A Baía de Luanda e o seu projecto de requalificação e dinamização da Marginal, promovido pela Sociedade Baía de Luanda, foi o vencedor do Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2013, na categoria obra de integração paisagística.

A Baía de Luanda e o seu projecto de requalificação e dinamização da Marginal, promovido pela Sociedade Baía de Luanda, foi o vencedor do Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2013, na categoria obra de integração paisagística.
Os ateliers Costa Lopes.arq de Angola e Território, Paisagem, Arquitectura, de Portugal, que projectaram e realizaram este projecto foram assim os grandes vencedores deste prémio que foi entregue à arquitecta paisagista Margarida Quelhas em representação da equipa angolana e portuguesa, durante o evento 9ª Urba Verde – Fórum das Cidades Sustentáveis.
Três quilómetros de extensão
Neste projecto da Baía de Luanda, ao longo de 3 km de extensão foram executados trabalhos de dragagem e limpeza das águas da baía de Luanda, reabilitadas as redes de infra-estruturas e construído um aterro que permitiu aumentar e melhorar a capacidade da rede viária e disponibilidade de estacionamento, ampliando a área destinada ao recreio e lazer.
Segundo o atelier português, o projecto tirou partido desta nova área mais vasta entre a via e o mar, propôs a criação de um parque linear, com uma distribuição equilibrada de programação lúdica ao longo de toda a sua extensão. Alguns pontos de concentração constituem-se como pólos de atracção e reagem a situações urbanas especiais de ancoragem com a cidade, ligados por elementos contínuos, que permitem uma imagem unitária de todo o espaço.
Passeio arborizado junto à via e um passeio marginal
O parque linear é constituído por áreas ajardinadas entrecortadas por zonas pavimentadas, parques infantis, estações de um percurso de manutenção e campos de “street basket”. Criou-se um passeio arborizado junto à via e um passeio marginal contínuo ao longo da baía, acompanhado de uma ciclovia que “corre” sobre uma caleira técnica.
Pretendeu-se assim devolver a Luanda um dos seus espaços públicos fundamentais tanto para a vida urbana como para a imagem da Cidade.




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