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How to maintain a green garden free of chemicals



All kinds of insects and bugs are a common feature in most gardens. Over the years, the market has been full of sprays, insecticides, pesticides and other products to keep away these annoying pests from the garden. While these pesticides and other products are beneficial to keep away pests, they can be harmful for the plants, flowers or herbs in your lawn.
Maintaining a chemical free organic garden requires a lot of attention and effort. However, once you understand the benefits of having a chemical free garden, it can become an enjoyable activity. Here are some things that you can do to keep your garden healthy, green and free of chemicals.
1. Manage mildew without chemical sprays – mildew is a common occurrence in gardens and yards. If you find any on plants, then don’t go out to the market to purchase chemical sprays to get rid of it. Instead, make a solution of baking soda, liquid soap and water. Regularly spray the solution on to the plants and notice the mildew vanish. The baking soda will be gentle on your plants and the toxic free method will keep plants healthy.
2. Use coffee to repel insects, mammals and bugs – cats, insects, bugs and pests, all hate coffee. Mostly, it’s the strong smell of coffee that these little devils can’t stand. Therefore, coffee turns out to be one of the best environmental friendly pest repellents to keep your garden green. Many coffee houses and cafes discard the used coffee grounds; ask around and you’ll be able to get tons of it at an affordable rate from coffee houses. Spread the grounded coffee on the soil and see the magic happen. There will be no pests, insects, and animals till far sight. Strong perfumes, soap bars, etc. are also great natural animal and pest repellents.
3. Environmental free insect repellent sprays – while there are many chemical sprays available in the market, you can also find a wide variety of organic insect repellent sprays. These organic repellents consist of natural ingredients like garlic cloves, baking soda, liquid soap, vinegar, etc. that are safe for both humans, pets and the environment. These environmental friendly ingredients are gentle on plants, flowers and vegetables, and do not have any harmful effects.
4. Plant clover to finish away brown grass – brown grass is a common problem in many yards, especially during hot and dry weather. Instead of opting for chemical based solutions, use natural solutions to bring back the green grass. Brown grass usually occurs as a lack of nutrients in the soil. Plant clover in the garden as it is a great source of moisture for the plants and soil. Adding this plant to the grass will replenish the green grass and ensure your garden stays purely organic and away from pollutants.
With these simple, effective and ecofriendly solutions, you can keep your garden green and free of toxic fertilizers. An increasing number of landscape and garden architects are moving towards using green gardening technique to ensure chemical free plant health care. This allows the garden and its inhabitants to be safe from pollutants and keep the air free of chemicals and harmful ingredients.

Os jardins contemporâneos e as cores


 
O design de jardim está cada vez mais conceptual, em que todo o processo de criação e projecto é tão valorizado como o resultado final. Principalmente nos jardins privados o que se consegue alcançar não é somente um jardim, mas para o cliente algo mais significativo, com um história ou uma ligação mais profunda, e a cor é um elemento essencial para um design de sucesso.
RHS Chelsea Flower 2011
Os conceitos nos jardins são reforçados com o uso da cor, o quente, o frio, a sensação de profundidade, o infinito, calmo ou mais agitado, todos têm uma tradução ao nível da cor que escolhe.. Mas este uso da cor não é usado somente com as flores, aliás a tendências tem sido cada vez mais monocromática nas seleções de espécies que se colocam no jardim. A cor é antes utilizada na própria construção, e neste último ano, temos constatado cada vez mais ser o mobiliário que traz a cor aos espaços exteriores.
Colecção Bistro da Fermob
As cores provocam sensações, a maneira como refletem a luz pode ter várias leituras também dependendo da própria pessoa, pois esta é influenciada por experiências de vida, memórias e o próprio contexto onde a cor se insere.
Chaumont-sur-Loire 2010
O elemento cor está implícito, desde as primeiras ideias para o jardim, durante todo o projecto, as conjugações das cores dos materiais, plantas e estruturas influenciam as escolhas. As plantações normalmente têm algum tipo de repetição padronizado e a cor é usada para fazer a conjugação dos elementos vegetais. A repetição cria unidade no design, esta pode ser trabalhada mais intrinsecamente, mas o trabalho final resulta num espaço com uma ligação bem definida e o uso da cor em conjugação com as formas e texturas ajudam a alcançar este objectivo.
RHS Chelsea Flower 2011
Quase todos os tipos de jardins têm já uma palete de cores associada, principalmente aos tipos de plantas utilizadas, como é o caso dos jardins mediterrâneos onde se destacam os verdes-azulados e cinzentos.
Com a cor e o constraste consegue-se alcançar espaços mais dramáticos, ideais para pontos focais de um jardim ou para destacar a estrutura de uma planta, por exemplo a colocação desta com uma cor contrastante em segundo plano fará com que esta sobressaia imediatamente.
Steve Martino
Um dos mestres na utilização de cor é o arquitecto paisagista Norte Americano Steve Martino, as cores quentes do Nevada e da Califórnia inspiram e estão sempre presentes nos seus trabalhos, como um tipo de design muito característico e muito próprio. A cor é utilizada para ligar o jardim ao seu contexto natural, a paisagem inspira e dá o mote para as cores que são usadas no jardim.
Festival Ponte de Lima:Jardim Paraíso - Um Lugar Utópico ou Não
A cor deve ser utilizada mais dramaticamente nos jardins Portugueses, em geral continua-se a ser bastante conservador mas está na altura de expandir o design de jardins em Portugal e explorar novas ideias, e porque não começar com a cor, é só preciso criatividade.

Simbologia das cores

Estas definições e comportamentos variam muito de pessoas para pessoa, esta simbologia é uma generalização de como as cores podem ser percecionadas:
  • Vermelho significa motivação, atrai coisas novas e incentiva o recomeço. É ainda o espírito do pioneirismo e a persistência, bem como a prosperidade e a gratidão.
  • Amarelo é concentração, disciplina, comunicação, ativa o intelecto. Está associado a positividade e a boa sorte;
  • Laranja cor viva que geralmente é associada á euforia, a uma disposição enérgica e muito usada para chamar a atenção. Estudos indicam que utilizando a cor laranja num ambiente dum recinto pode deixar as pessoas que aí se encontram eufóricas.
  • Verde é esperança, abundância, cura. Estimula momentos de paz e equilíbrio. A cor mais comum num jardim.
  • Azul é uma cor harmoniosa, positiva, serena. A produção de pigmentos artificiais de azul tem sido um desafio constante na história da humanidade: pela dificuldade em encontrar esses pigmentos, o azul foi em momentos diversos considerado uma cor destinada a temas nobres.
  • Lilás é a cor que tem mais influência em emoções e humores. Também está ligada á intuição e espiritualidade, uma junção particular entre as cores azul e vermelho, está presente em muitas flores.
  • Branco definida como “a cor da luz”, reflete todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparecendo como clareza máxima. Produz a sensação de limpeza e claridade, além de frieza e esterilidade;
  • Preto definida como “a ausência de luz”, absorve todos os raios luminosos, não refletindo nenhum e por isso aparecendo como desprovida de clareza.
RHS Chelsea Flower 2013
RHS Chelsea Flower 2013

Landscaping algarve

An Exciting Way to Visit the Plants

The Brooklyn Botanic Garden (BBG) is not only very serious about its plants but also about design. Assembling a top-notch multidisciplinary team led by architecture firm Weiss/Manfredi and landscape architecture firm HM White, the BBG just added 100,000 plants with its new, model-breaking 3-acre visitor center, which provides a vivid starting point into the 52-acre garden. Of these 100,000 plants, some 45,000 have taken root on the visitor center’s 10,000-square foot roof meadow that blurs the lines between building and landscape. The other 55,000 – including cherry, magnolia, and tupelo trees, viburnums, roses, and “water-loving” plants — are spread throughout the new garden. A total of 100 plant species are represented, 90 of which are new to the garden.
On the new entry way experience, Scot Medbury, president of Brooklyn Botanic Garden, said: “The visitor center is both an extension and elevation of the garden’s topography, softening the transition from the gray to the green and underscoring the garden’s long-standing commitment to connecting the urban and natural worlds in new and forward-thinking ways.” NYC Cultural Affairs commissioner Kate D. Levin added: “This dynamic new Visitor Center will teach audiences about horticulture through cutting-edge, green infrastructure.”

HM White tells us about how visitors enter through their new landscape: ”The visitors are greeted along Washington Avenue by an arrival plaza with two garden basins carved out of the concrete surface and a steep sculptural berm as backdrop. As one progresses through the gateway of two buildings, the unanimity is maintained by an undulating living roof meadow above that slips through the hillside. As the architecture peels away, a 3-acre landscape slowly unfolds in swaths of horticultural diversity.” The site is a “stage set” designed to bring visitors into a “native woodland, a grassland palette, which was absent from the Garden’s extensive plantings.”
The design purposefully creates views along the paths, but is also engineered to ecologically manage stormwater. “New topographic features allow for views from as high as 25 feet above ground level, crested by a mature Ginkgo allée, and form the edge of the garden and the spine of the visitor center project. The sculpted berm landform spreads and slows the flow of rain water through planted depressions and direct surface run-off to stone-filled stormwater channels and, ultimately, to terminal raingardens. These function as bioinfiltration basins at the center’s entry and event plazas and absorb stormwater and avoid discharge to the city’s combined sewer system. Similarly, all water not held on the living roof is directed to the basins.”
Unlike some other landscape projects, there’s no need for any “subsurface water retention basins,” or below-ground cisterns to store water. There’s a new “landscape infrastructure” comprised of soils, plants, and water conveyance systems that keep the landscape alive. HM White says: “Bio-engineering technology was fused with sustainable horticulture design and soil engineering to reveal a captivating landscape infrastructure. Collectively, these efforts are expected to conserve significant amounts of water each year: 200,000 gallons of water from the living roof alone.”
Stormwater is then designed to be funneled via a “diffuser system” set up to spread water to the plant communities. The salvaged and re-engineered soils work together with carefully-chosen and placed plants to make the overall system work. “The soil profiles were specifically designed to increase volume capture, facilitate ground-water recharge and filter pollutants. The multi-layered riparian plant community has evolved to survive seasonal cycles of inundation and drought. Water quality is improved through filtration, sedimentation, and biological processes.”

Hank White, a licensed landscape architect, said the project was a true collaboration with the client, architects, civil engineering firm Weildlinger Associates, and soil scientist Pine & Swallow, to make the system not only technically-sound but also educational. White said: “We envision that visitors will now be able to observe and witness native plant communities actually performing a vital role in absorbing and cleaning stormwater.”
According to Weiss/Manfredi, the 20,000 square-foot building itself, which houses “interpretive exhibits,” event spaces, and a store selling garden products and plants, is designed to be as sustainable as the landscape. They write about the building’s sensitivity to its environment: “The curved glass walls of the visitor center offer veiled views into the garden; there is fritted glass filtering light and deterring bird strikes. Its clerestory glazing—along with the fritted glass on the south walls—minimizes heat gain and maximizes natural illumination. A geoexchange system heats and cools the interior spaces.” The team is hoping for LEED Gold certification (and perhaps SITES certification?)

Stay tuned: More cutting-edge landscape architecture is coming. Weiss/Manfredi tells us a new ”herb garden, woodland garden, and an expanded native flora garden” are in the works for the north side, while at the southern end, there will also be a new water garden (a water conservation education project), a new children’s discovery garden (designed by Michael Van Valkenburgh Associates), along with an “expanded and redesigned public entrance at Flatbush Avenue by Architecture Research Office.”
André Le Nôtre - O versátil paisagista francês criador dos principais jardins do mundo
Escrito por Pedro Henrique
Dom, 02 de Janeiro de 2011 23:02
O jardim clássico francês é um produto direto do mundo culto e pessoal do paisagista André Le Nôtre, diferente do que se banalizou como o “estilo francês” difundido através do catálogo de formas de Dézallier, desprovido da profundidade dos questionamentos de Le Nôtre, como se verá ao longo deste escrito. E se a imagem do mais hábil paisagista francês é mais popular fora da França, como observa Bernard Jeannel, é provavelmente porque para vários franceses sua obra ainda está muito associada a um passado fortemente criticado, ligado à monarquia francesa.
Paisagista-Andre-Le-Notre
André Le Nôtre, que viveu entre 1613 e 1700, era filho de jardineiros e seu círculo familiar, profissional e social foi em parte ligado a este meio. Sua família vivia no entorno do Jardim des Tuileries, seguindo uma tradição “tão antiga quanto lógica de alojar os jardineiros nas proximidades dos jardins que cuidavam”. Desde muito jovem Le Nôtre pode assistir as transformações do jardim des Tuileries, acompanhando o trabalho de seu pai e dos melhores jardineiros da época. Certamente também contribuíram em sua formação a leitura dos escritos de autoria de Claude Mollet, primeiro jardineiro do rei e colega de seu pai Pierre Le Nôtre.
Paralelamente à jardinagem, Le Nôtre freqüentou durante seis anos o ateliê de Simon Vouet convivendo com importantes artistas contemporâneos a ele. O pintor Simon Vouet, que foi também professor de Charles Le Brun e Eustache Le Sueur, tinha vivido na Itália entre 1615 e 1627 onde tomou contato com as correntes representativas da pintura italiana da época. Na sua volta à Paris dirigiu um importante ateliê de pintura adaptando o estilo italiano ao gosto das grandes decorações pedidas pela corte, aproximando-se do classicismo de Nicholas Poussin.
Nesse ateliê Le Nôtre fez amizade com Charles Le Brun pintor e decorador, de Vaux-le-Vicompte e Versalhes, com quem compartilha do gosto e a curiosidade pelos mitos da antiguidade nos quais Le Brun se inspirava com frequência. Também se iniciou em escultura com Lerambert.
Além das amizades ligadas ao mundo das artes e da jardinagem, outro aspecto a destacar na sua formação foi a familiaridade que adquiriu relativa aos problemas teóricos e práticos da perspectiva. Segundo, Bernard Jeannel na sua época “era possível estudar as Leçons de perspective positive du Cerceau, e segundo este mesmo autor, Le Nôtre também “estuda com atenção os quarenta e três livros de La perspective curieuse ou magie artificielle do padre Nicéron”. Neste tratado, diferentemente da perspectiva teórica (ou ótica), a perspectiva “positiva” trata essencialmente dos efeitos práticos da deformação da perspectiva. Como se verá na seqüência do artigo, Le Nôtre aplicará com maestria os conhecimentos técnicos relativos à perspectiva e outros ligados à arte dos jardins.
La_perspective_curieuse_ou_magie_artificielle_do_padre_Nicron
Em 1635, aos 22 anos de idade, André Le Nôtre foi nomeado primeiro jardineiro de Gaston d’Orleans, irmão do rei Luis XIII e trabalha acompanhando seu pai no Jardin des Tuileries, onde permanecerá durante mais de 20 anos.
Seus contatos, a tradição oral, o estudo de pintura e escritos ligados às técnicas de jardinagem, aliados a sua curiosidade, vão pouco a pouco ampliando sua visão e sua capacidade de expressão plástica. Esta bagagem de conhecimentos e vivências o permitirá realizar, a partir dos seus quarenta anos, um conjunto de obras marcantes das quais destacamos os jardins de Vaux-le-Vicompte e Versailles.
Vaux-le-Vicomte
Vaux-le-Vicompte, situado em Maincy, 55 Km a sudeste de Paris, é considerado uma de suas obras primas. O jardim e o palácio foram concebidos para o ministro das Finanças Nicholas Fouquet. Paradoxalmente – após a festa de inauguração deste jardim em 1661, feita em homenagem a Luis XIV – Nicholas Fouquet foi encarcerado e mantido em prisão até sua morte, entre outros motivos, por possuir uma propriedade mais aparatosa que a do Rei.
Vaux-le-Vicomte_Garden
No jardim de Vaux-le-Vicompte Le Nôtre usa com maestria os recursos da perspectiva na composição paisagística. Este é um jardim para ser visto a partir do Palácio e tem autonomia em relação à sua arquitetura. Para compensar a distribuição axial em pendente do terreno e sua longa extensão em detrimento de sua largura, Le Nôtre oculta partes do jardim e anula os efeitos da perspectiva em fuga. Cria assim um jardim de uma cena só, aparentemente menos longa e não imediatamente evidente como em Versalhes. Para isso, ao longo de um eixo central ordena uma seqüência de parterres, espelhos d’água que culminam com uma estátua de Hércules fechando a perspectiva e relacionando o fundo do jardim com um quadro de Nicholas Poussin dos 7 sacramentos.
vaux-le-vicomte2
No mesmo ano da prisão de Fouquet, Luis XIV iniciou a ampliação do antigo pavilhão de caça de Luis XIII que seria transformado no palácio de Versalhes e residência real a partir de 1682. As obras do palácio foram desenvolvidas num longo período de tempo e dela participaram os arquitetos, Louis Le Vau (1612–1670), Jules Hardouin-Mansart (1646–1708), Jacques Ange Gabriel (1698–1782) e o pintor e interiorista Charles Le Brun (1619–1690).
Com relação ao lugar escolhido para instalar Versalhes, sua topografia plana e sem atrativos e a falta de água para abastecer a corte o indicam como um dos mais inadequados para estabelecer o jardim e a residência da corte. No entanto, para Luis XIV, Versalhes foi concebido para dar “a medida exata da gigantesca dimensão do governo humano sobre a natureza” e entendimento desta iniciativa deve ser vinculado a um contexto de domínio simbólico e físico do território.
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jardim-Versailles-frente
Numa escala macro o jardim se estrutura através de grandes eixos retilíneos onde se distribuem parterres, espelhos d’água, elementos arquitetônicos. O eixo central atinge cerca de 14 km de comprimento e permite uma visão ampla do território. Esta experiência do olhar que alcança o horizonte longínquo está na base do eixo visual, o mecanismo fundamental de ordenação do conjunto de Versalhes e de muitos outros da arquitetura barroca. Ela se incorporará como um dos mecanismos de ordenação compositiva mais fundamentais da Ecole de Beaux Arts cujas origens remontam precisamente ao reinado de Luis XIV.
O-jardim-de-Versalhes
Numa escala micro, o jardim apresenta uma cenografia arquitetônica e vegetal obcecada pelo detalhe e voltada ao deleite e à provisão de acontecimentos para os convidados do rei (cenas de teatro, terraços, fontes, conjuntos de estátuas, labirinto, espelhos d’água).
jardim-versailles
jardim-tropical-versalles
Embora Vaux-le-Vicompte e Versalhes em si já representem muito bem o auge da produção de Le Nôtre, paralelamente a estes o paisagista também participa do desenho de vários outros jardins nos arredores de Paris e nas províncias, entre eles Tuileries, Champs-Élysées, Chantily, Saint Germain, Saint Cloud, Sceaux, Fontainebleau, Meaudon. Permanece em todos eles a idéia de ordem, simetria que concorrem para sua inteligibilidade.
Jardins_des_Tuileries
Champs-lyses
Chateau-Fontainebleau
Por outro lado, “numa época na qual a linguagem mitológica é o modo de expressão comum na Europa Artística, os jardins de Le Nôtre exprimem uma mensagem de triunfo que se evidencia ou oculta segundo o caso”. Essa dupla polaridade dos seus jardins que tem como apoteose Versalhes, onde, de um lado temos o rigor de uma organização geométrica do espaço e do outro temos o ressurgimento de uma mitologia lúdica e oracular – vem a cristalizar a herança do humanismo francês, como bem observa Bernard Jeannel. Em síntese, sua obra é um registro excepcional da política, ciência e sensibilidade do seu tempo.
Por: Ana Rosa de Oliveira



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A câmara de Alcoutim vai lançar em Novembro três concursos para atribuição de 3.000 camas turísticas no concelho, um investimento considerado “vital”


A câmara de Alcoutim vai lançar em Novembro três concursos para atribuição de 3.000 camas turísticas no concelho, um investimento considerado “vital” para combater a desertificação e ajudar a economia local. A construção das unidades turísticas já tem quatro investidores interessados, uns nacionais e outros estrangeiros. O presidente da câmara de Alcoutim, Francisco Amaral (PSD), disse à Agência Lusa que há já planos para esses quatro projectos, em áreas como o golfe, cinegética, ecoturismo, hipismo ou turismo de alta qualidade. O autarca considerou que estes projectos são “vitais para combater a desertificação" e "ajudar ao desenvolvimento turístico e económico" de um dos concelhos mais envelhecidos do país. "Um deles é o empreendimento Portelas do Guadiana, junto ao rio e à vila de Alcoutim, e prevê um investimento de largas centenas de milhões de euros. Centra-se no golfe, no hipismo, com hotel e vivendas, e empregará cerca de 400 pessoas", adiantou Francisco Amaral, reeleito domingo para um quinto mandato consecutivo. O autarca explicou que a câmara está a preparar três concursos públicos para atribuir as 3.000 camas (de um total de 24.000 destinadas ao conjunto do Algarve) que couberam ao concelho no âmbito dos Núcleos de Desenvolvimento Turístico (NDT) definidos pelo Plano de Ordenamento Território do Algarve (PROTAL) para "um espaço temporal de 10 anos, mas que poderá ser reduzido caso esgotem antes desse horizonte". Francisco Amaral adiantou que os serviços municipais já estão a definir as regras dos concursos, "que deverão ser lançados em Novembro" para que os investimentos "possam avançar já no próximo ano". Há outros três projectos que já manifestaram interesse em concorrer, todos de baixa densidade e dois "situados entre Martinlongo e Vaqueiros". "Um deles é o Finca Rodillas, ligado ao golfe e à cinegética, e ao lado existe outro, de ecoturimo e também ligado ao golfe, que se chama Herdade das Ferrarias. Ambos empregarão centenas de pessoas", avançou o presidente da câmara de Alcoutim. Francisco Amaral disse que o quarto empreendimento interessado tem por nome Moinhos de Cadavais e é "um projecto ecológico, com casas em Madeira, junto à barragem de Alcoutim", sublinhando que dois deles estão à espera do concurso para saberem o número de camas a que terão direito e obterem o estatuto de Projectos com Potencial Interesse Nacional (PIN). O autarca sublinhou que "estes investimentos têm uma importância vital para o concelho", que está "limitado no seu desenvolvimento turístico e económico por quatro instrumentos de ordenamento do território: a Rede Natura2000, a Rede Ecológica, o Domínio Público Hídrico e o Leito de Cheias do rio Guadiana". "São quatro instrumentos de ordenamento do território que, em vez de ordenar, desordenam", criticou Francisco Amaral, para quem "Alcoutim possui qualidade de vida, tranquilidade, beleza paisagística, um rio que ainda não está explorado e tem grandes potencialidades". "É possível compatibilizar os valores ambientais e o desenvolvimento económico, sem fundamentalismos, contribuindo para a fixação de pessoas. Assistimos, desde a década de 60 a um êxodo de pessoas que procuravam melhores condições de vida. E com estes investimentos haverá condições para regressarem à terra", considerou o autarca.

ALGARVE - Flora e Vegetação



ALGARVE - Flora e Vegetação
A tão característica vegetação da orla mediterrânea, está quase extinta, encontrando-se os últimos vestígios, precisamente na região do Algarve.
Essa vegetação é designada por Oleo-Ceratonion, devido ao nome das duas árvores mais características que a constitui: o zambujeiro ou oliveira brava (Olea europaea) e a Alfarrobeira (Ceratonia siliqua).
O zambujeiro, é uma árvore que se pode confundir com a oliveira, sendo mesmo considerado como o seu parente selvagem. No entanto, as folhas e as 'azeitonas' são muito mais pequenas. Na maioria dos casos, os zambujeiros não passam de pequenos arbustos, embora por vezes possam atingir os 8 a 10 metros.
A vegetação mediterrânica, já quase não forma florestas, por ter sido destruída, mas adquire o porte de matagal, a que se dá o nome de maquis.
Os cerca de 100.000 ha de solos agrícolas algarvios, coincidem quase exclusivamente com a orla Litoral e o Barrocal meridional. A área florestal ocupa 62.000 ha predominando o sobreiro, o medronheiro, o eucalipto, o pinheiro e a azinheira. Nas culturas de sequeiro dominam, embora em fase de degradação progressiva, a figueira, amendoeira, alfarrobeira, oliveira e videira. Destas árvores, a mais generalizada é a figueira, que se estende desde o Cabo de S. Vicente ao Guadiana.
A alfarrobeira, concentra-se principalmente na região calcária mais acidentada, embora se encontre também, mas de forma esporádica, no litoral onde predomina a amendoeira.
A vegetação espontânea mais característica na maior parte da região, parece ser constituída pela floresta de azinhal, abundando também arbustos elevados e pequenas árvores como o medronheiro e o carrasco.
A Floresta Algarvia localiza-se principalmente na Serra, na área correspondente ao complexo xisto-grauváquico do Carbónico (296.860 ha) e à mancha dos sienitos de Monchique (6.684 ha).
O litoral Algarvio divide-se fisiograficamente em duas regiões distintas: a oriental, o Sotavento constituída por uma praia arenosa que se estende da Quarteira a Vila Real de Santo António, e a ocidental, o Barlavento, falésia rochosa, que vai da Quarteira até ao Cabo de S.Vicente.
As principais formações vegetais encontram-se nas dunas e apresentam adaptações morfológicas e fisiológicas que lhes permitem sobreviver às condições extremas das zonas costeiras: salsugem, ventos fortes e carências de água doce. Esta vegetação localiza-se nas dunas móveis, nas dunas consolidadas da costa SW, incluindo a Península de Sagres, nas dunas consolidadas artificialmente na Mata Nacional de Vila Real de Santo António.
Os sapais são ecossistemas que surgem em zonas estuarianas, lagos e baías. Caracterizam-se por possuírem uma cobertura vegetal muito peculiar, que se encontra submersa durante a preia-mar e fica a descoberto na baixa-mar.
Os sapais não são tão atractivos como as praias, devido ao seu solo escuro, lodoso e escorregadio e por apresentarem uma vegetação pouco variada, mas onde por vezes surgem pontos coloridos como é o caso da espécie Cistanche phelypaea. São ecossistemas muito produtivos, raros na costa SW e muito notáveis na costa Sul..
Barrocal - partindo da orla costeira para o interior, encontram-se formações degradadas, sucessoras das florestas de azinheira (Quercus rotundifolia) e onde foi introduzida a alfarrobeira (Ceratonia siliqua).
A azinheira, a oliveira e a alfarrobeira, são plantas de ambientes quentes e secos com folhas pequenas, duras e persistentes, que se encontram sobretudo no sul do país.
A amendoeira, é uma pequena árvore proveniente da Ásia e Norte de África. As paisagens de amendoeiras floridas logo em Janeiro, são o cartão de visita do Algarve.
É na Serra Algarvia que ocorrem formações degradadas da antiga floresta de sobreiro (Quercus suber) e de azinheira (Quercus rotundifolia).
Entre as primeiras têm interesse os medronhais. O medronheiro (Arbutus unedo) floresce entre Outubro e Dezembro. É uma árvore de folha perene e as flores são brancas ou rosadas e os frutos são bagas vermelho-alaranjadas.
Os frutos do medronheiro, os medronhos, são comestíveis mas não são muito apreciados pelo seu sabor amargo. Já o mesmo não se pode dizer, da aguardente que se obtém da sua destilação, e que tem exploração comercial nas serras de Monchique e Caldeirão.
Na serra encontram-se ainda algumas formações de montado de sobro e ainda grandes manchas de esteva (Cistus ladanifer), tojos (Ulex argenteus e Stauracanthus genistoides) rosmaninho (Lavandula luisieri) e outras num conjunto de plantas aromáticas, medicinais e melíferas.
Na serra de Monchique ainda se encontra um núcleo de carvalhos (Quercus canariensis e Quercus faginea). Estas duas espécies são endemismos ibéricos, já raras em Portugal, apenas com área de distribuição nesta serra e seriamente ameaçados.


A "palmeira anã", é a única que é espontânea na Europa, encontrando-se por toda a costa norte mediterrânica. No Algarve, assume geralmente uma forma anã, constituindo pequenas moitas dispersas.
Esta é a única região do país onde surge espontaneamente, em terrenos arenosos ou pedregosos e em colinas e barrancos secos e ensolarados. As folhas perenes, fazem lembrar um leque pouco denso (sendo também designada por 'palmeira vassoura'). As flores são pequenas e amarelas e os frutos, não comestíveis, são amarelo-escuros ou acastanhados