Juntaram-se flores, plantas medicinais ou de cheiro, produtos biológicos, os irresistívei «A Baixa assim é uma alegria!». Logo numa das primeiras bancas de venda, Maria Filomena, do Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca - Eiras não tinha já dúvidas do êxito da segunda edição do Mercado de Flores e Plantas. Fosse porque estava um dia de sol convidativo ao passeio, fosse pelas flores, pelos doces regionais ou pela animação, da Praça 8 de Maio às ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges contar-se-iam ontem de manhã largas centenas de pessoas. Passeavam, apreciavam, compravam – pouco – mas conviviam e a alegria estava presente nos rostos. A Baixa estava viva a colorida. Foi com gosto e entusiasmo que Maria Filomena apresentou, na sua venda, a broa caseira, o bolo de maçã e noz, os bolos de bacalhau - «são bons, grandes e levam mesmo bacalhau», explicava a um cliente, justificando o preço de 90 cêntimos -, os chás e ervas aromáticas ou a jeropiga, «tudo caseiro». Para Manuela Marcelino, florista da Póvoa de S. Martinho, esta é uma oportunidade de mostrar os seus trabalhos, numa iniciativa que «transmite alegria às pessoas e traz vida ao centro da cidade». A mesma ideia defendia Cristina Fernandes. Bem ao lado de Rosa Alves, produtora de agricultura biológica, mostrava os legumes transformados em tartes e bolas, a que acrescentava os bolos. Já habituadas ao Mercadinho do Botânico, as duas lidavam ontem com um público mais vasto.Cidade engalanadaPaulo Oliveira, responsável da Federação de Folclore Português, veio de Viseu para ver o mercado. Satisfeito, considerou «louvável a iniciativa, que concilia a ajuda a associações e a promoção do comércio com o próprio engalanar da cidade». À cor e ao cheiro das flores juntou-se um doce aroma. Rua acima, o arroz doce, o bolo de Ançã, os pastéis de Santa Clara, o manjar brancos, as queijadas, os bolos e as tartes à fatia faziam crescer água na boca. Algumas vendedoras não tinham mãos a medir.Da Salina Eiras Largas, na Figueira da Foz, José João Rodrigues trouxe uma planta especial. Os rebentos de salicórnia nascem nas salinas e servem para temperar saladas, massas ou omoletas, com vantagens para os hipertensos, explicou. Sal com picante, com alecrim ou alho, para a cozinha, com flores e pétalas para o banho eram outras opções. As paragens eram animadas pelo bater de tambores do Grupo Rebimbo Malho ou pelas sonoridades jazz dos Dixie Gringos, a que se sobrepunham alguns pregões.À tarde, a música foi dada pelo Quinteto de Metais da Filarmónica União Taveirense, espectáculo a que se seguiu a entrega de prémios do concurso para a “Melhor Composição Floral” – decidindo sobre 20 arranjos – e o Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca - Eiras fechou a festa. “Pró ano há mais!”