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Se tivermos em conta o que tem aparecido nalguns jornais, parece que Monchique foi finalmente descoberto para o turismo, especialmente para o sector d

Se tivermos em conta o que tem aparecido nalguns jornais, parece que Monchique foi finalmente descoberto para o turismo, especialmente para o sector dos resorts.
Depois dos fogos que tudo devastaram e levaram ao empobrecimento de muitas famílias, do abandono da agricultura, da perda de valor das terras, da fuga demográfica para o litoral, da crise do eucalipto, etc., etc., apareceram finalmente alguns iluminados, que se deram conta que existia no Algarve uma serra com vista para o mar, que já para nada servia.O parque natural de Monchique, de que o Algarve tanto carecia, destinado a preservar os valores rurais e naturais, incluindo uma flora e fauna únicas, e criar riqueza para os seus habitantes (incluindo o turismo ecológico e ambiental), nunca chegou a ser implementado e os respectivos dossiers estiveram anos fechados nas gavetas dos gabinetes dos burocratas de Lisboa.Resorts e hotéis nas Caldas, Fóia e Picota, vivendas de luxo semeadas pela serra…parece que o concelho despertou finalmente e se tornou um apetitoso atractivo para os empresários do sector e também para os beneficiários das tão faladas reformas douradas. Não sei se os tais muitos empregos que irão ser criados, provavelmente precários, serão para os monchiquenses e pessoas que habitam no concelho, nem se estes estarão interessados em trabalhar nos ditos empreendimentos. Até aqui, o concelho tem-se limitado a explorar a restauração, que tem sido considerada das melhores do Algarve, o mesmo se podendo dizer da doçaria local, e também alguma hotelaria, sobretudo na estância termal das Caldas. A vila em si, hoje repleta de casas desabitadas e em ruínas, também poderia servir para acolher os reformados mais humildes, que outrora deixaram o concelho e gostaria de passar o resto dos seus dias no seu torrão natal. Com incentivos e ajudas à compra e recuperação de casas de traça tradicional, seria possível atraí-los e repovoar a vila. Neste domínio, haveria alternativas ao turismo especulativo. O ordenamento da circulação e estacionamento automóvel dentro da vila, que por vezes é um caos, atrairia, por certo, mais visitantes. Além disso, Monchique precisa e carece urgentemente de atracções que prendam o visitante, à semelhança de algumas terras do Algarve, onde se poderiam incluir um museu etnográfico e as Casas-Museu Manuel do Nascimento e António Maria Callapez. Uma nota negativa vai para algumas festas de Verão e certos bares da vila, que, desrespeitando a lei, despejam decibéis sobre a cabeça de quem tem direito ao descanso e afastam aqueles que aqui poderiam procurar umas férias repousantes. *Professor
31 de Agosto de 2008 14:29José Rosa Sampaio*