
Enquanto se dá a conhecer uma retoma por parte do sector de mediação imobiliária no Algarve, «não só no concelho de Albufeira, mas em todos os concelhos», como adiantou ao «barlavento» o presidente regional da Direcção Regional do Sul da APEMIP Sérgio Martins, Lagoa foi o local escolhido para se discutir o futuro do mercado num seminário promovido pela APEMIP. A iniciativa, intitulada «Novos paradigmas e internacionalização do imobiliário Português», teve lugar no Auditório Municipal.Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, apontou o dedo ao facto de «não existir uma verdadeira cultura da reabilitação», representando esta apenas 6,5 por cento do total da construção em Portugal, em comparativa desvantagem com os 29 por cento que representa no mercado espanhol ou os 36 por cento na Europa.Os imóveis antigos mas recuperados poderiam tornar o mercado imobiliário português mais apelativo a nível internacional. Sérgio Martins apresenta o facto de, no Algarve, ainda haver «índices baixos de construção […] uma mais-valia para os investidores externos que pretendem investir em Portugal». Acredita que «quem investe overseas, os britânicos, são sempre pessoas com algum poder de compra», não afectado pela crise.Para chegar aos britânicos, clientes com mais peso no mercado da imobiliária no Algarve, a APEMIP está a ponderar a possibilidade de realizar uma feira em Londres, onde pretende vender o «produto Algarve». O projecto da feira, já noticiado pelo «barlavento», ainda é um «sonho» para Sérgio Martins, mas a presença no seminário de Lagoa de Alex Evans, director editorial do Richmond Green Group, uma das empresas que melhor trabalha feiras internacionais em Inglaterra, parece anunciar a concretização do «sonho».Outro aspecto abordado no seminário foi o da simplicidade e rapidez que programas como a Casa Pronta trouxeram na hora da compra e que vieram criar um «mundo na área do registo notariado diferente, um mundo mais moderno, um mundo que tira partido, de forma clara, das tecnologias da comunicação e os resultados estão à vista», como defendeu Luís Goes, presidente do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça
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