Os presidentes da maioria das Câmaras afectadas pelo novo Polis Litoral Sudoeste, cuja sociedade gestora foi agora aprovada, classificaram o programa


Os presidentes da maioria das Câmaras afectadas pelo novo Polis Litoral Sudoeste, cuja sociedade gestora foi agora aprovada, classificaram o programa de 47 milhões de euros como uma “oportunidade” que a região esperava há muito. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Câmara de Odemira, município que detém a maior participação na Sociedade Polis Litoral Sudoeste aprovada quinta-feira em Conselho de Ministros, considera que se trata de uma “oportunidade há muito esperada” pelos concelhos abrangidos. “É a primeira vez que se olha para os municípios incluídos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) - Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo - de forma integrada. É uma oportunidade há muito esperada”, afirmou o socialista António Camilo. A nova empresa terá um capital inicial de 19,6 milhões de euros, com uma maioria de capital do Estado português, cabendo a parte restante aos municípios de Odemira (19,2 por cento), Aljezur (11,4 por cento), Vila do Bispo (10,4 por cento) e Sines (8 por cento). António Camilo congratulou-se com a concretização da sociedade de capitais públicos, lamentando apenas que “não haja um esforço financeiro maior”. “Trata-se, de qualquer forma, de uma oportunidade única, fundamental para o ordenamento desta orla costeira”, sublinhou o representante da maior accionista da sociedade. A requalificação de acessos às praias, o balizamento de falésias, a qualificação de portinhos de pesca, o acesso à zona costeira de pessoas de mobilidade reduzida e a recuperação de aglomerados como Zambujeira do Mar e Vila Nova de Milfontes são algumas das intervenções previstas no município de Odemira. Por seu turno, o social-democrata Gilberto Viegas, da Câmara de Vila do Bispo, este programa acaba por ser a “concretização de algo que já se aguardava há muito”, apostando no “reordenamento e requalificação da orla costeira”. O plano de ordenamento da costa e do parque natural não têm incluído “investimentos que qualifiquem e protejam a orla costeira” pelo que este programa irá permitir financiar obras há muito exigidas pelas autarquias e populações. O autarca rejeita que exista uma pressão urbanística na zona por parte de promotores privados, como “muitos julgam que acontece”, e deu o exemplo de Vila do Bispo que tem apenas cinco por cento do seu território classificado como área urbana. “Somos concelhos de baixa densidade” e as “verbas previstas para estas intervenções” vão permitir que a “nossa orla costeira mude um pouco em termos de segurança e atractividade”, resumiu. Em declarações anteriores, o presidente da Câmara de Aljezur, Manuel Marreiras (PS), também se mostrou satisfeito com a aprovação desta nova sociedade Polis. “"Espero que o Parque Natural possa ser usufruído de forma mais disciplinada, evitando a degradação que hoje se verifica", apostando em valorizar "a economia local", afirmou o autarca”, afirmou. "Do ponto de vista de ordenamento do território, o município de Aljezur não quer edificações na linha costeira, excepto nos centros urbanos" mas, nos últimos anos, temos assistido a "uma degradação maior da nossa costa e do nosso litoral", acrescentou

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