Espaços verdes existentes e políticas de sustentabilidade
Ainda que Faro seja um concelho parco no que respeita a espaços verdes, existindo apenas a Alameda, o Jardim Manuel Bívar, a Mata do Liceu e pouco mais, existe todo um potencial no concelho que, segundo Macário Correia, “deve ser valorizado e colocado ao serviço da comunidade, tendo em consideração os valores ambientais prioritários”. Assim, e já para 2010, aquela autarquia “defende uma forte aposta na educação ambiental e o desenvolvimento de um Plano Verde, para dotar a cidade e o concelho de mais zonas verdes e proceder ao reajustamento arbóreo, com clara preferência pelas espécies autóctones”.
Estratégias de sensibilização para a protecção da natureza
Nos domínios da educação e sensibilização ambiental, fazem parte do compromisso eleitoral apresentado, o desenvolvimento de acções de informação e divulgação aos cidadãos nos domínios do ambiente, energia e da mobilidade, bem como a dinamização e coordenação de acções de educação e sensibilização ambiental, promovendo as necessárias parcerias com outras entidades e instituições e a articulação com os diversos serviços municipais, assinalando datas alusivas ao ambiente e energia.
Igualmente, é pretensão do elenco executivo proceder à requalificação da Mata do antigo Liceu e da Alameda João de Deus, retirando de lá o estaleiro municipal.
A estratégia ambiental municipal passa ainda pela construção de novos espaços verdes e pelo impulsionamento da instalação de empresas e indústrias de tecnologia avançada, em áreas inovadoras, nomeadamente, energias renováveis e recursos naturais, criando empregos, em especial de jovens quadros e, paralelamente, implementar um centro de reciclagem e um sistema de recolha selectiva de lixo nas Ilhas.
É ainda intenção da Câmara Municipal de Faro, fomentar e apoiar actividades do CIMA – Centro de Investigação Marinho e Ambiental e do CCMAR – Centro de Ciências do Mar em domínios associados à Ria Formosa;
Apostas do município para o Ambiente
2010 Será o Ano Internacional da Biodiversidade. Nesse sentido, “vão ser tomadas medidas de ordenamento e planeamento que a valorizem e que impeçam que seja posta em causa a sua preservação. Vai ser aplicado um cuidado especial com todas as zonas sujeitas aos vários estatutos de protecção, começando naturalmente pela valiosa área do Parque Natural da Ria Formosa e contemplando também as áreas da Reserva Agrícola Nacional, Reserva Ecológica Natural e da Rede Natura 2000”, assegura Macário Correia, acrescentando que “os ecossistemas mais sensíveis, nomeadamente, os que incluam espécies vegetais e animais com diversos níveis de risco, assim como as zonas com alto valor paisagístico, serão alvo de uma abordagem que garanta a sua plena continuidade e valorização”.
Apostas como estratégias para o crescimento social e económico
Como inicialmente se referiu, Faro é um concelho onde os espaços verdes escasseiam e onde, por esse motivo, pouco ou nada tem sido feito a este nível naquele território. No entanto, e fruto da maior atenção que as questões ambientais actualmente têm nas sociedades e do seu papel cada vez mais importante no crescimento social e económico nessas mesmas sociedades, é imperativo que se comece a estruturar devidamente todas as questões que se prendem com o ambiente, conforme nos fez ver o presidente da edilidade através das estratégias já delineadas para o concelho a que preside: “As questões ambientais têm de ser alvo de uma visão estratégica e de um planeamento de longo prazo que permita um crescimento social e económico do concelho. O município de Faro possui duas mais-valias inestimáveis e que se encontram sub aproveitadas, mercê da incúria e do desleixo de anteriores executivos municipais.
A Zona Florestal do Pontal tem um enorme valor ambiental pois representa a última mancha de pinhal do concelho que se conjuga com uma grande diversidade e extensão de espécies valiosas e raras de que se destaca a tuberaria major em riscos de extinção. Face à muito débil oferta existente em termos de zonas verdes do concelho, torna-se imperioso e urgente a implementação do Parque Ambiental do Pontal de modo a ser um equipamento público em que os visitantes possam usufruir plenamente dum contacto com a natureza sem colocar em risco o seu equilíbrio e sustentabilidade.
Por sua vez, o Parque Ribeirinho deve ser estabelecido ao longo de toda a interface entre o Rio Seco e o Ludo, contemplando a ligação à Praia de Faro. Torna-se premente perspectivar uma nova relação dos farenses com a Ria Formosa, tanto em termos de lazer, como ambientais, de mobilidade e desportivos. Ao longo de todo o seu percurso deverão ser implementados progressivamente diversos equipamentos de suporte à sua utilização, desde Centros de Interpretação e de observação da natureza (nomeadamente de aves), até parques de merendas e de aventura, devidamente apoiados por estruturas como esplanadas, bares e restaurantes. Todo o percurso será sujeito a medidas de segurança e manutenção assim como a um programa de animação ao longo do ano adequado à sua especificidade”.
O Município de Faro é um dos poucos municípios que se pode orgulhar de estar “abraçado” por um conjunto de ilhas que constituem a Ria Formosa. As ilhas-barreira são um património natural singular que conjuga um grande valor ambiental com um enorme potencial de desenvolvimento económico do concelho, nomeadamente na vertente do ecoturismo, que irá ser devidamente incentivado e apoiado pela autarquia. Nesse âmbito, o Polis Litoral da Ria Formosa representa o consenso possível entre as diversas entidades que o aprovaram e que têm responsabilidades na intervenção deste território. “Iremos providenciar para que as medidas que vão ser aplicadas reflictam um saudável equilíbrio entre a renaturalização das zonas mais sensíveis e fragilizadas (e que por isso mesmo necessitam de um estatuto de protecção mais apurado) e medidas de requalificação em que se tentará conjugar uma ocupação e utilização humana com a sustentabilidade dos valores naturais em presença”, referiu.
A concluir, Macário Correia garantiu também que “o município de Faro irá lutar pela implementação de políticas de desenvolvimento sustentável em todas as suas diversas áreas de actividade, de modo a conjugar harmoniosamente os aspectos e valores ambientais, económicos e sociais na qualificação dum concelho que aposte na melhoria do seu território e da qualidade de vida dos seus cidadãos”.



.jpg)

Sem comentários:
Enviar um comentário