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Os jardins e o Covid19 e a falta ou suspensão de manutenção !











Os jardins melhoram a saúde dos cidadãos.


Está cientificamente comprovado que as áreas verdes melhoram a qualidade de vida das pessoas e, agora, mais do que nunca, é necessário ter espaços verdes saudáveis.



As plantas são seres vivos e, em estado de alarme, continuam seu processo biológico, exigindo tarefas fundamentais e ainda mais nessa época do ano.


Os trabalhos básicos de irrigação, controle fitossanitário e limpeza de áreas verdes não podem ser interrompidos, uma vez que, quando a parada do confinamento termina, os parques e jardins devem estar em perfeitas condições de uso.


Uma parada nos trabalhos de irrigação, arboricultura, saúde vegetal, fertilizantes, etc., pode causar uma perda vegetal e uma deterioração nos espaços verdes que não podemos pagar.

Pensar em suspender serviços que mantém seres vivos tem um custo residual muito elevado ,vejamos as consequências em termos de reparação ou reposição dos espaços verdes e do sistema de rega são avassaladoras ,pois o trabalho do jardineiro obedece a uma serie de regras e programa de trabalhos que fica suspenso desde tratamentos,fertilizações ,cortes ou podas ,renovações ,multiplicação de plantas e outros .

O calendário das tarefas no jardim divide-se por meses existindo épocas próprias para certos trabalhos logo a primavera é época mais importante do acompanhamento ,pois é a época que as plantas começam a acordar do longo inverno e a abertura da rede de rega deve ser severamente acompanhada por especialistas face ao ano de seca que estamos atravessar e para garantir enormes contas de água na sua factura mensal.

Logo os espaços verdes são patrimónios vivos que carecem de afecto e acompanhamento como idosos de uma forma consistente tal como ir a um ginásio ou fazer uma caminhada a vida vegetal tem manutenção e estado de saúde ao qual caso não seja tomada medidas de prevenção tal como os seres humanos padecem de doenças e morrem.

Logo a recuperação desses espaços verdes ,é de um custo enorme desde os relvados,árvores,arbustos e herbáceas ficarão com danos insubstituíveis .

É nosso dever manter a responsabilização do cuidado desses espaços de forma a evitar que as pragas apareçam no nosso jardim e transmitam-se a outros .


Os jardins do condomínio são áreas importantes para o convívio dos condóminos e para a valorização do património.
falta de uma manutenção adequada pode, por exemplo, comprometer toda a estrutura, o solo e as plantas do jardim. E ter que refazer um jardim inteiro não é algo barato. 
Veja abaixo dicas simples que vão da compra de plantas à manutenção dos jardins. Oriente seus funcionários e confira junto à empresa que faz a manutenção se as dicas abaixo estão sendo seguidas.

Rega

As orientações do paisagista ou do vendedor da planta são fundamentais para definir quantas vezes ela deve ser regada. Caso não tenha, confira essas dicas:
  • As plantas expostas ao sol podem ser regadas de uma a duas vezes por semana, mas sempre com bom senso. É importante observar a reação da planta para, com o tempo, regá-la mais ou menos
  • Vasos internos normalmente não exigem tanta água como as plantas que ficam no sol.
  • As jardineiras que ficam em locais mais altos ou com grande circulação de vento precisam de mais atenção, já que, normalmente precisam de mais água para não ficarem secas.
  • No verão, na primavera e em períodos mais quentes, as plantas devem ser regadas em dias alternados. Já nas estações mais frias, elas devem ser regadas com menos freqüência. 

Manutenção


  • O responsável pelo jardim deve estar sempre atento às plantas daninhas. Elas podem ser retiradas de maneira mecânica, com a mão ou com uma pequena enxada mesmo.
  • A terra precisa ser adubada de três a quatro vezes por ano. Cada planta exige um tipo de adubação, por isso, procure orientações com profissionais para não errar o tipo de adubo e a quantidade. 
  • Uma vez por mês é importante que um profissional especializado aplique venenos específicos nos jardins para combater fungos e pragas. Se feito de maneira errada, esse processo pode causar a morte das plantas e até colocar em risco a saúde de quem fez o trabalho e dos moradores.
  • O processo da poda também exige cuidados e algum conhecimento técnico, já que ele pode levar a planta à morte. O ideal é que sejam podados por um jardineiro. Já as que serão moldadas, como os buxinhos, podem ser podados com mais facilidade e sem riscos
  • Não acrescente uma nova planta ao jardim do condomínio aleatoriamente. Lembre-se que as plantas não crescem só para cima, mas também para baixo. O tamanho e o tipo da raiz podem trazer problemas sérios à estrutura dos prédios e casas.
  • Independente da estação do ano, a manutenção nos jardins em condomínios de pequeno a médio porte deve ser feita uma vez por mês, mais especificamente nos períodos de estiagem ou seca quando a irrigação é um procedimento importante a ser realizado periodicamente.
  • Deve-se observar as necessidades de cada espécie, de acordo com a época, pois cada uma necessita de adubos e fertilizantes específicos
  • Tratamentos contra pragas e doenças merecem atenção especial porque podem comprometer qualquer jardim.
  • As podas devem ser feitas sempre quando a espécie estiver com folhas e galhos grandes, ou quando essa apresentar galhos secos ou doentes.
  • O inverno é a estação climática do ano que mais afeta as plantas, por isso é importante que o gramado seja coberto com substrato ou terra mista peneirada para manter a umidade e fortalecer o sistema radicular, além de realizar as podas de limpeza.
  • É no outono que deve ser feita à limpeza de canteiros e a adubação química específica; primavera e verão são as épocas para poda da grama, novas adubações químicas peculiares a cada espécie e correção do pH do solo caso haja necessário.
  • Prestar atenção na primavera e no verão, quando as doenças e pragas surgem devido ao clima mais quente e início das chuvas.
  • Sempre é necessária a renovação da quantidade de matéria orgânica do solo, bem como a correção de possíveis irregularidades.


Já parou para pensar que as plantas são um óptimo recurso para quem busca qualidade de vida, principalmente hoje quando vivemos a síndrome da correria generalizada?
Elas funcionam como antídoto para combater stresse e uma série de outros distúrbios por ele ocasionados. 
Afinal, as plantas e as flores trazem alegria, beleza, harmonia, tranquilidade, bem-estar, relaxamento. 

Além disso, são um chamariz para pássaros, borboletas, joaninhas, e exalam indescritíveis aromas.
Como se vê, as infinitas espécies que usamos para decorar nossas casas, tanto interna como externamente, não se restringem à fascinante função de adorno. 

Elas são também indispensáveis para a nossa saúde, interferem positivamente no nosso estado de ânimo, de forma simples e natural.
E já que as plantas nos brindam com tão preciosos benefícios, elas merecem os nossos cuidados. Mas, para que fiquem bonitas e saudáveis, existe uma condição: o cuidado deve ser permanente e o nosso olhar sempre atencioso.
A falta de uma manutenção adequada compromete a estrutura do jardim, o solo e as próprias plantas. 

Muitas vezes, a forma original do jardim se descaracteriza e o encanto causado pela presença de plantas saudáveis e bonitas deixa de existir.
 São as medidas de conservação que garantem o sucesso ininterrupto de um projeto paisagístico, além da preservação do investimento feito pelo cliente. 

Este é um trabalho de caráter contínuo e deve ser feito de forma sistemática e planejada. 

As regas devem ser frequentes, respeitando a necessidade de cada planta. 

Além disso, as podas de formação e limpeza precisam ser feitas em épocas certas do ano, procurando contribuir com o desenvolvimento saudável da planta.
Hoje, cada vez mais, nas residências, empresas, condomínios, escolas, sítios, há uma procura por empresas especializadas em manutenções de jardim para realizar esses serviços. Nesses casos, o serviço é realizado sob supervisão técnica e por equipe de jardineiros experientes e pode incluir: análise e correção do solo; 
fornecimento de insumos (terra/adubos/composto orgânico/substratos); 
cronograma anual de adubação respeitando as necessidades individuais das espécies; 
tratamento fitossanitário (combate às pragas e doenças); podas (árvores, arbustos, cerca viva); 
aeração e descompactação de solo e manejo rotativo das espécies etc.
Outro factor importante a ser observado é o surgimento de novas tecnologias, com opções interessantes e inovadoras em adubação, combate a pragas e ervas daninhas que podem ser aplicados após avaliação do problema ou necessidade encontrada.
O preço e o tempo destinados a uma manutenção variam de acordo com o tamanho de cada área verde, quer sejam gramados, canteiros ou vasos. 
Na ponta do lápis, percebe-se que o que se paga para manter, é infinitamente inferior ao que se desembolsa para refazer. 
Com cuidados simples e planejados podemos contribuir para que as plantas se manifestem em jardins saudáveis, funcionais, viçosos, convidativos e com sua proposta original preservada.   

Quando as plantas não parecem saudáveis, existe a tentação de lhes dar mais água e muitas vezes isso é um erro.

Um erro que não é fácil de diagnosticar pois, em muitos casos, os sinais de excesso de água são semelhantes aos sintomas de pouca rega…
Indicamos seis sinais que o ajudarão a reconhecer se está a regar em demasia as suas plantas.
  1. O excesso de rega causa a asfixia radicular, impedindo que as raízes respirem o oxigénio que se encontra no solo. As plantas murcharão e acabarão por morrer. Verifique se o solo não está encharcado e diminua drasticamente a rega, até que o solo esteja húmido e não encharcado;
  2. As extremidades das folhas tornam-se castanhas;
  3. As folhas tornam-se castanhas e acabam por murchar. Este sinal acontece tanto para excesso como para falta de água. No entanto, a maior diferença sente-se na textura da folha. Com falta de água, as folhas parecem estaladiços, enquanto que com excesso de água, as folhas estão suaves e moles;
  4. Quando as raízes das plantas absorvem mais água do que eles podem utilizar, a pressão da água aumenta nas células das folhas, podendo acabar por as rebentar, formando-se bolhas e lesões. Além disso, você verá reentrâncias formadas logo acima dos crescimentos nas faces superiores das folhas;
  5. Folhas amarelas. Um crescimento atrofiado com folhas amareladas é um sintoma de excesso de rega;
  6. As folhas caem. A queda de folhas ocorre em ambas as situações de pouca água e muita água. Quando tanto as folhas jovens e velhas caiem prematuramente, combinado com botões que não abrem, isso é um sinal calor de excesso de água.

Les jardins améliorent la santé des citoyens. Il est scientifiquement prouvé que les espaces verts améliorent la qualité de vie des gens et, plus que jamais, des espaces verts sains sont nécessaires. Les plantes sont des êtres vivants et, en état d'alerte, poursuivent leur processus biologique, exigeant des tâches fondamentales et encore plus à cette époque de l'année. Les travaux de base d'irrigation, de contrôle phytosanitaire et de nettoyage des espaces verts ne peuvent être interrompus car, à la fin de l'arrêt du confinement, les parcs et jardins doivent être en parfait état d'utilisation.  L'arrêt de l'irrigation, de l'arboriculture, de la santé des plantes, des engrais, etc., peut entraîner la perte et la détérioration des plantes dans les espaces verts que nous ne pouvons pas nous permettre.  Penser à suspendre des services qui gardent des êtres vivants a un coût résiduel très élevé, voyons les conséquences en termes de réparation ou de remplacement des espaces verts et du système d'irrigation sont écrasantes, car le travail du jardinier obéit à une série de règles et de programme de travail qui est suspendu aux traitements, à la fertilisation, à la coupe ou à l'élagage, aux rénovations, à la multiplication des plantes et autres.  Le calendrier des tâches dans le jardin est divisé en mois, avec des saisons spécifiques pour certains travaux, donc le printemps est le moment le plus important pour la surveillance, car c'est le moment où les plantes commencent à se réveiller du long hiver et l'ouverture du réseau d'irrigation doit être sévère. accompagné de spécialistes face à l'année de sécheresse que nous traversons et pour garantir d'énormes factures d'eau sur votre facture mensuelle.  Par conséquent, les espaces verts sont des patrimoines vivants qui ont besoin d'affection et d'accompagnement en tant que personnes âgées de manière cohérente, comme aller au gymnase ou se promener, la vie végétale a un état de santé et d'entretien qui, si des mesures préventives ne sont pas prises, telles que les êtres humains souffrent de maladies et meurent.  Bientôt la récupération de ces espaces verts, est d'un coût énorme puisque les pelouses, les arbres, les arbustes et les herbes seront des dégâts irremplaçables.  Il est de notre devoir de maintenir la responsabilité de l'entretien de ces espaces afin d'empêcher les parasites d'apparaître dans notre jardin et d'être transmis à d'autres. Les jardins de la copropriété sont des espaces importants pour la coexistence des locataires et pour la valorisation du patrimoine. Le manque d'entretien adéquat peut, par exemple, compromettre la structure entière, le sol et les plantes du jardin. Et devoir refaire tout un jardin n'est pas bon marché. Voir ci-dessous pour des conseils simples allant de l'achat de plantes à l'entretien du jardin. Guidez vos employés et vérifiez auprès de l'entreprise de maintenance si les conseils ci-dessous sont suivis. Arrosage Les directives du paysagiste ou du vendeur de la plante sont essentielles pour définir la fréquence à laquelle elle doit être arrosée. Sinon, consultez ces conseils: Les plantes exposées au soleil peuvent être arrosées une ou deux fois par semaine, mais toujours avec bon sens. Il est important d'observer la réaction de la plante pour, au fil du temps, l'arroser plus ou moins Les pots d'intérieur ne nécessitent normalement pas autant d'eau que les plantes au soleil. Les planteurs dans les endroits plus élevés ou avec une forte circulation du vent ont besoin de plus d'attention, car ils ont généralement besoin de plus d'eau pour les garder au sec. En été, au printemps et dans les périodes plus chaudes, les plantes doivent être arrosées un jour sur deux. Pendant les saisons les plus froides, cependant, ils devraient être arrosés moins souvent. L'entretien Le responsable du jardin doit toujours être attentif aux mauvaises herbes. Ils peuvent être enlevés mécaniquement, à la main ou avec une petite houe. La terre doit être fertilisée trois à quatre fois par an. Chaque plante nécessite un type d'engrais, alors demandez conseil à des professionnels afin de ne pas manquer le type d'engrais et la quantité. Une fois par mois, il est important qu'un professionnel spécialisé applique des poisons spécifiques dans les jardins pour lutter contre les champignons et les ravageurs. S'il est mal fait, ce processus peut entraîner la mort des plantes et même mettre en danger la santé de ceux qui ont fait le travail et des résidents. Le processus d'élagage nécessite également des soins et des connaissances techniques, car il peut entraîner la mort de la plante. Idéalement, ils devraient être taillés par un jardinier. Celles qui seront moulées, comme les buis, peuvent être taillées plus facilement et sans risques N'ajoutez pas une nouvelle plante au jardin en copropriété au hasard. N'oubliez pas que les plantes poussent non seulement vers le haut, mais aussi vers le bas. La taille et le type de la racine peuvent poser de sérieux problèmes à la structure des bâtiments et des maisons. Quelle que soit la saison, l'entretien des jardins dans les copropriétés de petite à moyenne taille doit être effectué une fois par mois, plus particulièrement en période de sécheresse ou de sécheresse lorsque l'irrigation est une procédure importante à effectuer périodiquement. Les besoins de chaque espèce doivent être respectés, selon la saison, puisque chaque
Gardens improve the health of citizens.





It is scientifically proven that green areas improve people's quality of life and, now more than ever, healthy green spaces are needed.






Plants are living beings and, in a state of alarm, continue their biological process, demanding fundamental tasks and even more at this time of year.



The basic works of irrigation, phytosanitary control and cleaning of green areas cannot be interrupted, since, when the containment stop ends, the parks and gardens must be in perfect conditions of use.




 Stopping irrigation, arboriculture, plant health, fertilizers, etc., can cause plant loss and deterioration in green spaces that we cannot afford.



 Thinking about suspending services that keep living beings has a very high residual cost, let's see the consequences in terms of repair or replacement of green spaces and the irrigation system are overwhelming, as the gardener's work obeys a series of rules and work program which is suspended from treatments, fertilization, cutting or pruning, renovations, plant multiplication and others.



 The calendar of tasks in the garden is divided into months, with specific seasons for certain jobs, so spring is the most important time for monitoring, as it is the time when plants begin to wake up from the long winter and the opening of the irrigation network must be severe. accompanied by specialists in the face of the drought year that we are going through and to guarantee huge water bills on your monthly bill.



 Therefore, green spaces are living patrimonies that need affection and accompaniment as elderly people in a consistent way, such as going to a gym or taking a walk, plant life has maintenance and health status which, if preventive measures are not taken, such as human beings suffer from disease and die.



 Soon, the recovery of these green spaces is of enormous cost since the lawns, trees, shrubs and herbs will be irreplaceable damage.



 It is our duty to maintain responsibility for the care of these spaces in order to prevent pests from appearing in our garden and being transmitted to others.




The gardens of the condominium are important areas for the coexistence of the tenants and for the valorization of the heritage.

The lack of proper maintenance can, for example, compromise the entire structure, soil and plants in the garden. And having to redo an entire garden is not cheap.

See below for simple tips ranging from plant purchase to garden maintenance. Guide your employees and check with the maintenance company if the tips below are being followed.

Watering
The guidelines of the landscaper or the seller of the plant are essential to define how often it should be watered. If not, check out these tips:

Plants exposed to the sun can be watered once or twice a week, but always with common sense. It is important to observe the reaction of the plant to, over time, water it more or less
Indoor pots do not normally require as much water as plants in the sun.
Planters that are in higher places or with high wind circulation need more attention, as they usually need more water to keep from drying out.
In summer, spring and warmer periods, plants should be watered on alternate days. In the coldest seasons, however, they should be watered less often.
Maintenance


The person responsible for the garden must always be attentive to weeds. They can be removed mechanically, by hand or with a small hoe.
The land needs to be fertilized three to four times a year. Each plant requires a type of fertilizer, so seek advice from professionals so as not to miss the type of fertilizer and the quantity.
Once a month it is important that a specialized professional apply specific poisons in the gardens to combat fungi and pests. If done in the wrong way, this process can cause the death of plants and even put the health of those who did the work and the residents at risk.
The pruning process also requires care and some technical knowledge, as it can cause the plant to die. Ideally, they should be pruned by a gardener. Those that will be molded, such as boxwoods, can be pruned more easily and without risks
Do not add a new plant to the condominium garden at random. Remember that plants do not only grow upwards, but also downwards. The size and type of the root can bring serious problems to the structure of buildings and houses.
Regardless of the season, maintenance in gardens in small to medium-sized condominiums should be done once a month, more specifically in periods of drought or drought when irrigation is an important procedure to be performed periodically.

The needs of each species must be observed, according to the season, since each

Algarve Jardinagem global ,construção e manutenção ou projectos de áreas verdes e sistemas de rega como muros de pedra e lagos ou cascatas




A Ecossistemas® - Ecoviveiros e Oliveiras de Portugal , fundada em 1989, é uma das empresas especialistas em jardinagem e paisagismo mais prestigiadas de Portugal. Presta uma ampla gama de serviços nas áreas da arquitectura paisagista e engenharia, que passam pelo projecto, construção e manutenção de jardins, sendo ainda especializada no tratamento das palmeiras contra o escaravelho vermelho. 

Uma equipa jovem, dinâmica e altamente qualificada nas mais diferentes áreas: paisagismo, construção e agronomia. A direcção e a gerência estão a cargo de Luís Miguel Piedade, que pela sua vasta experiência no sector há mais de 30 anos, presta aconselhamento aos seus clientes em cinco línguas (português, inglês, francês, holandês e alemão), sobre todos os aspectos relacionados com o seu jardim. Numa região em grande expansão como o Algarve, atuamos em jardins residenciais, de alojamento turístico ou locais públicos.

Na conceção de projectos de paisagismo procuramos a funcionalidade, sustentabilidade e valorização do espaço. Temos como prioridade concretizar todos os desejos e aspirações do cliente. 
Arquitetura Paisagista 
Após uma consulta inicial com o cliente, onde nos são transmitidas as ideias e aspirações para o espaço a projectar, é apresentado um orçamento e estipulados os prazos de entrega dos trabalhos e de pagamentos. A nossa equipa de arquitectos paisagistas estuda depois o conceito e design do jardim, desenvolve os diferentes planos, e é orçamentada a construção do jardim. Após a entrega do projecto e se for decidida a sua implementação, a construção será planeada com o cliente em termos de datas, e a informação transmitida aos nossos colegas de construção.
Construção 
Contamos com equipas multidisciplinares capazes de vários serviços, tais como: A instalação de sistemas de rega sofisticados e bem dimensionados, que correspondam à necessidade de todas as espécies presentes no jardim, sem que haja desperdício ou falta de água. A construção de equipamentos em madeira, lagos, sistemas de iluminação, muros de limitação do exterior do jardim, apostando sempre na qualidade dos materiais e contando com o dinamismo, empenho e profissionalismo de toda a equipa. Modelação, terraplanagem e enriquecimento dos solos com composto biológico e terra vegetal. Controle de salinidade de água de furo, e em caso de águas com alto teor de salinidade ajustar o tipo de plantas. Construção de campos de jogos em relva artificial ou terra batida.
Manutenção de Jardins 
Procuramos compreender as necessidades e expectativas do cliente para que os nossos clientes estejam sempre satisfeitos e confiantes no nosso trabalho. As nossas equipas de manutenção de jardins podem efetuar vários serviços, tais como: Controlo de pragas, doenças e infestantes Poda de árvores e arbustos Manutenção e reparação de sistemas de rega Manutenção de relvados e prados Adubações e fertilização Tratamento preventivo do aparecimento da Processionária do Pinheiro. Também contamos com uma equipa para trabalhos pontuais, como: Diagnóstico e recuperação de jardins Abate de árvores Limpezas e desmatações de terrenos Resposta imediata a trabalhos urgentes
Tratamento de Palmeiras
O Rhynchophorus Ferrugineus é um insecto extremamente nocivo para as palmeiras de todo o mundo, em Portugal com maior incidência na região do Algarve. Utilizamos os tratamentos mais eficazes na prevenção e combate à praga do Escaravelho Vermelho das palmeiras, e de todo o equipamento necessário para uma intervenção rápida, eficaz e segura.A Ecossistemas.Ecoviveiros e Oliveiras de Portugal pratica essencialmente o método biológico, efectuamos tratamentos preventivos ou a pequenos sintomas mensalmente.

How Plants Can Help With Water Conservation


Plants require water — sometimes a lot of water. Given that fact, it’s easy to assume they are net consumers of water in the landscape. But is this really true? Are water-stressed communities better off replacing planted landscapes with hardscape and artificial turf? Consider the following services plants provide:
  • Shading. Trees and shrubs provide shade in the summer, which has a cooling effect and helps conserve soil moisture.
  • Cooling. The process of transpiration also helps prevent heat build-up.

  • Groundwater permeability. Planted areas provide the ideal permeable surface for runoff prevention and optimal recharging of aquifers. Plant roots penetrate deep into the soil. Most people understand that plants draw water up from the soil, but few realize that they are also loosening the soil and making it easier for water to percolate downwards.
  • Water cycle. Plants — especially trees — play a critical role in the water cycle. This is the process by which water circulates between the earth’s bodies of water, atmosphere and land. The loss of plants from a regional landscape can result in a warmer, drier climate and desertification.
In addition to water-related benefits, plants and trees help improve air quality, are important tools for carbon sequestration, improve property and community aesthetics and can have significant stress-lowering effects on humans.

O PARQUE VERDE DA FUTURA FEIRA POPULAR DE LISBOA

O futuro parque da Feira Popular, que se situa em Carnide (Lisboa), tem em vista a conceção de um parque verde com preocupações ambientais, sendo uma das intervenções do Plano de Drenagem da Câmara de Lisboa, apresentado no dia 15 de dezembro, no Paços do Conselho.
“São dois projetos num só projeto”, disse Luís Paulo Ribeiro da TOPIARIS, empresa de estudos e projetos de arquitetura paisagística, avançando que “a câmara municipal decidiu avançar com a construção do projeto antes de a Feira estar definida para crescer a vegetação e para melhorar o ambiente”.
Neste projeto, “não há problemas dramáticos, há oportunidades extraordinárias”, segundo evidenciou o responsável, explicando que há também “uma mudança no paradigma estético, pensando muito nos recursos já existentes”. Evidenciou, desta forma, que não é necessário fazer tudo de novo, mas sim “aproveitar ao máximo o que o local tem”, até porque, não se pode deixar de ter em conta que “é um ecossistema verde que está a substituir um ecossistema natural”.
O parque localiza-se numa zona elevada de Lisboa, com relevo variado, solos pobres, zonas degradadas e abandonadas e com várias hortas, as quais vão ser reabilitadas no novo espaço. Além disso, pela sua localização, o novo parque vai contribuir “para fechar a zona de corredores verdes de Lisboa”, referiu o responsável da empresa TOPIARIS.
Luís Paulo Ribeiro evidenciou ainda que esta iniciativa é uma “oportunidade extraordinária para contribuir para a estratégia de controlo de drenagem”, no sentido em que o solo vai ser aproveitado para a criação de bacias de retenção que criam um “lago” temporário quando a chuva é intensa, evitando inundações e propiciando a absorção da água.
As mesma depressões “podem ser aproveitadas para criar combos altos para o controlo de ruído que a Feira pode vir a provocar”, daí que “toda a morfologia vai ser aproveitada, sendo acentuada ou escavada”, explica.
Pretende-se ainda que este seja um parque sustentável na gestão de recursos, nomeadamente no consumo de água, que se pretende “que se faça através das bacias, de uma forma retardada, tirando o máximo partido da forma como a água se comporta no solo”.

BRASIL É RIO A S.PAULO


Sem duvida um espanto,fizemos três incursões nesta mata .
a ultima percorremos desde Angra a S.Paulo e depois desde Cunhas a Parati de onde descobrimos em Cunhas uma Vila Serrana com vestígios Portugueses e seguimos via Parati junto á trilha do Ouro com cachoeiras pelo meio e matas de auracárias até aos 2 000mt . A estrada de asfalto acabou e deu inicio em terra batida a descida de 2 000mt de altitude até Parati é descomunal a quantidade de água ,vegetação de Bromélias,Fetos,Kentias,Arecastruns,Palmitos etc... é de não deixar ver o sol .Confessamos que tivemos algum receio em estrada desta natureza com um Fiat Doublo depois de chuvas de 3 dias seguidos ,mas valeu o esforço e a aventura até á Fazenda Muricana .Consegue existir um equilíbrio total entre mata marítima densa e impenetrável com 365 ilhas de plena luxuria de beleza natural é impossível descrever sem ver ,viver e pesquisar no local depois de desenvolver a historia dos nossos(http://www.trilhadoouro.com.br/) antepassados nestas regiões (veja-se museu do emigrante em S Paulo) ,Rota do Ouro desde Minas Gerais ,Nordeste até Parati e Angra para o embarque ;
A região da Serra da Bocaina chegou a ser explorada de diversas formas desde o início da colonização do Brasil.O período mais relevante historicamente foi o ciclo do ouro e diamantes no século XVIII, quando seus caminhos serviram para o envio das riquezas a Portugal. Algumas trilhas foram alargadas e receberam calçamento feito pelos escravos, para permitir o escoamento da produção em carretões de tração animal. Porém, não era apenas pelas trilhas calçadas que estas riquezas passavam. Muitos viajantes, para fugir da tributação imposta por Portugal sobre o minério extraído, utilizavam-se de trilhas alternativas e mais perigosas, traçadas na mata virgem pelos índios Guaianás, para chegar até a praia, de onde escoavam a produção. É exatamente a sensação destes aventureiros que você vai sentir ao atravessar essas trilhas quase virgens com mata atlântica exuberante que se estendem pelas depressões da Serra do Mar até o litoral de Mambucaba-RJ.
Serra da Bocaina, Brasil.O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, na região Sudeste do Brasil.Criado por Decreto Federal em 1971, compreende uma área aproximada de 104 mil hectares e uma expressiva biodiversidade. A sede do parque fica na cidade de São José do Barreiro, no Estado de São Paulo.Estima-se que 60% da vegetação seja composta por mata nativa (mata atlântica), e que o restante seja mata regenerada (secundária) há mais de 30 anos. Entre as espécies da flora destacam-se os pinheiros, araucárias, cedros, embaúbas, palmitos e bromélias.Entre a fauna do parque destacam-se felinos, preguiças, veados, macacos, cobras e aves.O seu ponto mais elevado é o Pico do Tira o Chapéu, que alcança 2.088 metros acima do nível do mar, formando o maior desnível do Estado de São Paulo.Atrações turísticasO Parque oferece uma ampla gama de atrações turísticas naturais, tais como a Cachoeira Santo Isidro, a Cachoeira das Posses e mais no interior do parque, a Cachoeira dos Veados. A entrada do parque marca também o início do trecho final da Trilha do Ouro, com uma extensão de aproximadamente 73 quilômetros, e que termina na cidade de Mambucaba, no litoral.HOSPEDAGEM: Pousada Campos da Bocaina - à 3 Km do Parque Nacional da Serra da Bocaina . (www.pousadacamposdabocaina.com)gem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Serra da Bocaina, Brasil.O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, na região Sudeste do Brasil.Criado por Decreto Federal em 1971, compreende uma área aproximada de 104 mil hectares e uma expressiva biodiversidade. A sede do parque fica na cidade de São José do Barreiro, no Estado de São Paulo.Estima-se que 60% da vegetação seja composta por mata nativa (mata atlântica), e que o restante seja mata regenerada (secundária) há mais de 30 anos. Entre as espécies da flora destacam-se os pinheiros, araucárias, cedros, embaúbas, palmitos e bromélias.Entre a fauna do parque destacam-se felinos, preguiças, veados, macacos, cobras e aves.O seu ponto mais elevado é o Pico do Tira o Chapéu, que alcança 2.088 metros acima do nível do mar, formando o maior desnível do Estado de São Paulo.Atrações turísticasO Parque oferece uma ampla gama de atrações turísticas naturais, tais como a Cachoeira Santo Isidro, a Cachoeira das Posses e mais no interior do parque, a Cachoeira dos Veados. A entrada do parque marca também o início do trecho final da Trilha do Ouro, com uma extensão de aproximadamente 73 quilômetros, e que termina na cidade de Mambucaba, no litoral.HOSPEDAGEM: Pousada Campos da Bocaina - à 3 Km do Parque Nacional da Serra da Bocaina . (http://www.pousadacamposdabocaina.com/)
A Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira. Acompanhava o litoral do país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste chegava até Argentina e Paraguai. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazônica. Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil.Índice[esconder]1 Características1.1 Formações do Domínio da Mata Atlântica2 O descobrimento e a exploração da Mata3 A biodiversidade3.1 Flora3.2 Fauna3.3 Água3.4 Espécies endêmicas ameaçadas de extinção4 Recordes mundiais da Mata Atlântica5 A preservação6 Unidades de conservação7 Importância econômica8 Ver também9 Ligações externas
CaracterísticasA área de domínio (área cuja vegetação clímax era esta formação vegetal) abrangia total ou parcialmente dezessete estados:Alagoas, cobria originalmente 52% da área do estado.Bahia, 31%Ceará, 3%Espírito Santo, 100%Goiás, 3%Mato Grosso do Sul, 14%Minas Gerais, 45%Paraíba, 12%Paraná, 97%Pernambuco, 18%Piauí, 9%Rio de Janeiro, 99%Rio Grande do Norte, 6%Rio Grande do Sul, 47%Santa Catarina, 99%São Paulo, 80%Sergipe, 32%A área original era 1.290.692,46 km², 15% do território brasileiro. Atualmente o remanescente é 95.000 km², 7,3% da área original.[editar] Formações do Domínio da Mata AtlânticaDefinidas pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em 1992:Floresta Ombrófila DensaFloresta Ombrófila MistaFloresta Ombrófila AbertaFloresta Estacional DecidualFloresta Estacional SemidecidualManguesRestingasCampos de altitudeBrejos InterioranosEnclaves Florestais do NordesteA proteção do CONAMA se estende não só à mata primária, mas também aos estágios sucessionais em áreas degradadas que se encontram em recuperação. A mata secundária é protegida em seus estágios inicial, médio e avançado de regeneração.O descobrimento e a exploração da MataLogo em seguida ao descobrimento, praticamente toda a vegetação atlântica foi destruída devido à exploração intensiva e desordenada da floresta. O pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação dos exploradores que colonizaram a região e hoje está quase extinto. O primeiro contrato comercial para a exploração do pau-brasil foi em 1502, o que levou o Brasil a ser conhecido como "Terra Brasilis", ligando o nome do país à destruição ecológica. Outras madeiras de valor também foram exauridas: tapinhoã, sucupira, canela, canjarana, jacarandá, araribá, pequi, jenipaparana, peroba, urucurana e vinhático.Esta foto foi tirada um dia antes da terraplanagem de uma grande área de Mata Atlântica no litoral sul do Estado de São Paulo divisa com Paraná em 1998, para construção de um grande condomínio de luxoOs relatos antigos falam de uma floresta densa aparentemente intocada, apesar de habitada por vários povos indígenas com populações numerosas. A Mata Atlântica fez parte da inspiração utópica para o renascimento do mito do paraíso terrestre, em obras como as de Tommaso Campanella e Bacon.No nordeste brasileiro a extinção foi total, o que agravou as condições de sobrevivência da população, causando fome, miséria e êxodo rural só comparados às regiões mais pobres do mundo. Nesta região, seguindo a derrubada da mata, vieram plantações de cana-de-açúcar; na região sul, foi a cultura do café a principal responsável pela destruição total da vegetação nativa, restando uma área muito pequena para a preservação de espécies; estas foram postas em risco pela poluição ambiental ocasionada pela emissão de agentes nocivos à sua sobrevivência.Além da exploração de recursos florestais, houve um significativo comércio exportador de couros e peles de onça (que chegou ao preço de um boi), anta, cobras, capivara, cotia, lontra, jacaré, jaguatirica, paca, veado, e outros animais, de penas e plumas e carapaças de tartarugas.Ao longo da história, personagens como José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Nabuco e Euclides da Cunha protestaram contra o modelo predatório de exploração.Hoje, praticamente 90% da Mata Atlântica em toda a extensão territorial brasileira está totalmente destruída. Do que restou, acredita-se que 75% está sob risco de extinção total, necessitando de atitudes urgentes de órgãos mundiais de preservação ambiental às espécies que estão sendo eliminadas da natureza aceleradamente. Os remanescentes da Mata Atlântica situam-se principalmente nas Serras do Mar e da Mantiqueira, de relevo acidentado.Exemplos claros da destruição da mata são a Ilha Grande e Serra da Bocaina, e muitas regiões do Estado do Rio de Janeiro.Entre 1990 e 1995, cerca de 500.317 ha foram desmatados. É a segunda floresta mais ameaçada de extinção do mundo. Este ritmo de desmatamento é 2,5 vezes superior ao encontrado na Amazônia no mesmo período.Em relação à exuberância do passado, poucas espécies sobreviveram à destruição intensiva. Elas se encontram nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, sendo que existe a ameaça constante da poluição e da especulação imobiliária.
A biodiversidadeNas regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica caracteriza-se pela vegetação exuberante, com acentuado higrofitismo. Entre as espécies mais comuns encontram-se algumas briófitas, cipós, e orquídeas.Foto tirada na Estrada da Graciosa, ParanáA fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), mamíferos e aves das mais diversas espécies. É uma das áreas mais sujeitas a precipitação no Brasil. As chuvas são orográficas, em função das elevações do planalto e das serras.A biodiversidade da Mata Atlântica é maior mesmo que a da Amazônia. Há subdivisões da mata, devidas a variações de latitude e altitude. Há ainda formações pioneiras, seja por condições climáticas, seja por recuperação, zonas de campos de altitude e enclaves de tensão por contato. A interface com estas áreas cria condições particulares de fauna e flora.A exuberância da biodiversidadeA vida é mais intensa no estrato alto, nas copas das árvores, que se tocam, formando uma camada contínua. Algumas podem chegar a 60 m de altura. Esta cobertura forma uma região de sombra que cria o microclima típico da mata, sempre úmido e sombreado. Desta forma, há uma estratificação da vegetação, criando diferentes habitats nos quais a diversificada fauna vive. Conforme a abordagem, encontram-se de seis a onze estratos na Mata Atlântica, em camadas sobrepostas.Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não-arbóreas são endêmicas (ocorrem apenas na Mata Atlântica). Das bromélias, 70% são endêmicas dessa formação vegetal, palmeiras, 64%. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam endêmicas da Mata Atlântica.Observa-se também que 39% dos mamíferos dessa floresta são endêmicos, inclusive mais de 15% dos primatas, como o mico-leão-dourado. Das aves 160 espécies, e dos anfíbios 183, são endêmicas da Mata Atlântica.FloraSe você fizer uma viagem do nordeste ao sul do Brasil, pelo litoral e pelos planaltos interioranos, não irá admirar simplesmente a bela paisagem da floresta atlântica, mas sim uma série de variações conhecidas por nomes como Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual, além de ecossistemas associados como os campos de altitude, manguezais, restingas, brejos interioranos e ilhas oceânicas.Tal variedade se explica pois, em toda sua extensão, a Mata Atlântica é composta por uma série de ecossistemas cujos processos ecológicos se interligam, acompanhando as características climáticas das regiões onde ocorrem e tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano. Isso abre caminho para o trânsito de animais, o fluxo gênico das espécies e as áreas de tensão ecológica, onde os ecossistemas se encontram e se transformam.É fácil entender, portanto, porque a Mata Atlântica apresenta estruturas e composições florísticas tão diferenciadas. Uma das florestas mais ricas em biodiversidade no Planeta, a Mata Atlântica detém o recorde de plantas lenhosas (angiospermas) por hectare (450 espécies no Sul da Bahia), cerca de 20 mil espécies vegetais, sendo 8 mil delas endêmicas, além de recordes de quantidade de espécies e endemismo em vários outros grupos de plantas. Para se ter uma idéia do que isso representa, em toda a América do Norte são estimadas 17.000 espécies existentes, na Europa cerca de 12.500 e, na África, entre 40.000 e 45.000.Mas a Mata Atlântica encontra-se em um estado de intensa fragmentação e destruição, iniciada com a exploração do pau-brasil no século XVI. Até hoje, ao longo do bioma são exploradas inúmeras espécies florestais madeireiras e não madeireiras - como o caju, o palmito-juçara, a erva-mate, as plantas medicinais e ornamentais, a piaçava, os cipós, entre outras. Se por um lado essa atividade gera emprego e divisas para a economia, grande parte da exploração da flora atlântica acontece de forma predatória e ilegal, estando muitas vezes associada ao tráfico internacional de espécies.Contribuem ainda para o alto grau de destruição da Mata Atlântica, hoje reduzido a 7% de sua configuração original, a expansão da indústria, da agricultura, do turismo e da urbanização de modo não sustentável, causando a supressão de vastas áreas de biodiversidade, com a possível perda de espécies conhecidas e ainda não conhecidas pela ciência, influindo na quantidade e qualidade da água de rios e mananciais, na fertilidade do solo, bem como afetando características do microclima e contribuindo para o problema do aquecimento global. Os números impressionantes da destruição do bioma demonstram a deficiência em políticas de conservação ambiental no país e a precariedade do sistema de fiscalização dos órgãos públicos.A busca de um contexto de desmatamento zero no bioma passa pela adoção de critérios de sustentabilidade em todas as atividades humanas. Isso significa um esforço coletivo da indústria, do comércio, da agricultura e do setor energético na adoção de novos modelos de produção, menos agressivos ao meio ambiente, bem como do poder público, no sentido de garantir a fiscalização ambiental e a elaboração e cumprimento das leis, e finalmente dos cidadãos em geral, exigindo padrões de sustentabilidade enquanto consumidores, cobrando os governantes e se mobilizando pela manutenção da floresta de pé e pela recuperação das áreas degradadas.Além disso, a Mata Atlântica oferece outras possibilidades de atividades econômicas, que não implicam na destruição do meio ambiente e em alguns casos podem gerar renda para comunidades locais e tradicionais. Alguns exemplos são o uso de plantas para se produzir remédios, matérias-primas para a produção de vestimentas, corantes, essências de perfumes; insumos para a indústria alimentícia ou ainda a exploração de árvores por meio do corte seletivo para a produção de móveis certificados - o chamado manejo sustentável -, o ecoturismo e mais recentemente o mercado de carbono.FaunaMico-leão-dourado, onça-pintada, bicho-preguiça, capivara. Estes são alguns dos mais conhecidos animais que vivem na Mata Atlântica. Mas a fauna do bioma onde estão as principais cidades brasileiras é bem mais abrangente do que nossa memória pode conceber. São, por exemplo, 261 espécies conhecidas de mamíferos. Isto significa que se acrescentássemos à nossa lista inicial o tamanduá-bandeira, o tatu-peludo, a jaguatirica, o gato e o cachorro-do-mato ainda faltariam 252 mamíferos para completar o total de espécies dessa classe do reino animal na Mata Atlântica.O mesmo acontece com os pássaros, répteis, ]]anfíbio]]s e peixes. Não se acanhe ... pense à vontade ... que bichos vêm à sua mente? A garça, o tiê-sangue, o tucano, as araras, os beija-flores e periquitos? A jararaca, o jacaré-do-papo-amarelo, a cobra-coral? O sapo-cururu, a perereca-verde, a rã-de-vidro? Ou peixes conhecidos como o dourado, o pacu e a traíra? Esses nomes já são um bom começo, mas ainda estão longe de representar as 1020 espécies de pássaros, 197 de répteis, 340 de anfíbios e 350 de peixes que são conhecidos até hoje no bioma. Sem falar de insetos e demais invertebrados e das espécies que ainda nem foram descobertas pela ciência e que podem estar escondidas bem naquele trecho intacto de floresta que você admira quando vai para o litoral.Outro número impressionante da fauna da Mata Atlântica se refere ao endemismo, ou seja, as espécies que só existem em ambientes específicos dentro do bioma. Das 1711 espécies de vertebrados que vivem ali, 700 são endêmicas, sendo 55 espécies de mamíferos, 188 de aves, 60 de répteis, 90 de anfíbios e 133 de peixes. Os números impressionantes são um dos indicadores desse bioma como o de maior biodiversidade na face da Terra.A grande riqueza da biodiversidade na Mata Atlântica também é responsável por surpresas, como as descobertas de novas espécies de animais. Recentemente, foram catalogadas a rã-de-alcatrazes e a rã-cachoeira, os pássaros tapaculo-ferrerinho e bicudinho-do-brejo, os peixes Listrura boticário e o Moenkhausia bonita, e até um novo primata, o mico-leão-da-cara-preta, entre outros habitantes.Num bioma reduzido a cerca de 7% de sua cobertura original é inevitável que a riqueza faunística esteja pressionada pelas atividades antrópicas. A Mata Atlântica abriga hoje 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).Causas para o desaparecimento de espécies e indivíduos são a caça e a pesca predatórias, a introdução de seres exóticos aos ecossistemas da Mata Atlântica, mas principalmente a deterioração ou supressão dos hábitats dos animais, causados pela expansão da agricultura e pecuária, bem como pela urbanização e implementação mal planejada de obras de infra-estrutura.No caso dos anfíbios, por exemplo, seus locais de procriação, como brejos e áreas alagadas, são muitas vezes considerados um empecilho e extirpadas por meio de drenagem ou até utilizadas para despejo de esgoto. Os anfíbios são animais de extrema importância para o equilíbrio da natureza, pois controlam a população de insetos e outros invertebrados e servem de comida para répteis, aves e mamíferos.A proteção da fauna está diretamente ligada à proteção dos ambientes. Em paralelo, outras medidas importantes são a fiscalização da caça, da posse de animais em cativeiro, do comércio ilegal de espécies silvestres; fiscalização efetiva da atividade pesqueira; e realização de programas de educação ambiental junto à população.No que se refere à legislação, a proteção da fauna está prevista em nível federal na Constituição pela Lei 5.197/67 e também pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). Iniciativas de caráter global com desdobramentos de ação regional e local, como a Agenda 21, também são um instrumento de apoio para a proteção da fauna. Mas todos esses elementos dependem da vontade política dos governantes, da conscientização, mobilização e participação dos cidadãos e da introjeção do conceito de sustentabilidade nas atividades econômicas.ÁguaÉ comum pensarmos na complexidade de um bioma por aspectos de sua fauna e flora, mas um elemento fundamental para a existência da biodiversidade é a água. E se a água é essencial para dar vida a um bioma como a Mata Atlântica, suas florestas têm um papel vital para a manutenção dos processos hidrológicos que garantem a qualidade e volume dos cursos d'água. Além disso, as atividades humanas desenvolvidas dentro do bioma também dependem da água para a manutenção da agricultura, da pesca, da indústria, do comércio, do turismo, da geração de energia, das atividades recreativas e de saneamento.Atualmente, um conceito-chave para se estudar a relação entre a água, a biodiversidade e as atividades humanas é o da bacia hidrográfica, ou seja, o conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. Na Mata Atlântica estão localizadas sete das nove grandes bacias hidrográficas do Brasil, alimentadas pelos rios São Francisco, Paraíba do Sul, Doce, Tietê, Ribeira de Iguape e Paraná. As florestas asseguram a quantidade e qualidade da água potável que abastece mais de 110 milhões de brasileiros em aproximadamente 3,4 mil municípios inseridos no bioma.Mas o fato de 70% da população brasileira estar concentrada em regiões de domínio da Mata Atlântica resulta em grande pressão sobre a biodiversidade e os recursos hídricos do bioma, que já enfrenta em diversas regiões problemas de crise hídrica, associados à escassez, ao desperdício, à má utilização da água, ao desmatamento e à poluição.Em relação à escassez, as causas envolvem o aumento do consumo que acompanha o crescimento populacional, o desmatamento e a poluição, associados ao desenvolvimento desordenado das cidades e a impactos das atividades econômicas, além do desperdício e da falta de políticas públicas que estimulem o uso sustentável, a participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos e a educação ambiental.Quanto ao desperdício, estima-se que no Brasil o índice de perda chegue a 70%, sendo que 78% de toda a água consumida é utilizada no ambiente doméstico. Associado ao desperdício também está o mau uso dos recursos hídricos, como no caso de técnicas ultrapassadas para irrigação na agricultura e para o uso na indústria e a opção ainda tímida pelo reuso da água.Finalmente, destaca-se o desmatamento como fator agravante da crise hídrica, já que a supressão da vegetação, principalmente em áreas de mata ciliar, acarreta no assoreamento dos cursos d'água e até desaparecimento de mananciais. Como se não bastasse, a poluição por esgoto, lixo e agrotóxicos afeta a vida dos rios, podendo levá-los à morte e tornando a água imprópria para uso.Em busca de maneiras de se gerir mais eficientemente a água e promover a preservação ambiental, o conceito das bacias hidrográficas vem sendo trazido, desde a década de 70, para a esfera governamental e também para estratégias de conscientização, mobilização e participação pública. A idéia central dessa abordagem é que todo desenvolvimento de regiões urbanizadas e rurais é definido de acordo com a disponibilidade de água doce, em termos de quantidade e qualidade. Também faz parte desse pensamento o entendimento dos recursos hídricos de modo interligado e interdependente, ou seja, uma ação realizada em determinada região de uma bacia pode afetar outra região, como é o caso de lançamento de esgoto em rios, a contaminação por agrotóxicos, obras de infra-estrutura etc.O processo político decorrente dessa visão sobre a água resultou entre outros desdobramentos na criação da Lei 9.433/97, que estabelece a bacia hidrográfica como unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Faz parte do sistema, uma rede de colegiados deliberativos em nível federal e estadual, que são os chamados Comitês de Bacias Hidrográficas.Os comitês representam a base da gestão participativa e integrada dos recursos hídricos e são compostos por integrantes do Poder Público, da sociedade civil e de usuários de água. Além disso, os comitês permitem o levantamento mais preciso e a compilação de informações sobre cada bacia, facilitando o planejamento sobre captação, abastecimento, distribuição, despejo e tratamento da água, otimizando obras de infra-estrutura e o uso do dinheiro público. Desse modo, tornam-se um instrumento para a elaboração de políticas públicas integradas para gestão dos recursos hídricos.Espécies endêmicas ameaçadas de extinçãoMico-Leão litoral do Paraná foto rara tirada a 500 metros de distância aproximadamenteÉ possível que muitas espécies tenham sido extintas sem mesmo terem sido catalogadas. Estima-se que 171 espécies de animais, sendo 88 de aves, endêmicas da Mata Atlântica, estão ameaçadas de extinção. Segundo o relatório mais recente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, entre essas espécies estão o muriqui, mico-leão-dourado, bugio, tatu, tamanduá, entre outros.Recordes mundiais da Mata Atlântica454 espécies de árvores por hectare – no Sul da Bahia.Animais: aproximadamente 1.600.000 espécies, incluindo insetosMamíferos, aves, répteis e anfíbios: 1361 espécies, 567 endêmicas2 % de todas as espécies do planeta somente para estes grupos de vertebradosA preservaçãoAtualmente existem menos de 10% da mata nativa. Existem diversos projetos de recuperação da Mata Atlântica, que esbarram sempre na urbanização e o não planejamento do espaço, principalmente na região Sudeste. Existem algumas áreas de preservação em alguns trechos em cidades como São Sebastião (litoral norte de São Paulo).No Paraná, graças à reação cultural da população, à criação de APAs (Áreas de Preservação Ambiental), apoiadas por uma legislação rígida e fiscalização intensiva dos cidadãos, aparentemente a derrubada da floresta foi freada e o pequeno remanescente dessa vegetação preserva um alto nível de biodiversidade, das quais estão o mico-leão-dourado, as orquídeas e as bromélias.Um trabalho coordenado por pesquisadores do Instituto Florestal de São Paulo mostrou que, neste início de século, a área com vegetação natural em São Paulo aumentou 3,8% (1,2 quilômetro quadrado) em relação à existente há dez anos. O crescimento, ainda tímido, concentrou-se na faixa de Mata Atlântica, o ecossistema mais extenso do estado.A Constituição Federal de 1988 coloca a Mata Atlântica como patrimônio nacional, junto com a Floresta Amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A derrubada da mata secundária é regulamentada por leis posteriores, já a derrubada da mata primária é proibida.A Política da Mata Atlântica (Diretrizes para a politica de conservação e desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica), de 1998, contempla a preservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais e a recuperação das áreas degradadas.Há milhares de ONGs, órgãos governamentais e grupos de cidadãos espalhados pelo país que se empenham na preservação e revegetação da Mata Atlântica. A Rede de ONGs Mata Atlântica tem um projeto de monitoramento participativo, e desenvolveu com o Instituto Socio-Ambiental um dossiê da Mata, por municípios do domínio original.Unidades de conservaçãoNo domínio da Mata Atlântica existem 131 unidades de convervação federais, 443 estaduais, 14 municipais e 124 privadas, distribuídas por dezesseis estados, com exceção de Goiás. Entre elas destacam-se, de norte a sul:Parque das Dunas, estadual, Rio Grande do NorteJericoacoara, federal, CearáChapada do Araripe, Pernambuco, Piauí e CearáParque Zoobotânico Benjamim Maranhão, João Pessoa, ParaíbaReserva Biológica Guaribas, Mamanguape, ParaíbaÁrea de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape, Rio Tinto, ParaíbaParque Nacional da Chapada Diamantina, federal, BahiaParque Marinho dos Abrolhos, federal, BahiaParque Estadual do Rio Doce, estadual, Minas GeraisMosteiro Zen Morro da Vargem, municipal, Espírito SantoSantuário do Caraça, privada, Minas GeraisSerra do Cipó, federal, Minas GeraisSerra da Bodoquena, federal, Mato Grosso do SulParque Estadual dos Três PicosParque Estadual da Serra do Tabuleiro, estadual, Santa CatarinaSerra dos Órgãos e Parque da Tijuca, federais, e Barra da Tijuca, municipal, Parque Estadual da Serra da Tiririca,Rio de JaneiroParque Municipal da Grota, Mirassol, São PauloParque do Itatiaia, Minas Gerais e Rio de JaneiroSerra da Bocaina, Rio de Janeiro e São PauloSerra da Cantareira, São Paulo, São PauloSerra da Mantiqueira, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São PauloIlha Queimada Pequena e Ilha Queimada Grande, federal, Parque da Cantareira, Parque da Juréia e Ilha Anchieta, estaduais, São PauloParque Estadual da Serra do Mar, São PauloParque Iguaçu, federal, Vila Velha, ParanáIlha do Mel, estadual, ParanáSerra Geral, estadual, Rio Grande do SulImportância econômicaDa população brasileira, 70% vive na área de domínio da Mata Atlântica, que mantém as nascentes e mananciais que abastecem as cidades e comunidades do interior, regula o clima (temperatura, umidade, chuvas) e abriga comunidades tradicionais, incluindo povos indígenas.Entre os povos indígenas que vivem no domínio da Mata Atlântica estão os Wassu, Pataxó, Tupiniquim, Gerén, Guarani, Krenak, Kaiowa, Nandeva, Terena, Kadiweu, Potiguara, Kaingang e Guarani M'Bya.Entre os usos econômicos da mata estão as plantas medicinais (a maioria não estudadas), como espinheira-santa, caixeta, e o turismo ecológico.Lista de parques nacionais do BrasilParques EstaduaisLista de plantas da vegetação de Mata Atlânticahttp://www.trilhadoouro.com.br/Associação Catarinense de Preservação da NaturezaSOS Mata AtlânticaInstituto Rã-Bugio para Conservação da BiodiversidadeMinistério do Meio AmbienteUniversidade Livre da Mata Atlântica / WWI-Worldwatch BrasilInstituto Sócio AmbientalAssociação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do ItajaíRede de ONGs da Mata Atlântica
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Sede FiscalE.n.125 Vale da Igreja, 8600.257 Odiáxere – Lagos – Algarve. Tel. 282 799 537, 282 798 097 e 282 798 098 – Gsm 919845659 e 961345276 fax: 282 799 840 –Contacto electrónico ecossistemas@mail.telepac.pt - mail@ecossistemasol.com ecossistemas@hotmail.com info@ecossistemasol.com - MSN ecossistemasol@hotmail.com SKYPE 2984929gju
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A mangueira, Mangifera indica L
Antonio Souza do Nascimento Romulo da Silva Carvalho
A mangueira, Mangifera indica L., é uma planta de distribuição pantropical, capaz de se desenvolver com êxito em regiões subtropicais. A manga ocupa o quinto lugar entre os frutos tropicais no mercado internacional; os quatro primeiros são banana, citros, abacaxi e castanha de caju (Galan, 1993). A partir da década de 80, seu cultivo vem sendo incentivado em toda a América Tropical, em razão do aumento do consumo desta fruta pelos países industrializados. O mercado externo de fruta in natura é extremamente exigente no que diz respeito à qualidade da fruta, bem como à ausência de agrotóxicos. Essas exigências têm forçado o produtor a adotar um conjunto de medidas que incluem práticas de cultivo, monitoramento do pomar, uso de variedades e porta-enxertos resistentes, controle biológico e, inclusive, controle químico. Estas medidas têm como objetivo principal a redução da utilização de agrotóxicos e a convivência com os insetos em um nível que não provoque dano econômico. Das pragas que afetam a cultura da mangueira, destacam-se insetos e ácaros que danificam folhas, flores, frutos, ramos e tronco. As estratégias de manejo desses insetos requerem o conhecimento da sua biologia e da fenologia da planta, pré-requisitos indispensáveis para implementação do manejo integrado de pragas. As moscas-das-frutas são tratadas aqui com destaque por serem consideradas pragas primárias, entretanto, em se tratando de pomares em formação, cochonilhas, ácaros e tripes podem causar danos consideráveis, maiores até do que os das moscas-das-frutas. Atualmente, o controle de pragas em mangueira consiste no controle químico. Neste capítulo serão abordados descrição, aspectos da biologia e distribuição geográfica, complementados com as experiências dos autores.
1. PRAGAS PRIMÁRIAS (MOSCAS-DAS-FRUTASAs moscas-das-frutas Anastrepha spp. e Ceratitis capitata Wied., 1824 constituem-se no grupo de insetos de maior importância para a mangicultura, não só pelos danos diretos, no campo, em determinadas regiões, mas também em decorrência das barreiras quarentenárias impostas pelos países importadores da fruta in natura. Das quatro espécies de Anastrepha que utilizam a manga como hospedeira, A. obliqua, A. fraterculus, A. sororcula e A. pseudoparalela, a primeira espécie é responsável por, praticamente, 100% dos danos causados à manga, devido à sua preferência por esta fruta, bem como por frutas da família Anacardiaceae (cirigüela, cajá, cajá-mirim etc.) (Jiron & Soto-Manitiu, 1988; Zucchi, 1988). A espécie Ceratitis capitata, também, utiliza a manga como hospedeira e, do ponto de vista da exportação, é considerada como espécie quarentenária.
1.1 Espécies quarentenárias Define-se espécie quarentenária como "todo organismo de natureza animal ou vegetal que estando presente em outros países ou regiões, mesmo sob controle permanente, constitua ameaça à economia agrícola do país exposto". Tais organismos são geralmente exóticos para esse país ou região, podendo ser disseminados, entre outros meios, pelo trânsito de plantas ou parte delas. As seguintes espécies de moscas-das-frutas são consideradas pragas quarentenárias para o Brasil: mosca-mexicana-das-frutas, Anastrepha ludens Loew (Dip.: Tephritidae); mosca-das-frutas-de-natal, Ceratitis rosa Karsch (Dip.: Tephritidae); mosca-do-melão, Dacus cucurbitae Coq (Dip.: Tephritidae); mosca-oriental-das-frutas, Bactrocera dorsalis Hendel (Dip.: Tephritidae); e mosca-de-queensland, Dacus tryoni Forgatt (Dip.: Tephritidae).
1.2 Distribuição geográfica e preferência por hospedeiro Segundo Cunha et al. (1993), foram descritos seis gêneros de tefritídeos infestadores de frutos, Dacus, Bactrocera, Ceratitis, Toxotrypana, Anastrepha e Ragoletis, com ampla distribuição mundial. No Brasil, são encontrados os gêneros Anastrepha e Ceratitis. Os demais não ocorrem no país ou se limitam a atacar plantas nativas, destituídas de interesse comercial. Os gêneros Anastrepha, com mais de 78 espécies ocorrendo no Brasil, e Ceratitis estão distribuídos em todas as regiões do país (Zucchi, 1988). As espécies de Anastrepha infestam, preferencialmente, as frutas tropicais (nativas ou introduzidas) e a C. capitata apresenta preferência pelas frutas de clima subtropical (Malavasi & Morgante, 1980). No Brasil, as espécies que apresentam maior distribuição geográfica são A. fraterculus e A. obliqua, ocorrendo em todas as regiões. Segundo Morgante (1991), essas espécies são as principais pragas da fruticultura no Brasil (Fig. 1). No Nordeste brasileiro, a região do Vale do São Francisco possui condições excelentes para a produção de frutas. Nascimento et al. (1994) realizaram monitoramento e caracterização das espécies de moscas-das-frutas presentes na região do submédio São Francisco, em agroecossistemas frutícolas, constatando que as espécies de Anastrepha predominantes na região são Anastrepha fraterculus e A. sororcula (Fig. 2). A espécie A. obliqua apresentou freqüência relativamente baixa (4,55%), igualando-se às espécies A. dissimilis e A. pickeli, sem importância econômica. As espécies raras, com freqüências entre 0,033% e 0,174%, foram A. daciformes, A. distincta, A. serpentina e A. manihoti. Dentre as espécies quarentenárias, A. obliqua foi a que apresentou menor freqüência. A. grandis não foi capturada e as espécies A. fraterculus e A. sororcula apresentaram as maiores freqüências nas fazendas com grandes plantios de goiaba, Psidium guajava (Fig. 2). Com relação à mosca-do-mediterrâneo, C. capitata, no Nordeste do Brasil, recentemente, foi registrada a sua ocorrência em Petrolina, PE, Juazeiro, BA e Fortaleza, CE. As freqüências de C. capitata em áreas urbanas e de produção foram de 90,17% e 9,82%, respectivamente (Fig. 3). Nestas localidades, o principal hospedeiro detectado foi Terminalia catappa, planta exótica introduzida no país com ampla distribuição geográfica, popularmente conhecida como castanheira, castanhola ou chapéu-de-sol. Nascimento et al. (1994) verificaram que a população de moscas-das-frutas nessa região é relativamente baixa, não representando problema na comercialização dos frutos, no mercado interno. A presença de espécies quarentenárias na região obriga o exportador a realizar o tratamento hidrotérmico. Como dito anteriormente, a amendoeira (Terminalia catappa) é o principal hospedeiro de Ceratitis capitata, predominante nas áreas urbanas (Fig. 3). Especialmente no que diz respeito à manga, a freqüência de cada espécie para cada localidade é função dos hospedeiros presentes.
1.3 Descrição, biologia e comportamento Os adultos das espécies de Anastrepha medem em torno de 7 mm, possuem coloração amarela com desenhos nas asas em forma de "S" e "V" invertido, que os caracterizam (Fig. 4). As larvas são de cor amarela, desprovidas de cabeça, com a porção anterior afilada, onde se localiza o aparelho bucal em forma de ganchos. O adulto de C. capitata é menor do que o das espécies de Anastrepha e possui coloração geral preta. As larvas assemelham-se às das espécies de Anastrepha. As fêmeas dessas espécies, após 10 a 15 dias de idade, introduzem o ovipositor no fruto, fazendo a postura internamente, abaixo da casca. Dois dias após a postura, eclodem as larvas que passam a se alimentar da polpa do fruto por um período que, dependendo da espécie e da temperatura, varia de 20 a 30 dias. Findo esse período, a larva abandona o fruto e enterra-se no solo, onde empupa por 10 a 15 dias para, em seguida, emergir o adulto, recomeçando o ciclo (Fig. 5).
1.4 Monitoramento do pomar O monitoramento é efetuado utilizando-se armadilha tipo McPhail ou Jackson (Fig. 6), ou mesmo garrafas plásticas perfuradas, contendo hidrolizado de proteína na concentração de 7%. As armadilhas devem ser revisadas a cada sete dias, procedendo-se à coleta dos insetos, limpeza e substituição do atrativo. Elas devem ser localizadas na periferia do pomar ou talhão, sob a copa das árvores, distanciadas de 150 a 200 metros uma das outras e distribuídas nas seguintes proporções: pomares de até 1 ha, utilizar quatro armadilhas; de 2 a 5 ha, duas armadilhas por hectare; acima de 5 ha, uma armadilha por hectare (Fig. 7). Os atrativos alimentares utilizados são melaco de cana-de-açúcar, suco de frutas, açúcar mascavo (tipo Mcphail) ou os paraferomônios trimedilure ou metil-eugenol (tipo Jacson).
1.5 Controle das moscas-das-frutas 1.5.1 Controle químico Tão logo sejam coletados os primeiros adultos de mosca-das-frutas nas armadilhas, deve-se iniciar a aspersão com isca tóxica. A isca é composta por hidrolizado de proteína (um litro), malathion (200 ml) e 100 litros d"água. A aspersão é feita com uma brocha de parede ou com pulverizador costal, com bico em leque (utilizado para herbicida), ou, ainda com pulverizador motorizado. Deve-se aspergir a isca num volume de 100 a 200 ml da calda por metro quadrado de copa da árvore, em ruas alternadas, repetindo-se a aplicação a cada 15 dias, até 30 dias antes da colheita. 1.5.2 Resistência varietal Segundo Panizzi & Parra (1991), na integração de várias táticas do manejo de insetos-pragas estão incluídas as que se inserem no contexto da ecologia nutricional. Assim, inclui-se a utilização de cultivares resistentes, as quais possuem atributos químicos e/ou físicos que causam efeitos adversos na biologia (antibiose), ou fazem com que determinada planta seja menos preferida que outra para alimentação e/ou oviposição (antixenose). Apesar do caráter não específico em relação ao hospedeiro de determinada espécie de Anastrepha de importância econômica, existe preferência acentuada de Anastrepha obliqua Macquart (Diptera: Tephritidae) por manga Mangifera indica L. e por outras frutas da família Anacardiaceae (Jiron & Soto-Manitiu, 1988). Há evidências de que as variedades de manga comuns, como Rosinha, Coquinho e Espada, não são infestadas por moscas-das-frutas, enquanto as variedades Smith e Pope são mais suscetíveis do que "Hadden" e "São Quirino" (Rossetto et al., 1989). O processo de seleção do hospedeiro por insetos fitófagos envolve a emissão de odores pela planta. Assim, o inseto é atraído pela planta, onde se alimenta e deposita seus ovos (Visser, 1986). Segundo Carvalho et al. (1996), dentre as variedades de manga existentes no Brasil, algumas são altamente preferidas por moscas-das-frutas para oviposição e alimentação, como a variedade Carlota, enquanto outras, como "Espada", por exemplo, não o são. Em campo, o grau de infestação de manga por Anastrepha obliqua varia de conformidade com a variedade. Em campo, sob igualdade de condições, a espécie A. obliqua apresenta absoluta não preferência pela variedade Espada, enquanto "Carlota" é altamente preferida, encontrando-se até 95 larvas por fruto. Procopy & Bush (1973) demonstraram que a atratividade da mosca-da-maçã, Rhagoletis pomonela, está relacionada com substâncias voláteis provenientes dessa fruta. Em manga, a diferença no grau de suscetibilidade, provavelmente, esteja associada a características semioquímicas de cada variedade dessa fruta. Carvalho et al. (1996) verificaram, em laboratório, que todas as variedades de manga estudadas foram capazes de propiciar o desenvolvimento completo de A. obliqua, mesmo as que, em campo, não são infestadas por esta espécie de mosca-das-frutas, como é o caso da variedade Espada (Fig. 8). Entretanto, ocorreram variações no peso da pupa e na longevidade de A. obliqua, os quais são afetados pela variedade na qual a larva foi criada. Aqueles autores (Carvalho et al., 1996) verificaram que, sob infestação forçada em laboratório, o maior percentual de infestação larval/fruto foi obtido na variedade Carlota, conforme evidencia a Fig. 8 a, menor que na variedade Espada. Estes dados indicam que o comportamento de oviposição desta espécie, em laboratório, segue tendência semelhante ao observado em campo, diferindo apenas com relação à infestação na variedade "Espada", o que pode ser explicado em função da pressão populacional desta espécie na gaiola de infestação forçada e pela falta de opção na escolha do substrato para oviposição. Carvalho et al. (1996), ainda, afirmam que o substrato polpa do fruto de manga não limita o desenvolvimento da larva e levantam a hipótese de a fêmea adulta selecionar o fruto para oviposição com base nas características químicas da casca do fruto e/ou em decorrência dos estímulos semioquímicos da própria variedade de manga (Fig. 8b). Segundo Lara (1979), quando um inseto se alimenta normalmente de uma planta e esta exerce efeito adverso sobre sua biologia, considera-se esse tipo de resistência como antibiose. Carvalho et al. (1996) constataram que a sobrevivência do adulto de A. obliqua, cuja larva alimentou-se na variedade Espada (resistente à A. obliqua), foi menor quando comparada com a variedade Carlota (suscetível à A. obliqua). Além disso, "Espada" proporcionou menor percentual de sobrevivência inicial do adulto, em laboratório, quando comparada com a variedade Carlota. Fêmeas criadas na variedade Carlota apresentam longevidade superior àquelas criadas na variedade Espada (Fig. 9). Estes resultados demonstram o efeito adverso da variedade "Espada" sobre a longevidade de fêmeas de A. obliqua, provavelmente, devido à presença de substâncias tóxicas ou à ausência de algum nutriente essencial. Com o aumento do conhecimento das bases bioquímicas existentes nas variedades de manga, em relação à resistência da planta hospedeira às mos-cas-das-frutas, será possível desenvolver estratégias de manejo integrado das moscas-das-frutas pela manipulação da resistência destas plantas. 1.5.3 Controle biológico O parasitismo das moscas-das-frutas, em sua grande maioria, é efetuado por braconídeos, que parasitam ovos, larvas e pupas. Os principais programas de controle biológico para moscas-das-frutas têm sido realizados com o uso quase exclusivo de parasitóides da família Braconidae. Dentre estes, Diachasmimorpha longicaudata tem sido a espécie mais utilizada em nível mundial (Peña, 1993). Esta espécie destaca-se por sua relativa facilidade de criação e rápida adaptação aos meios naturais onde é liberada, bem como por sua condição de parasitóide generalista entre os tefritídeos. O parasitóide D. longicaudata foi introduzido pela primeira vez no Brasil pela Embrapa-CNPMF, em 1994, visando ao controle biológico das moscas-das-frutas neotropicais, tendo como etapas preliminares sua criação em laboratório, liberação em campo e seu estabelecimento em ambiente natural (Carvalho et al., 1995). Estudos estão sendo realizados com o objetivo de se conhecer a ocorrência de parasitóides nativos e o estabelecimento do parasitóide exótico Diachasmimorpha longicaudata em goiaba (Psidium guajava), carambola (Averroa carambola) e pitanga (Eugenia brasiliensis), na Estação Experimental de Fruticultura Tropical da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), no município de Conceição do Almeida, BA. Das pupas de moscas-das- frutas provenientes desses frutos, constatou-se, além da emergência dos adultos de moscas, a presença de 1.363 parasitóides, assim distribuídos: em goiaba, 58,9% dos parasitóides amostrados foram Dorictobracon areolatus, 38,4% D. longicaudatus, 1,4% do gênero Opius e 1,4% Utetes anastrephae; em pitanga, 75,1% foram D. areolatus, 16,4% U. anastrephae, 4,6% D. longicaudata e 3,9% Opius spp.; em carambola, 87,1% D. areolatus, 4,8% U. anastrephae, 4,8% Opius spp. e 3,2 % D. longicaudata (Fig. 10). Em face da grande ocorrência do parasitóide nativo D. areolatus, faz-se necessário concentrar estudos nesta espécie e no efeito da introdução de D. longicaudatus, para definir estratégias para a utilização dessas espécies no manejo integrado das moscas-das-frutas neotropicais. 1.5.4 Medidas complementares de controle Considerando que as frutas tropicais, como goiaba, pitanga, cajá, carambola e outras, são hospedeiras preferidas das moscas-das-frutas, sempre que essas frutíferas estiverem próximas da área de exploração comercial de manga, não se deve deixar que seus frutos apodreçam sob a copa das árvores. Os frutos caídos, inclusive os de manga, devem ser recolhidos e enterrados. Esta medida contribuirá para reduzir os prejuízos provocados pelas moscas-das-frutas. Na região semi-árida do Nordeste brasileiro, o pico populacional de adultos ocorre no início da estação das chuvas (janeiro a fevereiro), quando deve ser iniciada a aplicação da isca tóxica. 1.6 Tratamento pós-colheita Os Estados Unidos e o Japão, dois dos principais mercados consumidores de frutas, impõem barreiras quarentenárias visando impedir a introdução de espécies exóticas de moscas-das-frutas em seus territórios, estimulando, assim, os países exportadores a aprimorarem as técnicas de controle dessas pragas na pré e pós-colheita. A exportação de manga in natura para os mercados norte-americano e japonês tem como pré-requisito o tratamento pós-colheita, visando dar garantia quarentenária quanto à introdução de espécies exóticas de moscas-das-frutas naqueles países (Malavasi, 1989). Atualmente, o tratamento do fruto com água quente está sendo utilizado por empresas exportadoras de manga. O tratamento consiste em submergir em água, a 46 oC, os frutos de até 425 g, por 75 minutos e os de 426 a 650 g, por 90 minutos. No momento, o CNPMF da Embrapa está efetuando "testes confirmatórios" visando elevar o intervalo de peso desses frutos, mantendo o mesmo tempo de imersão. Nascimento (1992) descreve os procedimentos na pré e pós-colheita, visando à exportação de manga para os mercados norte-americano e japonês. 2. PRAGAS SECUNDÁRIAS 2.1 Cochonilhas 2.1.1 Aulacaspis tubercularis A espécie de cochonilha Aulacaspis tubercularis ocorre em altas populações em regiões de baixa umidade relativa do ar, como no cerrado e no semi-árido. A fêmea apresenta carapaça protetora circular convexa, de coloração branco-acinzentada, com cerca de dois milímetros de diâmetro. A escama do macho é alongada, com as margens laterais paralelas, medindo cerca de um milímetro de comprimento (Fig. 11). Essa praga suga a seiva da planta, em todas as suas partes verdes, provocando queda de folhas, secamento de ramos e aparecimento de fumagina. De um modo geral, as cochonilhas provocam maiores danos em pomares de um a três anos de idade, quando requerem controle químico sistemático. O controle deve ser efetuado pulverizando-se óleo mineral associado a um inseticida fosforado, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia e no período de floração. Outras espécies de cochonilhas, também, podem estar associadas à cultura da manga, como por exemplo as espécies Pseudaonidia tribitiformis, Pseudococcus adonidum e Saissetia coffea. 2.1.2 Psedaonidia tribitiformis A fêmea da espécie Pseudaonidia tribitiformis é recoberta por uma carapaça de coloração acinzentada e mede em torno de 3 a 4 mm de diâmetro. A escama do macho é alongada, menor e mais achatada do que a da fêmea. É comum o ataque desta espécie de cochonilha na face superior da folha, ao longo da nervura central (Fig. 12). Faz-se necessário o controle das cochonilhas, especialmente em plantios novos, com um a três anos de idade, quando o ataque é severo. Apesar de não existirem princípios ativos registrados para as cochonilhas em manga, recomenda-se o uso de óleo mineral associado a um inseticida. 2.2 Besouros 2.2.1 Broca-da-mangueira A broca-da-mangueira, Hypocryphalus mangiferae, é um pequeno besouro que mede cerca de um milímetro de comprimento, tem coloração marrom e está associado à seca da mangueira, como agente transmissor do fungo Ceratocystis fimbriata, daí a sua importância econômica (Rossetto & Ribeiro, 1990). Este inseto inicia o ataque pelos ramos mais finos, no topo da copa, onde aparecem os ramos secos, quando ocorre o fungo C. fimbriata. O H. mangiferae não é o principal responsável pela disseminação do fungo C. fimbriata, que pode ser disseminado no solo pelas mudas (Rossetto & Ribeiro, 1990). O controle desta praga é feito por inspeções periódicas do pomar, eliminando-se a planta nova ou os ramos de plantas adultas que apresentam secamento das folhas e orifícios nos ramos e no tronco deixados pelos besouros. Os ramos afetados, após a poda, devem ser queimados, fazendo-se, em seguida, a pulverização ou o pincelamento com carbaril associado a um fungicida à base de cobre. Para o controle químico da broca-da-mangueira, de acordo com Cunha et al. (1993), deve-se: ¨ pulverizar os ramos e troncos afetados com parathion methyl; ¨ fazer pulverização preventiva, com parathion methyl, nas mudas a serem transplantadas, por ocasião do transplante do viveiro, até que recuperem a turgidez. 2.2.2 Chiorida festiva O adulto desta espécie mede cerca de três milímetros de comprimento, possui coloração esverdeada com estrias amareladas nos élitros e região ventral de cor amarela. As larvas são ápodes, broqueiam o tronco e os ramos mais grossos, abrindo galerias. 2.2.3 Besouro-de-limeira O adulto do besouro-de-limeira, Sterrocolaspis quatrodecimcortata, possui coloração geral verde-azulada-brilhante, com carenas longitudinais nos élitros e antenas negro-azuladas. Os machos medem cerca de 7,3 mm e a fêmea alcança até 9,7 mm de comprimento. Este besouro ataca as folhas, deixando-as rendilhadas. 2.2.4 Besouro-amarelo Os adultos do besouro-amarelo, Costalimaita ferruginea vulgata, são de coloração amarelo-clara-brilhante, com a região ventral do corpo alaranjada. O sintoma de ataque deste besouro é o rendilhamento da folha (Fig. 13). É um inseto polífago, de ampla distribuição geográfica, que ataca diversas plantas cultivadas como abacateiro, algodoeiro, bananeira, cajueiro, goiabeira, eucalipto, entre outras (Boaretto & Brandão, 1992). Eventualmente, o controle químico desta praga, quando se faz necessário, pode ser efetuado com fenitrothion, deltrametrina ou permetrina (Rossetto et al., 1989). Obs. Apesar de, em alguns anos, este besouro causar danos significativos, normalmente não se utiliza nenhuma medida de controle. 2.3 Ácaro (Eriophyes mangiferae) Dentre as várias espécies de ácaros que ocorrem na mangueira, o E. mangiferae destaca-se como a de maior importância econômica. Quando adulto, mede cerca de 0,15 mm de comprimento, apresenta aspecto vermiforme e coloração branca. Esse ácaro infesta as gemas terminais e inflorescências, causando atrofiamento e morte de brotos terminais de mudas e de plantas jovens. Sua presença está associada à malformação da inflorescência como principal vetor de um dos seus possíveis agentes causadores, o Fusarium moniliforme (Piza et al., 1987). Em viveiros e pomares em formação, o controle deste ácaro deve ser rigoroso. Ressalta-se que o controle do ácaro nem sempre resulta na redução da malformação da inflorescência ou embonecamento (Rossetto et al., 1989). Para o controle químico do E. mangiferae, recomenda-se, de acordo com Cunha et al. (1993), proceder à pulverização preventiva com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações (épocas de seca e de escassa precipitação). 2.4 Lagarta-de-fogo Megalopyge lanata, conhecida como lagarta-de-fogo ou taturana, mede cerca de 70 mm, apresenta coloração branca com pêlos urticantes avermelhados. É uma espécie polífaga e de ampla distribuição geográfica (Gallo et al., 1988). Esta lagarta ataca as folhas, aglomerando-se no tronco da planta antes de empupar, ocasião em que é facilmente destruída mecanicamente, dispensando, assim, o uso de inseticida. Em caso de elevada densidade populacional, deve-se pulverizar com os produtos indicados para a cultura da manga. 2.5 Cigarrinha Conhecida como cigarrinha-das-frutíferas, Aethalion reticulatum, este inseto suga a seiva no pedúnculo dos frutos, que atrofiam e caem, causando prejuízos. O adulto mede cerca de 10 mm de comprimento, é de coloração marrom-ferrugínea, com as nervuras das asas salientes e esverdeadas (Fig. 14). Recomenda-se o controle localizado, eliminando-se as partes atacadas ou aplicando-se inseticidas carbamatos ou fosforados. 2.6 Tripes (Selenotrips rubrocinctus) Este inseto ataca folhas e frutos da mangueira e utiliza grande número de hospedeiros, dentre eles abacateiro, cajueiro, goiabeira, videira e outros. O inseto adulto mede cerca de 1,4 cm de comprimento, apresenta o corpo reticulado, com pernas pretas e asas esfumaçadas. A forma jovem deste inseto possui coloração amarelo-pálida a alaranjada, com uma faixa vermelha nos primeiros segmentos abdominais. O ataque ocorre, principalmente, na superfície inferior das folhas, próximo à nervura central. Em grandes infestações, os frutos são danificados, apresentando, inicialmente, coloração prateada que pode evoluir para amarelo-pálida e marrom, deixando a superfície áspera (Fig. 15). O bicudo-da-semente, Sternochetus mangifera, é uma praga quarentenária para o Brasil, Estados Unidos, Japão e Oriente Médio. Embora não ocorra em nosso país, esta praga é citada neste capítulo com o objetivo de alertar o produtor-exportador e autoridades competentes para a necessidade de se evitar a entrada desta praga exótica no território nacional, através do trânsito de frutos ou de sementes. Os países onde a ocorrência desta praga já foi constatada são: Índia, Filipinas, Austrália, Quênia, Nigéria, Moçambique, África do Sul, Havaí, Suriname, Guianas, Barbados, Honduras, Martinica e Venezuela (Cunha et al., 1993). S. mangiferae ataca os frutos novos, causando a sua queda prematura. No interior do fruto, esta praga danifica a semente, destruindo os cotilédones (Fig. 16). As galerias abertas não são detectáveis nos frutos maduros. O adulto mede em torno de 1cm, possui coloração variando de castanha a cinza-escura (Fig. 17). É um inseto de hábito noturno e univoltino. A oviposição inicia-se quando os frutos da manga medem em torno de 3 cm. Os ovos possuem coloração branca e forma tubular. 3. COMENTÁRIOS GERAIS Exceto as moscas-das-frutas, para as quais existe um volume razoável de informações, as demais pragas da mangueira necessitam de estudos detalhados sobre sua bioecologia associada à fenologia da planta, pois tais informações são indispensáveis à racionalização do controle de pragas. Por outro lado, é indispensável intensificar o estudo sobre os inimigos naturais e o impacto que o controle químico causa sobre eles. Esses conhecimentos, associados aos aspectos nutricionais e fitopatológicos da mangicultura, permitirão maiores avanços na prática do manejo integrado de pragas dessa cultura, que vem se modernizando rapidamente. Notas dos autores ¨ As indicações de agrotóxicos contidas nesta publicação não excluem o uso de outros, correspondendo aos mesmos princípios ativos, nem significam recomendação ou endosso de tais marcas. O objetivo principal é orientar os profissionais que trabalham com a cultura da manga. ¨ O crédito das fotos é atribuído a Cunha et al. (1993). 4. REFERÊNCIAS BOARETTO, M.A.G.; BRANDÃO, A.L.S. Principais artrópodos associados à mangueira. In: SÃO JOSÉ, A.R.R.; SOUZA, I.V.B., ed. Manga: produção e comercialização. Vitória da Conquista: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 1992.CARVALHO, R. da S.; NASCIMENTO, A.S.; MENDONÇA, M. da C. Introdução e criação do Diachasmimorpha longicaudata (Hymenoptera: Braconidae) parasitóide de moscas-das-frutas (Diptera:Tephritidae). 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