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BRASIL É RIO A S.PAULO


Sem duvida um espanto,fizemos três incursões nesta mata .
a ultima percorremos desde Angra a S.Paulo e depois desde Cunhas a Parati de onde descobrimos em Cunhas uma Vila Serrana com vestígios Portugueses e seguimos via Parati junto á trilha do Ouro com cachoeiras pelo meio e matas de auracárias até aos 2 000mt . A estrada de asfalto acabou e deu inicio em terra batida a descida de 2 000mt de altitude até Parati é descomunal a quantidade de água ,vegetação de Bromélias,Fetos,Kentias,Arecastruns,Palmitos etc... é de não deixar ver o sol .Confessamos que tivemos algum receio em estrada desta natureza com um Fiat Doublo depois de chuvas de 3 dias seguidos ,mas valeu o esforço e a aventura até á Fazenda Muricana .Consegue existir um equilíbrio total entre mata marítima densa e impenetrável com 365 ilhas de plena luxuria de beleza natural é impossível descrever sem ver ,viver e pesquisar no local depois de desenvolver a historia dos nossos(http://www.trilhadoouro.com.br/) antepassados nestas regiões (veja-se museu do emigrante em S Paulo) ,Rota do Ouro desde Minas Gerais ,Nordeste até Parati e Angra para o embarque ;
A região da Serra da Bocaina chegou a ser explorada de diversas formas desde o início da colonização do Brasil.O período mais relevante historicamente foi o ciclo do ouro e diamantes no século XVIII, quando seus caminhos serviram para o envio das riquezas a Portugal. Algumas trilhas foram alargadas e receberam calçamento feito pelos escravos, para permitir o escoamento da produção em carretões de tração animal. Porém, não era apenas pelas trilhas calçadas que estas riquezas passavam. Muitos viajantes, para fugir da tributação imposta por Portugal sobre o minério extraído, utilizavam-se de trilhas alternativas e mais perigosas, traçadas na mata virgem pelos índios Guaianás, para chegar até a praia, de onde escoavam a produção. É exatamente a sensação destes aventureiros que você vai sentir ao atravessar essas trilhas quase virgens com mata atlântica exuberante que se estendem pelas depressões da Serra do Mar até o litoral de Mambucaba-RJ.
Serra da Bocaina, Brasil.O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, na região Sudeste do Brasil.Criado por Decreto Federal em 1971, compreende uma área aproximada de 104 mil hectares e uma expressiva biodiversidade. A sede do parque fica na cidade de São José do Barreiro, no Estado de São Paulo.Estima-se que 60% da vegetação seja composta por mata nativa (mata atlântica), e que o restante seja mata regenerada (secundária) há mais de 30 anos. Entre as espécies da flora destacam-se os pinheiros, araucárias, cedros, embaúbas, palmitos e bromélias.Entre a fauna do parque destacam-se felinos, preguiças, veados, macacos, cobras e aves.O seu ponto mais elevado é o Pico do Tira o Chapéu, que alcança 2.088 metros acima do nível do mar, formando o maior desnível do Estado de São Paulo.Atrações turísticasO Parque oferece uma ampla gama de atrações turísticas naturais, tais como a Cachoeira Santo Isidro, a Cachoeira das Posses e mais no interior do parque, a Cachoeira dos Veados. A entrada do parque marca também o início do trecho final da Trilha do Ouro, com uma extensão de aproximadamente 73 quilômetros, e que termina na cidade de Mambucaba, no litoral.HOSPEDAGEM: Pousada Campos da Bocaina - à 3 Km do Parque Nacional da Serra da Bocaina . (www.pousadacamposdabocaina.com)gem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Serra da Bocaina, Brasil.O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, na região Sudeste do Brasil.Criado por Decreto Federal em 1971, compreende uma área aproximada de 104 mil hectares e uma expressiva biodiversidade. A sede do parque fica na cidade de São José do Barreiro, no Estado de São Paulo.Estima-se que 60% da vegetação seja composta por mata nativa (mata atlântica), e que o restante seja mata regenerada (secundária) há mais de 30 anos. Entre as espécies da flora destacam-se os pinheiros, araucárias, cedros, embaúbas, palmitos e bromélias.Entre a fauna do parque destacam-se felinos, preguiças, veados, macacos, cobras e aves.O seu ponto mais elevado é o Pico do Tira o Chapéu, que alcança 2.088 metros acima do nível do mar, formando o maior desnível do Estado de São Paulo.Atrações turísticasO Parque oferece uma ampla gama de atrações turísticas naturais, tais como a Cachoeira Santo Isidro, a Cachoeira das Posses e mais no interior do parque, a Cachoeira dos Veados. A entrada do parque marca também o início do trecho final da Trilha do Ouro, com uma extensão de aproximadamente 73 quilômetros, e que termina na cidade de Mambucaba, no litoral.HOSPEDAGEM: Pousada Campos da Bocaina - à 3 Km do Parque Nacional da Serra da Bocaina . (http://www.pousadacamposdabocaina.com/)
A Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira. Acompanhava o litoral do país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste chegava até Argentina e Paraguai. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazônica. Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil.Índice[esconder]1 Características1.1 Formações do Domínio da Mata Atlântica2 O descobrimento e a exploração da Mata3 A biodiversidade3.1 Flora3.2 Fauna3.3 Água3.4 Espécies endêmicas ameaçadas de extinção4 Recordes mundiais da Mata Atlântica5 A preservação6 Unidades de conservação7 Importância econômica8 Ver também9 Ligações externas
CaracterísticasA área de domínio (área cuja vegetação clímax era esta formação vegetal) abrangia total ou parcialmente dezessete estados:Alagoas, cobria originalmente 52% da área do estado.Bahia, 31%Ceará, 3%Espírito Santo, 100%Goiás, 3%Mato Grosso do Sul, 14%Minas Gerais, 45%Paraíba, 12%Paraná, 97%Pernambuco, 18%Piauí, 9%Rio de Janeiro, 99%Rio Grande do Norte, 6%Rio Grande do Sul, 47%Santa Catarina, 99%São Paulo, 80%Sergipe, 32%A área original era 1.290.692,46 km², 15% do território brasileiro. Atualmente o remanescente é 95.000 km², 7,3% da área original.[editar] Formações do Domínio da Mata AtlânticaDefinidas pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em 1992:Floresta Ombrófila DensaFloresta Ombrófila MistaFloresta Ombrófila AbertaFloresta Estacional DecidualFloresta Estacional SemidecidualManguesRestingasCampos de altitudeBrejos InterioranosEnclaves Florestais do NordesteA proteção do CONAMA se estende não só à mata primária, mas também aos estágios sucessionais em áreas degradadas que se encontram em recuperação. A mata secundária é protegida em seus estágios inicial, médio e avançado de regeneração.O descobrimento e a exploração da MataLogo em seguida ao descobrimento, praticamente toda a vegetação atlântica foi destruída devido à exploração intensiva e desordenada da floresta. O pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação dos exploradores que colonizaram a região e hoje está quase extinto. O primeiro contrato comercial para a exploração do pau-brasil foi em 1502, o que levou o Brasil a ser conhecido como "Terra Brasilis", ligando o nome do país à destruição ecológica. Outras madeiras de valor também foram exauridas: tapinhoã, sucupira, canela, canjarana, jacarandá, araribá, pequi, jenipaparana, peroba, urucurana e vinhático.Esta foto foi tirada um dia antes da terraplanagem de uma grande área de Mata Atlântica no litoral sul do Estado de São Paulo divisa com Paraná em 1998, para construção de um grande condomínio de luxoOs relatos antigos falam de uma floresta densa aparentemente intocada, apesar de habitada por vários povos indígenas com populações numerosas. A Mata Atlântica fez parte da inspiração utópica para o renascimento do mito do paraíso terrestre, em obras como as de Tommaso Campanella e Bacon.No nordeste brasileiro a extinção foi total, o que agravou as condições de sobrevivência da população, causando fome, miséria e êxodo rural só comparados às regiões mais pobres do mundo. Nesta região, seguindo a derrubada da mata, vieram plantações de cana-de-açúcar; na região sul, foi a cultura do café a principal responsável pela destruição total da vegetação nativa, restando uma área muito pequena para a preservação de espécies; estas foram postas em risco pela poluição ambiental ocasionada pela emissão de agentes nocivos à sua sobrevivência.Além da exploração de recursos florestais, houve um significativo comércio exportador de couros e peles de onça (que chegou ao preço de um boi), anta, cobras, capivara, cotia, lontra, jacaré, jaguatirica, paca, veado, e outros animais, de penas e plumas e carapaças de tartarugas.Ao longo da história, personagens como José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Nabuco e Euclides da Cunha protestaram contra o modelo predatório de exploração.Hoje, praticamente 90% da Mata Atlântica em toda a extensão territorial brasileira está totalmente destruída. Do que restou, acredita-se que 75% está sob risco de extinção total, necessitando de atitudes urgentes de órgãos mundiais de preservação ambiental às espécies que estão sendo eliminadas da natureza aceleradamente. Os remanescentes da Mata Atlântica situam-se principalmente nas Serras do Mar e da Mantiqueira, de relevo acidentado.Exemplos claros da destruição da mata são a Ilha Grande e Serra da Bocaina, e muitas regiões do Estado do Rio de Janeiro.Entre 1990 e 1995, cerca de 500.317 ha foram desmatados. É a segunda floresta mais ameaçada de extinção do mundo. Este ritmo de desmatamento é 2,5 vezes superior ao encontrado na Amazônia no mesmo período.Em relação à exuberância do passado, poucas espécies sobreviveram à destruição intensiva. Elas se encontram nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, sendo que existe a ameaça constante da poluição e da especulação imobiliária.
A biodiversidadeNas regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica caracteriza-se pela vegetação exuberante, com acentuado higrofitismo. Entre as espécies mais comuns encontram-se algumas briófitas, cipós, e orquídeas.Foto tirada na Estrada da Graciosa, ParanáA fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), mamíferos e aves das mais diversas espécies. É uma das áreas mais sujeitas a precipitação no Brasil. As chuvas são orográficas, em função das elevações do planalto e das serras.A biodiversidade da Mata Atlântica é maior mesmo que a da Amazônia. Há subdivisões da mata, devidas a variações de latitude e altitude. Há ainda formações pioneiras, seja por condições climáticas, seja por recuperação, zonas de campos de altitude e enclaves de tensão por contato. A interface com estas áreas cria condições particulares de fauna e flora.A exuberância da biodiversidadeA vida é mais intensa no estrato alto, nas copas das árvores, que se tocam, formando uma camada contínua. Algumas podem chegar a 60 m de altura. Esta cobertura forma uma região de sombra que cria o microclima típico da mata, sempre úmido e sombreado. Desta forma, há uma estratificação da vegetação, criando diferentes habitats nos quais a diversificada fauna vive. Conforme a abordagem, encontram-se de seis a onze estratos na Mata Atlântica, em camadas sobrepostas.Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não-arbóreas são endêmicas (ocorrem apenas na Mata Atlântica). Das bromélias, 70% são endêmicas dessa formação vegetal, palmeiras, 64%. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam endêmicas da Mata Atlântica.Observa-se também que 39% dos mamíferos dessa floresta são endêmicos, inclusive mais de 15% dos primatas, como o mico-leão-dourado. Das aves 160 espécies, e dos anfíbios 183, são endêmicas da Mata Atlântica.FloraSe você fizer uma viagem do nordeste ao sul do Brasil, pelo litoral e pelos planaltos interioranos, não irá admirar simplesmente a bela paisagem da floresta atlântica, mas sim uma série de variações conhecidas por nomes como Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual, além de ecossistemas associados como os campos de altitude, manguezais, restingas, brejos interioranos e ilhas oceânicas.Tal variedade se explica pois, em toda sua extensão, a Mata Atlântica é composta por uma série de ecossistemas cujos processos ecológicos se interligam, acompanhando as características climáticas das regiões onde ocorrem e tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano. Isso abre caminho para o trânsito de animais, o fluxo gênico das espécies e as áreas de tensão ecológica, onde os ecossistemas se encontram e se transformam.É fácil entender, portanto, porque a Mata Atlântica apresenta estruturas e composições florísticas tão diferenciadas. Uma das florestas mais ricas em biodiversidade no Planeta, a Mata Atlântica detém o recorde de plantas lenhosas (angiospermas) por hectare (450 espécies no Sul da Bahia), cerca de 20 mil espécies vegetais, sendo 8 mil delas endêmicas, além de recordes de quantidade de espécies e endemismo em vários outros grupos de plantas. Para se ter uma idéia do que isso representa, em toda a América do Norte são estimadas 17.000 espécies existentes, na Europa cerca de 12.500 e, na África, entre 40.000 e 45.000.Mas a Mata Atlântica encontra-se em um estado de intensa fragmentação e destruição, iniciada com a exploração do pau-brasil no século XVI. Até hoje, ao longo do bioma são exploradas inúmeras espécies florestais madeireiras e não madeireiras - como o caju, o palmito-juçara, a erva-mate, as plantas medicinais e ornamentais, a piaçava, os cipós, entre outras. Se por um lado essa atividade gera emprego e divisas para a economia, grande parte da exploração da flora atlântica acontece de forma predatória e ilegal, estando muitas vezes associada ao tráfico internacional de espécies.Contribuem ainda para o alto grau de destruição da Mata Atlântica, hoje reduzido a 7% de sua configuração original, a expansão da indústria, da agricultura, do turismo e da urbanização de modo não sustentável, causando a supressão de vastas áreas de biodiversidade, com a possível perda de espécies conhecidas e ainda não conhecidas pela ciência, influindo na quantidade e qualidade da água de rios e mananciais, na fertilidade do solo, bem como afetando características do microclima e contribuindo para o problema do aquecimento global. Os números impressionantes da destruição do bioma demonstram a deficiência em políticas de conservação ambiental no país e a precariedade do sistema de fiscalização dos órgãos públicos.A busca de um contexto de desmatamento zero no bioma passa pela adoção de critérios de sustentabilidade em todas as atividades humanas. Isso significa um esforço coletivo da indústria, do comércio, da agricultura e do setor energético na adoção de novos modelos de produção, menos agressivos ao meio ambiente, bem como do poder público, no sentido de garantir a fiscalização ambiental e a elaboração e cumprimento das leis, e finalmente dos cidadãos em geral, exigindo padrões de sustentabilidade enquanto consumidores, cobrando os governantes e se mobilizando pela manutenção da floresta de pé e pela recuperação das áreas degradadas.Além disso, a Mata Atlântica oferece outras possibilidades de atividades econômicas, que não implicam na destruição do meio ambiente e em alguns casos podem gerar renda para comunidades locais e tradicionais. Alguns exemplos são o uso de plantas para se produzir remédios, matérias-primas para a produção de vestimentas, corantes, essências de perfumes; insumos para a indústria alimentícia ou ainda a exploração de árvores por meio do corte seletivo para a produção de móveis certificados - o chamado manejo sustentável -, o ecoturismo e mais recentemente o mercado de carbono.FaunaMico-leão-dourado, onça-pintada, bicho-preguiça, capivara. Estes são alguns dos mais conhecidos animais que vivem na Mata Atlântica. Mas a fauna do bioma onde estão as principais cidades brasileiras é bem mais abrangente do que nossa memória pode conceber. São, por exemplo, 261 espécies conhecidas de mamíferos. Isto significa que se acrescentássemos à nossa lista inicial o tamanduá-bandeira, o tatu-peludo, a jaguatirica, o gato e o cachorro-do-mato ainda faltariam 252 mamíferos para completar o total de espécies dessa classe do reino animal na Mata Atlântica.O mesmo acontece com os pássaros, répteis, ]]anfíbio]]s e peixes. Não se acanhe ... pense à vontade ... que bichos vêm à sua mente? A garça, o tiê-sangue, o tucano, as araras, os beija-flores e periquitos? A jararaca, o jacaré-do-papo-amarelo, a cobra-coral? O sapo-cururu, a perereca-verde, a rã-de-vidro? Ou peixes conhecidos como o dourado, o pacu e a traíra? Esses nomes já são um bom começo, mas ainda estão longe de representar as 1020 espécies de pássaros, 197 de répteis, 340 de anfíbios e 350 de peixes que são conhecidos até hoje no bioma. Sem falar de insetos e demais invertebrados e das espécies que ainda nem foram descobertas pela ciência e que podem estar escondidas bem naquele trecho intacto de floresta que você admira quando vai para o litoral.Outro número impressionante da fauna da Mata Atlântica se refere ao endemismo, ou seja, as espécies que só existem em ambientes específicos dentro do bioma. Das 1711 espécies de vertebrados que vivem ali, 700 são endêmicas, sendo 55 espécies de mamíferos, 188 de aves, 60 de répteis, 90 de anfíbios e 133 de peixes. Os números impressionantes são um dos indicadores desse bioma como o de maior biodiversidade na face da Terra.A grande riqueza da biodiversidade na Mata Atlântica também é responsável por surpresas, como as descobertas de novas espécies de animais. Recentemente, foram catalogadas a rã-de-alcatrazes e a rã-cachoeira, os pássaros tapaculo-ferrerinho e bicudinho-do-brejo, os peixes Listrura boticário e o Moenkhausia bonita, e até um novo primata, o mico-leão-da-cara-preta, entre outros habitantes.Num bioma reduzido a cerca de 7% de sua cobertura original é inevitável que a riqueza faunística esteja pressionada pelas atividades antrópicas. A Mata Atlântica abriga hoje 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).Causas para o desaparecimento de espécies e indivíduos são a caça e a pesca predatórias, a introdução de seres exóticos aos ecossistemas da Mata Atlântica, mas principalmente a deterioração ou supressão dos hábitats dos animais, causados pela expansão da agricultura e pecuária, bem como pela urbanização e implementação mal planejada de obras de infra-estrutura.No caso dos anfíbios, por exemplo, seus locais de procriação, como brejos e áreas alagadas, são muitas vezes considerados um empecilho e extirpadas por meio de drenagem ou até utilizadas para despejo de esgoto. Os anfíbios são animais de extrema importância para o equilíbrio da natureza, pois controlam a população de insetos e outros invertebrados e servem de comida para répteis, aves e mamíferos.A proteção da fauna está diretamente ligada à proteção dos ambientes. Em paralelo, outras medidas importantes são a fiscalização da caça, da posse de animais em cativeiro, do comércio ilegal de espécies silvestres; fiscalização efetiva da atividade pesqueira; e realização de programas de educação ambiental junto à população.No que se refere à legislação, a proteção da fauna está prevista em nível federal na Constituição pela Lei 5.197/67 e também pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). Iniciativas de caráter global com desdobramentos de ação regional e local, como a Agenda 21, também são um instrumento de apoio para a proteção da fauna. Mas todos esses elementos dependem da vontade política dos governantes, da conscientização, mobilização e participação dos cidadãos e da introjeção do conceito de sustentabilidade nas atividades econômicas.ÁguaÉ comum pensarmos na complexidade de um bioma por aspectos de sua fauna e flora, mas um elemento fundamental para a existência da biodiversidade é a água. E se a água é essencial para dar vida a um bioma como a Mata Atlântica, suas florestas têm um papel vital para a manutenção dos processos hidrológicos que garantem a qualidade e volume dos cursos d'água. Além disso, as atividades humanas desenvolvidas dentro do bioma também dependem da água para a manutenção da agricultura, da pesca, da indústria, do comércio, do turismo, da geração de energia, das atividades recreativas e de saneamento.Atualmente, um conceito-chave para se estudar a relação entre a água, a biodiversidade e as atividades humanas é o da bacia hidrográfica, ou seja, o conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. Na Mata Atlântica estão localizadas sete das nove grandes bacias hidrográficas do Brasil, alimentadas pelos rios São Francisco, Paraíba do Sul, Doce, Tietê, Ribeira de Iguape e Paraná. As florestas asseguram a quantidade e qualidade da água potável que abastece mais de 110 milhões de brasileiros em aproximadamente 3,4 mil municípios inseridos no bioma.Mas o fato de 70% da população brasileira estar concentrada em regiões de domínio da Mata Atlântica resulta em grande pressão sobre a biodiversidade e os recursos hídricos do bioma, que já enfrenta em diversas regiões problemas de crise hídrica, associados à escassez, ao desperdício, à má utilização da água, ao desmatamento e à poluição.Em relação à escassez, as causas envolvem o aumento do consumo que acompanha o crescimento populacional, o desmatamento e a poluição, associados ao desenvolvimento desordenado das cidades e a impactos das atividades econômicas, além do desperdício e da falta de políticas públicas que estimulem o uso sustentável, a participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos e a educação ambiental.Quanto ao desperdício, estima-se que no Brasil o índice de perda chegue a 70%, sendo que 78% de toda a água consumida é utilizada no ambiente doméstico. Associado ao desperdício também está o mau uso dos recursos hídricos, como no caso de técnicas ultrapassadas para irrigação na agricultura e para o uso na indústria e a opção ainda tímida pelo reuso da água.Finalmente, destaca-se o desmatamento como fator agravante da crise hídrica, já que a supressão da vegetação, principalmente em áreas de mata ciliar, acarreta no assoreamento dos cursos d'água e até desaparecimento de mananciais. Como se não bastasse, a poluição por esgoto, lixo e agrotóxicos afeta a vida dos rios, podendo levá-los à morte e tornando a água imprópria para uso.Em busca de maneiras de se gerir mais eficientemente a água e promover a preservação ambiental, o conceito das bacias hidrográficas vem sendo trazido, desde a década de 70, para a esfera governamental e também para estratégias de conscientização, mobilização e participação pública. A idéia central dessa abordagem é que todo desenvolvimento de regiões urbanizadas e rurais é definido de acordo com a disponibilidade de água doce, em termos de quantidade e qualidade. Também faz parte desse pensamento o entendimento dos recursos hídricos de modo interligado e interdependente, ou seja, uma ação realizada em determinada região de uma bacia pode afetar outra região, como é o caso de lançamento de esgoto em rios, a contaminação por agrotóxicos, obras de infra-estrutura etc.O processo político decorrente dessa visão sobre a água resultou entre outros desdobramentos na criação da Lei 9.433/97, que estabelece a bacia hidrográfica como unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Faz parte do sistema, uma rede de colegiados deliberativos em nível federal e estadual, que são os chamados Comitês de Bacias Hidrográficas.Os comitês representam a base da gestão participativa e integrada dos recursos hídricos e são compostos por integrantes do Poder Público, da sociedade civil e de usuários de água. Além disso, os comitês permitem o levantamento mais preciso e a compilação de informações sobre cada bacia, facilitando o planejamento sobre captação, abastecimento, distribuição, despejo e tratamento da água, otimizando obras de infra-estrutura e o uso do dinheiro público. Desse modo, tornam-se um instrumento para a elaboração de políticas públicas integradas para gestão dos recursos hídricos.Espécies endêmicas ameaçadas de extinçãoMico-Leão litoral do Paraná foto rara tirada a 500 metros de distância aproximadamenteÉ possível que muitas espécies tenham sido extintas sem mesmo terem sido catalogadas. Estima-se que 171 espécies de animais, sendo 88 de aves, endêmicas da Mata Atlântica, estão ameaçadas de extinção. Segundo o relatório mais recente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, entre essas espécies estão o muriqui, mico-leão-dourado, bugio, tatu, tamanduá, entre outros.Recordes mundiais da Mata Atlântica454 espécies de árvores por hectare – no Sul da Bahia.Animais: aproximadamente 1.600.000 espécies, incluindo insetosMamíferos, aves, répteis e anfíbios: 1361 espécies, 567 endêmicas2 % de todas as espécies do planeta somente para estes grupos de vertebradosA preservaçãoAtualmente existem menos de 10% da mata nativa. Existem diversos projetos de recuperação da Mata Atlântica, que esbarram sempre na urbanização e o não planejamento do espaço, principalmente na região Sudeste. Existem algumas áreas de preservação em alguns trechos em cidades como São Sebastião (litoral norte de São Paulo).No Paraná, graças à reação cultural da população, à criação de APAs (Áreas de Preservação Ambiental), apoiadas por uma legislação rígida e fiscalização intensiva dos cidadãos, aparentemente a derrubada da floresta foi freada e o pequeno remanescente dessa vegetação preserva um alto nível de biodiversidade, das quais estão o mico-leão-dourado, as orquídeas e as bromélias.Um trabalho coordenado por pesquisadores do Instituto Florestal de São Paulo mostrou que, neste início de século, a área com vegetação natural em São Paulo aumentou 3,8% (1,2 quilômetro quadrado) em relação à existente há dez anos. O crescimento, ainda tímido, concentrou-se na faixa de Mata Atlântica, o ecossistema mais extenso do estado.A Constituição Federal de 1988 coloca a Mata Atlântica como patrimônio nacional, junto com a Floresta Amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A derrubada da mata secundária é regulamentada por leis posteriores, já a derrubada da mata primária é proibida.A Política da Mata Atlântica (Diretrizes para a politica de conservação e desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica), de 1998, contempla a preservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais e a recuperação das áreas degradadas.Há milhares de ONGs, órgãos governamentais e grupos de cidadãos espalhados pelo país que se empenham na preservação e revegetação da Mata Atlântica. A Rede de ONGs Mata Atlântica tem um projeto de monitoramento participativo, e desenvolveu com o Instituto Socio-Ambiental um dossiê da Mata, por municípios do domínio original.Unidades de conservaçãoNo domínio da Mata Atlântica existem 131 unidades de convervação federais, 443 estaduais, 14 municipais e 124 privadas, distribuídas por dezesseis estados, com exceção de Goiás. Entre elas destacam-se, de norte a sul:Parque das Dunas, estadual, Rio Grande do NorteJericoacoara, federal, CearáChapada do Araripe, Pernambuco, Piauí e CearáParque Zoobotânico Benjamim Maranhão, João Pessoa, ParaíbaReserva Biológica Guaribas, Mamanguape, ParaíbaÁrea de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape, Rio Tinto, ParaíbaParque Nacional da Chapada Diamantina, federal, BahiaParque Marinho dos Abrolhos, federal, BahiaParque Estadual do Rio Doce, estadual, Minas GeraisMosteiro Zen Morro da Vargem, municipal, Espírito SantoSantuário do Caraça, privada, Minas GeraisSerra do Cipó, federal, Minas GeraisSerra da Bodoquena, federal, Mato Grosso do SulParque Estadual dos Três PicosParque Estadual da Serra do Tabuleiro, estadual, Santa CatarinaSerra dos Órgãos e Parque da Tijuca, federais, e Barra da Tijuca, municipal, Parque Estadual da Serra da Tiririca,Rio de JaneiroParque Municipal da Grota, Mirassol, São PauloParque do Itatiaia, Minas Gerais e Rio de JaneiroSerra da Bocaina, Rio de Janeiro e São PauloSerra da Cantareira, São Paulo, São PauloSerra da Mantiqueira, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São PauloIlha Queimada Pequena e Ilha Queimada Grande, federal, Parque da Cantareira, Parque da Juréia e Ilha Anchieta, estaduais, São PauloParque Estadual da Serra do Mar, São PauloParque Iguaçu, federal, Vila Velha, ParanáIlha do Mel, estadual, ParanáSerra Geral, estadual, Rio Grande do SulImportância econômicaDa população brasileira, 70% vive na área de domínio da Mata Atlântica, que mantém as nascentes e mananciais que abastecem as cidades e comunidades do interior, regula o clima (temperatura, umidade, chuvas) e abriga comunidades tradicionais, incluindo povos indígenas.Entre os povos indígenas que vivem no domínio da Mata Atlântica estão os Wassu, Pataxó, Tupiniquim, Gerén, Guarani, Krenak, Kaiowa, Nandeva, Terena, Kadiweu, Potiguara, Kaingang e Guarani M'Bya.Entre os usos econômicos da mata estão as plantas medicinais (a maioria não estudadas), como espinheira-santa, caixeta, e o turismo ecológico.Lista de parques nacionais do BrasilParques EstaduaisLista de plantas da vegetação de Mata Atlânticahttp://www.trilhadoouro.com.br/Associação Catarinense de Preservação da NaturezaSOS Mata AtlânticaInstituto Rã-Bugio para Conservação da BiodiversidadeMinistério do Meio AmbienteUniversidade Livre da Mata Atlântica / WWI-Worldwatch BrasilInstituto Sócio AmbientalAssociação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do ItajaíRede de ONGs da Mata Atlântica
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Sede FiscalE.n.125 Vale da Igreja, 8600.257 Odiáxere – Lagos – Algarve. Tel. 282 799 537, 282 798 097 e 282 798 098 – Gsm 919845659 e 961345276 fax: 282 799 840 –Contacto electrónico ecossistemas@mail.telepac.pt - mail@ecossistemasol.com ecossistemas@hotmail.com info@ecossistemasol.com - MSN ecossistemasol@hotmail.com SKYPE 2984929gju
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A mangueira, Mangifera indica L
Antonio Souza do Nascimento Romulo da Silva Carvalho
A mangueira, Mangifera indica L., é uma planta de distribuição pantropical, capaz de se desenvolver com êxito em regiões subtropicais. A manga ocupa o quinto lugar entre os frutos tropicais no mercado internacional; os quatro primeiros são banana, citros, abacaxi e castanha de caju (Galan, 1993). A partir da década de 80, seu cultivo vem sendo incentivado em toda a América Tropical, em razão do aumento do consumo desta fruta pelos países industrializados. O mercado externo de fruta in natura é extremamente exigente no que diz respeito à qualidade da fruta, bem como à ausência de agrotóxicos. Essas exigências têm forçado o produtor a adotar um conjunto de medidas que incluem práticas de cultivo, monitoramento do pomar, uso de variedades e porta-enxertos resistentes, controle biológico e, inclusive, controle químico. Estas medidas têm como objetivo principal a redução da utilização de agrotóxicos e a convivência com os insetos em um nível que não provoque dano econômico. Das pragas que afetam a cultura da mangueira, destacam-se insetos e ácaros que danificam folhas, flores, frutos, ramos e tronco. As estratégias de manejo desses insetos requerem o conhecimento da sua biologia e da fenologia da planta, pré-requisitos indispensáveis para implementação do manejo integrado de pragas. As moscas-das-frutas são tratadas aqui com destaque por serem consideradas pragas primárias, entretanto, em se tratando de pomares em formação, cochonilhas, ácaros e tripes podem causar danos consideráveis, maiores até do que os das moscas-das-frutas. Atualmente, o controle de pragas em mangueira consiste no controle químico. Neste capítulo serão abordados descrição, aspectos da biologia e distribuição geográfica, complementados com as experiências dos autores.
1. PRAGAS PRIMÁRIAS (MOSCAS-DAS-FRUTASAs moscas-das-frutas Anastrepha spp. e Ceratitis capitata Wied., 1824 constituem-se no grupo de insetos de maior importância para a mangicultura, não só pelos danos diretos, no campo, em determinadas regiões, mas também em decorrência das barreiras quarentenárias impostas pelos países importadores da fruta in natura. Das quatro espécies de Anastrepha que utilizam a manga como hospedeira, A. obliqua, A. fraterculus, A. sororcula e A. pseudoparalela, a primeira espécie é responsável por, praticamente, 100% dos danos causados à manga, devido à sua preferência por esta fruta, bem como por frutas da família Anacardiaceae (cirigüela, cajá, cajá-mirim etc.) (Jiron & Soto-Manitiu, 1988; Zucchi, 1988). A espécie Ceratitis capitata, também, utiliza a manga como hospedeira e, do ponto de vista da exportação, é considerada como espécie quarentenária.
1.1 Espécies quarentenárias Define-se espécie quarentenária como "todo organismo de natureza animal ou vegetal que estando presente em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitua ameaça à economia agrícola do país exposto". Tais organismos são geralmente exóticos para esse país ou região, podendo ser disseminados, entre outros meios, pelo trânsito de plantas ou parte delas. As seguintes espécies de moscas-das-frutas são consideradas pragas quarentenárias para o Brasil: mosca-mexicana-das-frutas, Anastrepha ludens Loew (Dip.: Tephritidae); mosca-das-frutas-de-natal, Ceratitis rosa Karsch (Dip.: Tephritidae); mosca-do-melão, Dacus cucurbitae Coq (Dip.: Tephritidae); mosca-oriental-das-frutas, Bactrocera dorsalis Hendel (Dip.: Tephritidae); e mosca-de-queensland, Dacus tryoni Forgatt (Dip.: Tephritidae).
1.2 Distribuição geográfica e preferência por hospedeiro Segundo Cunha et al. (1993), foram descritos seis gêneros de tefritídeos infestadores de frutos, Dacus, Bactrocera, Ceratitis, Toxotrypana, Anastrepha e Ragoletis, com ampla distribuição mundial. No Brasil, são encontrados os gêneros Anastrepha e Ceratitis. Os demais não ocorrem no país ou se limitam a atacar plantas nativas, destituídas de interesse comercial. Os gêneros Anastrepha, com mais de 78 espécies ocorrendo no Brasil, e Ceratitis estão distribuídos em todas as regiões do país (Zucchi, 1988). As espécies de Anastrepha infestam, preferencialmente, as frutas tropicais (nativas ou introduzidas) e a C. capitata apresenta preferência pelas frutas de clima subtropical (Malavasi & Morgante, 1980). No Brasil, as espécies que apresentam maior distribuição geográfica são A. fraterculus e A. obliqua, ocorrendo em todas as regiões. Segundo Morgante (1991), essas espécies são as principais pragas da fruticultura no Brasil (Fig. 1). No Nordeste brasileiro, a região do Vale do São Francisco possui condições excelentes para a produção de frutas. Nascimento et al. (1994) realizaram monitoramento e caracterização das espécies de moscas-das-frutas presentes na região do submédio São Francisco, em agroecossistemas frutícolas, constatando que as espécies de Anastrepha predominantes na região são Anastrepha fraterculus e A. sororcula (Fig. 2). A espécie A. obliqua apresentou freqüência relativamente baixa (4,55%), igualando-se às espécies A. dissimilis e A. pickeli, sem importância econômica. As espécies raras, com freqüências entre 0,033% e 0,174%, foram A. daciformes, A. distincta, A. serpentina e A. manihoti. Dentre as espécies quarentenárias, A. obliqua foi a que apresentou menor freqüência. A. grandis não foi capturada e as espécies A. fraterculus e A. sororcula apresentaram as maiores freqüências nas fazendas com grandes plantios de goiaba, Psidium guajava (Fig. 2). Com relação à mosca-do-mediterrâneo, C. capitata, no Nordeste do Brasil, recentemente, foi registrada a sua ocorrência em Petrolina, PE, Juazeiro, BA e Fortaleza, CE. As freqüências de C. capitata em áreas urbanas e de produção foram de 90,17% e 9,82%, respectivamente (Fig. 3). Nestas localidades, o principal hospedeiro detectado foi Terminalia catappa, planta exótica introduzida no país com ampla distribuição geográfica, popularmente conhecida como castanheira, castanhola ou chapéu-de-sol. Nascimento et al. (1994) verificaram que a população de moscas-das-frutas nessa região é relativamente baixa, não representando problema na comercialização dos frutos, no mercado interno. A presença de espécies quarentenárias na região obriga o exportador a realizar o tratamento hidrotérmico. Como dito anteriormente, a amendoeira (Terminalia catappa) é o principal hospedeiro de Ceratitis capitata, predominante nas áreas urbanas (Fig. 3). Especialmente no que diz respeito à manga, a freqüência de cada espécie para cada localidade é função dos hospedeiros presentes.
1.3 Descrição, biologia e comportamento Os adultos das espécies de Anastrepha medem em torno de 7 mm, possuem coloração amarela com desenhos nas asas em forma de "S" e "V" invertido, que os caracterizam (Fig. 4). As larvas são de cor amarela, desprovidas de cabeça, com a porção anterior afilada, onde se localiza o aparelho bucal em forma de ganchos. O adulto de C. capitata é menor do que o das espécies de Anastrepha e possui coloração geral preta. As larvas assemelham-se às das espécies de Anastrepha. As fêmeas dessas espécies, após 10 a 15 dias de idade, introduzem o ovipositor no fruto, fazendo a postura internamente, abaixo da casca. Dois dias após a postura, eclodem as larvas que passam a se alimentar da polpa do fruto por um período que, dependendo da espécie e da temperatura, varia de 20 a 30 dias. Findo esse período, a larva abandona o fruto e enterra-se no solo, onde empupa por 10 a 15 dias para, em seguida, emergir o adulto, recomeçando o ciclo (Fig. 5).
1.4 Monitoramento do pomar O monitoramento é efetuado utilizando-se armadilha tipo McPhail ou Jackson (Fig. 6), ou mesmo garrafas plásticas perfuradas, contendo hidrolizado de proteína na concentração de 7%. As armadilhas devem ser revisadas a cada sete dias, procedendo-se à coleta dos insetos, limpeza e substituição do atrativo. Elas devem ser localizadas na periferia do pomar ou talhão, sob a copa das árvores, distanciadas de 150 a 200 metros uma das outras e distribuídas nas seguintes proporções: pomares de até 1 ha, utilizar quatro armadilhas; de 2 a 5 ha, duas armadilhas por hectare; acima de 5 ha, uma armadilha por hectare (Fig. 7). Os atrativos alimentares utilizados são melaco de cana-de-açúcar, suco de frutas, açúcar mascavo (tipo Mcphail) ou os paraferomônios trimedilure ou metil-eugenol (tipo Jacson).
1.5 Controle das moscas-das-frutas 1.5.1 Controle químico Tão logo sejam coletados os primeiros adultos de mosca-das-frutas nas armadilhas, deve-se iniciar a aspersão com isca tóxica. A isca é composta por hidrolizado de proteína (um litro), malathion (200 ml) e 100 litros d"água. A aspersão é feita com uma brocha de parede ou com pulverizador costal, com bico em leque (utilizado para herbicida), ou, ainda com pulverizador motorizado. Deve-se aspergir a isca num volume de 100 a 200 ml da calda por metro quadrado de copa da árvore, em ruas alternadas, repetindo-se a aplicação a cada 15 dias, até 30 dias antes da colheita. 1.5.2 Resistência varietal Segundo Panizzi & Parra (1991), na integração de várias táticas do manejo de insetos-pragas estão incluídas as que se inserem no contexto da ecologia nutricional. Assim, inclui-se a utilização de cultivares resistentes, as quais possuem atributos químicos e/ou físicos que causam efeitos adversos na biologia (antibiose), ou fazem com que determinada planta seja menos preferida que outra para alimentação e/ou oviposição (antixenose). Apesar do caráter não específico em relação ao hospedeiro de determinada espécie de Anastrepha de importância econômica, existe preferência acentuada de Anastrepha obliqua Macquart (Diptera: Tephritidae) por manga Mangifera indica L. e por outras frutas da família Anacardiaceae (Jiron & Soto-Manitiu, 1988). Há evidências de que as variedades de manga comuns, como Rosinha, Coquinho e Espada, não são infestadas por moscas-das-frutas, enquanto as variedades Smith e Pope são mais suscetíveis do que "Hadden" e "São Quirino" (Rossetto et al., 1989). O processo de seleção do hospedeiro por insetos fitófagos envolve a emissão de odores pela planta. Assim, o inseto é atraído pela planta, onde se alimenta e deposita seus ovos (Visser, 1986). Segundo Carvalho et al. (1996), dentre as variedades de manga existentes no Brasil, algumas são altamente preferidas por moscas-das-frutas para oviposição e alimentação, como a variedade Carlota, enquanto outras, como "Espada", por exemplo, não o são. Em campo, o grau de infestação de manga por Anastrepha obliqua varia de conformidade com a variedade. Em campo, sob igualdade de condições, a espécie A. obliqua apresenta absoluta não preferência pela variedade Espada, enquanto "Carlota" é altamente preferida, encontrando-se até 95 larvas por fruto. Procopy & Bush (1973) demonstraram que a atratividade da mosca-da-maçã, Rhagoletis pomonela, está relacionada com substâncias voláteis provenientes dessa fruta. Em manga, a diferença no grau de suscetibilidade, provavelmente, esteja associada a características semioquímicas de cada variedade dessa fruta. Carvalho et al. (1996) verificaram, em laboratório, que todas as variedades de manga estudadas foram capazes de propiciar o desenvolvimento completo de A. obliqua, mesmo as que, em campo, não são infestadas por esta espécie de mosca-das-frutas, como é o caso da variedade Espada (Fig. 8). Entretanto, ocorreram variações no peso da pupa e na longevidade de A. obliqua, os quais são afetados pela variedade na qual a larva foi criada. Aqueles autores (Carvalho et al., 1996) verificaram que, sob infestação forçada em laboratório, o maior percentual de infestação larval/fruto foi obtido na variedade Carlota, conforme evidencia a Fig. 8 a, menor que na variedade Espada. Estes dados indicam que o comportamento de oviposição desta espécie, em laboratório, segue tendência semelhante ao observado em campo, diferindo apenas com relação à infestação na variedade "Espada", o que pode ser explicado em função da pressão populacional desta espécie na gaiola de infestação forçada e pela falta de opção na escolha do substrato para oviposição. Carvalho et al. (1996), ainda, afirmam que o substrato polpa do fruto de manga não limita o desenvolvimento da larva e levantam a hipótese de a fêmea adulta selecionar o fruto para oviposição com base nas características químicas da casca do fruto e/ou em decorrência dos estímulos semioquímicos da própria variedade de manga (Fig. 8b). Segundo Lara (1979), quando um inseto se alimenta normalmente de uma planta e esta exerce efeito adverso sobre sua biologia, considera-se esse tipo de resistência como antibiose. Carvalho et al. (1996) constataram que a sobrevivência do adulto de A. obliqua, cuja larva alimentou-se na variedade Espada (resistente à A. obliqua), foi menor quando comparada com a variedade Carlota (suscetível à A. obliqua). Além disso, "Espada" proporcionou menor percentual de sobrevivência inicial do adulto, em laboratório, quando comparada com a variedade Carlota. Fêmeas criadas na variedade Carlota apresentam longevidade superior àquelas criadas na variedade Espada (Fig. 9). Estes resultados demonstram o efeito adverso da variedade "Espada" sobre a longevidade de fêmeas de A. obliqua, provavelmente, devido à presença de substâncias tóxicas ou à ausência de algum nutriente essencial. Com o aumento do conhecimento das bases bioquímicas existentes nas variedades de manga, em relação à resistência da planta hospedeira às mos-cas-das-frutas, será possível desenvolver estratégias de manejo integrado das moscas-das-frutas pela manipulação da resistência destas plantas. 1.5.3 Controle biológico O parasitismo das moscas-das-frutas, em sua grande maioria, é efetuado por braconídeos, que parasitam ovos, larvas e pupas. Os principais programas de controle biológico para moscas-das-frutas têm sido realizados com o uso quase exclusivo de parasitóides da família Braconidae. Dentre estes, Diachasmimorpha longicaudata tem sido a espécie mais utilizada em nível mundial (Peña, 1993). Esta espécie destaca-se por sua relativa facilidade de criação e rápida adaptação aos meios naturais onde é liberada, bem como por sua condição de parasitóide generalista entre os tefritídeos. O parasitóide D. longicaudata foi introduzido pela primeira vez no Brasil pela Embrapa-CNPMF, em 1994, visando ao controle biológico das moscas-das-frutas neotropicais, tendo como etapas preliminares sua criação em laboratório, liberação em campo e seu estabelecimento em ambiente natural (Carvalho et al., 1995). Estudos estão sendo realizados com o objetivo de se conhecer a ocorrência de parasitóides nativos e o estabelecimento do parasitóide exótico Diachasmimorpha longicaudata em goiaba (Psidium guajava), carambola (Averroa carambola) e pitanga (Eugenia brasiliensis), na Estação Experimental de Fruticultura Tropical da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), no município de Conceição do Almeida, BA. Das pupas de moscas-das- frutas provenientes desses frutos, constatou-se, além da emergência dos adultos de moscas, a presença de 1.363 parasitóides, assim distribuídos: em goiaba, 58,9% dos parasitóides amostrados foram Dorictobracon areolatus, 38,4% D. longicaudatus, 1,4% do gênero Opius e 1,4% Utetes anastrephae; em pitanga, 75,1% foram D. areolatus, 16,4% U. anastrephae, 4,6% D. longicaudata e 3,9% Opius spp.; em carambola, 87,1% D. areolatus, 4,8% U. anastrephae, 4,8% Opius spp. e 3,2 % D. longicaudata (Fig. 10). Em face da grande ocorrência do parasitóide nativo D. areolatus, faz-se necessário concentrar estudos nesta espécie e no efeito da introdução de D. longicaudatus, para definir estratégias para a utilização dessas espécies no manejo integrado das moscas-das-frutas neotropicais. 1.5.4 Medidas complementares de controle Considerando que as frutas tropicais, como goiaba, pitanga, cajá, carambola e outras, são hospedeiras preferidas das moscas-das-frutas, sempre que essas frutíferas estiverem próximas da área de exploração comercial de manga, não se deve deixar que seus frutos apodreçam sob a copa das árvores. Os frutos caídos, inclusive os de manga, devem ser recolhidos e enterrados. Esta medida contribuirá para reduzir os prejuízos provocados pelas moscas-das-frutas. Na região semi-árida do Nordeste brasileiro, o pico populacional de adultos ocorre no início da estação das chuvas (janeiro a fevereiro), quando deve ser iniciada a aplicação da isca tóxica. 1.6 Tratamento pós-colheita Os Estados Unidos e o Japão, dois dos principais mercados consumidores de frutas, impõem barreiras quarentenárias visando impedir a introdução de espécies exóticas de moscas-das-frutas em seus territórios, estimulando, assim, os países exportadores a aprimorarem as técnicas de controle dessas pragas na pré e pós-colheita. A exportação de manga in natura para os mercados norte-americano e japonês tem como pré-requisito o tratamento pós-colheita, visando dar garantia quarentenária quanto à introdução de espécies exóticas de moscas-das-frutas naqueles países (Malavasi, 1989). Atualmente, o tratamento do fruto com água quente está sendo utilizado por empresas exportadoras de manga. O tratamento consiste em submergir em água, a 46 oC, os frutos de até 425 g, por 75 minutos e os de 426 a 650 g, por 90 minutos. No momento, o CNPMF da Embrapa está efetuando "testes confirmatórios" visando elevar o intervalo de peso desses frutos, mantendo o mesmo tempo de imersão. Nascimento (1992) descreve os procedimentos na pré e pós-colheita, visando à exportação de manga para os mercados norte-americano e japonês. 2. PRAGAS SECUNDÁRIAS 2.1 Cochonilhas 2.1.1 Aulacaspis tubercularis A espécie de cochonilha Aulacaspis tubercularis ocorre em altas populações em regiões de baixa umidade relativa do ar, como no cerrado e no semi-árido. A fêmea apresenta carapaça protetora circular convexa, de coloração branco-acinzentada, com cerca de dois milímetros de diâmetro. A escama do macho é alongada, com as margens laterais paralelas, medindo cerca de um milímetro de comprimento (Fig. 11). Essa praga suga a seiva da planta, em todas as suas partes verdes, provocando queda de folhas, secamento de ramos e aparecimento de fumagina. De um modo geral, as cochonilhas provocam maiores danos em pomares de um a três anos de idade, quando requerem controle químico sistemático. O controle deve ser efetuado pulverizando-se óleo mineral associado a um inseticida fosforado, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia e no período de floração. Outras espécies de cochonilhas, também, podem estar associadas à cultura da manga, como por exemplo as espécies Pseudaonidia tribitiformis, Pseudococcus adonidum e Saissetia coffea. 2.1.2 Psedaonidia tribitiformis A fêmea da espécie Pseudaonidia tribitiformis é recoberta por uma carapaça de coloração acinzentada e mede em torno de 3 a 4 mm de diâmetro. A escama do macho é alongada, menor e mais achatada do que a da fêmea. É comum o ataque desta espécie de cochonilha na face superior da folha, ao longo da nervura central (Fig. 12). Faz-se necessário o controle das cochonilhas, especialmente em plantios novos, com um a três anos de idade, quando o ataque é severo. Apesar de não existirem princípios ativos registrados para as cochonilhas em manga, recomenda-se o uso de óleo mineral associado a um inseticida. 2.2 Besouros 2.2.1 Broca-da-mangueira A broca-da-mangueira, Hypocryphalus mangiferae, é um pequeno besouro que mede cerca de um milímetro de comprimento, tem coloração marrom e está associado à seca da mangueira, como agente transmissor do fungo Ceratocystis fimbriata, daí a sua importância econômica (Rossetto & Ribeiro, 1990). Este inseto inicia o ataque pelos ramos mais finos, no topo da copa, onde aparecem os ramos secos, quando ocorre o fungo C. fimbriata. O H. mangiferae não é o principal responsável pela disseminação do fungo C. fimbriata, que pode ser disseminado no solo pelas mudas (Rossetto & Ribeiro, 1990). O controle desta praga é feito por inspeções periódicas do pomar, eliminando-se a planta nova ou os ramos de plantas adultas que apresentam secamento das folhas e orifícios nos ramos e no tronco deixados pelos besouros. Os ramos afetados, após a poda, devem ser queimados, fazendo-se, em seguida, a pulverização ou o pincelamento com carbaril associado a um fungicida à base de cobre. Para o controle químico da broca-da-mangueira, de acordo com Cunha et al. (1993), deve-se: ¨ pulverizar os ramos e troncos afetados com parathion methyl; ¨ fazer pulverização preventiva, com parathion methyl, nas mudas a serem transplantadas, por ocasião do transplante do viveiro, até que recuperem a turgidez. 2.2.2 Chiorida festiva O adulto desta espécie mede cerca de três milímetros de comprimento, possui coloração esverdeada com estrias amareladas nos élitros e região ventral de cor amarela. As larvas são ápodes, broqueiam o tronco e os ramos mais grossos, abrindo galerias. 2.2.3 Besouro-de-limeira O adulto do besouro-de-limeira, Sterrocolaspis quatrodecimcortata, possui coloração geral verde-azulada-brilhante, com carenas longitudinais nos élitros e antenas negro-azuladas. Os machos medem cerca de 7,3 mm e a fêmea alcança até 9,7 mm de comprimento. Este besouro ataca as folhas, deixando-as rendilhadas. 2.2.4 Besouro-amarelo Os adultos do besouro-amarelo, Costalimaita ferruginea vulgata, são de coloração amarelo-clara-brilhante, com a região ventral do corpo alaranjada. O sintoma de ataque deste besouro é o rendilhamento da folha (Fig. 13). É um inseto polífago, de ampla distribuição geográfica, que ataca diversas plantas cultivadas como abacateiro, algodoeiro, bananeira, cajueiro, goiabeira, eucalipto, entre outras (Boaretto & Brandão, 1992). Eventualmente, o controle químico desta praga, quando se faz necessário, pode ser efetuado com fenitrothion, deltrametrina ou permetrina (Rossetto et al., 1989). Obs. Apesar de, em alguns anos, este besouro causar danos significativos, normalmente não se utiliza nenhuma medida de controle. 2.3 Ácaro (Eriophyes mangiferae) Dentre as várias espécies de ácaros que ocorrem na mangueira, o E. mangiferae destaca-se como a de maior importância econômica. Quando adulto, mede cerca de 0,15 mm de comprimento, apresenta aspecto vermiforme e coloração branca. Esse ácaro infesta as gemas terminais e inflorescências, causando atrofiamento e morte de brotos terminais de mudas e de plantas jovens. Sua presença está associada à malformação da inflorescência como principal vetor de um dos seus possíveis agentes causadores, o Fusarium moniliforme (Piza et al., 1987). Em viveiros e pomares em formação, o controle deste ácaro deve ser rigoroso. Ressalta-se que o controle do ácaro nem sempre resulta na redução da malformação da inflorescência ou embonecamento (Rossetto et al., 1989). Para o controle químico do E. mangiferae, recomenda-se, de acordo com Cunha et al. (1993), proceder à pulverização preventiva com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações (épocas de seca e de escassa precipitação). 2.4 Lagarta-de-fogo Megalopyge lanata, conhecida como lagarta-de-fogo ou taturana, mede cerca de 70 mm, apresenta coloração branca com pêlos urticantes avermelhados. É uma espécie polífaga e de ampla distribuição geográfica (Gallo et al., 1988). Esta lagarta ataca as folhas, aglomerando-se no tronco da planta antes de empupar, ocasião em que é facilmente destruída mecanicamente, dispensando, assim, o uso de inseticida. Em caso de elevada densidade populacional, deve-se pulverizar com os produtos indicados para a cultura da manga. 2.5 Cigarrinha Conhecida como cigarrinha-das-frutíferas, Aethalion reticulatum, este inseto suga a seiva no pedúnculo dos frutos, que atrofiam e caem, causando prejuízos. O adulto mede cerca de 10 mm de comprimento, é de coloração marrom-ferrugínea, com as nervuras das asas salientes e esverdeadas (Fig. 14). Recomenda-se o controle localizado, eliminando-se as partes atacadas ou aplicando-se inseticidas carbamatos ou fosforados. 2.6 Tripes (Selenotrips rubrocinctus) Este inseto ataca folhas e frutos da mangueira e utiliza grande número de hospedeiros, dentre eles abacateiro, cajueiro, goiabeira, videira e outros. O inseto adulto mede cerca de 1,4 cm de comprimento, apresenta o corpo reticulado, com pernas pretas e asas esfumaçadas. A forma jovem deste inseto possui coloração amarelo-pálida a alaranjada, com uma faixa vermelha nos primeiros segmentos abdominais. O ataque ocorre, principalmente, na superfície inferior das folhas, próximo à nervura central. Em grandes infestações, os frutos são danificados, apresentando, inicialmente, coloração prateada que pode evoluir para amarelo-pálida e marrom, deixando a superfície áspera (Fig. 15). O bicudo-da-semente, Sternochetus mangifera, é uma praga quarentenária para o Brasil, Estados Unidos, Japão e Oriente Médio. Embora não ocorra em nosso país, esta praga é citada neste capítulo com o objetivo de alertar o produtor-exportador e autoridades competentes para a necessidade de se evitar a entrada desta praga exótica no território nacional, através do trânsito de frutos ou de sementes. Os países onde a ocorrência desta praga já foi constatada são: Índia, Filipinas, Austrália, Quênia, Nigéria, Moçambique, África do Sul, Havaí, Suriname, Guianas, Barbados, Honduras, Martinica e Venezuela (Cunha et al., 1993). S. mangiferae ataca os frutos novos, causando a sua queda prematura. No interior do fruto, esta praga danifica a semente, destruindo os cotilédones (Fig. 16). As galerias abertas não são detectáveis nos frutos maduros. O adulto mede em torno de 1cm, possui coloração variando de castanha a cinza-escura (Fig. 17). É um inseto de hábito noturno e univoltino. A oviposição inicia-se quando os frutos da manga medem em torno de 3 cm. Os ovos possuem coloração branca e forma tubular. 3. COMENTÁRIOS GERAIS Exceto as moscas-das-frutas, para as quais existe um volume razoável de informações, as demais pragas da mangueira necessitam de estudos detalhados sobre sua bioecologia associada à fenologia da planta, pois tais informações são indispensáveis à racionalização do controle de pragas. Por outro lado, é indispensável intensificar o estudo sobre os inimigos naturais e o impacto que o controle químico causa sobre eles. Esses conhecimentos, associados aos aspectos nutricionais e fitopatológicos da mangicultura, permitirão maiores avanços na prática do manejo integrado de pragas dessa cultura, que vem se modernizando rapidamente. Notas dos autores ¨ As indicações de agrotóxicos contidas nesta publicação não excluem o uso de outros, correspondendo aos mesmos princípios ativos, nem significam recomendação ou endosso de tais marcas. O objetivo principal é orientar os profissionais que trabalham com a cultura da manga. ¨ O crédito das fotos é atribuído a Cunha et al. (1993). 4. REFERÊNCIAS BOARETTO, M.A.G.; BRANDÃO, A.L.S. Principais artrópodos associados à mangueira. In: SÃO JOSÉ, A.R.R.; SOUZA, I.V.B., ed. Manga: produção e comercialização. Vitória da Conquista: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 1992.CARVALHO, R. da S.; NASCIMENTO, A.S.; MENDONÇA, M. da C. Introdução e criação do Diachasmimorpha longicaudata (Hymenoptera: Braconidae) parasitóide de moscas-das-frutas (Diptera:Tephritidae). 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