Depois de recuperar a paz, Angola começou-se a impor e a afirmar como uma grande potência regional. E à medida que o tempo foi passando, foi chamando



Depois de recuperar a paz, Angola começou-se a impor e a afirmar como uma grande potência regional. E à medida que o tempo foi passando, foi chamando cada vez mais a atenção para a sua imensa riqueza, ainda por explorar, para as suas potencialidades, em fase de afirmação, e para o facto de estar a emergir como um país que poderá vir a ter uma palavra a dizer na cena internacional.
E com esta crise que estalou à escala global, Angola, embora também seja afectada, consegue continuar a crescer e até é capaz de se afirmar pelos imensos recursos de que continua a dispôr.Apesar de, no seu interior, ainda muito haver por fazer, começa a estar na ordem do dia pela pujança que consegue demonstrar e, como país jovem que é, por essa vitalidade que lhe consegue abrir as portas do seu próprio futuro. E elas aí estão a escancarar-se de par a par através, primeiro, da visita do seu Presidente a países da Europa, entre os quais Portugal, e, depois, através dessa mediática viagem papal. Com Bento XVI a colocar Angola na informação mundial, o país ganhou outra visibilidade e, através das declarações dos seus mais altos responsáveis, passou a ser encarado com outra respeitabilidade.Por tudo o que está a acontecer e pelos vultuosos investimentos a que a visita a Portugal do Presidente Eduardo dos Santos veio dar visibilidade, bem se poderá dizer que os caminhos destes dois países, que se continuam a entrecruzar e que estão entrelaçados por uma história nem sempre assumida, agora começam-se a reforçar na cooperação e no desenvolvimento mútuo através do saber, do conhecimento e de um querer que pressupõe muito investimento. É o que já se começa a ver em domínios como o da banca, da energia, da comunicação social e de outros ramos da economia que são vitais para a aproximação e desenvolvimento destes dois países irmãos. E neste encontro de vontades, em que cada um dá a sua contribuição, assenta esta nova fase de uma história comum que procura agarrar um futuro feito de confiança e de cooperação.Estes investimentos não têm apenas a ver com a alta finança, com o sector da energia com a comunicação social ou outros que podem determinar, no imediato, o futuro da economia. Estendem-se aos mais diversos sectores e, a médio e longo prazo, prolongam-se pelo território nacional e tem, inclusive, grande importância na economia e no desenvolvimento local e regional. É o que se passa também em Lagos. De acordo com informações que conseguimos obter neste trabalho de pretendermos saber as repercussões do investimento angolano pelo país adiante, Lagos também tem sido contemplado com alguns investimentos de nomeada e com outros que se preparam para chegar se os que já foram feitos encontrarem campo de acção e recepção que lhes permita maior dimensão. É seu objectivo, de acordo com as informações entretanto recolhidas, dar um contributo e funcionar como uma mais valia para um desenvolvimento harmónico e sustentado que a cidade tem vindo a seguir e de um município que, constantemente, tem vindo a evoluir no tempo. E, de acordo com a prospecção do investimento já consolidado e do futuro que se pretende fazer, alguns sectores carenciados, a par do turismo que não poderá ser menosprezado, poderão vir a ter desenvolvimentos futuros. Será, para isso, necessário que as autoridades locais, pelo facto destes investidores não serem provenientes dos destinos habituais, mostrarem receptividade, abertura e acolhimento igual ao que é comum dispensar a qualquer investidor proveniente dos destinos tradicionais.Embora sejamos um país voltado para esta Europa comum, não poderemos perder a nossa individualidade e a fidelidade a uma história que nos dá alma e identificação como povo e como nação. Por isso, a nossa vocação atlântica e a nossa ligação a África, particularmente aos países da lusofonia, faz de nós um país diferente e um contribuinte essencial, através desta matriz, para uma Europa em construção. E para esta casa, à qual pertencemos, esta faceta que lhe poderemos levar praticamente ninguém a pode dar. E é por isso que a nossa ligação à Europa jamais poderá pressupor uma menor atenção a África e a toda essa história que nos levou a ser um país descobridor de novos mundos e de outras terras. Nos dias de hoje, esse passado deverá ser continuado e alicerçado numa linguagem comum capaz de fomentar relações comerciais, investimentos que se possam fazer, laços de cooperação e de estabelecer pontes em que a amizade seja reforçada, a cooperação seja incentivada e as relações culturais sejam incrementadas. E, certamente, os investimentos em curso e os que se virão a fazer, com o enquadramento devido, poderão constituir uma oportunidade para outras portas se poderem abrir e um futuro em conjunto se poder construir. E Lagos, como cidade das descobertas, deve ter uma especial sensibilidade para, através de tudo o que já chegou e do muito que ainda possa chegar, abrir as portas da história para, através do presente, perspectivar um futuro que poderá passar por este movimento que se traduz em dar as boas vindas ao investimento angolano que está a aportar a terras de Lagos

Sem comentários: