Errado Lagos não perdeu ,é simples vermos que não ,após colocarmos os nossos gostos Politícos de lado.

“Projecto Eriksson” – De bem a mal amado?
José Reis, Deputado Municipal eleito pelo PSD

Apresentado em Março de 2006, no local mais solene do Município, com toda a pompa e circunstância, o ‘Projecto Eriksson’ de um Centro Internacional de Estágios Desportivos criou em todos os lacobrigenses um elevado grau de expectativa, nada fazendo prever que se viesse a verificar a actual situação de forte incerteza sobre a sua concretização no concelho de Lagos.Trata-se de um projecto que o nosso concelho precisa para que a sua frágil e estagnada economia se diversifique, dinamize e, com isso, gere riqueza.É claro que a falta do principal instrumento de ordenamento do território do nosso concelho, o Plano Director Municipal, é um factor que dificulta a gestão racional e transparente do território, e que prejudicou a concretização do Projecto.E a habituação de conviver com esta anormalidade por parte da força política que detém o Poder, seis anos depois do PDM ter caído, nem é razoável e, muito menos, positiva para o desenvolvimento do concelho ou para a captação de investimento privado e criação de emprego.Em todo este atribulado processo sobressai o silêncio a que o Executivo Municipal se remeteu, reagindo somente quando questionado pela Imprensa e, posteriormente, em sede de Comissão Especializada Permanente de Economia e Turismo da Assembleia Municipal, convocada por iniciativa do Partido Social Democrata.Informou então o presidente da Câmara Municipal que os promotores iniciais do ‘Projecto Eriksson’ “tinham-se remetido a um prolongado silêncio” e que o proprietário da herdade Corte do Bispo, não tendo chegado a acordo sobre o preço da venda do terreno, “pretende avançar, ele mesmo, com o projecto”, intenção à qual o presidente, já teria manifestado o seu apoio, apesar de não ter consultado os órgãos municipais que foram unânimes em declarar o projecto inicial como de ‘interesse municipal’.Certamente que esse outro projecto que o Presidente da Câmara passou a apoiar não será o mesmo, nem de igual impacto económico, a avaliar pela reacção do promotor inicial e da sua determinação em realizar o Projecto neste concelho, embora noutra localização, mas sempre em respeito por todas as regras de ordenamento.É evidente que há aspectos do Projecto que não carecem de ser discutidos na “Praça Pública” atendendo a que a sua realização não depende, em exclusivo, da iniciativa do Poder municipal. Porém, aos cidadãos lacobrigenses assiste, entre outros, o direito à informação atempada e clara por parte dos seus eleitos locais, facto que, neste caso, não aconteceu como devia.Em nosso entender, o interesse do município e dos seus munícipes deve ser sempre salvaguardado por quem, ciclicamente, é chamado a gerir os seus destinos. Às vezes, tal não acontece fruto, porventura, de uma visão algo distorcida do que deve ser o exercício da governação, do Poder e da obrigação de prestação de contas aos cidadãos.Digamos que a polémica gerada em torno deste projecto, ficará ainda algum tempo por esclarecer totalmente, mas estou convicto que o tempo, como bom conselheiro que é, acabará por nos dizer ou confirmar o que de facto aconteceu.Uma coisa é certa. Com situações desgradáveis como esta da desclassificação PIN do ‘Projecto Eriksson’ e da publicidade negativa ao concelho que daí adveio, Lagos ficou a perder. E, com isso, todos nós perdemos.

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