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A Arquitectura Paisagista tem por finalidade ordenar o espaço exterior do Homem restabelecendo o equilíbrio dinâmico da vida, tendo como fins essencia

ÂMBITO DA ARQUITECTURA PAISAGISTA

A Arquitectura Paisagista tem por finalidade ordenar o espaço exterior do Homem restabelecendo o equilíbrio dinâmico da vida, tendo como fins essenciais a utilidade e o belo.  Trata-se de humanizar a Natureza criando paisagens.

 

A Arquitectura Paisagista utiliza materiais vivos pelo que as suas intervenções são não só no espaço como também no tempo.

 

São instrumentos da Arquitectura Paisagista o plano e o desenho (projecto) que contribuem para a realização da ideia.

 

No projecto de Arquitectura Paisagista dimensionam-se os espaços, constrói-se o meio físico, estabelece-se a circulação, cria-se uma composição de formas de vida e propõe-se a sua distribuição, garante-se ainda o funcionamento dos sistemas ecológicos e a viabilidade e manutenção do proposto.

 

A partir da Ordem Natural, em que os diferentes elementos vivos, dependentes do meio, actuam uns sobre os outros até atingirem um estado de equilíbrio, o Arquitecto Paisagista ordena o espaço exterior, considerando as necessidades do Homem, que para o efeito está sempre no centro de todas as mudanças, segundo as suas alternâncias cíclicas e a evolução contínua no tempo que exige a renovação permanente dos recursos.

 

São concretamente campos de intervenção do Arquitecto Paisagista, os seguintes:

 

- Análise biofísica e cultural do lugar e do território

-  Jardim e Parque

- Espaços e corredores verdes urbanos de protecção, produção e recreio

- Cemitérios

- Percursos lúdicos e culturais

- Campos de jogos, lazer e recreio

- Protecção e enquadramento de espaço exterior dos monumentos

- Recuperação e a regeneração dos valores culturais ecológicos (jardins, parques e quintas históricas, lugares públicos abertos e paisagens compartimentadas notáveis)

Ordenamento das áreas de conservação da Natureza

Integração paisagística das infra-estruturas do território

- Projecto de novas paisagens (sistema fluvial, compartimentação, zonagem e ordenamento)

- Intervenção na paisagem tendo em vista a sua transformação ou a permanência da sua estrutura ecológica

- Ordenamento da paisagem global tendo em conta a articulação de diferentes espaços e corredores naturais e edificados

 

O Arquitecto Paisagista, no projecto do jardim, procura realizar uma obra artística tendo em atenção a estética, o bem estar e saúde dos destinatários, o “génio do lugar”, os condicionalismos ecológicos, as circunstâncias biológicas e os valores culturais e panorâmicos, sem perder de vista a unidade, equilíbrio, perenidade e utilidade da obra e a sua viabilidade, funcionalidade e oportunidade.

 

O Arquitecto Paisagista, no projecto de Paisagem integra o humano, o estético e o natural, criando espaços exteriores onde predominam os elementos naturais e onde desenvolve o funcionamento dos sistemas ecológicos naturais e dos humanizados (agrosistemas).

 

O Arquitecto Paisagista no Ordenamento do Território, considera o Homem e a sociedade humana como elementos fundamentais, pois o ambiente a valorizar ou criar é o ambiente propício ao desenvolvimento da plenitude da pessoa humana, não devendo por isso sujeitar-se a uma perspectiva apenas de curto prazo.

 

O Arquitecto Paisagista contribui para a elaboração e gestão dos planos de Ordenamento do território e das áreas especialmente classificadas, integração na paisagem de infra-estruturas, criação do “Continuum Naturale” e recuperação  de ocorrências territoriais sensíveis: dunas, falésias, vertentes, sapais, lagoas, cursos de água e de áreas afectadas pela “desertificação”. O Arquitecto Paisagista trabalha em equipas interdisciplinares em que lhe compete, para além da análise biofísica, a síntese final e o desenho do território traduzido na imagem da paisagem.

 

No desenho da paisagem há que atender:

 

1 – Circulação da água, do ar e da matéria orgânica

2 – Presença da Natureza e biodiversidade

3 – Sustentabilidade ecológica e estabilidade física

4 – Equilíbrio biológico e sua dinâmica

5 – Regeneração dos recursos naturais renováveis

6 – Valores culturais, telúricos e ecológicos da paisagem  ( zonagem,  

      compartimentação e património integrado)

7 – Activação biológica dos elementos naturais (oxigenação, despoluição,

      produção, ambiente)