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O turismo residencial é um mercado em expansão e para o Algarve estão previstos 38 conjuntos turísticos. Veja em que concelhos.



23-06-2008 9:03:00 O turismo residencial é um mercado em expansão e para o Algarve estão previstos 38 conjuntos turísticos. Veja em que concelhos.
Os dados reportam-se a empreendimentos licenciados até Maio deste ano, e integram a tese de doutoramento de Cláudia Almeida, sobre a problemática do turismo residencial, divulgados durante o debate que a RTA promoveu sobre a matéria.
Lagos lidera a lista, com oito empreendimentos no concelho, seguindo-se Loulé com seis. Silves e Portimão vão construir, cada um, cinco conjuntos turísticos.
Já em Albufeira e Castro Marim há quatro resorts para cada um dos concelhos citados.
O território de Lagoa recebe três conjuntos turísticos, Vila Real de Santo António dois e, com a possibilidade de se instalar nos seus territórios um conjunto turístico estão os concelhos de Olhão, Alcoutim, Monchique e Vila do Bispo. Não constam da lista os concelhos de Aljezur, Faro, São Brás de Alportel e Tavira.
94 em comercialização
A estes projectos deverão juntar-se os 94 que já estão em comercialização como imobiliária turística e definem o potencial de alojamento local.
Em termos de comercialização Loulé lidera com 31 projectos em comercialização, seguindo-se Lagos com 17, Albufeira com 14 e Tavira que apresenta nove projectos em comercialização.
Portimão com cinco projectos, Silves com três e Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António com um projecto em cada concelho fecham a lista de investimentos já em comercialização.
Sotavento em alta
Em termos de procura de segunda residência no Algarve, destacam-se os britânicos, os irlandeses, alemães e holandeses, apresentando-se os concelhos de Lagos, Portimão, Lagoa, Albufeira e Loulé como os que têm mais proprietários e registam mais intenção de compra.
Começam no entanto a emergir outras zonas do Algarve, designadamente no Sotavento, em que a intenção de compra supera os proprietários, como é o caso de Vila Real de Santo António. Tavira surge igualmente com indicadores positivos nesta comparação.
Aliás quando comparadas as zonas do barlavento, centro e sotavento, mas também os proprietários e a intenção de compra, esta surge nitidamente reforçada no leste do Algarve, em especial pelos mercados holandês, alemão e irlandês.
Cláudia Almeida esclareceu que o seu estudo não incide sobre o mercado português por se estar a realizar no âmbito de um doutoramento de empresa na ANA Aeroportos, SA tipo de acessibilidade que não é significativa para os portugueses. A investigadora ressalvou ainda serem estes dados provisórios e que poderão alterar-se ao longo do tempo.
Ao referenciar as etapas do processo de decisão de compra de uma habitação num destino turístico, Cláudia Almeida frisou a importância das acessibilidades, já que o factor proximidade é referenciado como importante e por sua vez incide sobre a motivação de utilização e rentabilização da residência.
O boom das low cost e o maior número de voos não será alheio a uma maior procura por parte dos mercados europeus.
Quem pretende comprar uma casa “está também a adquirir o imaginário, o sol, o clima ameno, a simpatia e em muitos casos o golfe” alertou por sua vez o representante do Turismo de Portugal, Jorge Umbelino, outro dos intervenientes no debate (ver notícia).
Para este, “nem todos os projectos licenciados se vão concretizar, ainda que aprovados. Desde que estejam de acordo com a lei, são aprovados, mas o que dita o seu desenvolvimento e construção é o mercado”, sintetizou.
O debate “Turismo Residencial” foi moderado pelo vice presidente da RTA, Nuno Aires, tendo ainda como terceiro orador o empresário Reinaldo Teixeira, administrador da Garvetur, um grupo com forte presença neste segmento turístico.