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Jardim sensorial — apurando os cinco sentidos

Jardim sensorial — apurando os cinco sentidos Um jardim pode (e deve) ser vivido com cada um dos seus sentidos Que os jardins têm uma função terapêutica intrínseca tanto ao cultivá-lo quanto ao apreciá-lo, ninguém duvida. O que poucos se dão conta é que essa experiência pode tornar-se palpável, visível e sentida de forma literal se o ambiente for planejado para ser inclusivo. Crianças, idosos, portadores de deficiências motoras ou visuais, todos podem se beneficiar das diversas “belezas” contidas em um jardim pensado para ser visto, tocado, cheirado e até consumido! Os caminhos do jardim sensorial precisam estimular os passos e privilegiar as planícies, sem muitos desníveis. São altamente recomendáveis espaços para a contemplação, com bancos estrategicamente colocados para que os visitantes possam curtir a harmonia da paisagem. É preciso cuidado com as plantas escolhidas para este tipo de jardim: espécies tóxicas devem ser evitadas. No mais, um paisagista saberá quais espécies utilizar e como harmonizar isso em um espaço inclusivo. Para estimular o olfato, pode-se optar por plantas que tem no aroma sua principal característica, como a lavanda (Lavandula stoechas) e a madressilva (Lonicera periclymenum). O tato precisa de folhas e flores aveludadas e coriáceas, sensíveis ao toque: a espada-de-são-jorge (Sanseveria trifasciata) e a nandina (Nandina domestica) são boas opções. O paladar requer uma junção com o toque e pode ser vivenciado com ervas aromáticas como o manjericão (Ocimum basilicum), o alecrim (Rosmarinus officinalis) e a cebolinha (Allium shoenoprasum). A audição pode sentir desde o silencioso murmúrio do farfalhar das folhas até o trinar dos pássaros canoros atraídos pelo jardim. O barulho gerado pela água em cascatas artificiais, fontes ou em um espelho d’água com espécies de plantas aquáticas como a ninfeia (Nymphaea odorata) Todo este conjunto harmonioso deixará os visitantes deslumbrados e vivenciando cada centímetro daquela impressionante experiência no formato de um belo jardim! Os nossos sentidos são mais diversos do que temos consciência. A perceção do mundo à nossa volta é um tanto complexa e interessante. Por isso, essa interação sensorial, quando estimulada, conecta-nos a lembranças do passado, aflorando em nós sentimentos de alegria ou de angústia, ou até mesmo uma saudade imensa de um tempo que nos marcou de alguma forma. Ao mesmo tempo, pode nos provocar sensações reais de prazer, incômodas ou até mesmo de calma, transportando-nos para experiências intensas. Agora, imagine o que um jardim sensorial pode proporcionar para nossa mente e corpo? Na verdade, o objetivo de um jardim sensorial, diferentemente de um tradicional, é oferecer uma experiência mais rica e terapêutica aos seus frequentadores, com diferentes necessidades ou não. Mas quais são as diferenças entre um jardim sensorial e um comum? Qualquer jardim é um espaço onde, naturalmente, nossos sentidos são estimulados, mas buscar diferentes sensações por meio de um projeto paisagístico concebido pela utilização de elementos com características e qualidades sensoriais específicas, criando ambientes benéficos para as pessoas, faz dele um local de estímulos e de experiências muito particulares. Luis Miguel Piedade www.ecossistemas.com www.ecoviveiros.com

Os presidentes da maioria das Câmaras afectadas pelo novo Polis Litoral Sudoeste, cuja sociedade gestora foi agora aprovada, classificaram o programa


Os presidentes da maioria das Câmaras afectadas pelo novo Polis Litoral Sudoeste, cuja sociedade gestora foi agora aprovada, classificaram o programa de 47 milhões de euros como uma “oportunidade” que a região esperava há muito. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Câmara de Odemira, município que detém a maior participação na Sociedade Polis Litoral Sudoeste aprovada quinta-feira em Conselho de Ministros, considera que se trata de uma “oportunidade há muito esperada” pelos concelhos abrangidos. “É a primeira vez que se olha para os municípios incluídos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) - Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo - de forma integrada. É uma oportunidade há muito esperada”, afirmou o socialista António Camilo. A nova empresa terá um capital inicial de 19,6 milhões de euros, com uma maioria de capital do Estado português, cabendo a parte restante aos municípios de Odemira (19,2 por cento), Aljezur (11,4 por cento), Vila do Bispo (10,4 por cento) e Sines (8 por cento). António Camilo congratulou-se com a concretização da sociedade de capitais públicos, lamentando apenas que “não haja um esforço financeiro maior”. “Trata-se, de qualquer forma, de uma oportunidade única, fundamental para o ordenamento desta orla costeira”, sublinhou o representante da maior accionista da sociedade. A requalificação de acessos às praias, o balizamento de falésias, a qualificação de portinhos de pesca, o acesso à zona costeira de pessoas de mobilidade reduzida e a recuperação de aglomerados como Zambujeira do Mar e Vila Nova de Milfontes são algumas das intervenções previstas no município de Odemira. Por seu turno, o social-democrata Gilberto Viegas, da Câmara de Vila do Bispo, este programa acaba por ser a “concretização de algo que já se aguardava há muito”, apostando no “reordenamento e requalificação da orla costeira”. O plano de ordenamento da costa e do parque natural não têm incluído “investimentos que qualifiquem e protejam a orla costeira” pelo que este programa irá permitir financiar obras há muito exigidas pelas autarquias e populações. O autarca rejeita que exista uma pressão urbanística na zona por parte de promotores privados, como “muitos julgam que acontece”, e deu o exemplo de Vila do Bispo que tem apenas cinco por cento do seu território classificado como área urbana. “Somos concelhos de baixa densidade” e as “verbas previstas para estas intervenções” vão permitir que a “nossa orla costeira mude um pouco em termos de segurança e atractividade”, resumiu. Em declarações anteriores, o presidente da Câmara de Aljezur, Manuel Marreiras (PS), também se mostrou satisfeito com a aprovação desta nova sociedade Polis. “"Espero que o Parque Natural possa ser usufruído de forma mais disciplinada, evitando a degradação que hoje se verifica", apostando em valorizar "a economia local", afirmou o autarca”, afirmou. "Do ponto de vista de ordenamento do território, o município de Aljezur não quer edificações na linha costeira, excepto nos centros urbanos" mas, nos últimos anos, temos assistido a "uma degradação maior da nossa costa e do nosso litoral", acrescentou