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PRINCÍPIOS DE PAISAGISMO PARA JARDINS RESIDENCIAIS

PRINCÍPIOS DE PAISAGISMO PARA JARDINS RESIDENCIAIS Num campo tão subjetivo como o paisagismo, é tentador pensar que as regras não se aplicam. No entanto, após 28 anos e centenas de projetos, passei a acreditar em determinadas regras e diretrizes que não são nem exigentes nem restritivas. Todas se provaram inestimáveis para mim ao longo dos meus anos a criar jardins. Aplicadas por qualquer jardineiro, amador ou profissional, resultarão num projeto mais bem-sucedido e satisfatório. Comecemos por duas regras que podem dar início ao processo de planeamento de um jardim, passando depois para orientações que ajudam a dimensionar as proporções dos elementos de um jardim e, finalmente, para a escolha e utilização das plantas certas. 01: OBEDEÇA À "LEI" DO ENVOLTÓRIO SIGNIFICATIVO Sim, esta é uma "lei", não apenas uma regra! Ela aborda o significado fundamental de jardim, que é "envolvimento". Para mim, isto é absolutamente crucial para criar uma sensação de refúgio e de me sentir acolhido pela natureza. A lei do confinamento significativo diz que nos sentimos confinados quando o bordo vertical de um espaço tem pelo menos um terço do comprimento do espaço horizontal que habitamos. Provavelmente derivada de estudos de psicologia comportamental, esta regra foi-me apresentada por um professor da pós-graduação e foi das melhores coisas que aprendi. Ainda ontem, quando estava a iniciar o projeto de um pátio que queria separar de uma área de lazer adjacente, ela deu-me uma orientação instantânea sobre a altura da sebe que eu iria precisar: a área tinha 5,2 metros de largura, pelo que a minha sebe deveria ter pelo menos 1,8 metros. Sente-se perto de uma árvore no parque ou de uma parede e afaste-se gradualmente, e verá como funciona. É claro que há momentos em que o objetivo de um projeto paisagístico é uma sensação monumental de escala ou vista, mas os melhores jardins, independentemente do tamanho, modulam uma sensação de confinamento e abertura, e esta regra ajudará. 02: SIGA A LINHA REGULADORA A minha formação formal em arquitetura também me apresentou o conceito de “linha reguladora”. A ideia é que um elemento arquitetónico (por exemplo, uma porta, a borda de um edifício ou até mesmo uma moldura de janela) ou uma característica marcante da paisagem (uma árvore proeminente, uma piscina existente, o limite da propriedade) pode “gerar” uma linha imaginária que ajuda a ligar e organizar o projeto. Por exemplo, ao projetar um quintal, desenhei as linhas da ampliação do edifício no espaço do jardim e, em seguida, alinhei a piscina e o passadiço de madeira com essas linhas. O resultado é ordenado e coeso, mesmo depois de suavizado com a plantação. “Uma linha reguladora”, escreveu o grande arquitecto (e teórico) Le Corbusier, “é uma garantia contra o capricho… Confere à obra a qualidade do ritmo… A escolha de uma linha reguladora fixa a geometria fundamental da obra...” Le Corbusier acerta em cheio nos dois aspectos (algo paradoxais, talvez) que tornam a linha reguladora tão valiosa. Em primeiro lugar, há a ideia de ordem subjacente: que o jardim, apesar de toda a sua naturalidade ou selvajaria, assenta em princípios sólidos — o que é por vezes conhecido nos círculos da jardinagem como "bons alicerces". Em segundo lugar, que as linhas reguladoras — pelo menos da forma como as utilizo — são subjetivas; é o designer que as identifica e manipula para criar o jardim. E diria que a utilização da linha reguladora, mais do que qualquer outro conceito, distingue o design profissional do amador.
O respeito pelo perfil natural do terreno foi um dos principais pontos de partida para a construção de uma piscina recuperando a lógica dos tradicionais tanques de regadio. A obra esteve integrada no projeto geral de arquitetura de interiores de uma casa e arranjos exteriores de um monte alentejano, em Arraiolos. A mesma filosofia de preservação da topografia fez com que, a priori, se rejeitasse a habitual escadaria direta entre a casa, no topo, e a piscina, ao fundo, decorrente, na maioria das vezes, do nivelamento do terreno. Bem pelo contrário: o resultado mais impactante desta intervenção é precisamente a sucessão de planos desnivelados em rotação à volta da piscina. Sucessão esta que decorre de outro dos principais objetivos do projeto: “Desenvolver um percurso, gerando áreas de permanência e unificando todas as componentes do conjunto: assentos, duche, pérgula, bancada para o barbecue, escadas de acesso à casa das máquinas (sob uma das plataformas) e muros limítrofes ”, salientam Cecília Banito e Pedro Lourenço, do ateliê BL Arquitetura de Interiores (bl-interiores.blogspot.com).
“A intervenção, de caráter despojado, baseia-se numa relação natural com a topografia e com o caráter tradicional e rural da casa alentejana. As opções simplistas, ao nível dos materiais – alvenaria, betão afagado, madeira e a pastilha preta como único revestimento – estão ao serviço do destaque que se pretende dar à composição geométrica das plataformas, dos volumes e da paisagem. Tudo isso a complementar com vegetação autóctone”, sintetizam os arquitetos.
Assim, a piscina desenvolve-se em rampa – tal como o terreno – com uma zona rasa de água logo no início, correspondente à zona de intersecção com uma das plataformas, finalizando num assento submerso na cabeceira sobre o declive. O transbordo da água em todo o perímetro da piscina produz o efeito de espelho de água e é também usado para o processo de filtragem. A água transborda para uma caleira perimetral, correndo para um depósito de compensação sob a plataforma contígua à piscina. A água no depósito é puxada pela bomba e filtrada, sendo devolvida à piscina pelo fundo. O barbecue está no epicentro da área de refeições. Apresenta-se como um elemento sólido, posicionado no centro da plataforma de frente para a zona de refeições e piscina, onde se incluem um plano de trabalho, churrasco e lava-loiças. Este volume, fazem notar Cecília e Pedro, “apresenta a mesma dimensão, direcção e acabamento das escadas de acesso à casa das máquinas e arrumos, sob a plataforma, formando um conjunto de bancadas, que anula a percepção da existência de uma circulação secundária”.

Foto: Fernando Piçarra


 

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