. Têm origem no conceito de Agricultura Urbana
que se traduz na agricultura praticada nas cidades ou na periferia,
caracterizada pelo cultivo em áreas pequenas, destinado a consumo próprio ou
para venda em pequena escala. Apesar de não serem um fenómeno novo, ultimamente
tem vindo a afirmar-se como uma tendência forte que ganha cada vez mais adeptos.
Este movimento abrange
projetos de hortas comunitárias, em que são disponibilizados talhões às
populações, e iniciativas de cariz individual, como hortas em varandas, terraços
ou quintais. Os produtos hortícolas, como tomates, alfaces, cenouras, couves e
cebolas, e as ervas aromáticas estão entre os mais cultivados neste tipo de
espaços. Em alguns, podem também encontra-se árvores de fruto como macieiras,
pereiras, citrinos ou pessegueiros.O interesse pelo cultivo de alimentos tem
vindo a crescer junto das populações urbanas, tradicionalmente afastadas da
agricultura.
Em
Portugal, a maioria dos projetos são promovidos por parcerias entre Câmaras
Municipais, Associações e Empresas Públicas. Estas iniciativas são compostas por
várias ações como a disponibilização de talhões de terra para cultivo, formação
básica aos participantes e acompanhamento do processo de cultivo. A quase
totalidade dos projetos promove o modo de produção biológico e engloba outras
iniciativas que visam reforçar a consciência ambiental dos habitantes das
cidades. Alguns são mais direcionados para populações carenciadas, outros
destinam-se à população em geral.
Um pouco por todo o pais podem
já encontrar-se iniciativas de promoção de Hortas Urbanas. A Norte temos a
“A Horta à
Porta” um
projeto da Lipor que promove a criação uma rede de hortas biológicas na região
do Porto. Também na região norte, o Município Limiano criou as
Hortas Urbanas de Ponte de Lima. Em Coimbra, as “Hortas do Ingote” visam
aproveitar uma encosta que se encontrava ao abandono, num projeto que resulta de
uma parceria entre a Câmara Municipal e a Escola Superior Agrária. Na
região de Lisboa desenvolve-se a iniciativa “Altas Hortas” que inclui hortas
escolares, hortas em casa e uma Horta Comunitária na Alta de Lisboa, que se
encontra em fase de implementação. Refere-se também o programa “Hortas deCascais” desenvolvido pela
autarquia e a Agenda Cascais 21. No
Algarve destaca-se o projeto Ahorta,
desenvolvido pela associação “In Loco” e várias autarquias da região, que já
distribuiu alguns talhões, realizou algumas ações de formação a par com outras
atividades.
Um
caso curioso é o do Parque Botânico do
Monteiro-Mor,
de que faz parte o Museu Nacional
do Traje, que
após a aposentação de alguns funcionários, decidiu atribuiu talhões a
particulares para garantir o cultivo no núcleo de Hortas, até aí mantidas pelos
trabalhadores.

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