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Visão dinâmica, ou o que são, jardins do futuro? O novo mainstream em design paisagístico

projecto de Souto Moura com o jardim Ecossistemas A Ucrânia ainda não acompanhou a tendência das plantações naturalistas, e os paisagistas ucranianos ainda desperdiçam recursos toda primavera, colocando enfeites de plantas anuais e semeando grama para gramados ao longo da das vias. Mas acontece que existe uma alternativa ainda mais progressista às abordagens europeias progressistas para a criação de plantações perenes mistas e prados naturalistas. E o mais importante, é mais estável em condições de rápidas mudanças climáticas. A paisagista Hanna Galagan, que se tornou embaixadora da Ucrânia no simpósio internacional "Visão dinâmica - design e apoio a comunidades de plantas naturalistas", que aconteceu no final de agosto na Alemanha, conta aos leitores do PRAGMATIKA.MEDIA sobre o novo mainstream no paisagismo urbano moderno e nos desafios que são relevantes para a Europa e a Ucrânia. Em que direção seguir? O mundo já aceitou e amou sinceramente as plantações naturalistas da nova onda; As plantas perenes e as gramíneas são essenciais nas paisagens modernas, mas a pergunta é cada vez mais feita: as plantações naturalistas atendem aos desafios modernos? As alterações climáticas, a perda de biodiversidade e de vida selvagem, os recursos mais escassos e mais caros obrigam-nos a prestar mais atenção aos processos ecológicos e a combinar design e ecologia. E agora, no mundo, o tema das plantações ecológicas ou dinâmicas não é mais naturalista. Visão dinâmica é tema de simpósio realizado em Mannheim, Alemanha, em agosto. Reuniu 450 participantes de 30 países de todo o mundo, incluindo Austrália, Argentina, Chile, EUA, Haiti, Canadá, Coreia do Sul, Japão (!) e quase todos os países da UE. Entre os palestrantes e convidados estão os designers mais famosos e descolados da atualidade. Aqueles que iniciaram a mudança há 20 anos reuniram-se agora para rever a experiência e traçar um rumo para o futuro. Nigel Dunnett, professor da Universidade de Sheffield, ecologista e fundador da "Sheffield Landscape School", que esteve presente no simpósio, chamou este evento de "evento perene do ano" - um evento existencial do ano. Então porque é que as plantações naturalistas, depois de tanto se falar sobre o seu impacto positivo na biodiversidade, de repente não são suficientemente sustentáveis? As plantações naturalistas têm um aspecto natural devido à criação de certas pistas visuais. Assemelham-se a paisagens naturais, dão-nos a sensação de contacto com a natureza, inspiram, mas são criados artificialmente, com vista, mas sem recurso a mecanismos naturais/ecológicos. Ao contrário das plantações naturalistas, as plantações ecológicas são uma tentativa de criar um novo ecossistema verdadeiramente diverso e dinâmico que reproduza quase exatamente o natural. A densidade das plantações aqui é tal que não veremos terra nua, e o quadro muda ano após ano. Como corretamente observado Noel Kingsbury, paisagista, escritor e pesquisador britânico, a maioria dos moradores urbanos não quer a verdadeira natureza com seus mosquitos, carrapatos e moscas na cidade, nem a verdadeira vegetação natural. A verdadeira natureza é difícil de ler para muitos: às vezes muito selvagem, às vezes muito chata, muito confusa, muito difícil de entender. As plantações naturalistas oferecem uma alternativa mais segura – natureza ordenada, organizada (mesmo que um pouco), domesticada... mas ainda assim natureza (Wild: The Naturalistic Garden, p. 7). Então, por que existem agora todas essas conversas sobre ecossistemas e paisagens dinâmicas na cidade? Por que as pessoas precisam daquilo que não estão prontas para aceitar? A questão é que, mesmo que não queiramos estar conscientes do facto de que a crise climática nos está a consumir, ela continua a consumir-nos. E se modelarmos as mudanças antecipadamente, um dos problemas fundamentais que terão de ser enfrentados, segundo Noel Kingsbury, será a falta de terras agrícolas após as alterações climáticas. É bem possível que os únicos espaços para a natureza sejam precisamente aqueles que especialmente reservamos, projetamos, povoamos, gerimos e protegemos como tal. Ele argumenta que as paisagens que criamos podem ser a melhor esperança para a sobrevivência da natureza (pelo menos em parte), bem como para a preservação de uma psique humana saudável. Caminhos diferentes para o mesmo objetivo Para que paisagens projetadas de qualquer escala ofereçam um refúgio para a natureza, devemos projetar num paradigma de ecologia dinâmica que apoie a biodiversidade. Mas também deve satisfazer os desejos humanos, particularmente a nossa profunda necessidade de um ambiente esteticamente agradável. Assim, se considerarmos as plantações naturalistas e ecológicas como extremos (posições opostas), temos de encontrar esse equilíbrio entre elas, esse nível de gradiente que irá acomodar diferentes extremos nas preferências do utilizador. Existe uma única solução correta aqui? Claro que não. Às vezes, as abordagens diferem muito, e as discussões no simpósio confirmam mais uma vez isso. Por exemplo, Nigel Dunnett costuma usar flores anuais para preencher o espaço entre as plantações perenes, dada a importância do impacto visual instantâneo para o público (abordagem “as pessoas primeiro”). Estou particularmente interessado neste tópico no contexto da criação de prados ornamentais perenes na cidade. Na verdade, é difícil para as pessoas explicar por que, no primeiro ano de semeadura, uma única coisa sobressai do solo ao lado de uma placa luminosa “Aqui estará uma cebola florescendo”. Mas os designers Tom Stewart-Smith e James Hitchmow, não menos respeitados na escala do planeta, ainda acreditam que para criar plantações perenes realmente estáveis, é melhor não adicionar plantas anuais. A experiência e o nível dos projetos de Nigel Dunnett, Tom Stewart-Smith, James Hitchmow não levantam dúvidas sobre o seu profissionalismo, pelo que a escolha cabe ao designer que se prepara para começar a desenhar. Ele está pronto para correr riscos e pedir ao público que espere ou não? Tecnologias e ideias Criar paisagens dinâmicas e ecossistemas artificiais não é, obviamente, uma tarefa fácil. A experiência de um paisagista ou arquiteto paisagista deve ir além da combinação de cores e texturas. Criar um ecossistema viável envolve um conhecimento profundo das plantas, dos biótopos, do que está abaixo da camada superficial do solo, e da compreensão e aceitação do “caos natural” sem tentar melhorá-lo infinitamente. O relatório foi muito interessante nesse sentido João Pequeno. Ele acredita que a natureza precisa de complexidade estrutural, e não de solo ideal feito de biohumus sólido. Essa estrutura pode ser triturada com entulhos industriais ou de construção, areia e até uma mistura com carbonato de cálcio, que é um subproduto da produção de açúcar e está disponível por quase nada. Esta abordagem pragmática à utilização de resíduos, em particular no domínio paisagístico, é utilizada há muito tempo na Europa. Pense no jardim de Sarah Price sobre uma almofada de entulhos de construção ou nos prados espetaculares de James Hitchmaugh, que ele criou sobre uma base de concreto triturado. Tom Stewart-Smith demonstrou no simpósio seu projeto de jardim no Castelo de Knep, onde as plantas foram plantadas em uma camada de 20 cm de substrato composto por uma mistura de concreto triturado e areia nas proporções 75/25 e 50/50. Espero um dia também poder testar essa abordagem, porque até o momento ainda não consegui conviver com amostras de entulhos de construção triturados ou carbonato de cálcio. Para a Ucrânia, esta questão será mais relevante do que nunca, porque destruímos cidades e todos estes resíduos de construção terão de ser eliminados de alguma forma. Portanto, é muito melhor utilizá-los para restaurar e criar plantações ecológicas do que para criar aterros sanitários. Plantas no centro das atenções As plantações ecológicas geralmente consistem em flora aborígine. Mas faz sentido limitar estritamente o seu vôo de imaginação e distinguir entre plantas locais e estrangeiras? Não deveríamos pensar em diferenças mais significativas, tais como gradientes de valor da biodiversidade, competitividade/potencial invasivo, valor estético, valor da forragem, etc., pergunta Noel Kingsbury. As plantações em que a flora nativa é complementada com plantas de outras regiões, mas de comunidades naturais semelhantes, são cada vez mais comuns, o que permite aumentar não só o apelo estético dessas plantas, mas também o valor ecológico: por exemplo , um período de floração mais longo proporciona um período de alimentação mais longo para os insectos . A experiência da designer brasileira Mariana Siqueira (@jardinsdecerrado), que cria prados de cerrado brasileiro, foi especialmente valiosa para mim. Ela enfrentou os mesmos problemas que eu agora: os viveiros não cultivam a variedade de plantas necessária para isso (estamos falando de plantas aborígenes de prados) e também não há sementes. Então, passo a passo, ela começou a coletar sementes e organizou o cultivo de plantas, cooperou com cientistas, popularizou esse tema. E há um resultado! Também me dá esperança que os prados decorativos se popularizem e tenham procura no nosso país, estamos apenas no início desta jornada, não é só necessário cultivar material de plantação ou ter sementes disponíveis, é ainda mais importante adaptar-se a tecnologia aos nossos solos, condições climáticas que a cada ano são cada vez mais anormais que as anteriores, e também considerar a questão do cuidado. Aliás, sobre cuidados Esse problema foi praticamente o principal do simpósio e está confundindo designers do mundo todo. Você pode criar o projeto mais incrível, mas na falta de cuidado ou se o cuidado for incorreto, seu projeto se transformará em um desastre completo. Os clientes economizam em cuidados EM TODA PARTE (não só em nosso país). O paisagismo é visto em todos os lugares como uma despesa, enquanto a pavimentação e o meio-fio são um investimento... Em todos os lugares há projetos onde a maior parte do espaço (e, claro, uma quantidade incrível de dinheiro) é embrulhada em granito, porque economiza ainda mais dinheiro na manutenção de espaços verdes. Cada palestrante prestou atenção a isso e, além disso, foi realizado um painel de discussão dedicado ao cuidado das plantações. Direi desde já que os participantes não formaram uma opinião única nem uma decisão concreta. Mas ideias e pontos de vista interessantes ainda eram úteis, por exemplo: se você deseja criar um prado que se assemelhe e pareça um prado, por que não criar um verdadeiro prado do zero? Ou seja, repito: os plantios naturalistas requerem cuidados intensivos para mantê-los na mesma forma que o projetista pretendia, principalmente, isso é uma perda de tempo. As plantações orgânicas (como cebolas) são mais baratas, mas requerem um nível de cuidado completamente diferente. Não se trata mais de tempo, mas de experiência, conhecimento profundo de biologia e ecologia. Em geral, a seguinte visão está a ser formada na Europa e no mundo: o cuidado das áreas verdes transforma-se na gestão das áreas. E a gestão das plantações torna-se parte integrante do design e da criação de novas paisagens. Em geral, todo o processo já não está centrado num resultado final, mas sim numa viagem com muitos destinos possíveis, ou, nas palavras de Noel Kingsbury, “nenhum destino, quando a viagem é o destino”. E isso exige mudanças na formação dos especialistas: o que é preciso não são jardineiros, mas sim jardineiros ambientais. Mas o resultado dessa transformação será aumento da imagem, respeito da sociedade, maior autoestima dos especialistas. Por último, gostaria de dizer que para o nosso país, onde a concentração de desastres ambientais ao longo do último meio século é simplesmente fora de série, esta nova direcção ecológica não só é importante, como também nos dá a oportunidade de recolher pedaços e restaurar o incrível beleza e riqueza da natureza ucraniana, que outrora foram generosamente dadas pelo céu

JADINS SECOS - XEROJARDINAGEM - JARDINS SUSTENTAVEIS

As mudanças climáticas são o grande problema ambiental que o mundo já está a enfrentar, um dos quais a escassez de água e é da responsabilidade de cada um de nós fazer a nossa parte, evitando ao máximo o desperdício e a utilização racional de água. Existem técnicas que passam por um programa operativo de conservação de água em jardinagem, assim como a utilização sempre que possível de espécies espontâneas para a execução de jardins, protegendo o meio ambiente. A Xerojardinagem, é um conceito que vem do termo grego xeros que significa seco e surgiu nos anos 70 nos Estados Unidos da América principalmente na zona da Califórnia e Colorado depois de um período grave de seca. Nos jardins podemos diminuir as necessidades de água se aprendermos a escolher as plantas mais bem adaptadas e com menos exigências ao nível do consumo de água. A procura crescente de água resulta em escassez e restrições sobre a sua utilização em jardins. Podem-se criar projetos paisagísticos de grande qualidade e ecológicos com o recurso às plantas xerófitas que tem como principal preocupação a poupança de água, que é um bem escasso e finito, às condições do local, a diminuição dos trabalhos e custos de manutenção e uma preocupação ecológica com a diminuição da utilização de produtos fitossanitários nos jardins. Uma paisagem xérica não é só cactos, sem relvado ou ser cor, pode ser utilizada uma grande quantidade de árvores e arbustos, área pequena de relvado utilizando de forma geral, espécies hidricamente pouco exigentes. Esta técnica tem o seu início por incremento da National Xeriscape Council que disponibiliza a conceção de uma nova estrutura que, de forma fácil, consegue estruturar um jardim com baixo consumo de água. Para a sua realização, na grande maioria dos casos haverá, sobretudo, necessidade de ter o sentido da realidade e um bom conhecimento da flora local, facto que facilita o balanço entre os recursos disponíveis e as necessidades a satisfazer. Este programa assenta em sete princípios fundamentais da Xerojardinagem: 1) Planificação do desenho; 2) Análise do Solo; 3) Seleção adequada de plantas, preferencialmente as espécies autóctones e xerofíticas; 4) Zona de relvado prática; 5) Rega eficiente; 6) Uso de cobertura do solo; 7) Manutenção adequada. A implementação de cada um destes princípios é uma boa prática de jardinagem, contudo, se todas as etapas forem realizadas, o uso da água será mais eficiente, sem prejudicar a qualidade e beleza dos jardins. Assim sendo, pode-se otimizar, adaptar e criar harmonia dos espaços verdes, tendo em conta a sustentabilidade dos mesmos. Ecossistemasol Agosto 2022

Sistemas de rega em coberturas verdes

REGA EM COBERTURAS VERDES As coberturas verdes são uma tendência, que fornece um ecossistema saudável, sendo da responsabilidade dos profissionais dos espaços verdes garantir que estes espaços se transformam ao serviço das comunidade. Para qualquer planta, a melhor rega é a que cai do céu, mas os melhores técnicos de espaços verdes sabem que não existe um bom projeto paisagistico sem um ainda melhor sistema de rega. Um sistema de rega eficiente, e devidamente dimensionado, desempenha um papel fundamental no sucesso de qualquer cobertura verde (também chamada de cobertura ajardinada). Na HDL projetamos e fornecemos soluções que possibilitam que aplique um sistema de rega eficiente, de forma a obter uma cobertura verde saudável. REGA POR ASPERSÃO Quando devidamente dimensionado, e corretamente instalado, os bicos multijatos, como o MP Rotator da Hunter, são uma solução efectiva para a rega de coberturas verdes. Graças à forma lenta e eficaz com que aplica a água, os bicos MP Rotator traduzem um uniformidade incomparável quando comparados com outros métodos de rega por aspersão. A tecnologia multijato, com múltiplas trajetórias, vence os mais difíceis ventos, fornece a água necessária, sem grandes desperdicios, com uma taxa de precipitação ideal para que o solo a possa absorver. Os sistemas de aspersão, também funcionam como metodologia de lavagem das plantas, mantendo-as limpas, brilhantes e mais saudáveis. Para uma maior eficiência, utilize o corpo pulverizador Hunter PROS, com regulação de pressão, de forma a manter as gotas consistentes. Escolha a altura do corpo de acordo com a profundidade do substrato. REGA ENTERRADA A rega enterrada foi uma enorme revolução na indústria da rega para espaços verdes, o que veio trazer aos arquitetos paisagistas a solução mais eficiente para a rega automática de coberturas verdes. Com os projetos de rega enterrada para coberturas verdes da HDL, não apenas utilizamos um tubo de rega localizada, com um gotejador especial para funcionamento enterrado, como também recomendamos metodologias de instalação que garantem uma óptima eficiência e aplicação equiparada em toda a área verde. Instalado mesmo abaixo da zona radicular, o tubo gota-a-gota HDL Prodrip utiliza tecnologia especializada para regar de forma eficaz em profundidade, com as seguintes vantagens: Retém de forma eficaz a água na região radicular da planta Elimina as perdas de água por força de ventos ou por evaporação Tem uma distribuição uniforme e eficiente em toda a área, devido à forma como é instalado Ideal para subtratos com elevadas taxas de lixiviação Tempos de rega reduzidos, promovendo uma poupança de água significativa Quando é instalado um sistema de rega enterrado, é recomendado que na fase de implementação, como o sistema radicular ainda não se encontra estabelecido, seja instalado um sistema de aspersão provisório. FERTIRRIGAÇÃO Todas as coberturas verdes, incluindo as de "sedum", necessitam da aplicação regular de fertilizantes, pois o suprimento natural de nutrientes através do solo será rapidamente esgotado. Sem um sistema de fertilização eficiente,, apenas as plantas mais resistentes irão resistir, reduzindo a diversidade das plantas, e eventualmente levando a uma monocultura. A forma mais eficaz de adicionar nutrientes ao solo, é através do sistema de rega. Um injetor accionado pela água, como o Venturi, ou um Doseador Proporcional, vai alimentar o sistema com fertilizantes liquidos a uma determinada taxa de injeção. PRESSURIZAÇÃO Devido à localização do sistema, normalmente num ponto mais elevado do que o local técnico, torna-se fundamental não só pressurizar o sistema, como também ter elementos de controlo do mesmo ao longo das condutas de abastecimento. deve ser considerada a instalação de uma eletrobomba de pressurização no local técnico, dimensionada em função das características do sistema, e em conjunto com esta um comando eletrónico. Deve também ser prevista uma válvula de ar, estrategicamente localizada, do tipo Ventosa "A", em todos os setores, sendo que os mesmos devem estar também equipados com um coletor de admissão, um coletor de descarga e uma válvula de descarga. Todos estes equipamentos devem estar corretamente posicionados, pelo que em caso de dúvidas recomendamos que solicite um projeto do sistema de rega à HDL. AUTOMAÇÃO Para garantir o funcionamento automático do sistema de rega. deve ser instalado um coletor de eletroválvulas no local técnico, e levar um tubo de diâmetro adequado para alimentar cada um dos setores de rega. Para a operação elétrica das eletroválvulas, pode utilizar um controlador de 220V/24V (recomendado), ou em alternativa um controlador de 9V, com funcionamento a pilhas. Quando selecionar o equipamento para controlar a rega, para maximizar a eficiência, opte por soluções que promovem o uso consciente da água, tais como: Soluções alimentadas por painel solar, tais como o XC Hybrid, que dispensam a utilização de baterias. A utilização da energia solar, garante a certificação LEED assegurando a sustentabilidade dos espaços verdes. O Hunter Node Bluetooth, com funcionamento a baterias, é uma solução eficaz que permite aos utilizadores a programação dos sistemas de rega sem terem de aceder à caixa de alojamento de válvulas. Pode ser adicionado um sensor de humidade de solo, que deteta e interrompe a rega quando esta atinge os niveis adequados de irrigação. Sensores de chuva podem também ser conectados ao controlador, de modo a suspender o sistema em caso de chuva. Os controladores de rega com gestão por wi-fi, tais como o Hunter X2 ou o Hunter Pro-HC, são soluções integradas com a APP Hydrawise, que permitem a gestão do sistema a partir de qualquer localização, através de um tablet, smartphone ou browser. Graças à tecnologia Predictive Watering, o controlador ajusta a programação da rega diariamente, baseado na temperatura, probabilidade de chuva, velocidade do vento e humidade. Esta combinação maximiza a eficiência do sistema de irrigação, assegurando espaços verdes mais bonitos e mais resistentes. RECUPERAÇÃO DE ÁGUAS Com um projeto devidamente estruturado, é possível que a rega de uma cobertura verde seja equipada com um sistema de recuperação e reciclagem das águas. Os excedentes de de água das chuvas, e os excedentes provenientes do processo de irrigação podem ser armazenados em tanques, para ser reutilizado quando for necessário. De forma a preservar a qualidade, este armazenamento deve ser feito em tanques enterrados, onde a água pode ser mantida a uma temperatura baixa e longe da ação da luz solar. Em sistemas onde não é possível enterrar, a água pode ser armazenada em reservatórios de chapa. É de extrema importância que a água proveniente do aproveitamento pluvial seja filtrada, retirando folhas ou outros detritos. Deve também ser instalado um sistema de filtração antes do novo bombeamento para a rega. Também é importante que a equipa de manutenção mantenha o espaço livre de fontes de contaminação, tais como plantas com pragas ou aves mortas, entre outros.​

Transforme o seu jardim num ecossistema vivo

Transforme o seu jardim num ecossistema vivo Jardins que respiram vida Somos uma empresa com mais de 38 anos de mercado que surge do desejo de converter os espaços domésticos dos jardins em espaços naturalizados, imitando as condições que permitem que as plantas prosperem sem ajudar no estado de salvamento. Entendemos o jardim como um pequeno ecossistema composto por flora, fauna e microrganismos que interagem entre si e que se «viste» com elementos arquitetónicos ou paisagísticos, contos como remetentes, mobiliário, fontes de água, etc., que aumentam a funcionalidade e permitem que sejam humanos interage com o jardim de forma controlada. Tão importante é no jardim a planta que cultivamos como as bactérias do solo que alimentam as suas raízes, as folhas que se alimentam das suas horas que depois serão traças que voltam, e os pássaros que as vem comer Jardins vivos e naturais De forma metafórica, podemos dizer que o ecossistema do jardim é uma ninfa, como as divindades gregas das arvores. Nos jardins simples com algumas espécies esta ninfa, apenas uma larva, é muito básica e não tem capacidade de atuação. Nos jardins com complexidade suficiente a ninfa desata o seu potencial e atua para proteger as agressões e prosperar. Podemos fazer com que desperte o seu potencial acrescentando elementos que se relacionem com certeza entre si. Cada ninfa que deseja adaptar-se às condições locais e desenvolver uma personalidade própria. Assim também desenvolvemos a nossa personalidade quando interagimos diretamente com uma filha da Natureza. O objetivo de todo o jardineiro ecológico é encher a vida dos jardins. A vida chega ao jardim através da fotosíntese, que combina a luz solar com água para produzir oxigénio e nutrientes. Maximizar a fotosíntese é maximizar a vida, o que se consegue empregando toda a humidade e a luz disponível ao serviço da vegetação. O seu abrigo prosperará por todo o resto. Concebemos, instalamos e mantemos jardins que prosperem em harmonia com a naturalidade. Os nossos serviços partem do design inovador até à instalação detalhada e manutenção ecológica, garantindo que cada espaço verde se converte num oásis de biodiversidade e beleza natural. O cultivo ecológico imita o modo natural como as plantas se alimentam, ativando a Rede Alimentar do solo. Incorporamos matéria orgânica abundante, protegemos o solo com plantas em crescimento e reduzimos a evapotranspiração. Para apoiar os polinizadores, mantemos a flora de plantas melíferas durante todo o ano e criamos habitats diversificados. Este método regenerativo reutiliza restos de vagens e outros para nutrir a base microbiana do solo. Não são utilizados pesticidas, produtos sintéticos ou organismos geneticamente modificados. Utilizamos o mínimo de maquinaria reduzindo o uso de combustíveis fósseis e as doenças por ruídos. Para acelerar o processo natural de compostagem e melhorar a estética do jardim ecológico, os restos de podas e cortes são triturados antes de os empregar como acolchoados ou na pilha de compostagem, no jardim. Desta forma, são conservados tanto os nutrientes como os microrganismos benéficos que foram adaptados às condições do jardim. Este método não só enriquece o solo, como também ajuda a manter a humidade e a controlar as ervas daninhas, criando um ambiente mais saudável e sustentável para todas as plantas. Além disso, reduza a quantidade de resíduos verdes que são enviados para os verdes, contribuindo para uma gestão de resíduos mais ecológica. As plantas adaptam-se de várias formas: geneticamente, produzindo sementes que sobreviveram melhor; e mediante o crescimento, ajustando o ambiente desde pequenas. Estabeleceram-se também relações com organismos adaptados. Para um jardim adaptável, utilizamos espécies com diversidade genética que evoluem desde o início. Se não for possível, empregamos cultivares jovens para que se adaptem rapidamente. Além disso, selecionamos plantas nativas e resistentes à seca, capazes de prosperar em condições extremas. Implementámos técnicas de cultivo que promovem ainda a retenção de água e reduzem a evaporação através de acolchoados e cobertura do solo. As plantas em estado natural não se podam, pois, a poda cumpre uma função ecológica. Por razões estéticas e de utilidade, nos jardins é por vezes necessário podar ou cortar: para poder passar, para dar mais luz a outras plantas, para reduzir o risco de incêndio, etc. Além disso, considere a fauna local, garantindo que a destruição não afeta as qualidades dos habitats dos animais. Este método promove um ambiente mais saudável e sustentável no jardim. Cada corte que se faz com uma árvore corta a sua vida e a stressa, reduzindo a sua resistência e podendo provocar doenças. A poda respeitosa permite que a árvore decida por si mesma a estrutura que será adaptada melhor ao seu entorno, e só pode ser podada quando existir uma boa razão: para permitir o passo, evitar roces ou sair da madeira morta. Esta abordagem cuidada ajuda a manter a saúde geral da árvore e a sua longevidade, promovendo um crescimento natural e equilibrado. Além disso, fomenta um ambiente mais bio diverso e sustentável. Os «jardins secos» contam com, pelo menos, 80% de plantas secas, que apenas dependem da água da chuva. Se for incluída uma zona de riego, as plantas serão agrupadas de acordo com as suas necessidades hídricas para evitar o riego excessivo. Utilizamos plantas adaptadas ao clima e ao regime de inundação. No nosso clima semiárido, o céu não deve ocupar mais de 5% do jardim devido à elevada procura de água. Alternativas como prados de baixo consumo ou acolchoados podem lograr um aspeto semelhante com menos água. O jardim mais agradecido é aquele que está adaptado ao clima local, sendo que no nosso clima mediterrânico podemos optar por espécies autóctones ou de outras regiões de clima mediterrânico, sendo populares as sul africanas. O jardim mediterrânico é verde, com folhas duras, porta vertical, muito fragante, com sombras frequentes, mas não densas. São habituais as sebes baixas e bordaduras aromáticas em caminhos, onde el roce al passar nos traz el perfume del verão.

Licenciamentos de arranjos exteriores ,jardins e sistemas de rega de áreas verdes e outros.

IDEIAS PARA UM JARDIM DE ESTILO MEDITERRÂNEO As paisagens mediterrâneas evocam imagens de descanso à beira de uma piscina convidativa, tendo como pano de fundo paredes coloridas e plantações exuberantes. Incorporar a estética vibrante de um jardim mediterrâneo em seu próprio quintal pode fazer com que você sinta que está de férias o ano todo. O clima mediterrânico distingue-se por verões cada vez mais quentes e secos e invernos amenos e húmidos. As plantas nativas estão adaptadas a longos períodos de seca e requerem pouca manutenção. Com muitas regiões a tornarem-se mais quentes e secas devido às alterações climáticas, a utilização de plantas adaptadas à seca do Mediterrâneo e de outras regiões áridas tornou-se uma necessidade primordial estando a caminhar para nalguns locais desérticos. Mesmo que você não viva em um clima seco, ainda poderá conseguir o visual mediterrâneo, seja em todo o seu quintal, ou incorporando recursos aqui e ali. O QUE É UM JARDIM DE ESTILO MEDITERRÂNEO? Um jardim mediterrâneo celebra o estilo de vida descontraído ao ar livre típico de países como França, Espanha, Itália, Grécia e Marrocos, onde refeições ao ar livre, sestas tranquilas e encontros com familiares e amigos são comuns. As experiências sensoriais são essenciais, seja o perfume inebriante do jasmim, o som calmante da água a escorrer, ou as cores vibrantes das paredes pintadas, dos tecidos exóticos e dos azulejos decorativos. O estilo é rústico e casual, exalando um toque atemporal e integrando-se ao ambiente natural. O QUE HÁ EM UM JARDIM MEDITERRÂNEO? Os jardins mediterrânicos são concebidos para responder ao clima quente. Eles são caracterizados por retiros sombreados para escapar do sol escaldante do verão, recursos de água refrescante, áreas de estar ao ar livre, plantas tolerantes à seca e cascalho para substituir relvados sedentos de água. QUE PLANTAS CRESCEM BEM NO CLIMA MEDITERRÂNEO? As plantas mediterrâneas estão adaptadas para sobreviver a longos períodos sem água no verão e requerem uma boa drenagem para evitar o apodrecimento das raízes devido às chuvas de inverno. Além dos verdadeiros nativos do Mediterrâneo, incluem plantas de outros lugares com climas semelhantes, como Califórnia, África do Sul e Austrália. Escolha e avalie seu local e sua envolvente . A maioria das plantas mediterrâneas precisa de sol total ou parcial e boa drenagem. Encontre uma área em seu quintal que receba pelo menos 6 a 8 horas de sol durante a maior parte da estação de cultivo e corrija o solo conforme necessário. Algumas plantas podem precisar de um local protegido do vento. Canteiros elevados ou um jardim de pedras são boas alternativas se o solo nativo tiver pouca drenagem. Obtenha ideias. Utilize recursos online como o Pinterest para reunir ideias. Visite jardins locais que incluem plantas tolerantes à seca para ver o que crescerá em sua região. Faça uma lista dos elementos que deseja incluir, como áreas de estar ou de jantar, fontes de água, móveis, acessórios e plantas. Considere características exclusivamente mediterrâneas, como uma fonte em camadas, um jardim de ervas ou uma quadra de bocha. Crie um plano. Desenhe um esboço para visualizar como ficará o espaço finalizado. Se você decidir por uma grande transformação, consulte um paisagista profissional - ecossistemas possui . Considere a escala. Escolha materiais e recursos adequados à sua casa e quintal. Se você tiver espaço limitado, ainda poderá incluir um pequeno elemento aquático, como uma fonte de parede ou um bebedouro para pássaros. Os assentos de bistrô podem ser substituídos por móveis maiores. Um pequeno caramanchão ou treliça pode substituir uma pérgula de tamanho normal. Considere o estilo. Certifique-se de que os materiais, esquema de cores, plantas e acessórios sejam compatíveis com a fachada da sua casa. Combine elementos mediterrâneos com toques locais para dar à sua paisagem uma sensação de lugar. Os jardins mediterrânicos caracterizam-se por elementos específicos que se integram na paisagem. Incorpore quantos desses recursos desejar em seu quintal. Sombra. Locais para fugir do calor do sol são essenciais nas paisagens mediterrânicas. As pérgulas são uma característica comum, uma extensão elegante da casa que proporciona sombra e um espaço íntimo para refeições ou descanso ao ar livre. Outros recursos de sombra podem incluir um pátio, varanda, guarda-sol, pano de sombra ou uma grande árvore. Estruturas abertas permitem melhor circulação de ar e resfriamento. Água. A água é um componente importante dos jardins mediterrâneos, uma contrapartida refrescante da paisagem ensolarada. O som da água em movimento e a qualidade reflexiva são calmantes e revigorantes, proporcionando um refúgio para pássaros, insetos benéficos e

Projeto ,Construção ,Desenho ,manutenção de áreas verdes

Jardim Xerófito É o novo proprietário de uma moradia ou apartamento com terrace, e gostava de ter um jardim mas não tem muito tempo para cuidar dele? Já ouviu falar num jardim xerófilo? O recurso à utilização de plantas rústicas ou xerófilas é uma boa forma de conseguir um jardim agradável e bonito e de baixa manutenção. Porque ter um Jardim xerófilo? Os jardins xerófilos são jardins constituídos por plantas naturalmente adaptadas a condições áridas, ou seja, onde a disponibilidade de água é limitada. Na natureza estes surgem naturalmente em zonas rochosas ou/e declivosas, com pouca água e baixa quantidade de nutrientes. Assim, estas espécies surgem frequentemente em climas secos, de baixa precipitação, como é o caso do clima mediterrânico. Estes jardins têm vindo a ser utilizados como uma forma de reduzir os custos de manutenção do jardim. As plantas xerófilas que os constituem requerem menos rega, e resistem a condições adversas de seca. Além da sua funcionalidade adaptada ao clima, os jardins xerófilos possuem uma beleza natural, onde prevalecem os verdes secos e acinzentados da folhagem como pano de fundo para a floração bastante colorida, que varia entre os brancos, amarelos, rosa e lilás. Que plantas utilizar? As plantas resistentes à seca podem ser facilmente identificadas pelas suas caraterísticas fisionómicas, isto é, as folhas tendem a ser mais pequenas, espessas e rijas ou transformadas em agulhas. E podem apresentar pequenos pelos. Além disso tendem a libertar fragrâncias agradáveis, uma vez que os seus óleos essenciais tendem a volatilizar pela exposição directa ao sol. E não esqueçamos claro as plantas suculentas ou catos, como o Agave ou o Aloe, que acumulam reservas de água nas suas folhas e caules. Os arbustos e herbáceas ornamentais que se seguem são resistentes à seca , e podem ser combinados para criar um jardim belo e funcional: Milefólio (Achillea sp) Tomilho (Thymus sp.) Cebolinho (Allium sp.) Salvia espanhola (Salvia lavandulifolia) Erva-de-São-João (Artemesia sp.) Salvia de Jerusalém (Phlomis fruticosa) Trovisco macho (Euphorbia characias) Marcetão (Santolina sp.) Sanganho ou Rosêlha (Cistus sp.) Sargaço branco (Teucrium fruticans) Alfazema (Lavandula sp.) Stipa (Stipa calamagrostis) Lava-garrafas (Callistemon citrinus) Alecrim (Rosmarinus officinalis) Urze (Erica sp.) Queiró (Calluna vulgaris) Avena azul (Helictotrichon sempervirens) Esparto (Stipa tenuissima) O jardim xerófilo português Felizmente em Portugal possuímos algumas plantas nativas adaptadas a condições de seca e que podem ser facilmente utilizadas como plantas ornamentais nos nossos jardins. Entre as já acima mencionadas como as Alfazemas e os Tomilhos, podemos considerar a Oliveiras (Olea Europaea), o Medronheiro (Arbutus unedo), o Loendro (Nerium oleander), o Sobreiro (Quercus suber) e o Teixo (Taxus baccata). Lembre-se: jardins de manutenção reduzida é diferente de ausência de manutenção. Jardins bem cuidados e bonitos necessitam sempre de atenção e se planear um fosse fácil, qualquer um conseguia fazê-lo. É necessária sabedoria, criatividade e experiência para se obterem bons resultados. Fale com a Ecossistemas e ajudaremos a criar o jardim dos seus sonhos. www.ecossistemas.com www.ecoviveiros.com Luis Miguel Piedade

DICAS PARA AJUDAR SEU JARDIM A SOBREVIVER À SECA DO VERÃO

DICAS PARA AJUDAR SEU JARDIM A SOBREVIVER À SECA DO VERÃO Descubra técnicas de jardinagem tolerantes à seca que ajudarão seu jardim a superar as restrições hídricas Há muitos anos que temos tido secas graves e, recentemente, vivemos secas com registos na história nesta área. Projeto de jardim O jardim de brita ou seixo de rio foi originalmente planejado como um dissipador de calor para reter o calor do sol e irradiá-lo de volta para as plantas que não cresciam bem no vale sombreado do rio. Aqui, os tons amarelo e laranja do mil-folhas se misturam com a lavanda, o tomilho e os globos bordô do Allium sphaerocephalon. A mistura do solo é metade brita e metade argila argilosa. A maioria das plantas foi plantada durante o verão da pior seca. Trabalhamos muito para estabelecê-los, antes que as restrições ao uso da água entrassem em vigor. Um ano depois, nós descobrimos que o jardim não precisará mais ser regado, graças à tolerância das plantas. Isto, claro, a menos que a região sofra ainda outra seca mais grave. ADAPTAR-SE PARA SOBREVIVER Grande parte do país sofreu períodos de seca semelhantes no passado recente, especialmente no Algarve, Alentejo, Andaluzia e outras zonas, onde foram aplicadas restrições drásticas à água, levando a batalhas contínuas sobre quem fica com o abastecimento limitado ,pois não temos agua e as plantas ficaram com poucas reservas dos invernos secos . Nunca reguei o relvas resistentes tipo grama – escalracho ou kikui . Podem aguentar a seca. Estes tipos de relva ficam dormentes durante os períodos de seca. Não se parece com um putting green. É uma mistura de qualquer coisa que tolere o corte . A maioria de suas plantas são o que as pessoas compram herbicidas para matar em seus gramados. Coloquei as lâminas do cortador no alto e, ao não ensacar os recortes, deixei-os voltar para o gramado. (Descubra outras alternativas como a zoytsa ecologicamente corretas.) E cuidado na altura dos cortes e na fertilização são os fatores determinantes de boa saude para tolerar períodos de seca. ESTRATÉGIAS DE SOLO Ao lidar com a seca, a minha principal estratégia é colocar a água no solo, mantê-la ali e mantê-la no solo durante o maior tempo possível por tal é muito variável conforme o solo de determinada zona e aconselho a fazer analises ao mesmo e á água. Para manter o solo fresco e húmido, eu aplico cobertura morta. Até mesmo o jardim de cascalho, brita ou de inertes tem cobertura morta - uma camada de pedra britada sobre o solo. Os outros canteiros são cobertos principalmente com folhas picadas ou biomassa, estilha. Em alguns lugares, para suprimir ervas daninhas, coloco papelão ondulado húmido, que está sempre em abundância, e cubro com folhas picadas ou lascas de madeira. Existem também outras formas de proteger o solo. Por exemplo, a entrada da minha garagem é de cascalho em vez de asfalto para permitir que a água penetre na terra. Não existe pedra argamassada pelo mesmo motivo. Os pavimentos, onde existem, são colocados na areia. ENTREGUE ÁGUA ÀS RAÍZES A maioria das plantas adoraria um centímetro de água por semana, mas seria difícil abastecê-la com uma mangueira de jardim ou um pulverizador portátil. A rega por cima geralmente leva a uma grande perda por evaporação. Esta irrigação superficial pode fazer mais mal do que bem porque estimula o crescimento das raízes perto da superfície do solo, onde são mais suscetíveis aos danos da seca. É por isso que coloquei uma mangueira de imersão no solo (enterrada até 7 centímetros de profundidade) sempre que possível. Isso fornece umidade diretamente às raízes, onde é necessária. As plantas não são derrubadas pelo peso da água ou pela força dos aspersores de impulso pulsantes. Rega gota a gota em lugar da aspersão ou da pulverização veio dar lugar a novos sistemas mais controlados em termos de debito ou consumo com auto compensantes e reguladores de caudal com alarmes de fugas. A manutenção ou conservação destes espaços passou a ser primordial em termos de registos para que se consigam detetar fugas de água. O controlo de rega em termos de programadores teve em parte algum desenvolvimento em termos de programação á distancia e gestão, mas fraco no que toca em termos de fugas e poupança de água não estando a acompanhar as questões de seca. Tudo em parte passa pela forma como modelamos o terreno em que criamos bolsas naturais de retenção de água de forma que as poucas chuvas consigam alimentar a vegetação e não esquecendo o armazenamento com capacidade de forma a ser autossuficiente como ainda o Quando vimos grandes limpezas de arvores e palmeiras como terrenos e linhas de água afinal são esses os fatores que quebram a natureza natural de subsistência dos ecossistemas. tratamento de águas de origem de várias partes da casa, existindo já sistemas evoluídos nesse campo. Voltar-nos para relvados artificiais e como esconder o sol com a peneira afinal a sua produção não deixa de ser inimiga do ambiente e obriga em parte á impermeabilização do terreno. Conclusão que posso seguramente indicar e aconselhar os profissionais do setor devem ser valorizados de uma forma que seja garantida todos os fatores na escolha desde o aproveitamento de todos os pontos a quando do projeto do seu jardim, construção e a manutenção cada vez mais são um ecossistema que se torna como uma caixa de lego em que todas as peças se interligam em si de forma que lhe garantam todos os € que investiu. Cada vez mais procure um profissional do ramo.

OS JARDINS PUBLICOS MAIS PREMIADOS

Ecossistemas projecto e construção Jardins premiados Cinco jardins portugueses entraram na lista dos melhores espaços verdes do mundo. O programa Green Flag Award considerou o Jardim Botânico do Porto, o Parque da Cidade e o Jardim do Passeio Alegre, no Porto (novamente, depois dos títulos em 2019 e 2020), bem como o Parque Aventura e Trilho Ecológico, em Baguim do Monte, e o Jardim do Monte Latito, em Guimarães, como cinco dos mais belos e interessantes do mundo Jardim do Monte Latito Bem a Norte, na cidade de Guimarães, o Jardim do Monte Latito foi um dos cinco jardins portugueses consagrados na lista dos melhores do mundo. E não restam dúvidas do porquê da sua inclusão. Bem próximo do centro da cidade, e do histórico Castelo de Guimarães, este espaço verde dá aos vimaranenses um amplo e rico local para praticar exercício ao ar livre, ou simplesmente para passear e descansar a alma. Nele, para além do Castelo, o Paço dos Duques de Bragança e a Igreja de São Miguel são também dois interessantes locais a visitar. Parque Aventura e Trilho Ecológico Em Baguim do Monte, a cerca de 12 quilómetros da cidade do Porto, o Parque Aventura da Lipor é um dos chamarizes ‘verdes’ de Gondomar, com espaços para a realização de atividade física. O parque tem uma história curiosa, nascendo do aproveitamento de 19 hectares que, nos anos 70, formavam o aterro sanitário de Baguim do Monte. Hoje em dia, as atividades são variadas, desde o Parque Radical até ao Circuito de Arborismo, passando pelo Parque Infantil, Campo de Minigolfe, Trilho Ecológico, Mini Campo de Futebol e até uma Banca de Gelados para os mais novos. O espaço preocupa-se também com a salvaguarda e a manutenção da biodiversidade, focando-se no vizinho rio Tinto. Jardim do Passeio Alegre A caminho da Foz do Douro, um espaço verde nas bordas do rio capta sempre o olhar dos visitantes. O jardim do Passeio Alegre, com os seus icónicos bancos vermelhos e alta vegetação, à beira-rio, é o local ideal para parar, pensar e refletir. Para descansar, para escrever e para respirar a maresia que se mantém bem perto. Projetado pelo arquiteto paisagista Émile David, este espaço de cerca de 4 hectares é a porta de entrada para a pitoresca zona da Foz. Jardim Botânico do Porto Na zona Oeste da cidade do Porto, perto das Faculdades de Ciências, Arquitetura e Letras da Universidade do Porto, o Jardim Botânico da cidade é, por excelência, o sítio para estudantes – e não só – recarregarem baterias, por entre uma rica diversidade de jardins. A imponente Quinta do Campo Alegre (ou Casa Andresen) marca a pauta arquitetónica do jardim e serve de postal para o mesmo. É, aliás, figura presente na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, que viveu nesta casa durante a sua infância, e que a imortalizou na sua obra O Rapaz de Bronze. Parque da Cidade Localizado na fronteira entre o Porto e Matosinhos, o Parque da Cidade é o pulmão verde desta capital a Norte. Biodiversidade, um pitoresco lago e muito, muito espaço para caminhar e fazer desporto são as principais características deste espaço, que se alonga, por entre a Estrada da Circunvalação e a Avenida da Boavista, até ao mar. A fauna e a flora do parque é especial e única, garantindo um espaço ideal para piqueniques e passeios, tanto no inverno como no verão. No mês de maio, milhares de estudantes invadem o Parque, nomeadamente na zona do Queimódromo, onde todos os anos ocorre a Queima das Fitas da Federação Académica do Porto.

Universidade de Évora desenvolve projeto para criar jardins sustentáveis

A ideia é usar plantas autóctones, mas mais resistentes ao calor e aos longos períodos de seca. Carla Pinto Cruz, Professora do Departamento de Biologia e investigadora no MED da Universidade de Évora (UÉ) lidera este projeto de conservação e gestão do património natural, que tem como finalidade impulsionar o uso de plantas autóctones nos espaços verdes de localidades do Alentejo Central, mas que pode ser replicado em todo o território nacional. O Sargaço (Cistus monspeliensis), a Roselha-grande (Cistus albidus), o Rosmaninho (Lavandula pedunculata), o Pilriteiro (Crataegus monogyna) ou a Gilbardeira (Ruscus aculeatus) são apenas alguns exemplo de espécies nativas que a equipa de investigadores vai usar em espaços verdes no âmbito do projeto “Plantas Nativas na Cidade – Repensar os espaços verdes urbanos”, financiado no valor de 37 903,02€ pelo Fundo Ambiental e inserido no Programa de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, do Ministério do Ambiente. Desenvolvido em colaboração com a CIMAC (Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central), este projeto inclui uma equipa multidisciplinar com competências nas mais variadas áreas técnico-científicas, e conta com a cooperação da empresa Sigmetum, produtora de espécies nativas, e dos vários Municípios envolvidos. “É para nós claro que a utilização de recursos vegetais próprios apresenta diversas vantagens e permite aumentar a resiliência e sustentabilidade dos nossos espaços verdes, o que é especialmente pertinente na realidade atual de intensificação das alterações climáticas” sublinha a investigadora Carla Pinto Cruz. O objetivo é melhorar o conhecimento e o estado de conservação do património natural e da biodiversidade da região e poder aplicar um modelo de desenvolvimento, gestão e valorização de territórios com um elevado capital natural, como as matas, os jardins ou outras estruturas ecológicas com funções paisagísticas urbanas indispensáveis ao bem-estar e qualidade de vida das pessoas que habitam a cidade e respetivas zonas periurbanas. Com atuação já iniciada em Évora, estas ações envolvem os municípios de Montemor-o-Novo, Estremoz, Mourão e Redondo, com foco na requalificação de diversos espaços verdes, atualmente dominados por espécies exóticas, e desta forma promover ações de sensibilização junto dos cidadãos e dos técnicos com o propósito de alertar para a necessidade de formar as Organizações Não Governamentais de Ambiente, as Comunidades Intermunicipais e as Associações de Municípios, que de outro modo, não teriam capacidade nem suporte financeiro para executar este tipo de atividades impulsionadoras do debate em torno desta problemática. Para Teresa Batista, (CIMAC, e docente da UÉ), este projeto “tem um enorme potencial de replicação não só nos 14 municípios do Alentejo Central, mas em todo o continente”, e responde ao delineado no Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas no Alentejo Central (PIAAC-AC) elaborado em 2018, que aponta medidas para a racionalização do uso dos recursos hídricos e a manutenção da biodiversidade, “em especial no Alentejo mas em todas as áreas do Mediterrâneo” onde se prevê até ao final do século “o agravamento das condições de seca e o aumento de fenómenos extremos como chuvas torrenciais e ondas de calor” recorda Teresa Batista, considerando ainda que o uso das espécies autóctones nas zonas verdes urbanas “afigura-se como a solução adequada, uma vez que se tratam de espécies adaptadas e mais resilientes a condições extremas e com menores necessidades de irrigação”. Por sua vez a Anabela Belo, Professora do Departamento de Biologia e investigadora no Instituto Mediterrâneo para Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED), esclarece que a inclusão de zonas verdes em espaços urbanos, sobretudo se as plantas forem nativas, “é uma maneira de promover ligações entre as manchas maiores de paisagem que rodeiam as cidades” e deixa-nos o cenário: “Imagine-se que a cidade é um lago, as construções a água e, a ligar uma margem do lago à outra, existem pequenas pedras fora de água. Os jardins são essas pedras. Ao utilizar espécies de plantas nativas no desenho desses jardins, tornamo-los particularmente importantes para a conservação das nossas plantas, sobretudo para as que estão ameaçadas, mas também para todos os seres vivos que vivem com elas desde sempre”. No que respeita ao Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento da UÉ, Paula Simões e Rute Sousa Matos frisam que “projetar com espécies nativas em espaço urbano é educar as comunidades e os políticos, para uma forma de arte que põe em evidência a sazonalidade e que contribui para a consolidação da Estrutura Ecológica” sublinham, salientando ainda o facto que, desta forma “estamos a promover a biodiversidade e a sustentabilidade”. Numa vertente mais ligada à área da biologia a investigadora do MED da UÉ, Catarina Meireles acresce que “os problemas ambientais decorrentes da utilização de espécies vegetais exóticas tanto em meios urbanos, como em meios rurais, são vários. A maioria das espécies utilizadas é muito exigente em água e o seu cultivo implica a utilização de grandes quantidades de fertilizantes, herbicidas e inseticidas”, destaca a investigadora referindo que “o elevado consumo de água associado à manutenção destas espécies, tem um grande impacto, sobretudo na região mediterrânica, onde a escassez de água é um problema cada vez mais grave”. Outro aspeto realçado por Catarina Meireles é o facto de algumas destas espécies competirem com a flora autóctone, “muitas delas tornam-se invasoras e conseguem proliferar quase sem controlo passando a representar uma ameaça para as espécies nativas, para a diversidade e equilíbrio dos ecossistemas”. O facto de estas espécies serem importadas de outros países podem ainda “potenciar a introdução de novas pragas e doenças” alerta a investigadora. As principais intervenções do projeto têm em vista a seleção e promoção da produção de plantas nativas, tal como indicado, espécies com interesse de conservação, e a requalificação de espaços verdes urbanos através de plantas com valor estético, ecológico e interesse paisagístico. Para tal serão realizados workshops para capacitação dos profissionais dos Municípios do Alentejo Central e serão produzidos materiais técnicos e didáticos que contribuam para a divulgação, sustentabilidade e replicação deste tipo de iniciativas. Esta iniciativa possibilitará a conservação de espécies e habitats protegidos, através de um aumento da biodiversidade nativa, que permitirá não só reduzir o consumo de água e utilização de fitofármacos como potenciará a sustentabilidade e resiliência destes espaços face às alterações climáticas iminentes. Prevê-se também uma melhoria na gestão económica em consonância com as políticas ambientais nacionais estabelecidas com a União Europeia, em particular com a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030), criada com o intuito de estancar a perda da biodiversidade nacional, aprofundando a sua conservação e utilização sustentável e promovendo a respetiva valorização, apropriação e reconhecimento pelos diversos agentes responsáveis e pela sociedade.

Not Just Library – Bathhouse Garden


















 It is not just a library but a garden as well.”  Have a private talk with a garden.

Located in the north of the tobacco factory, “Not Just a Library” is set in a renovated women’s bathhouse. As you look through the semicircular window, a sunken garden stands ahead of you.

Since the factory ceased to produce cigarettes in 1998, a large area of the garden has become dominated by volunteer coconut trees. As hard as concrete, their roots are intertwined with underground structures from different eras. We hope to employ a different method to build a connection with past textures of space and bring a new sensory experience — a close contact with time and space.

The inner space of the garden has a private and tranquil atmosphere. The texture of time is imprinted on the surrounding walls, letting go of superfluous expressions, and anti avant garde materials that urge people to consciously let go of superfluous things.

The branches and leaves spreading upward, up to four meters high, spreading out a touch of light in between, and the sun shone and shone among the translucent green leaves of the treetop. The mixed plants are juxtaposed and blended with the historical wall. Different levels of greenery are set against the ash of the gravel. In this simple and harmonious space, light, shadow and form all show graceful temperament.

Simple and plain furniture provides a cozy place for visitors to stay for a while. Enjoying the slow pace of life in the garden is how the pace in the bathhouse used to be. Bathing in the atmosphere brings a totally different reading experience. At night, when the trees and flowers are illuminated by floor lamps, the garden seems to be immersed in a mysterious and silent world, quietly revealing the history.

It is with hope that words are seen as mist and knowledge is seen as water, to represent the spirit of bathing: thoughts, considerations and self-growth of gratitude to be transformed into the cultural heritage and radiate outward.

Website: http://www.motifla.com.tw/

Other designers involved in the design of landscape (architects and landscape architects):

Client: Taiwan Design Research Institute

Interior Designers: J.C. Architecture

Photography: Slow Geng

Project location (Street, City, Country): Songshan Cultural and Creative Park, Xinyi District, Taipei City 11072, Taiwan

Design year: 2020/02-2020/04

Year Built: 2020/06



Direitos de Autor - Projectos de Arquitectura paisagista

Direitos do Autor de Projecto de Arquitectura na Execução da Obra

Segundo o estabelecido no artigo 1.º do Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC), consideram-se obras as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, por qualquer modo exteriorizadas que, como tais, são protegidas nos termos daquele código, incluindo-se nessa protecção os direitos dos respectivos autores. De acordo com o disposto no artigo 9.º do CDACD, o direito de autor abrange direitos de carácter patrimonial e direitos de natureza pessoal, denominados direitos morais (n.º 1). No exercício dos direitos de carácter patrimonial, o autor tem o direito exclusivo de dispor da sua obra e de fruí-la e utilizá-la, ou autorizar a sua fruição ou utilização por terceiro, total ou parcialmente (n.º 2). Independentemente dos direitos patrimoniais, e mesmo depois da transmissão ou extinção destes, o autor goza de direitos morais sobre a sua obra, nomeadamente o direito de reivindicar a respectiva paternidade e assegurar a sua genuidade e integridade (n.º 3). 
O direito do autor pertence ao criador intelectual da obra, salvo disposição expressa em contrário (artigo 11.º). A titularidade do direito de autor relativo a obra feita por encomenda ou por conta de outrem, quer em cumprimento de dever funcional quer de contrato de trabalho, determina-se de harmonia com o que tiver sido convencionado. Na falta de convenção, presume-se que a titularidade do direito de autor relativo a obra feita por conta de outrem pertence ao seu criador intelectual (artigo 14.º). 
Portanto, só quando tiver sido convencionado o contrário (com a entidade que encomendou o projecto ou para quem trabalha no regime de contrato de trabalho ou de dever funcional), é que o autor deixa de ser titular dos direitos de autor sobre a obra (projectos ou outras). Nos termos do artigo 60.º, n.º 1, o autor de projecto de arquitectura ou de obra plástica executada por outrem e incorporada em obra de arquitectura, tem o direito de fiscalizar a sua construção ou execução em todas as suas fases e pormenores, de maneira a assegurar a exacta conformidade da obra com o projecto de que é autor. 
Quando edificada segundo projecto, não pode o dono da obra, durante a construção nem após a conclusão, introduzir nela alterações sem consulta prévia ao autor do projecto, sob pena de indemnização por perdas e danos (n.º 2). Não havendo acordo, pode o autor do projecto repudiar a paternidade da obra modificada, ficando vedado ao proprietário invocar para o futuro, em proveito próprio, o nome do autor do projecto inicial (n.º 3). Em cada exemplar dos estudos e projectos de arquitectura e urbanismo, junto ao estaleiro da construção da obra de arquitectura e nesta, depois de construída, é obrigatória a indicação do respectivo autor, por forma bem legível. (art.os 56.º e 161.º, n.º 1, do CDADC). 
Também nos termos do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 177/2001, de 4 de Junho, nomeadamente no artigo 61.º, está previsto que os titulares da licença ou autorização de construção (portanto, obras de criação de novas edificações), são obrigados a afixar uma placa em material imperecível no exterior da edificação, ou a gravar num dos seus elementos exteriores, com a identificação dos técnicos autores do respectivo projecto de arquitectura (e também, neste caso, do director técnico da obra). 
A repetição da construção de obra de arquitectura, segundo o mesmo projecto, só pode fazer-se com o acordo do autor (art.os 68.º n.º 2, alíneas f) e j) e 161.º n.º 2, do CDADC). Quando edificada segundo projecto, encontra-se condicionada a possibilidade de, durante a construção e após a sua conclusão, o dono da obra introduzir alterações na mesma à obrigação de consulta prévia ao autor do projecto. A consequência do incumprimento desta condição (consulta) gera a responsabilidade civil do dono da obra pelas perdas e danos sofridos pelo autor do projecto (artigo 60.º, n.º 2 do CDADC e 483.º e seguintes do Código Civil, em especial o artigo 496.º, para os danos não patrimoniais ou morais). 
Como ensina o Professor José de Oliveira Ascensão*, no conflito entre o direito ao projecto, cuja modificação teria de se realizar, e o direito de propriedade sobre o suporte, o edifício, este prevalece. Face à lei portuguesa, obra de arquitectura não é apenas o projecto mas também o edifício, havendo, assim, que conciliar o direito do autor do projecto com a propriedade, que não pode ficar dependente do arbítrio daquele durante toda a sua existência. Uma vez cumprida a consulta prévia do autor do projecto, o dono da obra pode, ainda que o autor do projecto não esteja de acordo com as alterações pretendidas, introduzi-las na obra arquitectónica, sendo conferido ao autor do projecto o direito de dele se desvincular, renegando a paternidade da obra alterada e impedindo o dono da obra de usar o nome do autor do projecto inicial (entenda-se não como renúncia ao direito de autor que está adquirido, e não se perde pelo facto das modificações, pois a obra modificada ainda é a mesma obra, por aplicação do n.º 2 do artigo 2.º, mas apenas como proibição de invocação do nome do autor pela outra parte. 
O autor do projecto de arquitectura pode, a todo o tempo, voltar a considerar a obra como sua). É, portanto, lícito ao proprietário a modificação, doutra maneira o direito do autor do projecto seria o de se opor à modificação, o que foi justamente o que o legislador quis afastar. A lei não confere ao autor do projecto inicial de arquitectura um exclusivo no projecto de modificações. 
Assim, pode o dono da obra, consultado o autor do projecto inicial, decidir prosseguir a obra com outro técnico que possa elaborar e subscrever projectos de arquitectura. A substituição do autor do projecto (e também do director técnico da obra) está também prevista no RJUE (leitura a contrario da alínea o), do n.º 1, do artigo 98.º). Atenta a natureza específica do projecto arquitectónico que tem em vista a realização de uma obra cuja utilidade e fruição serão do dono da obra, a lei prevê uma protecção daquela obra intelectual e artística que não é absoluta, mas temperada pela vocação utilitária dos edifícios em que é necessário conciliar o mérito criador do autor do projecto com o específico interesse que a obra tem para os seus destinatários concretos (os proprietários). Assim, não se encontra vedada a introdução, pelo dono da obra, de alterações na obra projectada, desde que cumprido o ónus de consultar previamente o autor. A tutela penal do projecto arquitectónico encontra-se, no que ao crime de violação de direito moral (art.º 198.º) respeita, sujeita a pressupostos objectivos: 
- alguém arrogar a paternidade de um projecto que sabe não lhe pertencer; 
- o atentado contra a genuinidade ou integridade do projecto, pela prática de acto que desvirtue a obra; e 
- que o atentado possa afectar a honra ou reputação do autor. 
Portanto, exige-se que as alterações introduzidas, pela sua relevância no conjunto em que se inserem, provoquem dano ou desfiguração tal do projecto que este possa considerar-se afectado nas suas qualidades ou características mais marcantes. Não se verificando tais pressupostos (desvirtuamento da obra e honra ou reputação do autor afectadas) não se configurará crime de violação de direito moral. 
O legislador quis dotar a tutela penal de um requisito acrescido relativamente à tutela civil - a necessária implicação da alteração do projecto com a honra ou reputação do autor do mesmo. O Estatuto da Ordem dos Engenheiros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/92, de 30 de Junho, determina, na parte respeitante à deontologia profissional, que o Engenheiro: - só deve assinar projectos de que seja autor ou colaborador (art.º 88.º, n.º 5); 
- apenas deve reivindicar o direito de autor quando a originalidade e a importância relativas da sua contribuição o justifiquem, exercendo esse direito com respeito pela propriedade intelectual de outrem (art.º 89.º, n.º 2); 
- deve recusar substituir outro Engenheiro, só o fazendo quando as razões dessa substituição forem correctas e dando ao colega a necessária satisfação (art.º 89.º, n.º 5). A violação culposa daqueles deveres será considerada infracção disciplinar e o Engenheiro poderá ser punido disciplinarmente, após instauração do competente processo disciplinar. Tem sido jurisprudência dos órgãos disciplinares da Ordem dos Engenheiros considerar que, para os efeitos previstos no artigo 89.º, n.º 5, do Estatuto, o termo “colega” poder ser extensivo aos arquitectos. 
Face ao exposto, poder-se-ão extrair algumas conclusões: 
1 - Os direitos do autor de projecto de arquitectura são direitos específicos dentro do esquema do Código. 
2 - O autor do projecto tem o direito a fiscalizar a obra em todas as fases e pormenores, de maneira a assegurar a exacta conformidade da obra com o projecto de que é autor. 
3 - O dono da obra pode introduzir alterações na obra projectada desde que cumprido o ónus de consultar previamente o seu autor. 
4 - As alterações ilícitas (sem o acordo do autor) introduzidas no projecto arquitectónico permitem ao autor desvincular-se do projecto, rejeitando a sua paternidade e confere-lhe o direito a ser indemnizado pelos danos sofridos (patrimoniais e não patrimoniais). 
5 - Para terem relevância criminal (permitir a condenação pela prática de um crime) as alterações ilícitas introduzidas têm de atentar contra a genuinidade ou integridade do projecto (prática de acto que desvirtue a obra) e que afectem a honra ou reputação do autor (por exemplo, o autor ver o seu nome falado, comentado ou envolvido em polémica devido ao efeito das alterações no projecto). 
6 - A violação dos deveres deontológicos é punida disciplinarmente. 


Bibliografia e Jurisprudência: 
  • Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de Março, e alterado pelas Leis n.os 45/85, de 17 de Setembro, 114/91, de 3 de Setembro, pelos Decretos-Leis n.os 332/97 e 334/97, ambos de 27 de Novembro, e pela Lei n.º 50/2004, de 24 de Agosto.
  • Direito Civil - Direito de Autor e Direitos Conexos - Prof. Doutor José de Oliveira Ascensão, Coimbra Editora, 1992.
  • Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos - Anotado pelo Dr. Luiz Francisco Rebelo - 2.ª edição, Âncora Editora, 1998.
  • Código Civil – edição DisLivro, 2002.
  • Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, e alterado pelo Decreto-Lei n.º 177/2001, de 4 de Junho.
  • Estatuto da Ordem dos Engenheiros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/92, de 30 de Junho.
  • Jurisprudência do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Engenheiros, 2003.
  • Acórdão do Tribunal da Relação de Évora, de 26/2/1991 (integra o crime de contrafacção o facto de um autor de um projecto de arquitectura apresentar como seu um projecto de construção de uma casa decalcado de outro projecto elaborado por outro autor, sem o assentimento deste).
  • Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça - STJ, de 29/9/1993 (usurpação de obra artística - projecto de loteamento).
  • Acórdão do STJ, de 16/3/2000 (violação do direito moral de autor - pedido de parecer e estudos prévios sobre a viabilidade técnica e económica da solução contida numa proposta de concepção urbanística e arquitectónica sem autorização e conhecimento do seu autor).
  • Acórdão do STJ, de 11/4/2002 (contratos de projecto de arquitectura autónomos).


*Direito Civil – Direito de Autor e Direitos Conexos - Coimbra Editora, 1992.


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Cor do Ano é a ULTRA VIOLETA





Cor do Ano é a ULTRA VIOLETA 

Está dado o mote cromático para 2018, depois de para 2017 ter sido escolhido um verde carregado de optimismo, para o próximo ano a escolha recai sobre o Ultra Violeta, cor da criatividade e da exploração. A escolha é anunciada pela Pantone como provocadora por não ser necessariamente uma cor consensual mas na mesma nota são destacados os valores que fazem desse paradoxo entre a provocação e o consenso um dos principais motivos para o mérito da escolha. Numa nota mais emotiva, Leatrice Eiseman, Directora Executiva do Instituto Pantone para a cor, explicita-o: “Vivemos em tempos que requerem intervenção e imaginação,” apontando o ultra violeta como a cor ideal para inspirar o salto criativo de que a humanidade precisa para continuar a sua evolução social. “Desde explorar novas tecnologias e grandes galáxias, até à expressão artística e à reflexão filosófica, o ultra violeta ilumina o caminho do que está para vir.”



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Sinais de sede
A quantidade de água consumida pela relva é função directa da temperatura. A rega deve permitir o fornecimento de água suficiente às plantas que compõem o seu relvado para compensar o que estas perdem por transpiração. Quando tal não acontece o seu relvado dá-lhe sinal, tanto mais rápido quanto maior for a capacidade intrínseca das espécies que compõem o seu relvado, de se protegerem e resistir à seca pela rápida entrada em dormência.
O primeiro sinal que a relva lhe dá que tem sede é o enrolamento das folhas, expondo a página inferior, as costas da folha. Este é o fenómeno que faz com que o seu relvado fique com manchas de um tom de verde mais escuro assim que a rega não é suficiente. Se as manchas não forem generalizadas a primeira atitude a tomar é verificar o funcionamento dos aspersores/pulverizadores responsáveis pela rega dessas zonas, tanto quanto a regulação, quanto a limpeza dos filtros.
Se estiver tudo a funcionar, então o mais provável é que estas manchas ocorram nas zonas mais afetadas pelo vento e/ou em zonas onde o recobrimento pelos vários aspersores/pulverizadores que se cruzam, é mais fraco. Nesse caso é aconselhável o aumento do tempo de rega, por forma a que o aumento da dotação de rega seja de dois milímetros, no ciclo de rega que estiver em funcionamento.
Pormenores (de escolha) que fazem a diferença
É muito importante conhecer o seu sistema de rega, não deixe que lhe falem de rega em unidades de tempo em vez de quantidade de precipitação. Se tiver, por exemplo, aspersores com precipitação de 13 mm/hora isto significa que estes têm a capacidade de debitar 13 litros de água/m2/hora. Se tiver pulverizadores com precipitação de 40mm/hora então estamos a falar de débitos de 40 litros de água/m2/hora. Regar, por exemplo, 10 minutos com um sistema ou com outro não é bem a mesma coisa.
Deve escolher as horas de rega por forma a evitar que o relvado fique com humidade nas folhas durante a noite, já que neste caso está a proporcionar condições altamente favoráveis aos fungos para o seu desenvolvimento. As melhores alturas do dia para regar são pouco antes do nascer do sol e ao fim da tarde, ainda com suficiente número de hora de sol para secar a água nas folhas.
Em dias muito quentes, um disparo do sistema de rega, durante apenas o tempo suficiente para uma volta completa dos aspersores ou para que os pulverizadores atinjam a sua pressão de funcionamento é suficiente, feito no período de maior calor (entre as 12 e as 14 horas) é fundamental para baixar a temperatura do relvado e evitar os danos causados pelas altas temperaturas.