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O respeito pelo perfil natural do terreno foi um dos principais pontos de partida para a construção de uma piscina recuperando a lógica dos tradicionais tanques de regadio. A obra esteve integrada no projeto geral de arquitetura de interiores de uma casa e arranjos exteriores de um monte alentejano, em Arraiolos. A mesma filosofia de preservação da topografia fez com que, a priori, se rejeitasse a habitual escadaria direta entre a casa, no topo, e a piscina, ao fundo, decorrente, na maioria das vezes, do nivelamento do terreno. Bem pelo contrário: o resultado mais impactante desta intervenção é precisamente a sucessão de planos desnivelados em rotação à volta da piscina. Sucessão esta que decorre de outro dos principais objetivos do projeto: “Desenvolver um percurso, gerando áreas de permanência e unificando todas as componentes do conjunto: assentos, duche, pérgula, bancada para o barbecue, escadas de acesso à casa das máquinas (sob uma das plataformas) e muros limítrofes ”, salientam Cecília Banito e Pedro Lourenço, do ateliê BL Arquitetura de Interiores (bl-interiores.blogspot.com).
“A intervenção, de caráter despojado, baseia-se numa relação natural com a topografia e com o caráter tradicional e rural da casa alentejana. As opções simplistas, ao nível dos materiais – alvenaria, betão afagado, madeira e a pastilha preta como único revestimento – estão ao serviço do destaque que se pretende dar à composição geométrica das plataformas, dos volumes e da paisagem. Tudo isso a complementar com vegetação autóctone”, sintetizam os arquitetos.
Assim, a piscina desenvolve-se em rampa – tal como o terreno – com uma zona rasa de água logo no início, correspondente à zona de intersecção com uma das plataformas, finalizando num assento submerso na cabeceira sobre o declive. O transbordo da água em todo o perímetro da piscina produz o efeito de espelho de água e é também usado para o processo de filtragem. A água transborda para uma caleira perimetral, correndo para um depósito de compensação sob a plataforma contígua à piscina. A água no depósito é puxada pela bomba e filtrada, sendo devolvida à piscina pelo fundo. O barbecue está no epicentro da área de refeições. Apresenta-se como um elemento sólido, posicionado no centro da plataforma de frente para a zona de refeições e piscina, onde se incluem um plano de trabalho, churrasco e lava-loiças. Este volume, fazem notar Cecília e Pedro, “apresenta a mesma dimensão, direcção e acabamento das escadas de acesso à casa das máquinas e arrumos, sob a plataforma, formando um conjunto de bancadas, que anula a percepção da existência de uma circulação secundária”.

Foto: Fernando Piçarra


 


A FEPICOP propôs ao Governo a adopção, com carácter de urgência, de um pacote de seis medidas, que, em seu entender, permitirão ao Sector desempenhar o seu papel de motor da economia nacional e, assim, forçar a saída da crise, que tanto o Sector como o País atravessam.As referidas medidas consistem no aumento do investimento público, no reforço dos incentivos à reabilitação urbana, no pagamento das dívidas às empresas, na canalização efectiva para as mesmas dos apoios concedidos à banca, no estímulo à eficiência energética e à sustentabilidade do Sector e nos apoios à internacionalização.A sugestão foi feita esta semana pelo presidente da Federação, Manuel Reis Campos, ao secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, no encerramento das Conferências FEPICOP 2009.Após a apresentação do Relatório FEPICOP 2008/2009, Reis Campos voltou a insistir que "o Sector atravessa a maior crise de que há memória. Sendo responsável pela realização de metade do investimento público é também a actividade que mais reflecte a crise". Por isso, concluiu, "não haverá recuperação se não houver um forte investimento em construção".Segundo o presidente da FEPICOP, apesar da quebra contínua da sua produção, as empresas têm feito um enorme esforço para manter o nível de emprego no Sector, mas, adiantou, a situação será insustentável se, no curto prazo, não forem tomadas medidas que permitam sustentar e alavancar esse esforço. Para o organismo de cúpula do Sector, a solução reside, designadamente, no reconhecimento do efeito multiplicador no resto da economia do investimento público em infra-estruturas, no aproveitamento de um mercado avaliado em cerca de 28 mil milhões de euros, na garantia da concessão dos créditos necessários ao desenvolvimento da actividade das empresas, na aposta na sustentabilidade do principal produto da Construção e na atribuição de condições para uma presença cada vez mais alargada e consolidada das construtoras nacionais no estrangeiro. Investimento público garantidoPaulo Campos acolheu positivamente a proposta da Federação, tendo sublinhado que "nenhum daqueles temas tem estado fora da agenda do Governo". O governante manifestou ainda a disponibilidade do Executivo para trabalhar em conjunto com o Sector, no sentido de "potenciar o papel extremamente importante" que o mesmo desempenha na economia nacional. Afirmando que o Governo está consciente da relevância que tanto o Sector, como o investimento público assumem em qualquer conjuntura económica, mas, sobretudo em quadros de crise como o actual, Paulo Campos sublinhou que "não se compreendem as vozes críticas que insistem na necessidade de repensar ou mesmo congelar projectos, cuja análise de custos e benefícios é incontestável". O governante, que garante que todos os estudos relativos aos grandes projectos infra-estruturantes previstos para os próximos anos para o País confirmam que o seu investimento é rentável e reprodutivo, sustentou que "agora, mais do que altura de pensar, é altura de agir".