Etaps
Estações de tratamento de águas residuais e efluentes
domésticos com plantas
Tratamento de aguas residuais
Desenvolvemos soluções de baixo custo para o tratamento de água
residuais:
Com vários nomes, Sistema Max Planc, Wetland ou zona de raízes e
leitos cultivados, é um sistema de fácil instalação, e por ser uma ETAP
enterrada, tem a característica de se transformar num jardim.
O sistema é reconhecido pela eficiência. Assemelha-se ao filtro
anaeróbio e alia a vantagem do filtro biológico aeróbio, com maior capacidade
de depuração de carga orgânica, TSS, Nitrogênio e Fósforo, com menor tempo de
retenção.
O meio filtrante é formado de camadas somando 0,5 - 1,0 m de
profundidade. Neste substrato e nas raízes de plantas nele sustentadas se fará
o desenvolvimento de populações microbianas benéficas que digerem a poluição
decompondo-a em produtos assimiláveis e sem odor. As plantas levam oxigênio às
raízes e às bactérias ali existentes o que acelera o processo.
É o processo de depuração que mais se assemelha ao da natureza
onde as plantas contribuem na absorção de nutrientes contaminantes como o
nitrogênio e o fósforo.
Filtros anaeróbios
Consistem em tanques com leito de pedras ou outro material de
suporte para desenvolvimento de microrganismos. Entre os fenômenos que ocorrem
no filtro anaeróbio temos a retenção por contacto com o biofilme, sedimentação
forçada de sólidos de pequenas dimensões, partículas finas e coloidais e ação
metabólica dos microrganismos do biofilme sobre a matéria dissolvida.
São indicados para esgotos com contaminantes predominantemente
solúveis, pois quanto maior a quantidade de contaminantes particulados, os
sólidos suspensos, maior a possibilidade de entupimento. Podem ser construídos
com fluxo ascendente, descendente ou horizontal. A eficiência de redução de DBO
pode variar de 40 a 75%, para DQO de 40 a 70%; para sólidos suspensos, de 60 a
90% e para sólidos sedimentáveis, 70% ou mais.
Os filtros anaeróbios apresentam efluentes clarificados e com
baixa concentração de matéria orgânica. Não consomem energia, removem matéria
orgânica dissolvida, têm baixa produção de lodo, a água tratada presta-se para
disposição no solo, resistem bem às variações de vazão afluente, a construção e
operação são simples, não necessitam de lodo inoculador nem recirculação de
lodo. Entre as desvantagens citam-se a produção de um efluente rico em sais
minerais e risco de entupimento.
Tratamento de efluentes domésticos
Os reatores biológicos para tratamento de efluentes podem ser
aeróbios ou anaeróbios em função da ausência ou presença de oxigênio que
determina os microrganismos. Ambos são usados para redução de poluentes
orgânicos (DBO), Nitrogênio (N) e Fósforo (P). Um efluente é considerado
passível de tratamento biológico quando a relação entre DQO e DBO é menor que
2.
O tratamento dos efluentes gera uma água com qualidade variável de
acordo com a necessidade e legislação. Os parâmetros de qualidade analisados
num efluente tratado são os seguintes: Teor de sólidos, DBO, N-NH4, NO2/NO3, Lodo,
Teor de O2, Microorganismos e Odor.
Tratamentos mais comuns:
(1) Equalização-Decantação, Ex.: Fossa Séptica e Tanque de
decantação,
(2) Reator anaeróbio para redução de DBO sem gasto de energia,
(3) Reator aeróbio para polimento do controle de DBO e
nitrificação (Transformação da amônia em nitrito e nitrato),
(4) Decantador para retenção de lodo,
(5) Reator anóxico para denitrificação,
(6) Filtro de areia para retenção de lodo e polimento final,
(7) Desinfecção para controle de microorganismos e
(8) Aeração para OD.

