projecto inclui, numa fase inicial, a construção de um campo com 18 buracos e outro com nove buracos, aos quais se junta uma academia de golfe com três buracos.

Há ainda seis buracos adicionais devidamente localizados, que aguardam revisão do PDM para poder avançar e formar, assim, um complexo com dois campos com 18 buracos.

«O nosso objectivo é ter 18 buracos ao nível dos quatro melhores campos de golfe do Algarve, o que quer dizer entre os 10 melhores do país e entre os 100 melhores da Europa», revela Joel Pais, administrador do grupo no Algarve.

O projecto foi concebido pelo arquitecto português Jorge Santana da Silva, uma escolha que, segundo Joel Pais, esteve relacionada com a «qualidade do trabalho e com o acompanhamento rigoroso que se pretende», e prevê um sistema de gestão ambiental adaptado às especificidades da região.

Uma negociação preliminar com a empresa Águas do Algarve permite antever um abastecimento maioritário de águas residuais tratadas para rega, além de que as espécies de relva a ser plantadas são «as mais resistentes à seca e a águas de menor qualidade», adianta.


. Tornar o Algarve Casino num hotel altamente rentável

A entrada do grupo no segmento do golfe está relacionada com a tentativa de combater a sazonalidade da ocupação no Hotel Algarve Casino.

«Não temos pretensões imobiliárias ou hoteleiras imediatas, porque, com um hotel de 220 quartos, não fazia sentido estar a desenvolver uma nova unidade», refere Joel Pais.

Marcadamente dirigido ao segmento de «sol e praia», a amplitude das taxas de ocupação deverão ser diminuídas, com a oferta de um novo segmento.

Joel Pais acredita mesmo que, atingido o break even do campo de golfe, o hotel tornar-se-á «altamente rentável» ao longo de todo o ano, tal como já é entre Abril e Setembro.

O hotel foi, aliás, recentemente renovado, quer ao nível dos quartos, quer ao nível das áreas públicas, com especial destaque para o lobby.


. Investimento de 30 milhões de euros

A construção do campo de golfe representa um investimento de 30 milhões de euros do Grupo Solverde, 14 dos quais provenientes da reutilização de um terço dos 40 milhões de euros pagos, em 1995, pelo grupo ao Estado Português, pela concessão dos três casinos do Algarve.

Depois de já ter efectuado o Estudo de Impacte Ambiental, o único entrave a poder pôr em causa o investimento é um contencioso no Tribunal Arbitral.

O anterior dono dos terrenos, depois de ter celebrado um contrato de promessa de compra e venda, voltou atrás e recusa honrar o contrato.

«Estamos sujeitos a que o anterior dono persista na recusa de venda, que, mesmo com todas as penalizações do mundo, poderá continuar a recusar honrar o contrato, o que nos põe na situação de termos que encontrar um projecto alternativo, próximo do hotel», diz Joel Pais.

O responsável da Solverde espera poder ter tudo resolvido dentro de seis meses, para poder avançar para as obras até ao final de 2007.


. Casino terá nova política de vendas

É «imbatível» a relação qualidade/preço da oferta de restauração e animação dos casinos do Algarve, entende Joel Pais, que estranha assim não existir mais operadores a encará-lo como oferta alargada de animação turística.

A sua perspectiva é de que «há subaproveitamento da oferta» e, por isso mesmo, vai avançar com a criação de um departamento comercial só para a divulgação e promoção das actividades do casino.

Com um serviço de restauração que diz ser ao nível do que melhor há no Algarve e com a realização de espectáculos de nível internacional, acha quase impossível existir melhores soluções de animação de qualidade do que os casinos.

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