Water planta : Water gardens


As pessoas que, na Câmara de Lagoa, são responsáveis pelos espaços verdes odeiam jardins! Esta é a conclusão a tirar de mais uma incursão no chamado Jardim 5 de Outubro, na baixa da cidade.
Este jardim, que já foi dos mais bonitos e frondosos do Algarve, tem vindo, nos últimos anos, a ser destruído por intervenções sucessivas, que primeiro levaram à construção de um quiosque, hoje abandonado e sujo, depois passaram pelo corte de árvores saudáveis com dezenas de anos para as substituir por outras novas.
Agora, cortaram-se mais árvores, grandes e pequenas (algumas plantadas na intervenção anterior), demoliu-se o café que havia no meio para o substituir por outro, com ar modernaço, acabou-se com grande parte dos bancos à sombra, alargou-se o parque infantil. Este parque foi, aliás, a única intervenção minimamente decente.
Mas, pasme-se, deixou-se plantado lá no meio, na zona nobre do (ex-)jardim, o quiosque fechado e sujo. Tudo por causa de um contrato de cedência vitalícia do quiosque a um deficiente da terra, uma atitude nobre, sem dúvida, mas mal pensada.
Para se ver como é grande o ódio aos jardins em Lagoa, poderá também dar-se o exemplo do jardim da Igreja, hoje uma pálida sombra do que era há uns 20 anos, quando a Câmara de Lagoa só tinha dois ou três jardineiros…
É certo que, pelo concelho fora, há hoje mais espaços verdes que havia há 20 anos. Basta ver as pirosas rotundas da EN 125, onde se gasta o dinheiro, a água, as plantas, que deviam estar em verdadeiros jardins, daqueles que podem ser usufruídos pelas pessoas.
Ou basta ver o relvado entalado entre a EN 125 e a estrada para Estombar, onde se gasta água e se consomem recursos, para nada, já que ninguém em seu perfeito juízo pensará em utilizar aquele espaço espremido entre duas movimentadas estradas.