Mostrar mensagens com a etiqueta palmeiras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta palmeiras. Mostrar todas as mensagens

Paisagismo ou arquitectura paisagista não é jardinagem

Arquitetura é paisagem, e o domínio da paisagem é o território – entendido aqui como o espaço onde arquitetos intervêm. Nas palavras de Graciela Silvestri e Fernando Aliata, “para que exista uma paisagem não basta que exista natureza; é necessário um ponto de vista e um expectador; um relato que dê sentido ao que se olha e experimenta como ator e como expectador”.
Essa explicação, apesar de satisfatória, representa uma das vertentes da disciplina paisagística: aquela que se vale da contribuição das artes plásticas (em particular da pintura). A outra vertente está relacionada com o planejamento paisagístico, originário dos conhecimentos de natureza e território e suas decorrências em relação à conservação, à biodiversidade. Essa segunda vertente – talvez seja a mais difícil de se apreender, que foge ao senso comum. Estamos nos referindo ao binômio Homem/Sociedade, Natureza/Território com Paisagem/ Design-projeto; a convergência das vertentes é nossa busca e intenso desafio.
Confundir paisagismo com jardinagemtalvez seja o principal – e certamente o mais comum – equívoco que se comete em relação ao assunto. Isso reflete um certo elitismo, e também um reducionismo do termo, provocado pela pobreza do ensino e das limitações atuais no campo profissional do paisagismo no Brasil. A história do paisagismo deve muito à história dos jardins. Contudo, o entendimento que devemos ter do termo paisagem refere-se a um domínio mais amplo que esse: se a Terra é um jardim dos Deuses, o que os Homens representariam nela? Desde o século XIX já existem conceitos mais desenvolvidos que entendem a paisagem como uma categoria de explicação do mundo, dos sistemas biofísicos e sociais em interdependência. O processo de modernização da agricultura, de industrialização e urbanização da sociedade impôs profundas transformações no mundo atual – que está longe de ser um belo jardim idílico. Entre os séculos XIX e XX, marcados pela passagem do “pintoresco” para o impressionismo-expressionismo e a arte abstrata, uma outra forma de ler e olhar a natureza e a paisagem foi-se constituindo. O cinema captou isso, na medida em que sua relação com a pintura foi mediada pela fotografia, superando a visão panorâmica que caracterizava esse período anterior à sétima arte. Além disso, o cinema incorporou uma outra dimensão à percepção instantânea dos fatos e seus contextos: a noção de tempo, que permite capturar as transformações no mundo. Toda paisagem é dinâmica, portanto é percebida e lida de maneira polissensorial (som, olfato, tato, visão e paladar) assim como temporal e tridimensional.
Outro equívoco consiste em reduzir as paisagens aos seus aspectos sensíveis e estéticos. Falamos de uma paisagem e logo lembramos de um postal, de uma vista, de uma pintura. Porém, devemos nos perguntar: que forças moldaram aquela paisagem? Quem a pintou, quando e por que? Quais contribuições da história e da cultura humanas estão presentes nessa imagem ou representação? Que valores políticos, estéticos e éticos elas nos revelam. Ou seja, não é possível falar de paisagem sem nos referirmos ao homem, vivendo em grupos ou sociedades. Talvez nosso desafio seja saber o que entendemos por estética hoje.
E, um terceiro aspecto que freqüentemente se percebe é esquecer também que toda paisagem é dinâmica e mutável, no tempo e no espaço. As paisagens assentam-se sobre uma materialidade física e biológica complexas; à sua vez, esse sistema serve de substrato para as ações humanas, sejam elas com finalidades produtivas ou de intelecção. A hegemonia do modo de vida urbano no mundo contemporâneo tem alienado as pessoas que convivem em ambientes altamente antropizados (mudados intensamente pela ação humana), fazendo-os crer que a Natureza desapareceu desses contextos e lugares. Não é verdade, a vida só se sustenta porque a natureza está presente.

Os profissionais habilitados para realizar projetos de paisagismo no Brasil são exclusivamente os arquitetos e urbanistas, por lei. No entanto, a paisagem não é um tema de estudo exclusivo desses profissionais, dada a sua natureza eminentemente interdisciplinar. Geógrafos, engenheiros agrônomos e florestais, designers, botânicos, biólogos, historiadores, sociólogos, antropólogos, artistas, entre outros, utilizam conceitos de paisagem e transformam esse campo de estudos e de trabalho em uma rica arena de debates e, ao mesmo tempo, de imprecisões teóricas, conceituais e de método para sua apreensão.
O tema paisagem carece de mais estudos e debates no Brasil, principalmente da difusão e divulgação daqueles já realizados para avançar a patamares mais condizentes com as potencialidades e necessidades da nossa sociedade. Cada país tem sua própria história nesse sentido, não podemos e nem devemos copiar os conceitos de outros países, de outras culturas e continentes. Entender a paisagem brasileira, tanto do ponto de vista dos sistemas natural e sócio-cultural é uma obrigação para os acadêmicos que de alguma forma se aproximam a esse conceito, a esse objeto de estudo e de trabalho.
Já o modo de ensinar projeto de paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo brasileiras deve muito à tradição norte-americana moderna, especificamente a da costa Oeste dos EUA. Isso porque as primeiras disciplinas e exercícios de projetos paisagísticos ministradas na FAUUSP devem-se ao professor Roberto Coelho Cardozo, que se formou em Berkeley. Segundo Miranda Magnoli; “o professor Roberto Coelho Cardozo, por peculiaridades dele, trouxe essa visão para suas aulas; porém, sua origem nos despertou para a ampliação do mundo; em particular, na medida em que cabe à Instituição Universitária fazer obras do saber, acabou por nos chamar atenção o fato que a primeira disciplina acadêmica de paisagismo aconteceu em 1900, nos Estados Unidos. É importante salientar que, por ocasião da ida de vários pioneiros da arquitetura moderna para os Estados Unidos com a Segunda Guerra Mundial, a então “landscape architecture” não tinha na Europa a maturidade e forma adquirida nos E.U. Explico: o “modelo americano” foi, fundamentalmente, de uma profissão de design, enquanto a Europa desenvolveu antigos cursos de horticultura, florestas ou arte dos jardins – variáveis em diferentes países. Associar as questões do meio (environment) enquanto design foi pioneiro nos E.U.A. e na Grã-Bretanha; Europa, em geral, adquire essas reflexões e incorpora, em diferentes tempos, após e com a reconstrução da segunda guerra (claro, Holanda antes; óbvio pela peculiaridade “natural” do território construído apesar e com o mar e pelo seu histórico de ocupação e apropriação)”.
Desde meados do século passado, a tradição européia deixou de ser a única referência entre nós, descendentes de povos mediterrâneos. Por outro lado, na FAUUSP esses conhecimentos adquiriram novos contornos através da contribuição de profissionais das áreas de história, geografia, biologia, sociologia, filosofia, etc. Intelectuais como Miranda M. Magnoli, Milton Santos, Amílcar Herrera, Csaba Deák, Nestor Goulart Reis Filho, Aziz Ab’Saber, Maria Adélia Aparecida de Souza, entre outros, cooperaram muito para ampliar e moldar um enfoque muito particular entre os arquitetos e urbanistas dessa faculdade – seja através de seminários, cursos ou orientações de pós-graduação.
Também devemos observar o descaso da sociedade e do Estado, principalmente com as paisagens notáveis e hodiernas. Nesse sentido o Brasil é novamente contraditório. Sendo um dos países com maior território e diversidade ambiental do planeta; e apesar de Burle Marx ser considerado um dos maiores paisagistas do mundo moderno; ainda hoje se batalha arduamente para o reconhecimento e regulação legal dessa atividade profissional.
O Estado e a sociedade brasileira têm muito que avançar em relação à paisagem, mas isso só ocorrerá com pelo menos um aspecto central: a valorização da educação e um esforço imenso para inserir esse saber entre os profissionais já melhor capacitados nos diferentes níveis dos serviços públicos, de modo a incorporar e promover a participação consciente e autônoma das pessoas nos desígnios de suas vidas. Estão aí as Leis Ambientais e do Estatuto das Cidades para serem utilizadas, mas muitos não as conhecem – tanto do lado da população como daqueles que são os responsáveis pelos planos e projetos. Por outro lado, somos um país que recentemente está aprendendo a valorizar sua memória e legado através das medidas de salvaguarda do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro. Isso tem a ver com olhar os outros e achar que devemos ser o que não somos. O imediatismo desenvolvimentista também é um traço de nossa cultura recente. Depredamos as paisagens naturais, ainda que saibamos que já não são infindáveis. No panorama geral, a diversidade biológica e cultural brasileira são bem guarnecidas por leis, normas, portarias, programas e projetos – contudo, falta como sempre, de fato, criteriosamente levá-las em conta. Considerá-las, nos planos e projetos, cumpri-las, fiscalizá-las com rigor. Falta, principalmente, dar-lhes às paisagens um conteúdo e uma forma saudável que apenas a mais ampla liberdade de idéias e de organização política permite. Ou seja, temos na paisagem atual tanto o desafio do futuro como encontrar respostas para as questões contraditórias, polêmicas, difíceis que nos ficaram do passado não resolvido. Essas são questões de paisagem para o desenvolvimento.
O ENSINO DE PAISAGISMO NO BRASIL
Os ENEPEAs pecaram por ainda não ter sistematizado um quadro geral sobre a situação do ensino de paisagismo no Brasil, a partir do qual se poderia monitorar e intervir sobre as questões próprias da educação dos arquitetos. Tentou-se diversas vezes, mas mesmo nessa edição atual ainda não se sabe: quem ensina, o que se ensina, como se ensina paisagismo nas escolas de arquitetura e urbanismo daqui. Mas o fato é que algo se ensina. Aí está uma questão que deixaremos para ver como o encontro resolverá.
Porém, na minha opinião, esse tema avançou muito nas escolas de arquitetura e urbanismo durante as duas últimas décadas. Foi enorme o esforço de capacitação e qualificação docente, graças às linhas de pesquisa montadas sobre o tema paisagem e ambiente nos cursos de pós-graduação ‘strictu e latu sensu’. Ainda são escassos os concursos específicos para contratar docentes dedicados ao ensino de paisagismo em todas as regiões, e há uma distribuição desigual de oportunidades de estudo no cenário brasileiro. Há pouca edição e publicação de periódicos relativos ao tema, e com isso as nossas referências dependem ainda mais do que seria desejável do que se escreve e publica no exterior – um pena. Por outro lado, multiplicaram-se encontros, seminários e reuniões científicas tratando desse problema, tanto nacional como regionalmente. O assunto paisagem tampouco, como já disse, refere-se apenas aos arquitetos e urbanistas.
O problema de ensinar paisagismo para os arquitetos e urbanistas passa por rever a maneira como se estrutura o projeto pedagógico, o currículo, os conteúdos, as disciplinas e os métodos pedagógicos e didáticos da formação dos profissionais como um todo. Não acredito na especialização que levaria a um profissional específico: o arquiteto paisagista – porém, é o que aponta o cenário com a atual legislação sobre a educação, centrada na flexibilização curricular. Na minha opinião, os arquitetos deveriam zelar mais pelo caráter generalista da sua formação e capacitação, aprendendo de que forma qualquer intervenção sua sobre o espaço produz uma paisagem melhor. Do contrário, o paisagismo seria uma espécie de recurso para atenuar uma arquitetura e um urbanismo incapaz ou insuficiente para promover a melhoria no habitat das pessoas. A esperança é que as futuras gerações estejam mais preparadas para enfrentar esses problemas, o que nos leva de novo a avançar na educação da população como um todo.
Também é preciso que os arquitetos desçam do pedestal e aprendam a dialogar com os estudiosos da educação, assim como com aqueles outros necessários para estabelecer uma verdadeira integração. Em geral os que ensinam arquitetura e urbanismo, e, por conseqüência paisagismo nos cursos universitários, não estão preparados para esse debate – mas são os professores que temos. Eu diria também que o ensino de paisagismo ainda é subalterno em relação ao ensino de projeto de edificação e urbano no âmbito das escolas de arquitetura e urbanismo nacionais. Somos, para nossos próprios colegas, os profissionais do jardim, da vegetação e não dos espaços livres. É uma cegueira endógena; que não enxerga o habitar o mundo em toda sua plenitude. Para se fazer um parque são necessárias décadas, mas ele precisa de um projeto, de um programa, de um partido e de detalhes que orientarão sua construção ao longo de anos. O certo é que há muito para ser feito. O termo paisagem para os arquitetos resulta ambíguo, assim como para qualquer outra pessoa ou profissional. Mas se falamos de projeto de paisagismo, aí a questão muda diametralmente. Entende-se por um projeto de paisagismo a intervenção realizada sobre os espaços livres de edificação, aqueles que podem estar sob um estatuto de uso tanto público como privado.
Por outro lado, quando os jovens estudantes de arquitetura e urbanismo estão insatisfeitos com suas habilidades de projeto, tendem a reforçar o componente social na interpretação acadêmica desses termos no Brasil. Chegando, não raro, a descaracterizar a presença inescindível dos sistemas físico e biológico que compreendem qualquer paisagem. Há uma certa moda acadêmica entre os arquitetos que se apaixonam pelas ciências sociais e deixam de lado o seu próprio objeto e método de estudos e trabalho – que é desenhar os espaços a fim de transformá-los.
O CENÁRIO EM CURITIBA
Estamos caminhando. No CAUUFPR, o 9º ENEPEA tem sido um estímulo importante tanto para os professores como para os estudantes. Cada vez mais se apresentam trabalhos finais de graduação onde o paisagismo comparece com suas questões e métodos adequados – isso vêm ocorrendo em todo País. A PUCPR oferece um curso de especialização na área de paisagismo e todas as escolas têm professores alocados nestas disciplinas que, de uma forma ou outra, são sensíveis e fazem o que podem para superar suas limitações teóricas e profissionais.
Por outro lado, temos uma paisagem urbana altamente qualificada: um esplêndido sistema de espaços livres públicos; uma mobilidade imensa pelo território da cidade; instrumentos urbanísticos de proteção e estímulo à preservação do patrimônio natural e construído. Temos principalmente orgulho de morar nessa cidade, o que provoca um sentimento de pertencimento mesmo naqueles que não são originários daqui. Essa questão de gostar de onde se habita tem relação direta com a representação da imagem da cidade e a constituição de uma identidade positiva com os espaços públicos que se freqüenta no dia a dia. Talvez o mais interessante de estudar arquitetura e urbanismo por essas paragens seja estar vivendo nesse ambiente urbano.
O problema é que muitos estudantes e profissionais acham que isso aqui é o primeiro mundo, esquecendo-se que isso não é possível. Somos uma cidade brasileira neste País, crivado por imensas contradições no acesso da maioria da população aos bens e serviços de que deveriam ter direito. Nada somos, sem esse alerta. Mas tudo podemos ser se soubermos aproveitar as oportunidades que Curitiba já nos oferece. Talvez, entre as grandes cidades brasileiras, essa seja a cidade que mais transformou para melhor sua paisagem urbana nesses últimos cem anos. É preciso cuidar para não submergir num sonho de que nada mais há para ser feito. Está aí a metrópole com suas contradições para nos lembrar disso.

ARQUITETO E URBANISTA: MELHORANDO O MUNDO
O arquiteto e urbanista pode utilizar o paisagismo como ferramenta de melhoria de vida da população qualificando seu processo de projetar os espaços onde atua. Percebendo, lendo e usando a seu favor, no ato de projetar e construir os espaços, as relações entre os sistemas biológicos e físicos que suportam e estruturam as formas de vida – e, entre essas, a vida em sociedade. Cada edifício ou urbanização se insere sobre um espaço primordial, que modifica para melhor ou pior o que ali existia antes dessas intervenções: “o vazio é o espaço pretérito”, alerta Miranda Magnoli. É fácil entender, portanto, que o paisagismo informa e qualifica os projetos – ele na verdade antecede uma atitude, e não deve apenas vir depois como um embelezamento do que restou ou como um atenuante dos males que não foram previstos anteriormente.
Um arquiteto também pode contribuir para a melhoria do modo de vida da população aprendendo a ouvir as pessoas a quem atende, as comunidades com quem trabalha, para incluir seus direitos e objetivos nos programas de necessidades que informam seus projetos. Aprender que os valores dos outros não são os mesmos que os nossos, mas que é possível respeitá-los e valorizá-los através de nossas ações profissionais. Ou seja, ser um profissional e cidadão consciente, participante, envolvido e interessado não apenas consigo.
Estudar a história do paisagismo é básico. Há teses que nos demonstram claramente que as modernas sociedades se modernizaram e urbanizaram a partir dos conhecimentos adquiridos através de jardineiros e paisagistas. Tornar o mundo melhor é também torná-lo mais belo. Mas o que é o belo? É preciso se informar, questionar, buscar, ser curioso e respeitoso com essa longa tradição de saberes que constitui o campo de estudos e trabalho do paisagismo. Parques, praças, boulevares, jardins, ruas e outros espaços livres que conformam os produtos dos projetos de paisagismo podem ser úteis para as pessoas desde que seus espaços, equipamentos, usos e aprendizados possibilitem mais o convívio social que a exclusão de uns em detrimento de outros. Essa é aposta que devemos fazer, aprender a viver em comunidade. Respeitar as fronteiras, limites e características dos demais seres vivos, principalmente, mas não exclusivamente, dos homens. É difícil, mas é possível.

PAISAGEM E MEIO AMBIENTE
É preciso entender que ambiente e paisagem não são sinônimos, os termos não se equivalem conceitualmente. Pode-se entender melhor essa afirmação dizendo que toda paisagem pressupõe um ambiente que a compreende, mas não o contrário.
O conceito de ambiente se relaciona aos sistemas e processos biológicos e físicos que sustentam a complexa teia da vida na Terra; seus domínios são amplos e envolve todos os organismos vivos – inclusive o humano. Os ambientes, em determinadas condições de seu desenvolvimento no tempo e no espaço, manifestam-se como paisagens. O termo ambiente surgiu das ciências físicas e biológicas, da teoria dos sistemas complexos, da ecologia. Já paisagem é um conceito eminentemente forjado pelas ciências sociais. Ou seja, uma categoria de análise do mundo, útil para entendê-lo e representá-lo – seja para preservar ou para modificá-lo segundo os valores e objetivos do seu criador.
Não existe paisagem para outro animal que não seja o homem, porque ela é fruto de sua percepção, de um modo de entender o local, o contexto e o propósito de sua própria vida. E, sobretudo, de comunicá-lo a outrem. Ambiente e paisagem não existem per si. Ambos se entrecruzam, se formam e se conformam mutuamente. Mas é importante distinguir as diferenças de seus significados. Afinal, no atual estágio de desenvolvimento da civilização humana, nunca foi tão imprescindível invocá-los de forma integrada e interdependente.



O jardim do resort Vila Porto Mare recebeu o 1º lugar na modalidade de “Unidades Hoteleiras, estabelecimentos comerciais e de restauração”, no âmbito da 15ª edição do concurso “Funchal – Cidade Florida”, dinamizado pela Câmara Municipal do Funchal.

O jardim do resort Vila Porto Mare recebeu o 1º lugar na modalidade de “Unidades Hoteleiras, estabelecimentos comerciais e de restauração”, no âmbito da 15ª edição do concurso “Funchal – Cidade Florida”, dinamizado pela Câmara Municipal do Funchal.
Projetado pelo arquiteto paisagista Gerald Luckhurst, apresenta uma grande diversidade de espécies botânicas, das quais conta com cerca de 500 espécimes, da Madeira mas também vindas dos quatros cantos do mundo. Estão identificadas 106 famílias, 355 géneros, 460 espécies e 555 táxones (espécies, subespécies e cultivares), números que o colocam na Classe excecional do Índice de riqueza florística.
Pensado inicialmente para embelezar a zona de solário, depressa se tornou um espaço de culto, capaz de posicionar a unidade como um hotel botânico. As plantas ostentam placas com informação sobre o nome científico, nomes vulgares em português e inglês, família e área geográfica de origem.
O jardim organiza-se em patamares e possui um espaço dedicado às orquídeas, às árvores de fruto, uma horta tradicional madeirense e ainda o cantinho das ervas aromáticas, as quais sempre que possível são utilizadas nas confeções da cozinha central do grupo Porto Bay.
O Vila Porto Mare integra três unidades hoteleiras – Suite Hotel Eden Mar, Hotel Porto Mare e The Residence, as quais partilham facilidades comuns. Uma mancha de cerca de 13 mil metros quadrados de jardins destaca-se no conjunto do resort, a qual tem vindo a amadurecer desde dezembro de 2003, altura em que foi inaugurado.
 
 
Click to zoom
The garden of the Vila Porto Mare resort has an area of 13400 m² (10100 m² of flowerbeds and lawns; 3300 m² of impermeable area) and was created in two stages.

The oriental section, older and smaller, next to Suite Hotel Eden Mar, was designed and planted in 1988 by Estufa, a company run by technical engineer Duarte Caldeira, under the supervision of agronomy engineer Rui Vieira.

Landscape architect Gerald Luckhurst designed the second stage and the plantation was done in January, 2003.

Many plants were produced at the Jardim Formoso nurseries, in Sintra. Others were bought from italian nurseries (Lazio) and from the South of France. Most palms were purchased at Alicante and Malaga (Spain).
Click to zoom
The morphology and atmosphere of this garden show a conceptual connection to the cottage gardens of the british colonies, with a strong presence of tropical and subtropical flora. Species from Australia and the Pacific Islands, Central and South America, Southern Africa and Tropical Asia play a significant role in the remarkable ornamental performance and show a good adaptation ability to the seafront climate, reacting very well to the sea air.
Click to zoom
The garden is arranged into three planes. In the intermediate level, a small forest serves as a haven for nesting blackbirds, warblers, sparrows and canaries, which sing all year round for the guests.

The prevalence of the trees and shrubs with persistent leaves is clear, and the rhythm of the seasons is set by the colour of flowers throughout the twelve months of the year.
Click to zoom
The collection of palm trees is made of 44 species, a greater variety than that of the collection of the Botanical Garden of Madeira.

Sugar cane, grapevine and banana, the three most striking plants of the agricultural landscape of Madeira, are mixed with the ornamental plants in a most fortunate way and bring the attention of the visitors to the economic history of the Island.
Click to zoom
Since 2008 new beds were set for vegetable greens, aromatic and medicinal herbs, with the purpose to bring new scents and flavours to the guests. The vegetable heritage was also enhanced with plant species endemic to Madeira, with special incidence of the xerophile plants of the shoreline.

Aiming at an ecologically sustainable management, the irrigation is done with water from the ‘Levada dos Piornais’, which drastically reduces the use of drinking water. In 2008 equipment was installed for the production of organic compost from the aerobic fermentation of the leaves, coffee grounds, egg shells, remains of fruit and vegetables, and the reduction of chemical fertiliser use is already significant.
Click to zoom
At the garden of Vila Porto Mare one can find 98 families, 314 genera, 398 species and 472 taxa (species, subspecies and cultivars), numbers that place it in the EXCEPTIONAL CLASS OF TAXONOMIC RICHNESS. All plants are identified with signs which provide the visitor with information about the scientific name, common names in Portuguese and English, family and geographical area of origin.

Raimundo Quintal
Centre of Geographical Studies
University of Lisbon
 
Click to zoom
O Jardim do Resort Vila Porto Mare ocupa um espaço de 13400 m² (10100 m² de canteiros e relvados; 3300 m² de área impermeabilizada) e foi criado em duas etapas.

A parte oriental, mais antiga e mais pequena, junto ao Hotel Eden Mar, foi projectada e plantada em 1988 pela empresa Estufa do engenheiro técnico Duarte Caldeira, sob a orientação do engenheiro agrónomo Rui Vieira.

O paisagista Gerald Luckhurst projectou a segunda fase e a plantação ocorreu em Janeiro de 2003.

Muitas das plantas foram produzidas nos viveiros da empresa Jardim Formoso, em Sintra. Outras foram compradas a viveiristas italianos (Lazio) e do sul de França. A aquisição das palmeiras foi feita essencialmente em Alicante e Málaga (Espanha).
Click to zoom
A morfologia e a ambiência deste jardim revelam uma ligação conceptual aos cottage gardens das colónias inglesas com uma forte componente florística tropical e subtropical. É significativa a presença de espécies originárias da Austrália e das Ilhas do Pacífico, da América Central e do Sul, da África Austral e da Ásia Tropical, que, para além do notável desempenho ornamental, revelam uma boa capacidade de adaptação ao clima da beira-mar, reagindo muito bem à maresia.
Click to zoom
O jardim desenvolve-se em três patamares. No nível intermédio, uma pequena mata funciona como refúgio de nidificação dos melros pretos, toutinegras, pardais da terra e canários, que durante todo o ano cantam para os hóspedes.

É claro o predomínio das árvores e dos arbustos de folha persistente, sendo o ritmo das estações marcado essencialmente pelo colorido das flores que se sucedem ao longo dos doze meses do ano.
Click to zoom
A colecção de palmeiras é constituída por 44 espécies, uma diversidade superior à colecção do Jardim Botânico da Madeira.

A cana-de-açúcar, a vinha e a bananeira, as três plantas mais marcantes da paisagem agrária madeirense, associam-se de forma bastante feliz com as plantas ornamentais e despertam o visitante para a história económica da Ilha.
Click to zoom
Desde 2008 têm sido criados canteiros com plantas hortícolas, aromáticas e medicinais, com o objectivo de proporcionar aos hóspedes novos odores e sabores. O património vegetal foi também enriquecido com espécies endémicas da Madeira, com especial incidência para as xerófilas do litoral.

Visando uma gestão ecologicamente sustentável, a rega é efectuada com água da Levada dos Piornais, o que reduz drasticamente o consumo de água potável. Em 2008 foram instalados equipamentos de produção de composto orgânico a partir da fermentação aeróbica das folhagens, borras de café, cascas de ovos, restos de fruta e hortaliças, sendo já sensível a redução dos adubos químicos.
Click to zoom
No Jardim do Resort Vila Porto Mare estão identificadas 98 famílias, 314 géneros, 398 espécies e 472 táxones (espécies, subespécies e cultivares), números que o colocam na CLASSE EXCEPCIONAL DO ÍNDICE DE RIQUEZA FLORÍSTICA. As plantas ostentam placas com informação sobre o nome científico, nomes vulgares em português e inglês, família e área geográfica de origem.

Raimundo Quintal
Centro de Estudos Geográficos
Universidade de Lisboa
 




 

Landscaping services Algarve

SITES™ Announces First Certified Sustainable Landscapes


The Sustainable Sites Initiative™ (SITES™) has announced the first three projects to be certified by the nation’s most comprehensive system for rating the sustainable planning, design, construction, and maintenance of built landscapes.
The corporate headquarters of an international manufacturing company, a new university green space, and a children’s playground in an urban park are the first to be recognized for their sustainable land practices from among 150-plus pilot projects that began the certification process in summer 2010. These initial projects are the St. Charles, Missouri, campus of Novus International Inc.; the Green at College Park of the University of Texas at Arlington; and the Woodland Discovery Playground at Shelby Farms Park in Memphis, Tennessee.
SITES is a partnership of the American Society of Landscape Architects (ASLA), the Lady Bird Johnson Wildflower Center of The University of Texas at Austin and the United States Botanic Garden. SITES was created to fill a critical need for guidelines and recognition of green landscapes based on their planning, design, construction and maintenance. The partners have collaborated since 2005 in developing a voluntary, national rating system and set of performance benchmarks for sustainable landscapes in areas with or without buildings.
The certified pilot projects are participating in a pilot program begun in June 2010 to test the four-star rating system created by dozens of the country’s leading sustainability experts, scientists, and design professionals. Projects selected to be pilots are at various stages of development and represent a diverse mix of project types, sizes, locations, and budgets.
The SITES rating system includes 15 prerequisites and 51 additional, flexible credits to choose from. The credit options, totaling 250 points, address areas such as the use of redeveloping brownfields or greyfields; soil restoration; water conservation; use of recycled materials and native vegetation; and sustainable construction and land maintenance approaches.
Certified pilot projects are recognized with one through four stars for obtaining 40, 50, 60 or 80 percent of those 250 points. The Novus headquarters, the Green at College Park, and Woodland Discovery Playground SITES Certified Projects received a 3-star, 1-star, and 1-star rating, respectively.
Among the features Novus developed with SWT Design and others for the 9-acre headquarters was a parking lot with stormwater retention features, a walking trail that winds through restored prairie and other habitat, and a vegetable garden that staff maintain. The garden is fed by a windmill-powered well that retrieves rainwater stored underground. A detention basin captures stormwater on site and provides aquatic habitat and a scenic view from a nearby pavilion topped with a vegetated roof.

“The innovation and analytical thinking of these first certified projects is helping point the way for the next iteration of the guidelines, which will form the basis for open certification in 2013,” said ASLA Executive Vice President and CEO Nancy Somerville.
Landscape architects and engineers with Schrickel, Rollins & Associates designed sustainable features at The Green at College Park in downtown Arlington, including a gathering lawn, shade arbors and drainage gardens. David Hopman, an associate professor of landscape architecture at UT Arlington, led the effort for SITES application and worked with the designers documenting development of the roughly three-acre green space.
The site had served mostly as a parking lot, with poor stormwater drainage that flooded a nearby creek. Now the green space sits next to Arlington’s first mixed-use development and features native and adapted plants in rain gardens and a water detention system that help slow down the flow of stormwater. That process cleanses the water of impurities and captures it for re-use on the green space’s new vegetation.

“Developing inviting outdoor spaces that make the most of precious resources such as water is critical to our future,” said Susan Rieff, executive director of the Lady Bird Johnson Wildflower Center. “These projects powerfully demonstrate how sustainably designed landscapes can produce environmental, economic, and aesthetic benefits.”
The conservancy that oversees Shelby Farms Park developed the Woodland Discovery Playground with James Corner Field Operations and others to restore a woodland and promote children’s health. The 4.25 acre playground with tunnels, swings and other amenities was developed based on current children’s play theories and after workshops with children and adults. It uses recycled athletic shoe material as a surface for several play areas and loose, recycled boot material as a soft landing under a playroom of nets and tree houses. The permeable surface material allows stormwater to soak into the ground to help nourish an arbor enhanced with native trees that surrounds and links playrooms within the space.
“The educational value of these pilot projects is significant. They demonstrate what a sustainable site looks and feels like and now serve as a model to others aspiring for sustainability in a designed landscape,” said Holly H. Shimizu, executive director of the United States Botanic Garden. “Having the first pilot projects certified solidifies years of work into something tangible that we hope will be replicated all around the country.”
SITES will continue to receive feedback from the SITES Certified Pilots and the remaining pilot projects until June 2012. These projects include private residences, streetscapes, industrial complexes, and other settings. Their input as well as the public’s will be used to finalize the rating system and reference guide, expected to be released widely in 2013.
Visit SITES to learn more. Any project can apply to be certified starting in early 2013. For those interested in pursuing SITES certification, start collecting documentation now.
Image credits: (1) SITES, (2) Novus International Headquarters, Novus International / SWT Design, (3) The Green at College Park, University of Texas at Arlington / Schrickel, Rollins and Associates Inc, (4) Shelby Farms Park, Woodland Discovery Center / James Corner Field Operations

plantas,arvores,palmeiras ,herbaceas,arbustos,cactos,tapizantes,endémicas e florestais.


plantas,arvores,palmeiras ,herbaceas,arbustos,cactos,tapizantes,endémicas e florestais.Transplante,recuperação e comercialização e arvores centenarias de grande porte; Compra de oliveiras ,citrinos,amendoeiras,alfarrobeiras.Inertes variados de cobertura de soloVenda de artigos de jardinagem (floreiras, materiais de rega, fertilizantes, substratos vegetais, sementes, casca de pinheiro e seixo ornamental)Telas,redes,fios,cordasFitofarmacosArtesanatoDecoração e festivasFlores e arranjos floraisEquipamento de rega e piscinasExteriores e Interiores - Construção, fiscalização, recuperação e conservaçãoParques, campos de golf, desportivos ,jardins ,canteiros, floreiras, terraços, vasos ;Áreas Verdes Ajardinadas em interiores e exteriores;

De 14 a 19 de Abril de 2008


Avaliação de Impacte Ambiental – Conceitos, Métodos e
Ferramentas
Dia 14 de Abril: segunda-feira
17h00 – 20h30
Distribuição das pastas e apresentação do Curso
Introdução: Conceitos – AIA como processo e metodologia - Actores
Principais impactes por tipo de actividade
Processos de AIA: faseamento – Relação planos/projectos
João Joanaz de Melo
Dia 15 de Abril: terça-feira
17h00 – 20h30
Enquadramento legal: direito internacional, europeu e nacional
Participação pública: modos e técnicas de participação
Apreciação de estudos de impacte: as questões chave
João Joanaz de Melo
Dia 16 de Abril: quarta-feira
17h00 – 21h00
Métodos de concertação e apoio à decisão
Maria Inês Trigo
Dia 17 de Abril: quinta-feira
17h00 – 21h00
Enquadramento legislativo e aspectos processuais e metodológicos da AIA em
Portugal
Henrique Cabral
Dia 18 de Abril: sexta-feira
17h00 – 19h00
Caso de estudo: impactes ambientais do empreendimento de fins múltiplos de
Alqueva
Eugénio Sequeira
19h00 – 21h00 Estratégias de resposta das ONG`s
Zélia Vitorino
Dia 19 de Abril: sábado
09h00 – 13h00
Workshop de elaboração de pareceres
Apresentação dos resultados do exercício
Conclusões da análise de projectos
Zélia Vitorino
13h00 – 14h00 Avaliação, entrega dos certificados e encerramento

De 14 a 19 de Abril de 2008


Avaliação de Impacte Ambiental – Conceitos, Métodos e
Ferramentas
Dia 14 de Abril: segunda-feira
17h00 – 20h30
Distribuição das pastas e apresentação do Curso
Introdução: Conceitos – AIA como processo e metodologia - Actores
Principais impactes por tipo de actividade
Processos de AIA: faseamento – Relação planos/projectos
João Joanaz de Melo
Dia 15 de Abril: terça-feira
17h00 – 20h30
Enquadramento legal: direito internacional, europeu e nacional
Participação pública: modos e técnicas de participação
Apreciação de estudos de impacte: as questões chave
João Joanaz de Melo
Dia 16 de Abril: quarta-feira
17h00 – 21h00
Métodos de concertação e apoio à decisão
Maria Inês Trigo
Dia 17 de Abril: quinta-feira
17h00 – 21h00
Enquadramento legislativo e aspectos processuais e metodológicos da AIA em
Portugal
Henrique Cabral
Dia 18 de Abril: sexta-feira
17h00 – 19h00
Caso de estudo: impactes ambientais do empreendimento de fins múltiplos de
Alqueva
Eugénio Sequeira
19h00 – 21h00 Estratégias de resposta das ONG`s
Zélia Vitorino
Dia 19 de Abril: sábado
09h00 – 13h00
Workshop de elaboração de pareceres
Apresentação dos resultados do exercício
Conclusões da análise de projectos
Zélia Vitorino
13h00 – 14h00 Avaliação, entrega dos certificados e encerramento