Frederico Costa, que falava à margem do torneio de golfe Portugal Masters, realizado no passado fim-de-semana, em Vilamoura, adiantou que os projectos agora em carteira dependerão muito da capacidade financeira das empresas, embora admita que a maioria «irá para a frente».Muitos destes novos greens previstos para os próximos anos deverão ser construídos na zona do Sotavento, nomeadamente no concelho interior de Alcoutim, que se prepara para acolher os seus três primeiros campos em resorts turísticos.Ainda não construídos, mas já sujeitos a declaração de impacte ambiental favorável, estão igualmente os futuros campos do resort VerdeLago (Castro Marim), Monte Rei (Vila Real de Santo António) e Quinta da Ombria (Loulé).Segundo as contas da associação ambientalista Almargem, a que o «barlavento» teve acesso, existem neste momento 39 campos de golfe instalados na região do Algarve, sendo que alguns destes se encontram ainda na fase final de execução. A este número, acrescem mais 13 em fase de projecto, o que totaliza 52 campos em horizonte para os próximos anos, apurou a associação.Segundo a Almargem, estes números superam já o cenário ideal apontado pelo Estudo sobre o Golfe no Algarve (apresentado em 2003), que recomendava um «crescimento moderado da oferta» até 2020, com a construção de 29 a 41 campos de dezoito buracos no Algarve.Em declarações ao «barlavento», Fernando Pessoa, presidente da Assembleia-Geral do núcleo algarvio da Liga para a Protecção da Natureza, também já criticou as declarações do vice-presidente do Turismo de Portugal, defendendo que «os novos campos de golfe não têm que depender apenas da capacidade financeira das empresas, mas sobretudo de um correcto ordenamento do território».Para o especialista em questões ambientais, a implementação de novos greens deveria estar sujeita «a uma estratégia cientificamente fundamentada», ao mesmo tempo que advoga que apenas os greens e os tees (áreas de jogo) deveriam ser regados.Num outro patamar, Pessoa defende que os lucros da indústria do golfe deveriam ser taxados com vista a suportarem as medidas de minimização das consequências do uso excessivo da água.Actualmente, existem cerca de 80 campos a nível nacional, dos quais metade se situa no Algarve. Apesar da factura ambiental, o golfe induz, ao longo de todo o ano, volumes de receitas na hotelaria, sendo um produto de combate à sazonalidade. O golfe é actualmente um dos dez produtos turísticos prioritários a desenvolver em Portugal até 2015, gerando receitas de cerca de 1,8 mil milhões de euros por ano, segundo os dados do Turismo de Portugal
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