A reabilitação urbana continua a ser um investimento seguro e deve ser cada vez mais resultado de uma parceria público-privada. Esta é uma das conclusões retiradas do Seminário promovido pela Entreposto e Eastbanc, ontem no Pestana Palace, em Lisboa.



A reabilitação urbana continua a ser um investimento seguro e deve ser cada vez mais resultado de uma parceria público-privada. Esta é uma das conclusões retiradas do Seminário promovido pela Entreposto e Eastbanc, ontem no Pestana Palace, em Lisboa.



Para Duarte Guerreiro, director geral de imobiliário da Entreposto, a reabilitação «envolve historia, cultura e constitui um produto diferenciador, um aspecto cada vez mais procurado pelo mercado». Na opinião do promotor do Convento das Bernardas, em Tavira, o exemplo de reabilitação urbana e cujas obras tiverem inicio em Setembro deste ano, é preciso existir uma entreajuda entre as entidades publicas e os promotores imobiliários. O mesmo responsável atira alguns exemplos como licenciamentos mais rápidos, dinamização do mercado de arrendamento, existência de incentivos fiscais e necessidade de certificar as empresas dedicadas a esta matéria. Estas ideias são igualmente defendidas pelo Engenheiro Vasco Appleton. Este responsável acrescenta, no entanto, alguns entraves à reabilitação, tais como «não pode ser elaborado sem estudo prévio, custo inicial mais elevado, mais exigente tecnicamente e no acompanhamento de obra e custos de obra mais elevados». Apesar do custo inicial ser superior ao de uma obra nova, «esses custos diluem-se» e são compensados com um valor de venda superior. Além disso, estes projectos «representam grandes desafios aos engenheiros» em termos técnicos. Manuel Salgado, detentor do pelouro do urbanismo na Câmara de Lisboa, defendeu ainda, na sua opinião pessoal, que «a reabilitação só é possível com parcerias público privadas», e que «a função das câmaras passa por criar soluções favoráveis, maior celeridade nos processos de licenciamento, criar zonas especificas na cidade de reabilitação, melhorar o que existe ou reconstruir, isenção de taxas, acautelar as compensações e dar uma certificação às empresas que se dedicam à reabilitação.» O arquitecto disse ainda que «a reabilitação tem de ser um encargo de privados», pois a capacidade de investimento das câmaras é muito reduzida», dando o exemplo da autarquia da capital que tem uma divida de cerca de 1.500 milhões de euros. A ideia defendida por Manuel Salgado tem uma contrapartida, que passa por parte das habitações sejam destinadas ao mercado de arrendamento. O valor do arrendamento é depois calculado em função da qualidade da reabilitação, sendo que o inquilino pode candidatar-se aos subsídios de arrendamento existentes na lei.

Sem comentários: