Arquitectos e engenheiros defendem respeito entre Tejo e vales interiores e fim do modelo actual animação à beira rio
O respeito pela relação entre o Tejo e os vales interiores que correm para o rio e o fim do actual modelo de animação à beira rio foram algumas das exigências defendidas em Lisboa, num debate sobre a frente ribeirinha.
Intervindo na discussão promovida pelo grupo "Um dia por Lisboa, o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles criticou os "projectos estúpidos", em que se constrói nas linhas de água que correm para o Tejo.
Para Ribeiro Telles, discutir as margens do Tejo e os usos a dar-lhes é indissociável de pensar a melhor maneira de gerir os caudais que representam um perigo quando há cheias.
A circulação das águas, das brisas e as vistas de uma cidade em colinas dependem de "não se encher os vales de construções", afirmou.
Cláudia Brandão, técnica do Instituto da Água, alertou par o risco de cheias, agravado pelo facto da zona de cheia estar ocupada com construção.
A historiadora Raquel Henriques da Silva defendeu o fim imediato da animação promovida pela Câmara de Lisboa aos domingos no Terreiro do Paço, afirmando que "é fácil, populista e não chama as pessoas à cidade".
As críticas a este modelo de animação repetiram-se, aliás, por vários intervenientes no debate, como o engenheiro Jorge Gaspar que criticou a "guinessificação" patente, por exemplo, no magusto de domingo passado com o maior assador de castanhas do mundo.
No âmbito do debate, foram enumerados vários projectos em estudo ou já autorizados pela Administração do Porto de Lisboa para a frente do rio, como o terminal de cruzeiros, uma unidade de produção criativa, em Santos, e o depósito de contentores pensado para Alcântara ou a Trafaria.
Entre os intervenientes, a grande maioria arquitectos ou engenheiros, a construção junto ao rio e eventuais limites a aplicar não são consensuais.
O arquitecto Nuno Teotónio Pereira afirmou não se opor totalmente à construção na frente ribeirinha, mesmo em altura, acrescentando que a vista do rio, precisa de ser enquadrada por alguma construção.
Nuno Teotónio Pereira destacou a importância do Porto de Lisboa para a cidade e afirmou que se justifica "aceitar alguns constrangimentos que a reserva de zonas portuárias possa provocar na fruição do rio por parte dos lisboetas".
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2007-11-12 21:50:01
O respeito pela relação entre o Tejo e os vales interiores que correm para o rio e o fim do actual modelo de animação à beira rio foram algumas das exigências defendidas em Lisboa, num debate sobre a frente ribeirinha.
Intervindo na discussão promovida pelo grupo "Um dia por Lisboa, o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles criticou os "projectos estúpidos", em que se constrói nas linhas de água que correm para o Tejo.
Para Ribeiro Telles, discutir as margens do Tejo e os usos a dar-lhes é indissociável de pensar a melhor maneira de gerir os caudais que representam um perigo quando há cheias.
A circulação das águas, das brisas e as vistas de uma cidade em colinas dependem de "não se encher os vales de construções", afirmou.
Cláudia Brandão, técnica do Instituto da Água, alertou par o risco de cheias, agravado pelo facto da zona de cheia estar ocupada com construção.
A historiadora Raquel Henriques da Silva defendeu o fim imediato da animação promovida pela Câmara de Lisboa aos domingos no Terreiro do Paço, afirmando que "é fácil, populista e não chama as pessoas à cidade".
As críticas a este modelo de animação repetiram-se, aliás, por vários intervenientes no debate, como o engenheiro Jorge Gaspar que criticou a "guinessificação" patente, por exemplo, no magusto de domingo passado com o maior assador de castanhas do mundo.
No âmbito do debate, foram enumerados vários projectos em estudo ou já autorizados pela Administração do Porto de Lisboa para a frente do rio, como o terminal de cruzeiros, uma unidade de produção criativa, em Santos, e o depósito de contentores pensado para Alcântara ou a Trafaria.
Entre os intervenientes, a grande maioria arquitectos ou engenheiros, a construção junto ao rio e eventuais limites a aplicar não são consensuais.
O arquitecto Nuno Teotónio Pereira afirmou não se opor totalmente à construção na frente ribeirinha, mesmo em altura, acrescentando que a vista do rio, precisa de ser enquadrada por alguma construção.
Nuno Teotónio Pereira destacou a importância do Porto de Lisboa para a cidade e afirmou que se justifica "aceitar alguns constrangimentos que a reserva de zonas portuárias possa provocar na fruição do rio por parte dos lisboetas".
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2007-11-12 21:50:01
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