O conceito de Luxo aplicado ao turismo, como o conhecíamos anteriormente, mudou. Hotéis com decorações sumptuosas deixaram de ser apenas o que distingue um hotel de luxo. Hoje, o que os distingue, mais do que a decoração, é a experiênciavivida pelo cliente. "Num hotel de categoria "luxury" (que de pouco tem a ver com a classificação de 5 estrelas), tudo deve concretizar-se conforme o previsto, tanto a nível do hardware como do software (o sorriso, a disponibilidade, o entusiasmo em servir...)", refere Diana Rawes, directora da Allways & Lifestyle Services.



O conceito de Luxo aplicado ao turismo, como o conhecíamos anteriormente, mudou. Hotéis com decorações sumptuosas deixaram de ser apenas o que distingue um hotel de luxo. Hoje, o que os distingue, mais do que a decoração, é a experiênciavivida pelo cliente. "Num hotel de categoria "luxury" (que de pouco tem a ver com a classificação de 5 estrelas), tudo deve concretizar-se conforme o previsto, tanto a nível do hardware como do software (o sorriso, a disponibilidade, o entusiasmo em servir...)", refere Diana Rawes, directora da Allways & Lifestyle Services.







A palavra parece ter ganho conotação negativa, por abarcar um conceito redutor daquilo que hoje os viajantes de luxo procuram . "Cada um tem uma interpretação muito pessoal da noção de luxo", acrescenta Diana Rawes. Do lado de quem promove os destinos, a palavra também não é bem acolhida. António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste arriscou outra designação: Turismo de Excelência (página 30). O responsável diz que a palavra pode levar o destino a ser conectado como "muito caro", ao passo que a designação de Turismo de Excelência, apela à qualidade como um todo, podendo abarcar todos os segmentos, incluindo o do turismo de luxo.






Do ponto de vista dos opinion makers, o tema já suscitou o interesse e até a discussão de novas oportunidades.






Daniel Craig, consultor na área da Hotelaria, escreveu um artigo a propósito deste tema: "Agora que o luxo é uma palavra má, os hotéis estão à procura de novas formas de reinventar o seu negócio sem gastarem muito dinheiro. Uma medida rápida? Basta excluir todas as referências ao "luxo" de materiais de marketing e substituí-los por "lifestyle".






Como por magia, a imagem do hotel passa de banhos de champanhe e tampas de sanita douradas a uma experiência holística que envolve descoberta e responsabilidade ambiental".






Craig dá o exemplo de algumas cadeias internacionais que criaram já uma marca de hotéis "lifestyle". "A Starwood tem a Element e a Aloft; a Marriott tem a Edition; a Hyatt tem a Andaz; a Intercontinental tem a Indigo e a lista continua. Os hotéis "lifestyle" são uma óptima opção para as cadeias. Considerando que os hotéis de charme tendem a ser caros, exclusivos e urbanos, os hotéis " lifestyle" tendem a ter preços mais razoáveis e a estarem localizados em mercados secundários, como pequenas cidades e subúrbios".






Esta é apenas umas das tendências do segmento de luxo.






Leia outras, nas páginas seguintes, com a opinião avalisada de consultores e playeres do sector, bem como a análise da oferta de luxo em Portugal.

Sem comentários: