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Empresas europeias atentas ao mercado africano

As 225 maiores empresas de construção com actividade internacional ganharam, em 2006, 160,3 mil milhões de euros, sendo cerca de 60,5 por cento desse valor atribuído a empresas do universo dos EIC-European International Contractors,Para o mesmo período, o volume de vendas atribuído a contratos internacionais celebrados pelas empresas dos EIC apontam para um montante da ordem dos 120 mil milhões de euros, valendo os novos contratos firmados na mesma data qualquer coisa como 138 mil milhões de euros. Os dados pertencem, no primeiro caso, à ENR-Engineering News-Record, órgão de comunicação que acompanha a actividade internacional da indústria da Construção, e, no segundo, aos EIC, que realizaram recentemente a sua Assembleia Geral de Outono em Portugal. Foi, de resto, neste encontro que Gian Alfonso Borromeo, presidente da organização que agrupa empresas europeias do Sector com actividade internacional, divulgou estes números.Segundo as estatísticas da ENR, o mercado internacional da construção foi, de longe, dominado pelas empresas europeias. Contudo, no que toca a mercados tradicionalmente explorados e dominados por estas construtoras, como é o caso de África, o seu peso, com uma quota de mercado de 41,5 por cento, continua a demonstrar tendência decrescente, quando comparado com o das concorrentes chinesas que, o ano passado, nele detinham uma quota de 28,4 por cento. Já de acordo com os EIC e no que diz respeito exclusivamente a Portugal, as empresas nacionais obtiveram uma facturação no estrangeiro da ordem dos 1,8 mil milhões de euros, a maior parte dos quais - 1,3 mil milhões - fora da Europa. África continua a ser o principal destino das exportações portuguesas no que toca à Construção. Foi também em África que as construtoras portuguesas obtiveram o maior montante em contratos internacionais celebrados em 2006: 1,9 mil milhões de euros, de um total de 2,9 mil milhões. Luta contra a corrupção na agendaCom o objectivo permanente de manter a presença das empresas europeias de construção nos países em desenvolvimento, designadamente em África, onde os avanços da China são diários, Alfonso Borromeo abordou na ocasião, de igual modo, as diligências que têm sido efectuadas neste sentido pelos EIC. O responsável destacou, assim, a participação dos EIC na "Parceria UE-África para as Infra-estruturas" e na definição dos Procedimentos Nacionais de Contratação, a posição, conjunta com a FIEC-Federação da Indústria Europeia da Construção, sobre prevenção da corrupção e o "Livro Dourado" da FIDIC- -Federação Internacional dos Engenheiros Consultores, sobre os contratos de DBO (Design-Build-Operate, ou seja, Concepção-Construção-Operação). A propósito, recorde-se que a FIDIC apresentou este documento no passado mês de Setembro, o qual acolheu parte das sugestões entretanto apresentadas pelos EIC. Nomeadamente, foram levadas em consideração as propostas relacionadas com as auditorias independentes e com um eventual novo procedimento de queixa. Porém, o livro irá ainda ser objecto de análise, este mês, por parte do grupo de trabalho "Condições Contratuais" dos EIC.No âmbito dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de "Ética", realçou-se o facto de a FIEC e os EIC terem estabelecido, em Maio, um grupo de trabalho conjunto, com a missão de elaborar uma posição do Sector sobre "Prevenção da corrupção na indústria da Construção". O objectivo é tornar-se um efectivo participante na discussão política. A mensagem é apelar a uma abordagem conjunta para o segmento das infra-estruturas, envolvendo clientes, governos, financiadores e consultores. Contactos com a CEInterlocutor privilegiado do Sector junto da Comissão Europeia (CE), o presidente dos EIC sublinhou a participação desta organização, "com uma forte delegação", no segundo "Fórum de Negócios UE-África", no passado mês de Junho, em Accra, no Gana, o que vai de encontro ao "empenho pessoal" do comissário responsável pelo Desenvolvimento e a Ajuda Humanitária, Louis Michel, "de ver o sector privado representado no comité directivo da Parceria UE-África para as Infra-estruturas". Alfonso Borromeo destacou, por outro lado, o convite da UE e da União Africana para a nomeação de um representante de todo o sector de infra-estruturas (transportes, água, energia e tecnologias de informação e comunicação) na primeira reunião destas entidades que decorreu na semana passada em Addis Abeba. A estes contactos acrescentam-se os relacionados com a Cimeira UE-África, que decorrerá nos próximos dias 7 e 8 de Dezembro, em Lisboa, e no âmbito da qual será organizado, pelas federações portuguesas, um Fórum Especial de Negócios entre estes dois espaços económicos.Noutra área, foi também salientada a insistência dos EIC num diálogo com a CE sobre contratação, com a integração das suas exigências chave nesta matéria: "coerência entre os standards da UE e a regras da contratação e métodos de contratação inovadores, que reflictam um verdadeiro diálogo entre a CE e os privados".Pressão sobre o Banco MundialPorque o Banco Mundial (BM) insiste no "aumento da utilização dos procedimentos de contratação nacionais", os EIC temem que seja feita tábua rasa das regras internacionais sobre o assunto. As críticas que entretanto se levantaram a este propósito levaram o BM a efectuar uma consulta pública sobre a questão no seu site. Neste contexto, os EIC aconselham todas as empresas a participarem no processo, dado que a sua "opinião conta. Esta é uma oportunidade para dar novamente voz às nossas preocupações: em que ponto ficam os procedimentos standard do BM/ /UE e a política do Banco sobre e anti-corrupção? Os procedimentos nacionais de contratação aplicam-se aos concursos internacionais?", questionam os EIC.A Assembleia Geral dos EIC debruçou-se ainda sobre a agenda da próxima ronda de consulta, a 5 de Novembro, do Grupo de Crédito à Exportação da OCDE, cujo papel é de reconhecida importância na definição de políticas de financiamento e na luta contra a corrupção, assim como sobre o estudo do BM sobre energia hídrica. A instituição financeira, refira-se, está a desenvolver um "Plano de negócios sobre energia hídrica". O seu objectivo é compreender a perspectiva dos players chave e, nesse contexto, os EIC deram contributos, salientando "a problemática das propostas mais baixas nos projectos de energia hídrica", defendendo a "introdução, tanto para consultores como para empreiteiros, da contratação baseada na qualidade", a "utilidade da pré-qualificação para estes projectos" e a criação de um "departamento de grandes projectos".A próxima reunião dos EIC terá lugar em Milão, no próximo mês de Maio de 2008, sendo o tema do workshop, que tradicionalmente a acompanha, "Que futuro para as actividades internacionais dos construtores europeus?".