Espaços de contemplação
Um Jardim Japonês ou Nihon Teien é parte integrante da tradição nas casas do Japão, nas proximidades de parques, nas cidades, em templos budistas ou xintoístas, e em locais históricos, tais como antigos castelos. Muitos dos mais famosos jardins japoneses do Ocidente, e também no próprio Japão, são os jardins Zen. Como a tradição da cerimónia do chá, os jardins japoneses constituíram uma característica bem peculiar, uma reminiscência do Japão feudal.
Os jardins japoneses e os seus desenhos intrigaram e foram objecto da curiosidade dos visitantes ocidentais desde que os portugueses visitaram o Japão pela primeira vez, no século XVI. Os jardins de pedra e sem água inspirados em Zen são bastante conhecidos, mas não são a única espécie de jardins nipónicos, pois já existia um conceito estético do jardim muito antes de terem sido introduzidos no Japão os ensinamentos Zen. Este movimento apenas acrescentou novas dimensões estéticas.
Um convite a contemplação, o jardim japonês transmite paz e espiritualidade. Os aspectos visuais como a textura e as cores, num jardim oriental são menos importantes do que os elementos filosóficos, religiosos e simbólicos. Estes elementos incluem a água, as pedras, as plantas e os acessórios de jardim.
Para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte, pois, consegue expressar a essência da natureza num limitado espaço de forma harmoniosa com a paisagem local.
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