva Ecológica Nacional (REN) da Herdade da Comporta, onde serão desenvolvidos projectos turísticos de mil milhões de euros.“É um grande motivo de satisfação. Este processo arrastou-se durante muitos anos e só agora se conseguiu concretizar graças à nossa teimosia, mas também ao Governo, que tem tido alguma vontade de libertar estas questões burocráticas”, disse à Lusa Pedro Paredes, presidente do município de Alcácer do Sal (PS).Opinião idêntica tem o autarca de Grândola (PS), Carlos Beato, que afirmou estar “satisfeito” com a decisão, que “vem resolver o problema da concretização deste projecto de excelência: o empreendimento da Herdade da Comporta”.A nova proposta de delimitação da REN para os dois concelhos do Litoral Alentejano, que determina a exclusão de seis por cento (três em cada município) da Herdade da Comporta, foi aprovada a 24 de Janeiro pelo Conselho de Ministros e enquadra-se no âmbito dos Planos de Pormenor (PP) das Áreas de Desenvolvimento Turístico (ADT) 2 e 3.Os projectos turísticos previstos para a zona, de iniciativa do Grupo Espírito Santo, somam um investimento superior a mil milhões de euros e prevêem a ocupação de 742 dos 12.500 hectares da Herdade, dos quais 365 no concelho de Alcácer do Sal e 377 no de Grândola.A antiga delimitação constituía, para Pedro Paredes, “um erro burocrático”. “Se o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral (PROTALI) e o Plano Director Municipal (PDM) já previam estas manchas como zonas urbanizáveis, a REN devia tê-las contornado”, defendeu.A versão final do Plano de Pormenor respeitante a esta área do concelho de Alcácer do Sal foi aprovada na quinta-feira, em reunião do executivo, devendo ser submetida dentro de dias à votação da Assembleia Municipal (AM).“De acordo com a discussão pública, os autores ainda deram um ‘jeitinho’ ao PP, que vai agora a aprovação da AM, seguindo depois para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Alentejo (CCDRA), para que a seguir se possa avançar com os loteamentos”, explicou Pedro Paredes.O autarca garantiu que o PP agora aprovado “usa apenas 5 mil camas”, menos mil do que as permitidas no âmbito do PROTALI, sinal da “preocupação do município em fazer uma intervenção mais doce, com menos densidade”.“Vamos fazer uma intervenção exemplar, com 228 hectares de áreas verdes”, assegurou, em relação ao empreendimento.O presidente da autarquia de Grândola realçou, por sua vez, que a medida permitirá a inclusão da área desafectada (0,015 por cento do concelho) na “estrutura ecológica municipal”.Carlos Beato adiantou que o investidor está a desenvolver parcerias com outros grupos para cada uma das valências, onde se inclui o Grupo Aman resorts, que desenvolverá o projecto Aman Duna.“É para nós muito gratificante que uma cadeia hoteleira com a qualidade internacional e mundial que tem o Grupo Aman escolha Grândola como o primeiro local do país e da Europa onde investe”, frisou.O autarca prevê que o lançamento da primeira pedra do empreendimento possa ocorrer “ainda neste semestre” e assevera que os projectos serão acompanhados de um plano de gestão ambiental “pago pelos promotores e acompanhado pela câmara e pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).Na zona respeitante a Alcácer, totalmente integrada no Sítio da Comporta/Galé da Rede Natura 2000, o empreendimento prevê a construção de dois hotéis, dois aparthotéis, três aldeamentos turísticos, 250 moradias, num total de 5.000 camas (3.500 turísticas e 1.500 residenciais), para além de dois campos de golfePara a área do município de Grândola, parcialmente integrada no Sítio da Comporta/Galé, foram anunciadas 5.974 camas (4.478 turísticas e 1.496 residenciais), distribuídas por quatro hotéis e 11 aldeamentos turísticos. Está prevista também a implantação de um campo de golfe de 18 buracos numa área de 88,8 hectares.No total, o empreendimento vai gerar seis mil postos de trabalho directos, divididos pelas infra-estruturas a implantar em cada um dos dois concelhos.