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O município de Alcoutim é o único do Algarve autorizado a lançar concurso para três mil camas turísticas

O município de Alcoutim é o único do Algarve autorizado a lançar concurso para três mil camas turísticas, enquanto que Portimão, Albufeira, Lagoa e Vila Real de Santo António apenas lhes foi atribuído um valor mínimo de 600 camas.
Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR) adiantou que os 16 autarcas algarvios podem a partir desta quinta-feira lançar concursos públicos para construir aldeamentos e resorts turísticos de luxo de quatro e cinco estrelas que somam um total de 24 mil camas em toda a região.A CCDR/Algarve reuniu-se esta quinta-feira com os autarcas algarvios e, embora com a salvaguarda de "reajustes" em finais de 2010, a maioria dos autarcas não colocou entraves à proposta da distribuição das 24 mil camas turísticas nos 16 municípios."Embora com reservas do ponto de partida do Plano Regional de Ordenamento do Território para o Algarve (PROT Algarve), nomeadamente o limite das 24 mil camas, o método utilizado não foi questionado e houve consenso quanto à necessidade de se avançar com os concursos", declarou João Faria, salvaguardando que em 2010 "há o compromisso de reunir" para reavaliar os investimentos.O PROT Algarve atribuiu 8.400 camas para o litoral sul e barrocal algarvio, 4.000 camas para a costa vicentina, 4.945 camas para a serra algarvia e 6.655 camas para o baixo Guadiana, lê-se num documento da CCDR a que a Lusa teve acesso.Com a proposta da CCDR, o único concelho a que foi atribuído o máximo de camas (3.000) foi o de Alcoutim, um dos municípios mais desertificados do Algarve e que tem actualmente uma capacidade de alojamento de apenas 4.776 camas.São Brás de Alportel é o município que mais perdeu em relação às propostas anteriores, ou seja em 2006 a CCDR propunha 1.992 camas, hoje já só propôs 1.299 camas, para juntar às seis mil camas existentes.Logo a seguir a Alcoutim, está o concelho de Aljezur, do lado do Barlavento algarvio, e que pode vir a ganhar 2.700 camas, caso haja investidores para transformar a proposta destas camas virtualmente autorizadas pela CCDR/Algarve, em camas reais.O concelho de Tavira, como abrange mais que uma Unidade Territorial vai poder ganhar 2.610 camas. Actualmente conta com 28.096 camas.Os municípios que registam maiores crescimentos percentuais em termos de dotação actual de camas são os que vão receber apenas o número mínimo de camas, ou seja 600 camas turísticas.Portimão, Lagoa, Albufeira e Vila Real de Santo António são os quatro municípios algarvios que recebem apenas autorização para terem 600 camas cada um.Castro Marim poderá vir a ter mais 1.950 camas, para juntar às 19 mil camas existentes.Loulé, apesar de já ter mais de 116 mil camas (é o concelho com mais camas turísticas, mas também é o mais extenso em área com 76 hectares) tem liberdade para construir mais 1.840 camas turísticas.No município de Silves, que tem 47.248 mil camas, a oferta vai poder crescer com mais 1.700 camas.Em Olhão, que conta com 18.416 mil camas, a proposta que a CCDR/Algarve atribuiu àquele município foi de 1.170 camas e para Monchique a atribuição proposta foi de 1.350 camas.Para Faro, a CCDR propõe 1.030 camas - actualmente tem 24.858 - e ao concelho de Lagos foi-lhe atribuído 900 camas de turismo para juntar às 45.851 camas que tem actualmente.A proposta da CCDR/Algarve "não tem carácter vinculativo" e as propostas podem vir a ser "ajustadas" através da margem de variação de 10 por cento prevista no Prot Algarve.A CCDR/Algarve propõe atribuir por município um mínimo de 600 camas e um máximo de 3.000 camas, sendo previsto ainda um máximo de 300 camas por cada Unidade Territorial (litoral, barrocal e serra).O cálculo das camas a distribuir em cada um dos 16 municípios algarvios foi feito proporcionalmente à área livre de condicionantes que dispõe em cada Unidade Territorial (UT).Alguns autarcas não ficaram satisfeitos com a distribuição das camas pelos concelhos. O autarca da Faro, José Apolinário, realça que já recebeu intenções de projectos que representam pelo menos 3.500 camas e defende que para o município as atribuições continuam a ser "insuficientes".Depois de dois anos de falta de consenso sobre a distribuição das 24 mil camas no Algarve, os autarcas continuam sem concordar com o limite imposto pelo PROT, mas esta quinta-feira foi decidido que podem avançar com os concursos para as 24 mil camas, o que significa um incremento de 4% de mais camas no Algarve.