O “vasto e rico” património das chamadas “árvores monumentais” no Algarve pode estar em risco, alerta a associação ambientalista Almargem. Em causa um


O “vasto e rico” património das chamadas “árvores monumentais” no Algarve pode estar em risco, alerta a associação ambientalista Almargem. Em causa uma nova moda, a do negócio das mesmas através de transplantação. A Almargem diz que as árvores estão a ser vendidas “para compor jardins de empreendimentos de luxo e campos de golfe ou exportadas a peso de ouro para países como o Dubai, China, Austrália ou Alemanha”. “Tudo parece justificar este novo negócio da venda de património arbóreo, o qual ganha assim contornos de verdadeira praga. E pode mesmo falar-se de escândalo quando o processo é patrocinado pelo erário público”, realça ainda a associação. As árvores monumentais são espécies assim definidas pelo seu porte, estrutura, idade, raridade ou por motivos históricos ou culturais que as distinguem de outros exemplares. A Almargem diz que em teoria existe legislação de protecção mas que na prática não se verifica. “Perante a inércia de várias entidades, e a passividade e oportunismo de outros, a região permite-se uma vez mais a perda de parte do seu património, ignorando completamente o seu valor, preferindo prostituí-lo a preservá-lo”, acusa a associação. Para tomar o pulso à sensibilidade existente com vista a mudar este rumo, a Almargem realiza esta segunda-feira em Loulé um debate dedicado ao tema. A associação defende legislação idêntica à de países como “a França e a Itália onde esta prática é simplesmente proibida”.

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