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Shopping da Guia vai ter “irmão gémeo”

A Câmara de Albufeira deverá aprovar a instalação de um grande centro comercial praticamente em frente ao actual Algarve Shopping.
Em declarações ao Observatório do Algarve, o presidente da Câmara de Albufeira, Desidério Silva, admitiu que a autarquia deverá ter que aprovar o projecto, depois de o ter chumbado há cerca de dois meses, por alegada desconformidade com os planos daquela zona comercial.
Face a um recurso apresentado pelo promotor Gran Plaza no fim de Dezembro, o autarca considera que sobra muito pouco espaço de manobra para chumbar definitivamente o projecto, a inserir na Quinta de Valverde, Monte Rosa, a Oeste das actuais grandes superfícies Makro e Leroy Merlin.
“Se o projecto cumprir o plano previsto para a zona, a Câmara não tem outra solução senão aprová-lo”, afirma Desidério Silva, para quem “ninguém investe 30 milhões de euros num terreno sem ter a certeza de que o seu projecto é viável, em termos comerciais e legais”.
Sublinha que, se a Câmara chumbar o projecto sem fundamento jurídico, os promotores poderão pedir uma indemnização gigantesca, perante o pagamento da qual “Albufeira veria comprometida a execução de todos os seus projectos durante dois ou três anos”.
O presidente da Câmara de Albufeira devolve as críticas recentemente lançadas pela oposição socialista, que chama a atenção para o perigo do mega-shopping para o comércio local, observando que a zona de implantação deixou de ser agrícola em 1998 e, segundo o plano de pormenor, está adstrita ao uso para indústria, comércio e serviços por decisão da anterior presidência “cor-de-rosa”.
“Eles deviam ter pensado nisso antes de assinarem o fim da zona agrícola”, disse, opinando que se trata apenas de “mais uma grande superfície”, numa zona que, além do Algarve Shopping – do grupo Sonae -, já tem a Makro, o Leroy Merlin (o maior espaço de utilidades para o lar do Algarve), um supermercado Aldi, o retail park com varias lojas e uma loja Max Mat.
Mais 1.900 postos de trabalho directos
Sobre o impacto negativo do projecto no comércio e restauração locais, Desidério Silva observa que os pequenos comerciantes “começaram a sofrer com a implantação da Guia no seu conjunto”, que define como “a grande machadada” no comércio local, sublinhando as medidas de minimização que têm sido implementadas para levar gente ao centro da cidade, nomeadamente as novas carreiras de autocarro e as obras no âmbito do Polis.
Depois da previsível aprovação da autarquia, o projecto deverá ser levado à Comissão Regional de Licenciamento Comercial, uma espécie de “tribunal” presidido por Macário Correia enquanto presidente da AMAL, que engloba também a Direcção Regional da Economia e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
“Por razões éticas não me devo pronunciar sobre esse caso em concreto antes de ele ser avaliado pela comissão”, disse Macário Correia ao OA, sustentando contudo que este tipo de equipamentos se tem mostrado viável na região.
No projecto entrado na Direcção Regional de Economia, a Gran Plaza – a mesma que detém um centro comercial gigante no Porto – justifica que Albufeira é o concelho com maior poder de compra do Algarve, com um ritmo de crescimento anual de 15 por cento.
Para o terreno, de 43 mil metros quadrados, estão previstas 80 lojas, distribuídas por áreas comerciais, de serviços e de restauração, e apoiadas por 2.000 lugares de estacionamento. De acordo com o autarca, o novo projecto dará emprego directo a 1.900 pessoas.
Contactados pelo OA, os promotores do Gran Plaza declinaram qualquer declaração sobre o investimento enquanto estiver a decorrer o período de licenciamento.