ALGARVE - breves notas históricas
O nome ALGARVE deriva da palavra árabe al-Gharb - "o extremo Ocidental" que designava inicialmente a faixa ocidental que os Muçulmanos possuíam na Península Ibérica e que abrangia, os campos do Ribatejo, Santarém, Lisboa e Sintra. Só mais tarde se circunscreveu ao território actual.
A conquista do Algarve aos mouros concretizou-se apenas em 1250, por acção de Paio Peres Correia ao serviço do rei D. Afonso III de Portugal.
O Algarve manteve, desde sempre, uma certa individualidade, que levou a considerá-lo um reino à parte nos títulos dos nossos monarcas e também na redacção das constituições políticas do tempo da monarquia.
A partir da reconquista, os reis passaram a intitular-se senhores dos dois reinos, o de Portugal e dos Algarves.
Isto pode ser atestado pela existência de ruas e portas de Portugal (considerado como território distinto) em Lagos, Loulé, Faro e Silves - "Cruz de Portugal".
A presença árabe, deixou marcas até aos nossos dias, que se manifestam a várias níveis:
Toponímia - nome de algumas localidades como Alcoutim, Odiáxere, Almádena, Bensafrim, entre outras.
Tradições - as lendas de mouras encantadas em rios, fontes e cisternas.
Usos - Os batentes das portas em forma de "mãozinha", designados por «mão de Fátima» a filha do profeta Maomé.
Língua - a língua portuguesa é, entre todas as línguas românicas, aquela que regista um número mais elevado de palavras de origem árabe: azeite, laranja, azul, alferes, alcatifa, almofada, alcáçova, albarrã e palavras estritamente relacionadas com o Algarve como: algeroz, açoteia e ... ALFARROBA.
A posição geográfica ocupada pelo Algarve, na ponta sul do extremo ocidental do continente europeu, teve também implicações no nosso destino histórico, que fez desta região, com uma intensa vida marítima, o ponto de partida do importante movimento de expansão que deu "novos Mundos ao Mundo".
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