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Jardim xerófilo

É o novo proprietário de uma moradia ou apartamento com terrace, e gostava de ter um jardim mas não tem muito tempo para cuidar dele? Já ouviu falar num jardim xerófilo? O recurso à utilização de plantas rústicas ou xerófilas é uma boa forma de conseguir um jardim agradável e bonito e de baixa manutenção. Porque ter um Jardim xerófilo? Os jardins xerófilos são jardins constituídos por plantas naturalmente adaptadas a condições áridas, ou seja, onde a disponibilidade de água é limitada. Na natureza estes surgem naturalmente em zonas rochosas ou/e declivosas, com pouca água e baixa quantidade de nutrientes. Assim, estas espécies surgem frequentemente em climas secos, de baixa precipitação, como é o caso do clima mediterrânico. Estes jardins têm vindo a ser utilizados como uma forma de reduzir os custos de manutenção do jardim. As plantas xerófilas que os constituem requerem menos rega, e resistem a condições adversas de seca. Além da sua funcionalidade adaptada ao clima, os jardins xerófilos possuem uma beleza natural, onde prevalecem os verdes secos e acinzentados da folhagem como pano de fundo para a floração bastante colorida, que varia entre os brancos, amarelos, rosa e lilás. Que plantas utilizar? As plantas resistentes à seca podem ser facilmente identificadas pelas suas caraterísticas fisionómicas, isto é, as folhas tendem a ser mais pequenas, espessas e rijas ou transformadas em agulhas. E podem apresentar pequenos pelos. Além disso tendem a libertar fragrâncias agradáveis, uma vez que os seus óleos essenciais tendem a volatilizar pela exposição directa ao sol. E não esqueçamos claro as plantas suculentas ou catos, como o Agave ou o Aloe, que acumulam reservas de água nas suas folhas e caules. Os arbustos e herbáceas ornamentais que se seguem são resistentes à seca , e podem ser combinados para criar um jardim belo e funcional: Milefólio (Achillea sp) Tomilho (Thymus sp.) Cebolinho (Allium sp.) Salvia espanhola (Salvia lavandulifolia) Erva-de-São-João (Artemesia sp.) Salvia de Jerusalém (Phlomis fruticosa) Trovisco macho (Euphorbia characias) Marcetão (Santolina sp.) Sanganho ou Rosêlha (Cistus sp.) Sargaço branco (Teucrium fruticans) Alfazema (Lavandula sp.) Stipa (Stipa calamagrostis) Lava-garrafas (Callistemon citrinus) Alecrim (Rosmarinus officinalis) Urze (Erica sp.) Queiró (Calluna vulgaris) Avena azul (Helictotrichon sempervirens) Esparto (Stipa tenuissima) O jardim xerófilo português Felizmente em Portugal possuímos algumas plantas nativas adaptadas a condições de seca e que podem ser facilmente utilizadas como plantas ornamentais nos nossos jardins. Entre as já acima mencionadas como as Alfazemas e os Tomilhos, podemos considerar a Oliveiras (Olea Europaea), o Medronheiro (Arbutus unedo), o Loendro (Nerium oleander), o Sobreiro (Quercus suber) e o Teixo (Taxus baccata). Lembre-se: jardins de manutenção reduzida é diferente de ausência de manutenção. Jardins bem cuidados e bonitos necessitam sempre de atenção e se planear um fosse fácil, qualquer um conseguia fazê-lo. É necessária sabedoria, criatividade e experiência para se obterem bons resultados. Fale com a Ecossistemas e ajudaremos a criar o jardim dos seus sonhos.
A onda pet na arquitetura
Escrito por Aquiles Nicolas Kílaris - Arquiteto
Qua, 17 de Agosto de 2011 18:13











Atire a primeira pedra aquele que não se derrete por um bichinho de estimação. Eles são dóceis, fiéis, companheiros, brincalhões e fazem a alegria da criançada. Exatamente por estes motivos, o segmento de pets cresce em média 30% ao ano no Brasil, alavancando negócios, produtos e serviços.
Esta onda Pet que contagia a todos já chegou ao mercado de arquitetura com a missão de aliar praticidade, beleza e conforto, tanto para projetos residenciais como projetos comerciais. O importante é oferecer ao animal boas condições de higiene e saúde, sem comprometer a estética do projeto arquitetônico.
O arquiteto Aquiles Nicolas Kílaris tem recebido cada vez mais pedidos para incluir em apartamentos e casas um cantinho especial para os bichinhos. Em um de seus projetos de apartamento, a área da lavanderia foi escolhida para acomodar a cama do animal de estimação e a parede ao lado recebeu adesivo de pegadas para ambientar o espaço.
Arquiteto_Aquiles_Ncolas_Klaris_-_canil_05 Arquiteto_Aquiles_Ncolas_Klaris_-_canil_06
Nas casas om mais espaço ao ar livre, as pessoas desejam um canil funcional e que ao mesmo tempo não comprometa a beleza e harmonia do imóvel. Segundo ele, um de seus clientes pediu para reproduzir na “casinha” que abriga a pastora belga Nina e a Border Collie Lisa, a mesma arquitetura externa da casa onde mora.
Arquiteto_Aquiles_Ncolas_Klaris_-_canil_01
O resultado deste trabalho ficou surpreendente. O canil deixa de ser uma solução improvisada nos fundos da casa para se transformar em mais um elemento arquitetônico do imóvel. Externamente, a casa dos animais tem o mesmo estilo neoclássico da casa dos donos. As colunas com frisos, o acabamento da cobertura e do telhado, a entrada, enfim, todo o imóvel foi reproduzido em miniatura dentro do canil.
Arquiteto_Aquiles_Ncolas_Klaris_-_fachada_1
Aquiles lembra que, além da estética é preciso estar atento às questões técnicas que têm como objetivo atender as necessidades de higiene e saúde do animal e facilitar a manutenção e limpeza do espaço. Os canis devem ter uma área descoberta e outra fechada.
A área fechada não precisa ser muito grande. O importante é haver espaço suficiente para que o cão possa deitar. Já a área descoberta, conhecida como solário, precisa ser espaçosa para que o animal se movimente com liberdade.
Arquiteto_Aquiles_Ncolas_Klaris_-_canil_03
“É preciso escolher bem o local onde o canil será construído. Dê preferência para áreas que recebam o sol da manhã, principalmente na parte aberta, que deve ser bem iluminada”, afirma o arquiteto.
Os tijolos de cerâmica são ideais para levantar as paredes da “casinha”, pois aumentam o conforto térmico. O projeto do canil também precisa ter ponto elétrico e ponto hidráulico, com água quente e fria. O piso dever ter uma inclinação de 8% que facilite a lavagem e o escoamento de água. O piso é antiderrapante, pois se o material for liso, aumentam os riscos de acidentes e desenvolvimento de doenças.
Arquiteto_Aquiles_Ncolas_Klaris_-_fachada_2
Cercas e paredes devem medir entre 1,5 m a 2 m de altura, dependendo da raça. Tomando todos estes cuidados é possível manter o animal saudável e sua convivência harmoniosa com a rotina da casa. Depois de tudo pronto é hora de relaxar aproveitar a companhia do bichinho.