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Destruction Looms for Arthur Erickson-designed Bank of Canada Atrium Garde


Bank of Canada Atrium
Bank of Canada Atrium, photo by Jonathon Simister, via Wikimedia Commons



The Bank of Canada’s garden and atrium in Ottawa, situated in a building between Canada’s first retail pedestrian mall and the federal institutional landscape, provide a welcoming public space in Canada’s capital city and exemplify architect Arthur Erickson’s skill as a maker of interior and exterior landscapes. The 12,749 square-foot atrium is now at risk of privatization and the garden threatened with destruction.

History

Bank of Canada

Bank of Canada, photo by Taxiarchos 228 via Wikimedia Commons.

Located across from Parliament Hill, the Bank of Canada’s head office occupies a prominent site on Wellington Street, an address it shares with the Supreme Court of Canada, the Library and Archives of Canada, and until 1999, the Embassy of the United States. It is “one of Canada’s best 20th century buildings and a great example of the creative integration of old and new,” says Natalie Bull, executive director of the Heritage Canada Foundation. The centerpiece of the bank is an Art Deco granite building, constructed in the 1930s, flanked by symmetrical glass-and-copper-clad East and West Towers. The three buildings are connected by an atrium. The atrium and towers were designed by Arthur Erickson in collaboration with the firm Marani, Rounthwaite & Dick in the late 1960s and completed in 1979. A lush tropical garden, incorporating a reflecting pool, runs almost the length of the atrium. The green slate floor gently dips down toward the water which sits beneath a trellis of long wood beams. The result is a human-scaled and intimate experience within a 262-foot-high space.

Bank of Canada Atrium Yap Stone

Yap Stone at the Bank of Canada Atrium, photo by Beades via
Wikimedia Commons.

Philip Johnson, the influential American architect, described Erickson as “by far the greatest architect in Canada, and maybe the greatest on this continent.” Landscape was a key feature of his work, which includes the Canadian Chancery in Washington DC, and the Museum of Anthropology at the University of British Columbia in Vancouver.

Erickson designed the atrium with a “lake” and three mounds of plantings. He sent architect Keith Loffler, who collaborated with the landscape architecture firm Hough Stansbury and Associates, to Florida to select plants, directing them to include a large ficus tree, palms and podocarpus.
The Bank had a Yap stone, the largest known currency, and requested it be conspicuously displayed, recalls Loffler: “Instead Arthur placed it in the water between two of the mounds, so it was partially hidden and the public had to find it. In this way, appreciation of its rarity was enhanced.”
The winter garden was meant to help compensate for the loss of a park on the site. Louis Rasminsky, the Bank’s governor felt the Bank had a duty to give access to the atrium to “the people that made it all possible,” said a 1971 newspaper article. The garden court which is now closed to the public was designed to be discovered by tourists, office workers and shoppers. They could walk through, sit and eat lunch, and enjoy the garden. It served as the entrance to the Canadian Currency Museum and was popular for wedding photos.
In 2011, the Royal Architectural Institute of Canada and the Heritage Canada Foundation chose the Bank of Canada for the Prix du XXe siècle, which recognizes enduring excellence. The Bank declined to accept the award because it was in the midst of obtaining approval for a US$572-million renovation.

Threat

Bank of Canada Atrium

View of the Atrium Roof and upperstory plantings, copyright
Steven Zhen Wang.

As part of the renewal, which will begin this month, the Bank plans to close the atrium to the public, citing increased security. The plants and pool will be removed. The green slate floor will be replaced with another material and its slope evened out. The atrium will be used as informal meeting space for bank employees. “… we are still bringing some of the garden, but it may be more of a Canadian-type of garden,” says Dale Fleck, the Bank’s project manager. “We’re not going to have a water feature. It limits the use of the space. We want to use as much of the space as we can for the Bank and staff.”

Among those who object is Phyllis Lambert, founding director of the Canadian Centre for Architecture in Montreal and chair of the Arthur Erickson Foundation whose mandate it is to promote understanding of one of Canada’s most important architects. “To remove the garden would be to remove the soul of the building,” she says. “It is not only a major piece of Erickson’s design, it is a major aspect of the building. It has a great and important function. It is how he connected the new building to the old and is a very brilliant way of doing so. It also connects to the other public space around it.” Security can be achieved in other ways, she adds, “As in all great buildings, the ground floor is public. It cannot be privatized.”
In a 1972 address to the Institute of Canadian Bankers, Erickson, who died in 2009, warned against the short-term view. “You as bankers, cannot afford to be concerned with only the economic aspects of projects that you finance. There may be serious implications on the natural environment, on the urban environment, on human culture, which at some future time may be considered crimes against mankind.”

É a altura em que os emigrantes regressam ao País e o Borda d'Água dedica-lhe o Dia do Emigrante na segunda-feira.


É a altura em que os emigrantes regressam ao País e o Borda d'Água dedica-lhe o Dia do Emigrante na segunda-feira. Multiplicam-se as festas em sua honra, festejos populares e em que parece que o tempo parou. Mas há uma nova vaga de emigrantes que se deslocam sobretudo para Inglaterra, um dos países de destino dos portugueses mais recente. Têm um ou vários diplomas, talento e ambição suficiente para competir com os melhores, a que juntam o habitual empenho e profissionalismo, capacidades que os estrangeiros também reconhecem nos emigrantes tradicionais. E com vantagens. Não pedem desculpa por terem sucesso. Até porque Portugal se tornou pequeno para eles. O País que os ajudou a formar não tem capacidades para os receber
Vivem nos bairros modernos de Londres. E não é a primeira vez que estão fora do País. Já o fizeram para prosseguir os estudos, tirar uma pós-graduação, um mestrado ou um doutoramento. E Portugal tornou-se demasiado pequeno para os receber. Maldita - ou bendita - contradição, que faz com que tenham de emigrar e competir com os melhores, a quem ganham muitas vezes. Um reconhecimento que chegaria tardio se permanecessem no seu país. São os rostos de uma nova geração de emigrantes, que se dirige sobretudo para Inglaterra: jovens, talentosos e ambiciosos. Estes são os filhos da era global.
Francisco Leotte e Diogo Rodrigues são bem o exemplo dessa nova realidade. Circulam pelo mundo a tirar cursos e a trabalhar, enfim, a "fazer currículo". Conhecimentos que, em Portugal, só poderiam ser bem aproveitados no ensino universitário, o que sabe a pouco para quem gosta de estar no terreno e em constante evolução. Francisco formou-se em Biologia Marinha e Oceanografia e Diogo em Engenharia Aeroespacial, áreas ainda pouco desenvolvidas em Portugal, o que faz com que Lisboa e Porto sejam efectivamente periféricas. E Londres é um dos centros do mundo.
"Formei-me em Engenharia Aeroespacial no Técnico. Fiz um estágio no final do curso em Paris numa empresa de aeronáutica. Voltei a Portugal e senti muitas dificuldades para encontrar um emprego na área de que gostava. Uma pessoa acaba o curso, está cheia de vontade para trabalhar e, depois, vê que tem de sair do País para ver se arranca com a carreira", lamenta Diogo Rodrigues, 29 anos. Os colegas do Diogo que ficaram em Portugal acabaram em consultoria ou programação, muitas das vezes em empresas subcontratadas por multinacionais.
Foi aceite para fazer um estágio no Centro Europeu de Operações Espaciais, na Alemanha, no âmbito do programa para licenciados do Instituto do Comércio Externo de Portugal (ICEP). Fez um estágio na agência norte-americana NASA, onde provou o gosto das missões espaciais, e especiais, mas ainda sem encontrar funções para a sua vocação. Abriu um concurso internacional para a admissão de astronautas da Agência Espacial Europeia, e Diogo sentiu que era uma grande oportunidade. Concorreu e foi um dos quatro finalistas portugueses, mas nenhum acabou por ser um dos seis seleccionados. As coisas complicaram-se.
"O que vou fazer da vida? Arranjo um emprego sexy ou vou para gestão?", eram as dúvidas de Diogo Rodrigues. Entendeu por emprego sexy trabalhar em projectos de aviões; na preparação e desenho de missões espaciais; ser astronauta.
Com 35 anos, Francisco Leotte também já andou por muitas outras bandas. Começou logo por se licenciar na Universidade de Gales, em Inglaterra. Porquê? "Porque é uma das melhores universidades", responde. Não é propriamente um estudante principiante, tinha feito um curso de jovem empresário agrícola em Portugal e iniciado uma exploração agrícola de frutas, o que interrompeu para cumprir o serviço militar. Foi aí que decidiu voltar às aulas. Terminou a licenciatura e obteve o primeiro emprego na Inglaterra, até ser aceite numa bolsa para mestrado, que lhe deu um bilhete de avião para o Vietname, para a área de cooperação da Comissão Europeia. Findo o mestrado, regressou a Portugal. Casou-se e teve três filhos, actualmente com nove, oito e quatro anos. As coisas a nível profissional é que não lhe estão tão prósperas. "Em Portugal, um biólogo trabalha na universidade ou no Instituto das Pescas", onde o salário ronda os 1700 euros. E foi no Instituto que acabou por trabalhar. Até há dois anos.
Em Londres, Francisco recebe três vezes mais do que em Portugal, vencimento e os bónus dos projectos incluídos. Trabalha numa multinacional do topo em investigação em assuntos de biologia marinha e das pescas, para onde foi convidado numa das viagens que faz a Inglaterra no âmbito do doutoramento, a Southampton. A empresa faz aconselhamento dos governos, além da Comissão Europeia, na gestão das pescas, nomeadamente a nível do impacto ambiental. O que quer dizer que Francisco anda sempre a viajar de continente em continente.
A família de Leotte continua em Portugal e ele aproveita as escala em Lisboa para os visitar. Às vezes, jantam com as webcam ligadas (em Lisboa e em Londres) e, assim, partilham a refeição a 2230 quilómetros de distância.
"A minha mulher tem um trabalho difícil, que é educar as crianças, e reconheço esse esforço. Mas é uma aposta no futuro. A minha profissão é muito difícil em Portugal, os salários são maus e esta é sobretudo uma aposta na carreira." Carreira que se conquista no exterior, com os olhos postos em Portugal. Porque tanto Francisco como Diogo pensam regressar. Mais tarde!
Diogo Rodrigues ainda trabalhou, em projectos de optimização da produção de arames, numa fábrica em Portugal que fornece toda a Europa. Estava a gostar, mas não resistiu ao contacto de uma empresa sediada em Londres e onde já tivera formação. Fornece software para todo o mundo na área de análise e planeamento de missões espaciais, por exemplo, na potencialização dos recursos disponíveis para fazer patrulhamento num determinado território. A mudança para Londres deu-se há ano e meio e Diogo Rodrigues considera a aposta ganha. "É uma forma de acelerar a progressão na carreira. Em Portugal, vive-se bem a partir do momento em que se atinge o topo. Já se ganha bem e a qualidade de vida é muito melhor do que em Londres."
Os emigrantes gostam da forma como se convive em Portugal e da facilidade com que os citadinos facilmente se podem deslocar para o campo e para a praia. Diogo ainda não compreende a forma de diversão dos ingleses. "Fecham-se nos pubs, fazem maratonas a beber cerveja. E, assim, se divertem", critica.
Gustavo Januário, 29 anos, completa o trio dos três amigos que partilham as despesas do aluguer da casa, em Queen Street, linha Piccadilly Circus. As rendas são bastante elevadas em Inglaterra, outro factor negativo do país. Os restaurantes também cobram bem, mas há uma maior opção de escolha e sempre se pode recorrer ao supermercado e confeccionar a comidinha em casa.
Gustavo é pediatra e trabalha no Hospital Pediátrico de Coimbra. E é com o ordenado de 1500 euros mensais que está a tirar uma especialização em doenças infecciosas. Espera ter um destino diferente dos amigos, até porque tem o seu lugar à espera em Portugal. E claro que também espera ser reconhecido.
"No caso da medicina, Portugal tem capacidade para absorver essa formação, o que não acontece em outras áreas. Deveria haver um plano de futuro para incentivar o regresso destas pessoas ao País. Inglaterra tem sabido aproveitar bem as capacidades das pessoas que forma", sublinha Francisco Leotte.
Entre essas pessoas, muitos emigrantes, que "têm uma grande capacidade de trabalho, não são preguiçosos", completa Gustavo. Trabalhariam menos em Portugal? É Diogo que dá a resposta: "Não é uma questão de trabalharem menos, mas o esforço que fazem tem menos impacto. Aqui há mais condições para que essas capacidades sejam reconhecidas. E sentimo-nos mais realizados."
O mesmo sentimento é partilhado por Filipa Jesus e João Toscano. "Em Inglaterra, uma pessoa tem de mostrar competência e que pode assumir responsabilidades. Há uma maior responsabilização e transparência. Toda a gente sabe o que o outro está a fazer", explica João.
João Toscano, 29 anos, foi para Londres para concluir o ensino secundário e aí trabalhou antes de se licenciar em Arquitectura Paisagista, em Portugal. Procurou emprego no www.monster.com, "um dos melhores sites para procurar trabalho a nível internacional", e mandou dez currículos. Todos lhe responderam. Marcou as entrevistas e acabou por escolher um grande atelier, há um ano, onde já foi promovido e tem o estatuto de perito. O salário ronda os três mil euros, e pensa que poderia estar a ganhar mais se não fosse a actual crise económica. Alguns dos colegas da empresa foram dispensados. Ele ficou.
"Em Portugal, as pessoas não pensam em termos de empresa, pensam em ganhar dinheiro e querem logo abrir um atelier. Existem muitos pequenos atelier s e poucos grandes ateliers. Temos muitos bons arquitectos, mas faltam estruturas maiores", lamenta.
Filipa Jesus, 25 anos, ganha um pouco menos que o João, uma remuneração que julga não ser muito superior aos colegas que ficaram em Portugal. Pensa que o curso, Marketing, e o estabelecimento onde o tirou, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, são bons cartões-de-visita. Mas ela tem o gosto das viagens e pela multiculturalidade, sendo uma das principais dinamizadoras da rede social dos talentos portugueses residentes no estrangeiro, www.thestartracker.com.
Filipa foi para Inglaterra no âmbito do programa Erasmus, onde também acabou por fazer o mestrado. Ficou-lhe o gosto pela troca de experiências. Curiosamente, foi no aeroporto de Gatwick, Londres, que lhe fazem a entrevista para o primeiro emprego, já que fica a meio caminho entre Portugal e Alemanha, sucursal da multinacional para onde iria trabalhar, supostamente em Novembro, três meses depois. Era sábado e gostaram tanto dela que começou a trabalhar na segunda-feira seguinte. Só tem tempo de vir a Portugal apanhar umas roupas. Ficou apenas uma semana em Munique, Alemanha, até ser colocada em Londres, Inglaterra. Mas não está a trabalhar na sua área e procura novo emprego. Está há dois anos e meio na actual empresa, onde é assistente de marketing. "Adaptei-me bem ao País e, nos primeiros dois anos, não conheci portugueses", conta. Não que fizesse uma triagem por nacionalidades, mas na capital inglesa o normal é conviver-se com profissionais oriundos de todos os cantos do mundo. E os ingleses não são chauvinistas? "São, mas temos logo de lhes mostrar que não estamos para brincadeiras", sublinha João.
João e Filipa adaptaram-se tão bem em Londres que não estranham almoçar uma sandes num banco de jardim. E aproveitam o resto do tempo livre para fazer exercício.
Tempos livres é o que mais falta a Sofia Pintasilgo e a Fernando Albino desde há três anos, a idade que tem o filho Francisco. Conheceram-se em Londres e aquela que seria uma "relação londrina" prolongou-se no tempo, tal como se prolongou a experiência de trabalhar no estrangeiro. Fernando vive em Inglaterra há oito anos e Sofia, há sete.
Fernando, 33 anos, ainda faz uma pós-graduação e o estágio de advocacia em Portugal. Especializou-se em Direito da Aviação, "áreas pouco desenvolvidas no País". Trabalha num escritório mundial de advogados, mais de 300, que representam companhias áreas. "Estavam à procura de alguém com as minhas características, que falasse português e dominasse o espanhol, e tivesse experiência nesta área. Foi uma série de coincidências", justifica.
Sofia Pintasilgo, 33 anos, é uma economista que foi parar ao departamento de marketing numa multinacional. E acabou por ir desaguar a Londres, onde é directora de marketing para a Europa e o ponto de contacto com os Estados Unidos. "O facto de ter uma outra cultura até é um benefício. É importante que as empresas tenham pessoas de várias origens e sensibilidades", defende Sofia.
O casal tem o dobro do salário que ganharia em Portugal. E até comprou uma casa bem no centro de Londres, mais cara e menos espaçosa do que se fosse em Lisboa, é certo. Mas é um investimento. E a educação com o filho também exige um orçamento maior. Além da escola, têm a Helena Inácio, 48 anos, empregada doméstica originária da Covilhã, onde chegou a ter um hotel. O negócio começou a correr mal e ela fechou as portas antes de as dívidas se tornarem insuportáveis - uma volta de 180 graus que deixa marcas. "Ainda hoje me custa", confessa Helena. Emigrou há três anos para Londres, ela, o marido e a filha. O filho está em Portugal, a fazer o mestrado em Economia. "Queríamos alguém que falasse português. Para nós, é tão importante que o Francisco fale bem o inglês como o português", explica Sofia. O casal está de malas feitas para o Brasil, para São Paulo. Uma nova experiência, com o coração em Portugal.
Saudades de uma realidade que João Toscano resume: "Sinto tristeza. Todos gostamos de Portugal. Eu também gostava de voltar, mas as razões são sempre as mesmas: o tempo, a comida... não são as oportunidades!"
Idade 25 anos
Curso Marketing (ISCTE). Mestrado.
Profissão Assistente de marketing
Idade 33 anos
Curso Direito (Faculdade de Direito de Lisboa)
Profissão Direito de Aviação
Idade 33 anos
Curso Economia (Universidade Nova)
Profissão Gestora de marketing
Idade 29 anos
Curso Engenharia Aeroespacial (Instituto Superior Técnico)
Profissão Analista de sistemas
Idade 29 anos
Curso Arquitectura Paisagista (Instituto Superior de Agronomia)
Profissão Arquitecto
Idade 35 anos
Curso Biologia Marinha e Oceonografia (Universidade de Gales)
Profissão Biólogo, consultor
Idade 29 anos
Curso Medicina (Faculdade de Medicina de Coimbra)
Profissão Pediatra