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Via Verde para a Comporta


Governo ultima o segundo pacote de investimentos turísticos no valor de três mil milhões de euros.
Os projectos turísticos que estão no «pipeline» do Governo para obter luz-verde na qualidade de investimentos PIN (Projectos de Interesse Nacional) ascendem a €3078 milhões, o dobro dos €1500 milhões anunciados no âmbito do balanço do primeiro ano de legislatura (alocados a Tróia e restante litoral alentejano, Porto Santo, Vidago e região Oeste de Lisboa).O próximo pacote PIN refere-se a grandes «resorts» (integrando hotéis, golfe e imobiliário turístico) projectados para regiões como Douro, Alqueva, Comporta ou Castro Marim, que deverão criar 10 mil postos de trabalho.Entre estes, Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, destaca o da Comporta, promovido pelo Grupo Espírito Santo, como o mais «bem encaminhado» no sentido de formalizar a assinatura enquanto PIN. «Estamos a construir um destino turístico novo no litoral alentejano», faz notar Bernardo Trindade, referindo que nesta região estão previstos investimentos globais de €1200 milhões, que englobam os projectos dos grupos Sonae, Pestana e Amorim para Tróia, Espírito Santo para a Comporta, além da Pinheirinho e do empreendimento Costa Terra, dos suíços da Volkart.Bernardo Trindade enaltece a iniciativa destes grupos privados, que se juntaram na criação da Associação de Resorts do Litoral Alentejano, comprometendo-se no cumprimento de metas de certificação ambiental e de formação turística.Os projectos não se esgotam com estes 3 mil milhões de euros na calha dos PIN. «Tenho recebido muitos promotores estrangeiros interessados em investir em Portugal», adianta o titular do Turismo, referindo que hoje já se instalou um clima de «bom entendimento entre a administração pública e os promotores».Bernardo Trindade afirma-se empenhado em «conseguir reverter o paradigma de que o projecto em Portugal demorava dez anos a ser aprovado», e num país tão diversificado em paisagem, defende que só há a ganhar em estruturar estas novas regiões para o turismo. «Havia uma incidência muito forte nas três principais regiões turísticas (Algarve, Lisboa e Madeira)», salienta.Certificar a formação turística é o próximo objectivo. «Estamos com contactos muito acelerados com universidades de renome internacional para certificar o ensino de formação turística em Portugal», adianta Trindade, referindo que este processo deverá ser formalizado até ao Verão, de forma a avançar já no próximo ano lectivo. Numa primeira fase, a certificação irá envolver a rede de escolas do Instituto de Formação Turística (Inftur), mas o objectivo é que venha a estender-se ao ensino superior. «Se fazemos um esforço grande na aprovação de projectos, é fundamental ter formação ao mais alto nível», frisa.Metas ambiciosas para 2006PARA 2006, as perspectivas são positivas. «Os operadores e agentes turísticos encararam este ano com optimismo», salienta Bernardo Trindade, citando números avançados pelo «trade» dando conta de que Lisboa obteve em Janeiro crescimentos de dois dígitos, tendência que continuou em Fevereiro. As metas fixadas para 2006 passam por aumentar 3,5% em número de turistas, 4% em dormidas e 5,5% em receitas geradas, face a 2004.Os resultados turísticos de 2005 já evidenciam sinais positivos: um aumento de 3,9% nas dormidas e de 1,1% nas receitas. «Com este volume de investimentos, penso que o turismo pode dar um contributo importante na retoma que se quer para o país», sustenta Bernardo Trindade.Privados investem três mil milhõesO GOVERNO tem para aprovação projectos turísticos que ultrapassam três mil milhões de euros, o que representa o dobro do investimento feito durante o primeiro ano do Governo.Os empreendimentos, classificados como Projectos de Interesse Nacional, serão construídos no Douro, Alqueva, Comporta ou Castro Marim e integram hotéis, campos de golfe e empreendimentos imobiliários destinados ao Turismo.O projecto mais «bem encaminhado», segundo Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, é o da Comporta, promovido pelo Grupo Espírito Santo. Bernardo Trindade diz «haver muitos promotores interessados em investir em Portugal» e afirma-se empenhado em alterar a legislação de modo a que os projectos deixem de «demorar dez anos até serem aprovados».